O bom momento do mercado de trabalho não foi suficiente para que o trabalhador retomasse o nível de rendimento registrado em 2002, conforme Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de março, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio real foi de R$ 1.188,90 em março, 2,39% abaixo dos R$ 1.218,00 de março de 2002.
Quando há uma recessão, a perda de rendimento é rápida e há uma demora grande para recuperar , ressaltou Cimar Azeredo, gerente da PME.
O rendimento médio apresentou leve queda de 0,6% em relação ao registrado em fevereiro, quando o ganho médio foi de R$ 1.195,49. De acordo com Azeredo, a indústria foi a principal responsável pelo recuo mensal. Em março, o rendimento médio real do trabalhador industrial declinou 6,6% em relação a fevereiro, de R$ 1.253,26 para R$ 1.171,00.
A indústria representa 16,8% da população ocupada e acabou puxando a queda do rendimento , explicou Azeredo, ponderando que a queda do rendimento no setor nesta época do ano não difere do verificado em outros anos.
Na construção, o rendimento subiu 5,4%, de R$ 888,05 para R$ 935,60, enquanto no comércio houve alta de 2,3%, de R$ 936,58 para R$ 958,30. Apresentaram alta também os setores de serviços (+2,5%), de R$ 1.615,05 para R$ 1.654,80; e de serviços domésticos (+1,6%), de R$ 423,78 para R$ 430,70.
O rendimento recuou 1,8% em educação, de R$ 1.694,02 para R$ 1.664,20. Em outros serviços, houve recuo de 0,4%, de R$ 1.070,30 para R$ 1.065,70.