Saiba como diversificar aplicações em fundos, investindo no exterior

Para o investidor que procura diversificar aplicações e apostar em mercados novos - pelo menos no que se refere à oferta de produtos de investimentos hoje existente no Brasil - os fundos multimercados que investem em ativos estrangeiros podem ser uma opção interessante.

"A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu uma possibilidade para investidores médios, pois o investidor qualificado já tinha acesso para investir diretamente em ativos no exterior", explica Valéria Fontes, gerente de produto do HSBC Global Asset Management.

Diversificação e risco cambial


Esta 'abertura' dada pela CVM é regulamentada pela Instrução 450, de março de 2007. Com essa alteração na regulamentação, os fundos multimercados domiciliados no Brasil estão liberados para alocar até 20% de seu patrimônio em ativos ou cotas de fundos no exterior, sem restrições de qualificação dos investidores. "Os outros 80% aplicamos em títulos públicos federais brasileiros", revela Fontes.

"Para nossa carteira, compramos cotas de um fundo que é gerido em Londres e atua em diversos mercados de ações dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)", explica a gerente. "O investidor que busca esse fundo está buscando diversificar suas aplicações e, especificamente, acredita no crescimento econômico dos emergentes", diz. O fundo do HSBC chama-se Atlas Bric.

Todos os fundos multimercados estão associados a algum tipo de risco. No caso dos que investem no exterior, o principal risco é a variação cambial, adverte a gerente. No caso do HSBC, o objetivo do fundo é superar o CDI (Certificado de Depósito Bancário).

Investimentos e rentabilidade


De acordo com dados mais atualizados da CVM, até 31 de julho, somente cinco fundos brasileiros possuíam recursos alocados no exterior, somando R$ 17,2 milhões, o que correspondia a 1,4% do patrimônio (R$ 1,2 bilhão) líquido total destes fundos.

De acordo com dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), a rentabilidade dos fundos com investimentos no exterior superava a do Ibovespa no ano (até 18 de agosto). Enquanto o principal índice da Bolsa brasileira acumula queda de 16%, o HSBC Atlas Bric rendeu 1,36%; o Multimercado Diamante Itaú deu retorno de 5,21%; já os fundos Gávea Máster Investimento no exterior e Gávea Master Plus Fi Multimercado tiveram rentabilidade de 1,31% e 7,25%, respectivamente. Por fim, o Polo Norte Fundo de Investimento Multimercado deu retorno de 8,94% no ano.


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