O Senado americano aprovou por unanimidade a renovação do Sistema Geral de Preferências (SGP) por mais um ano. O mecanismo, previsto para expirar em dezembro de 2008, já havia sido votado pela Câmara dos Deputados em 31 de agosto.
“Trata-se de uma vitória muito grande para o Brasil, levando em conta a complexa agenda do Congresso americano frente ao agravamento da crise financeira nos Estados Unidos”, afirma Eduardo Fonseca, gerente de relações governamentais da Amcham (Câmara Americana de Comércio).
A Amcham realizou, ao longo do ano, cinco missões empresariais em defesa do mecanismo, que concede isenção tarifária a 4.650 produtos provenientes de 131 países em desenvolvimento. A visita mais recente a Washington ocorreu no início de setembro. Ao todo, foram mais de cem reuniões com parlamentares e assessores atuantes no Congresso americano.
As principais vantagens apresentadas pela Amcham na defesa do SGP foram: benefício às companhias e aos consumidores americanos; promoção do desenvolvimento de pequenas e médias empresas brasileiras que fazem parte da cadeia de produção de americanas; geração de competitividade para produtos americanos (já que 75% são matérias-primas ou bens intermediários); reforço da proteção à propriedade intelectual; o real competidor do Brasil no mercado americano é a China, não os países menos desenvolvidos; além de ser um importante símbolo da relação Brasil - Estados Unidos.
De janeiro a julho de 2008, o Brasil exportou US$ 1,6 bilhão via SGP aos Estados Unidos. Em 2007, as vendas ao país utilizando a ferramenta somaram US$ 3,4 bilhões, 13% do valor total embarcado. Os setores brasileiros mais beneficiados pelo sistema são maquinário e equipamento elétrico e mecânico, madeira, autopeças, pedras, alumínio, cobre, cacau e químicos inorgânicos. Segundo levantamento da Amcham, importadores americanos deixaram de pagar US$ 137,5 milhões de tarifas sobre produtos brasileiros em 2007.