O atropelamento de Ana Maria Braga, o carro inteligente da Ufes e a tela azul do Windows

Tropeços no percurso acontecem. Planejar para minimizar os riscos, entretanto, é sempre importante

Redação, www.administradores.com,

Pesquisar e, principalmente, desenvolver novas tecnologias no Brasil é um calvário conhecido por quem está ou já passou pelos laboratórios e grupos dedicados a esses fins nas universidades brasileiras. Mas, contra a corrente e com muito esforço, estudantes e professores de um número já razoável de instituições nacionais têm conseguido tirar do papel iniciativas bastante interessantes. Uma delas é o Projeto Carro Autônomo, desenvolvido por estudantes e professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e que virou piada nesta segunda-feira (22) graças a um incidente transmitido ao vivo na TV de maior audiência do país.

O que era para ser uma demonstração do potencial do mecanismo desenvolvido pelos estudantes da Ufes e da UFRJ acabou se tornando uma gafe em rede nacional, digna da clássica apresentação do Windows por Bill Gates em que o computador travou e apresentou a famosa tela azul de falha do sistema operacional da Microsoft (vídeo abaixo).

Conforme o professor responsável pelo projeto afirmou ao G1, o incidente foi causado por falha humana (no caso, falha dele) diante de uma mudança de script. Na troca dos modos (de automático/robô para manual/humano), o veículo começou a se deslocar e, como a apresentadora pediu para ir sozinha na frente (o que não deveria ter sido permitido), o pesquisador não conseguiu chegar ao volante a tempo de evitar o choque, que deixou Ana Maria Braga com alguns dedos machucados e cinco pontos na boca. 

O projeto da Ufes é muito bom e coloca o Brasil, mesmo que aos trancos e barrancos, no contexto das pesquisas na área de Computação de Alto Desempenho (veja no vídeo abaixo como o carro realmente funciona). Vender a ideia, entretanto, é parte fundamental do processo. E a forma como isso será feito, certamente, vai impactar o futuro do projeto que pretende ter veículos com a tecnologia disponível para consumidores finais dentro de 10 anos. É verdade que tropeços no percurso acontecem. Planejar as ações para minimizar os riscos, entretanto, sempre ajuda. 

 

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