O trabalhador paulista está acima do peso. Segundo pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) São Paulo divulgada nesta segunda-feira (27), 47,7% dos homens e 29,9% das mulheres que trabalham nas indústrias do estado dizem estar acima do peso ou obesos.
As gordurinhas a mais têm explicação: a prática de atividade física regular passa longe da rotina diária da maior parte das trabalhadoras paulistas. De acordo a pesquisa, 58% das mulheres afirmaram não fazer nenhum tipo de exercício. O percentual de sedentarismo é menor entre os homens: 36,1%.
Apesar disso, a percepção sobre a própria saúde é positiva para a maior parte dos entrevistados (91,2%, contra 8,8% que avaliam o estado de saúde como negativo). Questionados sobre tabagismo, a parcela de trabalhadores paulistas que dizem fumar (11,9%) é menor do que a média nacional (16,4%, segundo o Ministério da Saúde).
O Sesi consultou 597 empresas do estado de São Paulo com o objetivo de traçar o perfil do trabalhador paulista. A pesquisa apontou que a maior parte são homens (68,2% da amostra); jovens (76,1% têm até 39 anos de idade); têm famílias grandes (55,8% são casados e 10,3% têm três ou mais filhos).
Além disso, a pesquisa mostra que a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras estudaram até o ensino médio (61,9%); e mais da metade (53,3%) têm renda mensal de até cinco salários mínimos.
Álcool e estresse
O potencial para alcoolismo é maior nos homens do que nas mulheres: 31,7% dos entrevistados afirmaram haver ingerido cinco ou mais doses de bebida alcoólica em uma única ocasião nos últimos 30 dias, o que é considerado consumo exagerado para os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMCS). Entre as mulheres, a parcela foi de 27,5%.
A proporção de trabalhadores que disse “não dormir bem com freqüência” ou sentir-se freqüentemente “estressados” foi de, respectivamente, 21,7% e 13%.
A percepção de estresse foi mais negativa entre as mulheres e entre os trabalhadores com renda familiar acima de R$ 1.500.