Varejo deve inovar no Dia das Crianças

Empresários do comércio varejista tradicional terão que inovar para movimentar os negócios em seus estabelecimentos para a próxima data comemorativa, o Dia das Crianças, pois o comércio eletrônico cresceu acima dos 40% no País ao longo dos seis primeiros meses deste ano, de acordo com a 18ª edição do Relatório WebShoppers, que é produzido pela e-bit desde 2000. No total, o faturamento do setor foi de R$ 3,8 bilhões, informa a Agência Sebrae de Notícias.

Pensando no crescimento acelerado do mundo virtual, o Sebrae em São Paulo aposta no diferencial na hora do atendimento corpo-a-corpo, com o Programa Venda Melhor Dia Das Crianças, que será comemorado em 12 de outubro.

Fazer uma promoção diferente, investir em novos caminhos para atrair mais consumidores para dentro da loja; renovar a vitrine; refazer a mala-direta para contatar os clientes, que desde o Natal do ano passado não foi retomada. Essas são as ações que a Instituição, por meio do Escritório Regional Capital Oeste, disponibiliza aos varejistas que desejam fazer parte do programa.

Para Thiago Bueno Ferraz, analista do Sebrae/SP no Escritório Regional Capital Oeste, os empresários podem conseguir bons resultados com atitudes sutis. "Ações simples podem aquecer as vendas em momentos estratégicos como o Dia das Crianças, que já é a terceira data mais importante do varejo, perdendo apenas para o Natal e Dia das Mães".

O analista faz um alerta para que os donos de lojas e funcionários busquem sempre um atendimento diferenciado para conquistar seus clientes. "As vendas do varejo eletrônico para o Dia das Crianças, período compreendido entre o dia 28 de setembro e 12 de outubro, em 2007, superaram em 35% o faturamento verificado no ano de 2006". Segundo levantamento da consultoria e-bit, as lojas virtuais registraram um faturamento aproximado de R$ 264 milhões em comparação aos R$ 196 milhões atingidos em 2006.

Ferraz acredita que o diferencial no comércio tradicional dá condições de o empresário enfrentar o mundo virtual. "Sabemos que os números de vendas virtuais são elevados, entretanto, não é preciso que o comerciante entre em desespero, mas que busque capacitação e atualização constantes, ferramentas que ajudem na conquista e fidelização de seus clientes".

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