Resenhas / Comportamento Organizacional

Comportamento humano na empresa - o perfil de liderança

A resenha trata sobre o conceito de liderança, inteligência emocional e seus cinco componentes, a liderança dentros das organizações e por fim, exemplos de liderança no esporte.

Airton Duarte,
Conceito de Liderança.

Existem vários conceitos para definir o que é liderança, ou o que é um líder. Conforme o que dizem muitos autores, podemos definir algumas características dessa forma de coordenar ou chefiar uma empresa, organização ou equipe. Liderança é a maneira de conduzir, motivar e influenciar pessoas para que contribuam da melhor forma possível, para que tudo funcione bem dentro de uma organização.

Pode-se definir um líder de acordo com sua personalidade, estilo de comandar, pelo seu poder de persuasão. Os líderes podem influenciar pessoas de acordo com a sua posição na empresa, por suas qualidades como pessoa e também por seus conhecimentos diversos.

Contudo, não se pode dizer que ser líder é fácil, por que os líderes são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da organização.Liderar não é uma tarefa simples. Pelo contrário, liderança exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a organização é um ser vivo, dotado de colaboradores dos mais diferentes tipos.

2. Liderança dentro das Organizações

Nos dias de hoje, onde o mundo dos negócios está cada vez mais competitivo, com o tempo como maior dos inimigos, é necessário que as organizações sejam administradas por pessoas que um perfil de liderança. O perfil desse líder deve ser de um gestor com inúmeras qualidades onde a maior delas é o poder de motivação perante os colaboradores.

O papel da liderança, hoje, é muito mais sutil, demanda muito mais experiência para enfrentar as mais diversas situações dentro das empresas. Lidar com pessoas é sempre difícil, e o líder em um papel de chefia se torna muitas vezes por dia um conciliador, psicólogo, amigo e também, um regente de situações adversas.

Nos últimos anos, o que faz uma empresa se destacar no mercado, é a qualidade no atendimento, no serviço prestado, ou no produto vendido. Nessa hora, a presença do líder também é muito importante, por que o líder se destaca tanto dentro, como fora da empresa. Os clientes, fornecedores e parceiros, identificam na empresa o líder, por sua maneira de lidar com as situações, pela forma como atende e resolve os problemas, conseguindo resultados rápidos, eficientes e satisfatórios para todos os envolvidos na transação.

Portanto, uma organização que está disposta a enfrentar o mercado extremamente difícil e competitivo, tem por obrigação ter um líder com grande experiência e capacidade para lidar com todos os tipos de pessoas e situações que possam acontecer no cotidiano de uma empresa, seja ela pequena, média ou grande.

3. Inteligência emocional

Os líderes mais eficazes se assemelham num quesito crucial: todos têm, em alto grau, aquilo que se convencionou chamar Inteligência Emocional. Não que QI e capacidade técnica sejam irrelevantes, mas sem a inteligência emocional, as pessoas podem ter o melhor treinamento, uma mente incisiva e analítica e um suprimento inesgotável de idéias e ainda sim não ser um grande líder.

A Inteligência Emocional é uma síntese da Inteligência Interpessoal e da Inteligência Intrapsíquica. O fato é que o controle das emoções não é fator essencial apenas para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo, é também essencial para alcançar a excelência em termos de comportamento gerencial.

Um líder emocionalmente equilibrado não reprime suas emoções. Ele aprende a administrá-las de modo a liberá-las na hora certa, com a pessoa certa e da forma mais adequada possível. Consegue se acalmar quando está nervoso, se automotiva e têm uma razoável percepção de si e dos outros. Pode-se dizer que se trata de um profissional protegido pelo otimismo e pela esperança, com positivas expectativas de que as coisas darão certo, apesar dos reveses e das dificuldades. São atitudes como essas que o impede de se tornar apático, desesperançoso ou deprimido, sendo facilmente reconhecido no perfil dos melhores profissionais da sociedade contemporânea.

O equilíbrio emocional não é algo fácil de ser obtido nem é uma questão genética: é algo que se aprende e que pode ser melhorado por meio de treino, esforço e persistência. Para tanto, o líder têm de identificar exatamente o que quer alcançar, e tornar-se diligente a ponto de identificar as situações nas quais costuma cair em velhos hábitos e associá-las a uma reação produtiva. Ao realizar esse tipo de exercício analítico firmemente por algumas semanas ou meses, a pessoa poderá substituir os hábitos que deseja eliminar por outros que acabam se tornando automáticos.

3.1 Os cinco componentes da Inteligência emocional

Desenvolver um esforço pessoal para tornar-se um líder emocionalmente equilibrado, é necessário desenvolver as seguintes competências: Autoconciência, autocontrole, motivação, empatia e aptidão social.

A Autoconsciência é conhecimento que o ser humano tem de si próprio, de seus sentimentos ou intuição. Esta competência é fundamental para que o homem tenha confiança em si e conheça seus pontos fortes e fracos. O autocontrole ou controle emocional serve para que o ser humano saiba lidar com os sentimentos. A pessoa que sabe controlar seus próprios sentimentos se dá bem em qualquer lugar que esteja ou em qualquer ato que realize.

A competência mais importante no mundo das organizações hoje é a motivação, e o líder que tem esse quesito deve pôr as emoções a serviço de uma meta. A pessoa otimista consegue realizar tudo que planeja, pois tem consciência que todos os problemas são contornáveis e resolvíveis. Reconhecer emoções nos outros, a empatia serve para que a pessoa saiba se colocar no lugar do outro. Perceber o outro. Captar o sentimento do outro. A calma é fundamental para que isso aconteça. Os problemas devem ser resolvidos através de conversas claras e as explosões devem ser evitadas para que não prejudique o relacionamento com os outros.

Por fim, a aptidão social, capacidade que a pessoa deve ter para lidar com emoções do grupo. A arte dos relacionamentos deve-se, em grande parte saber lidar com as emoções do outro. Saber trabalhar em equipe é fundamental no mundo atual.

4. A letra "D" de Liderança

Definimos as cindo principais competências de um líder, agora descreveremos as seis características do líder moderno, e a letra "D" é apenas uma forma fácil de memorizarmos, já que a missão do novo líder é motivar, capacitar e inspirar, veja como os princípios abaixo todos começando com a letra "D" – pontuam suas atividades:

Descontração: A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto rigidez e autoritarismo nem pensar. É importante a equipe estar solta, à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito. Seja gente, seja sincero, seja agradável. Uma decoração leve também ajuda. E bom humor é fundamental.

Direcionamento: Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades.

Desafio
Por meio do desafio, trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de criatividade, realização, aprendizado e, sobretudo, prazer. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz.

Diferenciação
É ótimo reconhecer e valorizar as diferenças entre cada membro da equipe. Ajuda e motiva aproveitar as características individuais de cada um, tanto de personalidade como de experiência profissional. A pessoa se sente respeitada, passa a ousar mais,

sem medo de ser diferente dos outros. Só com a aceitação das diferenças acontece a verdadeira inclusão.

Desapego
Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores.

É preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de uma única alternativa. Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e principalmente o treino podem ajudar muito.

Juntado esses cinco "D's" com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe:

Determinação. E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador.

5. Líderes no esporte

O esporte pode favorecer o desenvolvimento da liderança através de ações semelhantes aos executados nas organizações, em um ambiente estimulante, dinâmico, desafiador e proporciona a superação de limites, alcançando objetivos, trabalhando em grupo, enfim, executando as habilidades praticadas nas organizações.

A liderança é necessária em todos os tipos de organização humana, nas empresas, em cada um de seus departamentos e no esporte, seja como técnico dirigente ou atleta, em uma equipe (capitão da equipe ou integrante do time). Numa modalidade individual, isto é, ela é importante em todas as funções onde o líder precisa conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas.

Há uma distinção entre o conceito de liderança como uma qualidade pessoal e de liderança como função, onde o grau em que um indivíduo demonstra qualidade de liderança depende não somente de suas próprias características, mas também das características da situação na qual se encontra. O comportamento da liderança deve ajudar o grupo a atingir os seus objetivos, ou satisfazer suas necessidades assim o indivíduo que atinja um estado satisfatório, tem maiores possibilidades de ser considerado líder.

Os grandes líderes nos mobilizam, inflamam nossas paixões e inspiram o melhor de nós. Quando tentamos explicar a causa de tamanha eficácia pensamos em estratégias, visão, idéias poderosas, entusiasmo, dinamismo, atitude, enfim uma coletânea de posturas que fazem da liderança o ponto de mudança, seja na empresa ou em uma equipe esportiva, para realizar o trabalho de adaptação às transformações estão acontecendo e mobilizar os outros para a ação de tais acontecimentos.

A liderança nos esportes e nas organizações possui características semelhantes, pois são sustentadas por comportamentos e atitudes humanas como a inteligência, as emoções, e os atributos espirituais do indivíduo, onde a liderança é destaque por meio do uso adequado e predominante de um dos três aspectos mencionados.

5.1. Dois estilos de liderança campeões

Definir estratégias e metas, gerenciar conflitos, detectar e desenvolver talentos eram temas restritos apenas ao mundo dos negócios. Hoje, empresários e executivos dividem o palco com uma outra gama de líderes: os do esporte. Em tese, é no mínimo interessante saber como é moldado o apelo para motivar jogadores que ganham até US$ 30 milhões por ano.

Há muito tempo, o esporte virou negócio e este é um caminho irreversível. Como explicar, por exemplo, que um time como o Barcelona resiste ao merchandising na camisa e tem lucro? A resposta mais simples, com certeza, passa pela eficiência da gestão. As comparações com uma indústria chegam a ser constante, e não é para menos, afinal, práticas esportivas como futebol, vôlei atraem grandes empresas, patrocínios gigantescos e, por isso, geram quantias expressivas.

Um universo que envolve dinheiro, disputas de egos, superação, disciplina e liderança, conjunto de fatores que por si só explica o elo entre o esporte e a gestão das empresas: se o time perde, as páginas do jornal dizem que há uma crise; se ganha, era simplesmente obrigação. Como lidar com essa cobrança por algo que os consultores batizaram de "alto desempenho?".

O técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, 63, que, apesar do reconhecimento internacional e dos diversos títulos na bagagem, entre eles o tetracampeonato mundial em 2004, costuma dizer que se preocupa muito mais com a qualidade do que com a quantidade. Reservado em seus comentários,

Discreto, estudioso e analítico, ele minimiza o favoritismo, Um outro estilo de liderança, bem diferente do criado por Parreira, tem Luís Felipe Scolari, ou Felipão, atual técnico da Seleção Portuguesa de Futebol. Basta reparar como cada um deles reage à beira do campo, enquanto orienta a sua equipe. Parreira é sóbrio e sereno o tempo todo, e isso pode significar falta de vibração na hora de decidir. Felipão é passional, gesticula, grita, xinga, discute com o juiz, e isso pode significar falta de serenidade no momento de decidir. Felipão e Parreira trabalham com o mesmo objetivo: vencer.

6. Conclusão

Líderes são "talentos" que têm visão do todo, que sabem onde podem chegar, que se colocam no futuro, nos pontos para o qual devem convergir às forças que realizarão os sonhos e ao invés de empurrarem seus colaboradores em direção a este futuro, eles puxam, de acordo com a necessidade e a velocidade requerida por cada um, visando atingirem o objetivo juntos, ao mesmo tempo.

A liderança é um doce prazer. Liderar é atingir e superar os objetivos junto com as pessoas é promovê-las para o seu desenvolvimento pessoal e a auto-realização. Aprender a ser líder é um processo que não se consegue sozinho, tem que haver muito feedback e muita reflexão. Somente as pessoas capazes de olhar para dentro de si mesmos, podem ser verdadeiros líderes. Pra ser um verdadeiro líder, tem de ser feito feedback e buscar estas referências sempre. Todos os dias têm algo a aperfeiçoar e pode-se superar este desafio.

Em síntese o Homem é o motivo da existência e esforços de todos os estudos científicos com o principal objetivo de criarmos um mundo melhor para se viver, a tecnologia pode ser um grande aliado neste desafio, cabe ao Ser Humano dar limite das coisas e crer no seu potencial inovador e criativo preservado os recursos naturais de nosso planeta e perpetuado nossa inteligência por muito e muitos séculos.

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