ࡱ> [ֆbjbj;ΐΐ} & ***>>>8vlt>VVV"x({{{-V/V/V/V/V/V/VW$Z|/V*_{{__/V**DVM"M"M"_**-VM"_-VM"M"2PSdE>!nR.VZV0VCRZ `Z\SZ*S{>,M"$ V{{{/V/V!^{{{V____Z{{{{{{{{{  :EMPREENDEDORISMO FEMININO: UMA ANLISE DO PERFIL EMPREENDEDOR E DAS DIFICULDADES ENFRENTADAS POR MULHERES DETENTORAS DE UM PEQUENO NEGCIO* ANDREOLI, Tas Pasquotto (G-UEM) BORGES, William Antonio (UEM) RESUMO O artigo teve como objetivo analisar o empreendedorismo feminino, por meio dos seus conceitos e fundamentos, do seu contexto no cenrio nacional, bem como da identificao da existncia de um perfil empreendedor em trs mulheres micro-empresrias, apreendendo as dificuldades que elas enfrentam. Desse modo, tratou-se de uma pesquisa terico-emprica realizada por meio de uma abordagem qualitativa, que, primeiro, partiu de leituras sobre empreendedorismo e o perfil empreendedor, ressaltando a mulher como empreendedora e, segundo, da anlise de dados primrios auferidos pela realizao de entrevistas com mulheres proprietrias de empresas, no intuito de identificar, nelas, o perfil empreendedor. Atravs do levantamento terico e das respostas obtidas, constatou-se que as mulheres entrevistadas possuem um perfil empreendedor e, sendo dotadas de caractersticas que atendem s demandas da nova economia, buscam lugar no mercado de trabalho, rompendo com o histrico predominantemente machista de mulher submissa. Palavras-chave: Empreendedorismo, atuao feminina; nova economia. 1 INTRODUO Os fenmenos relacionados ao empreendedorismo vm, ao longo do tempo, ganhando importncia e relevncia junto aos meios empresarial e acadmico, o que se acentuou nas ltimas dcadas. (RIMOLI et al., 2004, p.18). O alto ndice de desemprego e a constante diminuio da oferta de empregos formais nas grandes empresas tm levado muitos profissionais a buscar um trabalho autnomo, no qual no ficassem a merc de um chefe ou de uma possvel estabilidade econmica. Nesse contexto, surge a grande procura pelo empreendedorismo, que, de acordo com Miguel (2005) o motor da economia, desencadeando o crescimento econmico, sendo responsvel pela criao de novos empregos e pela gerao de riqueza para a sociedade. Com efeito, o surgimento de novos empreendimentos tem relao estreita com o desenvolvimento econmico, pois, so eles que tm dado suporte maioria das inovaes que promovem esse desenvolvimento. Segundo Walter Kuemmerle (2000), professor da Harvard, haveria poucas mudanas nos pases emergentes sem um aumento da atividade dos empreendedores. Embora dados revelem que grande parte da populao economicamente ativa esteja voltada e dedicada a novos empreendimentos, o Brasil aparece nos ltimos lugares quando se avalia a taxa de sucesso dos mesmos. Juntamente com isso, ao se estudar o ndice de mortalidade de pequenas empresas, verifica-se que este ndice alarmante no pas, chegando a at 73% (DORNELAS, 2001). Nesse sentido, a preocupao com a criao de pequenas empresas duradouras e a necessidade da diminuio das altas taxas de mortalidade desses empreendimentos so, sem dvida, motivos para a popularidade do termo empreendedorismo, que tem recebido ateno especial por parte do governo e de entidades de classe. Apresenta-se, ento, o empreendedorismo como uma atividade que vem ganhando destaque na economia, e como conseqncia disso, atenta-se para a importncia de t-lo como objeto de estudo. Entendendo melhor como ocorre o processo empreendedor e traando-se o seu perfil, apresentando as principais caractersticas de pessoas que obtiveram sucesso empreendedor e dando suporte para polticas pblicas voltadas para a formao empreendedora, espera-se que resulte na reduo gradativa da mortalidade das micro e pequenas empresas. Faz-se importante destacar que o desenvolvimento da economia est diretamente ligado participao das mulheres no mercado de trabalho, devido ao constante crescimento do nmero de mulheres economicamente ativas. Segundo dados do IGBE, em 2001 o nmero de mulheres no mercado de trabalho j superava os 32,8 milhes, o que representa mais de 40% da populao economicamente ativa. Com este recente endosso do mercado de trabalho, torna-se indispensvel a comparao entre o desempenho feminino e o masculino. As mulheres esto abrindo empresas a uma taxa duas vezes maior do que os homens; segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), considerando todas as empresas mundiais, nota-se que aproximadamente um tero de todos os negcios pertencem a mulheres. (LERNER; ALMOR, 2002). De acordo com o relatrio do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2002, o Brasil mantm uma posio de destaque, com as mulheres respondendo por 42% do total de proprietrios de empresas nacionais, dado que se revela acima da mdia mundial de 39,9%. Com efeito, empreendedoras so mulheres que ousaram quebrar o paradigma historicamente machista, abandonando o papel de dona-de-casa ou me-de-famlia que lhes foi delegado durante dcadas, rejeitando o esteretipo de "mulher-Amlia", enfrentando preconceitos e discriminaes, assumindo uma atitude prpria e lutando por seus sonhos e ideais. Como destacado anteriormente, o empreendedorismo feminino de extrema importncia para a economia nacional. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo analisar o empreendedorismo feminino, por meio dos seus conceitos e fundamentos, do seu contexto no cenrio nacional, bem como da identificao da existncia de um perfil empreendedor em 3 mulheres micro-empresrias e apreender as dificuldades que elas enfrentam. 2 METODOLOGIA Para que o objetivo proposto fosse realizado, empregou-se o mtodo fenomenolgico, que, de acordo com Trivios (2006, p.47) trata-se da busca pela essncia, pela identificao da intencionalidade. No entanto, para o autor, o fenomenlogo estuda a realidade com o desejo de descrev-la, de apresent-la tal como ela , em sua experincia pura, sem o propsito de introduzir transformaes substanciais nela, bem como considerar a perspectiva histrica. Desse modo, trata-se de uma pesquisa terica-emprica, realizada por meio de uma abordagem qualitativa, que, para se realizar, partiu-se, primeiro, de leituras sobre empreendedorismo e o perfil empreendedor, ressaltando a mulher como empreendedora. Isso, para que, no segundo momento, fosse possvel analisar dados primrios auferidos pela realizao de entrevistas com mulheres proprietrias de empresas, no intuito de identificar, nelas, o perfil empreendedor. Nesse nterim, teve-se como base a realizao de entrevistas semi-estruturadas, contendo 13 perguntas abertas, com 3 mulheres micro-empresrias da cidade de Maring/PR e Sorocaba/SP, que atuam nos setores de advocacia e comrcio de roupas, escolhidas aleatoriamente, o que proporcionou obter respostas necessrias para a anlise referente ao empreendedorismo feminino. Cabe pontuar que por ser uma pesquisa essencialmente qualitativa, a preocupao esteve em trabalhar o objeto de estudo com profundidade. 3 EMPREENDEDORISMO Num contexto econmico marcado pela instabilidade, pela acirrada competitividade e pela crescente taxa de desemprego, o empreendedorismo surge como uma alternativa para aqueles que desejam e/ou necessitam criar um negcio prprio, deixando de respeitar o sistema de trabalho convencional. A Nova Economia, oriunda da intensa globalizao, marcada por uma preferncia por negcios informais e pela Internet, devido alta tributao (excesso de impostos e elevada taxa de juros) e a lentido dos processos causados pela burocracia. O empreendedorismo uma conseqncia das mudanas tecnolgicas e da sua rapidez, sendo um grande propulsor da economia. Atua eliminando barreiras comerciais e culturais, encurtando distncias, globalizando e renovando os conceitos econmicos, criando novas relaes de trabalho e novos empregos, quebrando paradigmas e, principalmente, transformando a organizao e criando valor econmico. Segundo Jeffry Timmons (1990, apud DORNELAS, p.19), o empreendedorismo uma revoluo silenciosa, que ser para o sculo XXI mais do que a Revoluo Industrial foi para o sculo XX. Deve-se entender que a nfase no empreendedorismo nos dias de hoje no apenas um modismo, e sim um assunto pertinente dada sua importncia econmica e social na atualidade. IMPORTANCIA E DIFICULDADES NA ARTE DE EMPREENDER Dados do Sebrae mostram que ainda no perodo de 1990 a 1999 foram constitudas no Brasil 4,9 milhes de empresas, dentre as quais 2,7 milhes so microempresas. Ou seja, mais de 55% das empresas criadas nesse perodo so microempresas. Conclui-se ento que a maior parte dos negcios criados no pas concebida por pequenos empresrios, pequenos empreendedores. De acordo com o relatrio executivo de 2000 do Global Entrepreneurship Monitor (GEM, 2000), o Brasil aparece como o pas em que existe a maior participao entre o nmero de habitantes adultos que comeam um novo negcio no total dessa populao: 1 em cada 8 brasileiros abriu/possui uma empresa. Esse dado muito importante quando comparado com o resultado dos outros pases, como por exemplo: os Estados Unidos que apresentam uma relao de 1 em cada 10; a Austrlia, 1 em cada 12; a Alemanha, 1 em cada 25; entre outros. Com base neste mesmo relatrio, vrios pases da Amrica Latina ocupam os primeiros lugares do ranking mundial no percentual da populao economicamente ativa dedicada aos empreendimentos. O Brasil ocupa o 7 lugar, com mais de 20% da populao economicamente ativa vinculada a novos empreendimentos. Mas ao se avaliar a taxa de sucesso desses empreendimentos, nos seus quatro primeiros anos de existncia, todos esses pases aparecem nos ltimos lugares, com os piores resultados. (FREIRE, 2005). Complementando esse dado alarmante, uma pesquisa realizada pelo Sebrae, em 1999, aponta o elevado ndice de mortalidade de pequenas empresas, chegando at 73% no terceiro ano de existncia. Com efeito, especialistas do assunto quando indagados do porqu desse alto ndice de fracasso de novos empreendimentos, justificam que no Brasil a maioria das pessoas comea a empreender um negcio por necessidade, como fonte de renda para a prpria sobrevivncia, carecendo de preparo e estrutura para empreend-los. Dados do GEM (Global Entrepreunership Monitor, 2003) embasam essa justificativa, apontando como 43% os empreendimentos de necessidade, e apenas 56% os de oportunidade. Geralmente esses empreendimentos so iniciados sem planejamento e sem o devido comprometimento, no tendo em vista uma perspectiva de futuro. O empreendedor espontneo, muitas vezes deixando com que o entusiasmo supere a racionalidade. (DORNELAS, 2001). Contrapondo-se a essa situao, nota-se que quanto mais importncia se d ao empreendedorismo de oportunidade, maior o desenvolvimento econmico, que, por conseguinte, aumenta a criao de mecanismo que estimulem as iniciativas empreendedoras. Ou seja, trata-se de um processo cclico, que s tem a alimentar ainda mais a busca de inovao (FREIRE, 2005). PERFIL EMPREENDEDOR DE SUCESSO Como foi dito anteriormente, num contexto de incertezas e desafios, o empreendedor aparece para atender s demandas scio-poltica-econmicas. De acordo com Andy Freire (2005), os empreendedores so pessoas diferenciadas, que possuem uma motivao singular, apaixonadas pelo que fazem, no se contentam em ser mais um na multido. So ambiciosos, buscam o reconhecimento e a admirao, querem servir de exemplo, deixar um legado. Complementando est a opinio de Jos Dornelas (2001) ao afirmar que o empreendedor acima de tudo uma reflexo de suas caractersticas pessoais. Nesse caso, o ser bem mais importante que o saber, ainda que do empreendedor se espere uma sede de conhecimento, buscando informaes para se manter informado a todo o momento. Embora seja no mnimo uma pretenso enorme delinear o comportamento de um empreendedor de sucesso, pode-se identificar algumas caractersticas freqentemente encontradas em muitos empreendedores que obtiveram sucesso em sua trajetria. Segundo Timmons (apud DOLABELLA, 2003), empreendedores geralmente so pessoas visionrias, sonhadoras e determinadas a fazer a diferena. Sendo criativas e inovadoras, atuam como um catalisador das mudanas, indo exatamente no oposto da frase de Nicolau Maquiavel - Os homens trilham quase sempre estradas j percorridas, perpetuada na histria pelo senso comum. Os empreendedores geralmente apresentam algumas caractersticas em comum, como: pacincia, dedicao, dinmica e otimismo; buscam a independncia e almejam construir o prprio destino; tendem a ser organizados, bem relacionados, atuando como lderes e formadores de equipe (FREIRE, 2005; RIMOLI, 2004). Ressalta-se tambm a habilidade de detectar oportunidades e a capacidade de tomar decises, tendo freqentemente uma propenso de assumir riscos, explorando ao mximo as oportunidades. Devem ser capazes de identificar uma necessidade de mercado e saber como atend-la. De acordo com Souza (2001), espera-se uma certa multi-funcionalidade do empreendedor, tendo de saber desempenhar vrios papis dentro do empreendimento. Caractersticas como perseverana e flexibilidade tambm so comumente detectadas. Pode-se dizer que so pessoas que atuam sempre como protagonistas e no apenas meros expectadores, tendo uma orientao voltada essencialmente ao. Enfim, segundo Machado (2002), empreendedores so pessoas que trabalham para construir qualquer coisa que seja; trabalhar e construir so palavras que exprimem a essncia da ao empreendedora. 4 ATUAO DA MULHER NA ECOMOMIA Ao longo da histria da humanidade, o papel da mulher na sociedade foi sempre bem definido: dona-de-casa, responsvel pelo zelo e bem-estar dos filhos e da casa, invariavelmente submissa aos pais ou ao marido, no tendo direito de expressar suas vontades ou de realizar seus sonhos. Mas a realidade hoje outra: pode-se verificar uma mudana no comportamento das mulheres, no para se assimilarem aos homens, mas sim para competir em igualdade com os mesmos (CATARDO, 2005). Segundo Mussak (2004), a Revoluo dos sexos est para a mulher hoje assim como a Revoluo Industrial se deu para os homens no sculo XX. Qual foi o fator impulsionador daquela Revoluo? Simples: a competncia. Segundo dados do Endeavor Empreendedorismo (2004), durante os anos 90, enquanto a renda mdia dos homens aumentou 19%, a das mulheres aumentou 43%; afora isso, so vrios os dados que endossam essa tendncia de igualdade: 54% dos mdicos e 50% dos advogados so mulheres; 29% dos juzes tambm pertencem ao sexo feminino; entre outros. E, pode-se esperar, ainda, uma melhora nesses ndices, visto que tambm a educao da parcela feminina vem, visivelmente, apresentando melhores indicadores, seja na expanso nos nveis educacionais ou na maior oferta de cursos superiores, preparando-as e qualificando-as mais adequadamente para o mercado de trabalho (MUSSAK, 2004). Antes economicamente dependente do marido at mesmo para definir sua identidade, hoje deseja mais do que um casamento ou a constituio de uma famlia. Ela busca uma identidade pessoal que inclui estilo de vida, no mais se submetendo ao que lhe imposto, e sim buscando independncia para traar e definir seu prprio caminho, expressando sua capacidade e sua fora de vontade (MACHADO, 2002). Indiscutivelmente o empreendedorismo uma alternativa valiosa para promover a insero de mulheres no mercado de trabalho, visto que este ainda mantm sua caracterstica predominantemente machista, impondo barreiras ascenso feminina na carreira. Um exemplo das dificuldades encontradas pelas mulheres o conhecido fenmeno do teto de vidro, abrangido por muitos autores como tambm fenmeno das paredes de vidro, que retrata os empecilhos e barreiras que as mulheres enfrentam no ambiente empresarial. De acordo com a mais recente pesquisa do Global Entrepreunership Monitor (GEM), o empreendedorismo feminino do Brasil o sexto mais atuante do mundo, com taxa de 10,8%. Esse dado ainda mais otimista quando comparado com o resultado do empreendedorismo masculino no Brasil, que ocupa a 13 posio do ranking mundial, com a taxa de 11,8% (SOARES, 2006). Segundo Mrcia Kitz, presidente da Associao de Mulheres de Negcios, em 2000 29% das brasileiras eram empreendedoras. Hoje, as mulheres empresrias representam 45% da populao. Aproximadamente 25% das pequenas empresas so dirigidas por mulheres (OIT, 1997). So vrios os fatores que influenciaram nesse crescimento: importante desempenho apresentado por empresas geridas por mulheres, representatividade da fora de trabalho feminino, bem como a intensificao da competitividade econmica e o constante aumento na taxa de desemprego (MACHADO, 2002). Carreira e outros (2001 apud GOMES, 2004) apontam dois fenmenos econmicos como os principais impulsores da insero de mulheres na condio de empresrias. O primeiro foi o considervel crescimento do setor de servios, o que proporcionou diversas oportunidades a serem exploradas, como lavanderias, restaurantes, lanchonetes, escolas, entre outros. O segundo fenmeno foi a terceirizao, incrementando reas com a produo direcionada industria, ao pequeno comrcio, alimentao, ao artesanato, ao vesturio, entre outras. Segundo dados do Sebrae (2000 apud ARAUJO et al, 2003), as mulheres empreendedoras, quando indagadas dos motivos que as levaram a abrir um negcio por conta prpria, apontaram como principais as seguintes razes: identificao de uma oportunidade de negcios (62,1%), experincia anterior (30,3%), ou ainda por estar desempregada, ter sido demitida ou estar insatisfeita com a empresa em que trabalhava (13%). Assim, pode-se classific-las em empreendedoras por acaso, empreendedoras foradas ou ainda empreendedoras criadoras, de acordo com o motivo pelo qual adentraram no ramo do empreendedorismo. 4.1 CARACTERSTICAS DA GESTO FEMININA As empresas criadas e geridas por mulheres, embora ainda em um nmero no igualmente representativo, tm alcanado uma sobrevivncia maior do que a mdia de vida das pequenas empresas (GIMENEZ et al). Apoiando-se em dados assim, torna-se no mnimo intrigante analisar e estudar as possveis causas que contribuem para o sucesso do empreendedorismo feminino, ou seja, quais so as vantagens na atuao feminina, e tambm em como se difere da masculina. O perfil genrico traado por Baygan (2000, apud MACHADO, 2002) detecta mulheres na faixa etria entre 35 e 50 anos; geralmente casadas e com filhos; tm alto nvel de educao formal; atuando em pequenos negcios e iniciaram as empresas com baixo capital social. Mas o interesse aqui no apenas determinar um perfil baseado em estatsticas, sim analisar as caractersticas que proporcionam s mulheres uma melhor capacidade e habilidade em iniciar ou gerir negcios. 4.2 ATENDENDO S NOVAS DEMANDAS ECONMICAS Segundo Tom Peters (2004), a nova economia tem demandado atributos femininos, que vo desde maior capacidade de relacionamento e aprendizado at o respeito intuio (inteligncia emocional). Em consenso com Peters est Barros (2005), que destaca a sensibilidade, a intuio, a habilidade de relacionar e a disposio como os dotes femininos que faro a diferena neste sculo. As mudanas da nova economia, segundo PetersOnde haviaDeve haverCompetio Regras Tarefas nicas Dar ordens Reclamaes rgidas Sim, senhor Conquista Gerenciamento Comando & controle Informaes: necessidade de saber Mulheres em funo de suporteCooperao Relacionamentos Tarefas mltiplas Fazer perguntas Dicas sutis Muito obrigada Comunicao Empowerment Conecte & convena (sutilmente) Informaes: quer partilhar Mulheres em cargos de vendaFonte: PETERS (HSM Management 43 maro-abril 2004, p.53) O novo modelo de gesto das organizaes tende a requerer um perfil de profissional mais flexvel, sensvel e cooperativo. Sob a influncia de valores matriarcais, a vida organizacional apresentaria menos nveis hierrquicos e uma menor centralizao. Teria maior tolerncia pela adversidade e maior abertura criatividade. Nota-se tambm que a mulher tem uma viso mais holstica, mais ampla do negcio, com uma tendncia conciliatria e harmonizante em um grupo de trabalho. (MORGAN, 1996; ENEIDA, 2003) Outro atributo feminino bastante destacado devido s novas exigncias das empresas de hoje a multi-funcionalidade do profissional, isto , a capacidade de realizar mltiplas tarefas e funes, cuidando de vrios assuntos ao mesmo tempo, e a habilidade em desempenhar diferentes papis na organizao. A capacidade de improvisar tambm bastante comentada, ressaltando a busca constante de novas alternativas, habilmente sendo capaz de quebrar velhos paradigmas (WEVER, 2005). As mulheres apresentam uma tendncia de irem alm da simples execuo do trabalho, desenvolvendo um envolvimento mais amplo com as pessoas e buscando a satisfao das necessidades de todas as pessoas que as rodeiam, atitude esta conhecida como estratgia ganha-ganha (MACHADO, 2002). Complementarmente Eneida (2003) aponta as mulheres como desprovidas do eu, sendo muito mais pelo ns, isto , com o esprito de cooperao, entendem e desenvolvem relacionamentos com mais facilidade que os homens, instigando o empowerment dentro da empresa. Em contrapartida, para Leite (1994, apud GOMES, 2004), como as mulheres tendem a ouvir mais outras pessoas e a levar em considerao a opinio de todos os integrantes da empresa antes de tomarem uma deciso, acabam por serem mais lentas no processo decisrio. Alguns tomam isto como uma caracterstica negativa da gesto feminina, pois decorre em um retardamento no desempenho da empresa, mas muitos tambm consideram como uma precauo pertinente, j que visa resultados a longo prazo, calculando detalhadamente as conseqncias. Na opinio de Chieko (2003), a maior participao das mulheres nas empresas reflete no apenas em um aspecto lucrativo do ponto econmico, pois h na gesto feminina uma tendncia de maior preocupao com questes ticas, transparncia, governana corporativa, questes sociais e ecolgicas. Tendncias do comportamento gerencial por parte de mulheres empreendedorasObjetivosEstruturaEstratgiaEstilo de liderana-Culturais e sociais; -Segurana e satisfao no trabalho; -Satisfao dos clientes; -Responsabilidade social-nfase na cooperao; -Baixo grau de formalismo; -Busca de integrao e de boa comunicao; -Descentralizao-Tipo inovativa; -Busca de qualidade; -Busca de sobrevivncia e de satisfao geral; -Conciliao trabalho e famlia-Poder compartilhado; -Motivar os outros; -Valorizar o trabalho de todos; -Ateno s diferenas individuaisFonte: MACHADO (Tese de Doutorado, 2005, p.88) 4.3 DIFICULDADES ENCONTRADAS NO CAMINHO EMPREENDEDOR As dificuldades mencionadas pelas mulheres empresrias esto geralmente relacionadas com os pais, maridos ou filhos. Pode-se dizer que um dos motivos para que isso ocorra porque as mulheres carregam consigo um peso adicional, que a preocupao vinculada constituio de uma famlia (MACHADO, 2002). A falta de apoio, seja por parte de seus familiares ou amigos (emocional), ou seja por parte dos bancos que inviabilizam a concesso de emprstimos (financeira), a crtica mais argumentada por parte das mulheres. Logo em seguida vem a descrena ou falta de confiabilidade por parte de clientes, fornecedores e acionistas, ou ainda o desmerecimento e/ou menosprezo sofrido por colegas de trabalho. Percebe-se que essas dificuldades so oriundas de uma sociedade marcada por uma formao histrica predominante machista, exigindo da mulher uma maior capacitao e um melhor empenho para a implementao e gerenciamento de um novo negcio (LANGOWITS, 2004; MACHADO, 2002). Alm dessas dificuldades mencionadas, as mulheres empreendedoras tm de lidar com vrios mitos associados ao fato de serem mulheres. Um deles a crena de que as mulheres apenas criam empresas em reas que lhes parecem familiares, como as de produtos alimentcios, cosmticos, vestimentas, entre outros. Tambm se fala muito que as mulheres com o cargo de liderana da empresa s o tm porque o herdaram de seus pais ou maridos. Contudo, pesquisas realizadas pelo centro para a liderana feminina do Babson College, nos Estados Unidos, demonstram que 88% das proprietrias de empresas foram suas fundadoras, e apenas 12% correspondem a empresas familiares. O terceiro e ltimo mito o de que as mulheres no criam empresas de alto potencial e boa rentabilidade, um mito no mnimo contraditrio, j que, segundo Nan Langowits (2004), que existem incontveis exemplos de sucesso na indstria da tecnologia norte-americana que mostram o contrrio. Desse modo, aps supra meno aos mitos referentes s mulheres, tem-se a anlise das entrevistas realizadas com trs operadoras de um pequeno negcio, com o propsito de apreender o perfil empreendedor. 5 MULHERES MICRO-EMPRESRIAS E O PERFIL EMPREENDEDOR Diante das respostas obtidas por meio das entrevistas realizadas com 3 mulheres que atuam nos setores de advocacia e comrcio de roupas, contatou-se que todas tiveram o mpeto de abandonar tudo. Uma delas iniciou um negcio prprio para complementar a renda do marido, a outra por busca de satisfao pessoal, e a terceira por necessidade financeira. Sobre a principal dificuldade encontrada por elas, duas delas apresentaram o fato de serem mulheres como empecilho, isto , responderam que a maior dificuldade foi o ingresso em um mercado de trabalho dominado por homens (ramo da advocacia), sofrendo assim certa discriminao por parte de seus companheiros profissionais. Quando indagadas dos motivos que as levaram a persistir no ramo do empreendedorismo, foram apresentados prioritariamente: reconhecimento profissional, responsabilidade, sentimento de realizao, gosto pelo que faziam, sensao de estar fazendo a diferena e tambm de ser um bom exemplo para os outros. Ao responderem sobre as caractersticas pessoais que julgavam mais importantes para o bom desempenho do empreendimento, foram detectadas as seguintes caractersticas em comum: dedicao, determinao e perseverana, disciplina, senso de responsabilidade e experincia. Nota-se tambm uma grande preocupao com o papel que representam para os clientes e a imagem que iro passar para eles, como retratado na seguinte resposta: O produto que voc vende, no meu caso EU, sempre passando confiabilidade, correo e dedicao a cada cliente. Acerca das diferenas encontradas entre o empreendedorismo feminino e masculino, todas opinaram que possvel destacar algumas vantagens femininas perante aos homens, tais como o fato da mulher ser mais idealista, sonhadora e batalhadora, de usufruir de uma certa intuio mais aguada, de empenhar mais feeling em sua atuao e de tambm ter mais jogo de cintura, o que permite lidar mais adequadamente com variadas pessoas em diversas situaes. Isso fica explcito na resposta a seguir: A grande vantagem que ns mulheres temos a intuio. Se essa intuio for agregada ao profissionalismo e principalmente ao conhecimento e domnio sobre a rea em que trabalha, ela imbatvel. Permitindo a elas que deixassem uma mensagem s futuras empreendedoras, foram selecionadas as seguintes declaraes: Lute por seus sonhos e ideais, pois eles so seus, e dependem somente de voc e Nunca desista, mesmo que parea tudo difcil.... Em suma, todas as mulheres se mostraram muito satisfeitas profissionalmente, alegrando-se pelo fato de no terem desistido e terem conseguido persistir na busca de seus sonhos, agregando como resultado disso uma sensao de poder, competncia e auto-suficincia. 6 CONSIDERAES FINAIS O empreendedorismo vem ganhando espao e importncia nos dias de hoje por estar sendo intensamente procurado por centenas de pessoas, seja por aquelas que buscam autonomia e independncia, seja por necessidade financeira, ou ainda pelo desejo de se atingir sonhos e objetivos. O empreendedorismo est se tornando, assim, um importante meio de fomentar a economia, apresentando caminhos alternativos para a fuga da economia presente, marcada por instabilidade e pelo aumento constante dos ndices de desemprego. Com esse trabalho, pode-se perceber que cada vez mais as mulheres optam por sarem de suas casas em busca de empregos e oportunidades de negcios. Desse modo, o empreendedorismo se apresenta como opo de carreira para as mulheres, visto que os ambientes empresariais ainda so predominantemente dotados de carter machista, o que torna essas mulheres muitas vezes alvo de zombaria, discriminao e at menosprezo por parte de seus colegas de trabalho. Comparando-se o perfil empreendedor traado teoricamente e o perfil traado atravs das respostas obtidas pelas entrevistas, nota-se a similaridade entre eles, detectando-se assim a existncia de um perfil empreendedor de sucesso. Constatou-se que as mulheres entrevistadas possuem grande capacidade empreendedora, inovando e aperfeioando o mundo dos negcios, sendo responsveis por uma diversidade na forma de gerenciamento de empresas e por um aumento na oferta de empregos, to escassos e concorridos nos dias de hoje, fornecendo assim importante fomento para crescimento econmico. Nesse sentido, Tom Peters (2004) imagina uma doutrina de empreendimento que tem nas mulheres as respostas frente aos problemas da escassez de talento e aos problemas da escassez de lderes. Isto , s com o aproveitamento de todos os recursos e capacidades pessoais disponveis que a economia sofrer um grande incremento, aumentando assim seu desempenho e seus resultados. Alm de ser necessrio maior nfase acadmica em torno dessa rea, a economia atual demanda tambm uma revoluo na mentalidade da populao, abandonando os valores e as concepes marcadamente machistas aos quais esto habituadas e aceitando as mulheres como essencial fonte de trabalho, no requerida para competir com os homens, mas principalmente para complementa-los, de igual para igual. 7 REFERNCIAS Trs retratos brasileiros. HSM Management 43, p.70-74, maro-abril 2004. ARAJO, Denise Nakano. Tornando-se empresrias: uma perspectiva para as mulheres brasileiras. Caderno de Administrao, Maring, v.11, n.2, p.87-100, jul./dez.2003. 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