Artigo / Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho

Uma análise da mão de obra estagiária em Belo Horizonte: oportunidade de aprendizagem ou subemprego disfarçado?

Nesta pesquisa investigou-se o vínculo dos estagiários com as instituições concedentes de estágio, com base nas rotinas de atividades desenvolvidas pelos estagiários e pelo comprometimento organizacional por meio dos programas de estágio oferecidos

As constantes transformações econômicas e sociais ocorridas em nosso país fizeram com que houvesse significativas mudanças nos contratos de trabalho. Como exemplo temos o contrato de estágio, que atinge diretamente as relações de trabalho e o vínculo organizacional dos trabalhadores. Nesta pesquisa investigou-se o vínculo dos estagiários com as instituições concedentes de estágio, com base nas rotinas de atividades desenvolvidas pelos estagiários e pelo comprometimento organizacional por meio dos programas de estágio oferecidos.

Foram selecionados 23 participantes, sendo a empresa responsável pela integração entre as instituições e as escolas, 20 estagiários do ensino médio e técnico, com contratos ativos e os gestores de RH das duas instituições pesquisadas (instituições privadas da área da saúde de Belo Horizonte). Ambas as instituições estão articuladas a um Centro responsável pela integração entre as instituições-escolas. Os dados desta pesquisa foram obtidos de forma indireta, através de entrevistas e do acompanhamento das rotinas exercidas pelos estagiários. Os estagiários entrevistados verbalizaram que se mantêm nas instituições de estágio por razões instrumentais como, por exemplo, a possibilidade de efetivação, por questões financeiras e pela possibilidade de adquirir experiência. Os estagiários também apontam as atividades realizadas em equipe e acerca do clima organizacional. Também foi um dos objetivos dessa pesquisa, abordar a questão do estágio no contexto da precarização do trabalho. Instituições que utilizam o estagiário como forma de mão de obra barata, como forma de fraudar a legislação trabalhista e como a aplicação da Lei 11.788/08 pode reduzir cada vez mais, as possibilidades de fraude. Este artigo procurou demonstrar também, que mesmo diante das transformações econômicas vividas pelas instituições, o crescimento e desenvolvimento das mesmas no mundo empresarial, dependem de vários fatores, e entre eles, é o fator humano, que é valorizado através do investimento nas pessoas que constituem a equipe de atuação na instituição.

Palavras-Chave: Estágio. Estagiários. Mão de Obra Estagiária. Lei nº 11.788. Belo Horizonte. Subemprego.

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