Administradores.com - Notícias http://www.administradores.com.br/ Últimas notícias do Administradores.com pt-br Copyright 2019 Tue, 19 Mar 2019 17:01:01 -0300 Em construção permanente: atualizar sua loja virtual é mantê-la viva http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/em-construcao-permanente-atualizar-sua-loja-virtual-e-mante-la-viva/128007/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/em-construcao-permanente-atualizar-sua-loja-virtual-e-mante-la-viva/128007/ Tue, 19 Mar 2019 17:01:01 -0300 Ralf Germer Em construção permanente: atualizar sua loja virtual é mantê-la viva

Dados da E-Bit|Nilsen mostram que 4,5 milhões de novos consumidores chegaram ao e-commerce apenas no primeiro semestre de 2018

Uma loja física e uma loja online possuem características bem distintas. Enquanto uma precisa estar em um ponto movimentado e arcar com contas como luz, telefone e internet, a outra fica em um espaço virtual e precisa ter sua operação de entregas extremamente organizada e alinhada. No entanto, os dois modelos de lojas convergem em um quesito: precisam chamar a atenção de seus clientes em potencial e fidelizar os recorrentes. Como isso pode ser feito? Muito trabalho e constante inovação.

Pensemos nas primeiras lojas que adotaram os cartões de crédito como opção de pagamento e em seu pioneirismo. Agora vamos analisar o presente, em que até criptomoedas podem ser aceitas em compras. Foi um longo caminho para chegarmos até aqui e não vejo sinais de desaceleração nesta jornada. Visto que no universo digital o tempo corre em velocidade acelerada, as lojas online precisam se atualizar constantemente para se manterem vivas e atrativas.

Dados recentes do relatório Webshoppers realizado pela E-Bit|Nilsen, que avalia todo o cenário do varejo online no país, nos mostram que 4,5 milhões de novos consumidores chegaram ao e-commerce apenas no primeiro semestre de 2018. Isso consiste em uma média de 25mil novos e-consumidores diariamente. Visto este cenário, não podemos oferecer para quem chega hoje uma loja “de ontem”, ou seja, desatualizada, com opções escassas e que não acompanham as tendências de consumo. 

Além disso, os e-commerces também precisam estar constantemente atualizados sobre as melhores práticas logísticas e de UX (user experience, ou experiência do usuário) do site, incluindo ferramentas que facilitem a atenção ao cliente e até mesmo o pós-venda. Dentro disso, um ponto importante são os meios de pagamento oferecidos aos consumidores. Estes precisam estar sempre condizentes com as demandas de agora. Imagine, hoje em dia, uma loja virtual não aceitar pagamentos via cartão de crédito? Ela não conseguiria se manter ativa.

O fato é que o e-commerce tende a ficar obsoleto com mais facilidade. Para uma loja em um ponto físico estar em local de movimento e privilegiado é primordial. Já no digital a competição é acirrada e as lojas competem com milhares de outros sites de outros países, uma vez que a internet é um mundo sem fronteiras. A pesquisa “O Perfil do E-Commerce Brasileiro 2018” da PayPal Brasil mostra que existem cerca de 675 mil e-commerces ativos no país. Além da concorrênica, há a necessidade de acompanhar constantemente as rápidas mudanças nos algoritmos do Google, Facebook, e também no comportamento dos consumidores e suas dores. No segmento de pagamentos, o longo tempo de confirmação de compras via boleto e ausência de opções de pagamento em dinheiro físico eram empecilhos no momento de finalização das visitas às lojas online. 

Como co-CEO de uma empresa que trabalha para oferecer a maior gama de possibilidades de pagamentos aos clientes virtuais, preciso estar atento a tudo que acontece no trade e pode influenciar positiva e negativamente as experiências de compra. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indica que nosso país conta com mais de 60 milhões de habitantes que não possuem contas em banco. Portanto, lojas que não contam com um serviço que atenda este público sofrem com a perda indireta de 60 milhões de novos consumidores em potencial. Visto estas demandas, criamos soluções como BoletoFlash e PECFlash que estão alinhadas com as necessidades de consumo do público e das lojas em seguir estas tendências.

Vivemos um momento de ebulição do varejo digital em que mais e mais consumidores querem inserir esta prática em seu cotidiano. A pesquisa Conversion do Consumidor Digital 2017, feita pela Conversion, agência especializada em SEO, apurou que 78% deles se sentem seguros ao comprarem pela internet. Isso mostra como as lojas virtuais cada vez mais se alinham às demandas e ultrapassam a barreira daqueles que não compravam via internet, pois não confiavam nas lojas, justificativa muito comum tempos atrás. 

Em termos de logística, o momento de finalização da compra é crucial para o sucesso da loja. É nele que a loja se conecta à realidade do consumidor e pode disponibilizar combinações de meios e prazos para que ele escolha a que se melhor encaixa em seu perfil. Tratando-se de um meio tão democrático como o online, quanto mais opções, melhor. Da nossa parte, fica a extensa pesquisa e desenvolvimento de produtos que se adequem a qualquer tipo de demanda.

Por fim, destaco que o importante é estar em constante evolução para garantir sucesso nas vendas e, mais do que isso, engajar o maior número de pessoas possível. Cuide sempre das atualizações de sua loja, desde a captação de novos clientes, passando pelo pagamento até a entrega e pós-venda. Tudo está em constante mudança e não podemos deixar de acompanhar estes fluxos. 

Ralf Germer — Co-CEO e co-fundador da PagBrasil, fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerce ao redor do mundo.

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Mercado de licitações é um oásis para as PMEs http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/mercado-de-licitacoes-e-um-oasis-para-as-pmes/128006/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/mercado-de-licitacoes-e-um-oasis-para-as-pmes/128006/ Tue, 19 Mar 2019 16:01:01 -0300 Edson Batistella Mercado de licitações é um oásis para as PMEs

No ano passado, segundo dados do Governo Federal, somente a União abriu 103.007 processos licitatórios, que movimentaram R$ 48 bilhões

Com demanda ampla e garantida, o setor público brasileiro é considerado o maior comprador de produtos e serviços do País. Em conjunto, as esferas federal, estadual e municipal movimentaram cerca de R$ 800 bilhões em 2018. Sendo assim, o segmento acabou se tornando um oásis, em meio à crise que afeta a economia brasileira.

No ano passado, segundo dados do Governo Federal, somente a União abriu 103.007 processos licitatórios, que movimentaram R$ 48 bilhões. Apesar do cenário promissor, apenas 55% das licitações contaram com a participação de micro e pequenas empresas na disputa.

Muitas nem imaginam que podem, sim, vender para o setor público e que existem serviços no mercado que oferecem todo o suporte necessário, mitigando riscos e otimizando os resultados. Apesar das promissoras vantagens, o mercado de licitações não é para amadores. Existe muita burocracia envolvida e as empresas podem ter prejuízo se não estiverem com a documentação em dia e, principalmente, se não avaliarem corretamente as oportunidades disponíveis.

Há no Brasil um universo gigante de empresas em condições de negociar seus produtos e serviços com o setor público. Mas nem todas têm um departamento jurídico ou estão totalmente regularizadas. Por isso, se torna imprescindível a contratação de uma assessoria especializada, que guia esses interessados durante todo o caminho, inclusive depois do contrato assinado.

Algumas empresas inclusive são especializadas em realizar consultorias completas para as PMEs. Elas têm o propósito de orientar os empresários durante todo o processo licitatório, incluindo a etapa prévia, onde a situação jurídica da empresa é cuidadosamente analisada. É oferecido um suporte já de início, para que a empresa não perca nenhuma oportunidade por não estar com sua situação documental adequada.

Edson BatistellaDiretor Jurídico da Consultoria LicitaBR - www.licitabr.com

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Como a performance de software afeta o sucesso das empresas http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-a-performance-de-software-afeta-o-sucesso-das-empresas/128005/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-a-performance-de-software-afeta-o-sucesso-das-empresas/128005/ Tue, 19 Mar 2019 15:01:01 -0300 Michael Allen Como a performance de software afeta o sucesso das empresas

A crescente complexidade dos ecossistemas tecnológicos é o maior fator para o aumento de incidentes que afetam a performance das organizações

As empresas entendem bem a importância de fornecer jornadas perfeitas aos clientes, mas, ainda assim, observamos uma crescente onda de interrupções de serviços digitais e problemas de performance de software nos últimos meses. Embora alguns desses problemas tenham sido pequenos inconvenientes, com os serviços de streaming de vídeo on-line ou sites de mídia social caindo, outros causaram preocupação muito mais séria. Interrupções nos serviços bancários on-line deixaram os clientes impossibilitados de pagar as contas em dia e problemas com os principais sistemas de pagamentos deixaram os compradores impossibilitados de usar seus cartões bancários nos caixas. Até mesmo o deslocamento diário foi afetado, com interrupções no site de ingressos de trens deixando as pessoas impossibilitadas de comprar um ingresso para viajar. 

Todos esses problemas prejudicam seriamente a capacidade das pessoas de viver o seu dia a dia. Por isso, eles estão se tornando uma preocupação crescente para empresas e consumidores. Então, se as empresas entendem a importância de evitar esses cenários tão claramente, por que eles estão acontecendo com mais frequência?

A tecnologia está cada vez mais complexa - A crescente complexidade dos ecossistemas tecnológicos é o maior fator para o aumento de incidentes que afetam a performance das organizações. Os serviços digitais modernos estão baseados em ambientes híbridos, com múltiplas Nuvens, plataformas e tecnologias conectadas. Esses serviços, no geral, são acionados por meio de microsserviços e Contêineres dinâmicos, criando um cenário de constantes mudanças a serem administradas continuamente. Por exemplo: hoje, uma única transação web ou móvel utiliza, em média, 35 diferentes sistemas de tecnologia, sendo que, cinco anos atrás, esse número era de apenas 22. Nesse cenário, com as transações digitais cruzando uma vasta diversidade de componentes e serviços, gerenciar a performance das aplicações de maneira manual se tornou uma tarefa impossível. Afinal, enquanto os sistemas de tecnologia ficam mais complexos, as equipes de TI se veem diante de uma enorme pressão para identificar e resolver rapidamente a origem de qualquer problema. Isso se tornará cada vez mais crítico com o advento de carros sem motorista e dispositivos médicos conectados, que podem causar grandes danos se forem afetados por problemas de desempenho.

A automação pode ajudar a superar os obstáculos de interrupção - Há várias razões pelas quais é impossível para as empresas gerenciarem de forma manual seus ecossistemas digitais. Em primeiro lugar, a infraestrutura e as plataformas de tecnologia estão sendo divididas em várias camadas, fato que exige novas e específicas ferramentas de monitoramento para que as equipes possam ter visibilidade total sobre a performance da rede. Além disso, as novas tecnologias também são altamente dinâmicas e exigem atualização constante dos recursos e padrões de análise. Na prática, é essa relação de mudanças recorrentes que torna impossível para que as equipes acompanhem seus ambientes de TI modernos usando ferramentas de monitoramento tradicionais, que foram construídas para ambientes estáticos. Como resposta, as organizações precisam ser capazes de automatizar o maior número possível de processos e operações de tecnologia. As companhias devem ter a capacidade de detectar automaticamente os problemas e, a partir de então, usar a inteligência artificial (IA) para identificar a causa raiz das falhas com precisão. Os recursos modernos e de automação também podem ajudar as empresas na busca pela correção automática, para que o sistema de monitoramento possa detectar problemas e aplicar correções antes que haja uma interrupção total. Com isso, a pressão das equipes de TI diminuirá, permitindo que os líderes se concentrem em impulsionar a inovação, em vez de gastar horas para determinar de onde vem um problema de performance de software.

Como seguir o caminho de forma inteligente - Embora a mudança para a Nuvem tenha tornado as empresas muito mais ágeis, a verdade é que toda essa transformação aumentou de forma exponencial a complexidade dos ecossistemas digitais. Como resultado, tivemos um enorme impacto na capacidade das organizações de monitorar com êxito a performance de suas redes e de corrigir qualquer problema de maneira rápida e eficiente. Agora, a Inteligência Artificial é a novidade crucial para combater essa situação e devolver a capacidade de análise às empresas. A automação pode tornar o processo de detecção e correção de falhas de desempenho de software muito mais rápido e eficaz. Em última análise, isso permitirá que as equipes de TI forneçam experiências de usuário mais consistentes e positivas, gerando muito mais valor e oportunidades às empresas. As soluções de inteligência de gestão estão disponíveis e é essencial que os CIOs busquem a alta eficiência dos serviços como diferencial competitivo para o sucesso das operações.

Michael Allen — Vice-Presidente e Chief Technology Officer para EMEA da Dynatrace.

 

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O que o futuro reserva para IoT? http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/o-que-o-futuro-reserva-para-iot/128004/ http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/o-que-o-futuro-reserva-para-iot/128004/ Tue, 19 Mar 2019 14:01:01 -0300 Antonio Carlos Brito O que o futuro reserva para IoT?

Em 2022, teremos 20 bilhões de dispositivos conectados à internet

O ano começa com boas perspectivas na Indústria de TI, que vive um movimento de proliferação de tecnologias disruptivas, que se tornaram, nos últimos anos, um motor propulsor de novos negócios. Estimativas do Gartner apontam que os gastos globais com Tecnologia da Informação chegarão a cifra de US$ 3,76 trilhões em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018. Entre as inovações que lideram o “ranking de mais desejadas”, podemos citar Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas. Todas essas têm impactos significativos na criação de ecossistemas digitais, mas devemos olhar com atenção para a explosão de objetos conectados e tentar descobrir o que o futuro reserva para IoT.

Em 2022, teremos 20 bilhões de dispositivos conectados à internet. Essa expansão, de acordo análises de Gartner e IDC, será fruto de uma adoção cada vez maior por parte dos consumidores (smartwatches, sensores e atuadores domésticos para conforto ambiental, segurança e eletrodomésticos) e, também, por negócios das mais diferentes matizes (centros de fabricação que emitem alertas de manutenção, equipamentos sincronizados em uma cadeia de suprimentos, georreferenciação e geofencing) e no setor público (smart cities, semáforos, iluminação inteligente, transporte público, controle de inundações, distribuição de eletricidade, gás, águas, e coleta de lixo e de esgoto). O IDC prevê um crescimento anual de 13,6% até 2022, quando o mercado de IoT atingirá US$ 1,2 trilhão.

Apesar das inúmeras perspectivas e do otimismo latente, a legislação atual não cobre todas as falhas do modelo e há preocupação que possamos estar vivendo uma “bolha do IoT”: um crescimento muito otimista, pouco regulado, sem as bases para uma estabilização perene.

Preocupações com a segurança

Um dispositivo de IoT gera, a cada segundo, centenas de dados, formando uma verdadeira inundação de eventos nas redes atuais. A latência das redes, ou seja, o atraso de envio de dados de um ponto designado para outro, obriga que os dados sejam tratados, agregados e analisados próximos aos sensores. Hoje há relativamente poucos protocolos padronizados de autorização e autenticação para os dispositivos, assim como regras claras de manutenção e substituição de equipamentos. Da maneira que está, a rede apresenta riscos: e se começam a espionar ou a “drenar” desse mar de dados desprotegidos? Ninguém quer que os dados, no seu estado mais puro, sejam desviados para outras finalidades, da mesma forma que não queremos que invasores tomem conta dos nossos equipamentos.

No Brasil, em 2017, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) recebeu 830 mil notificações de ataques cibernéticos, sendo que 220 mil foram reportados a partir de dispositivos de Internet das Coisas infectados com os chamados botnets. Outro aspecto importante é a ameaça à privacidade. Com sensores monitorando a vida de todos os equipamentos, devices móveis, termostatos e máquinas de dispensar alimentos, como evitar que seus gostos, preferências e hábitos não sejam igualmente monitorados? Poderíamos criar um ciclo vicioso: quanto mais experiências vivenciarmos ou produtos consumirmos, mais desses itens nos serão oferecidos? 

E o futuro?

O crescimento continuará espantoso, a dois dígitos, por algumas décadas. As redes atuais provarão ser pequenas para sustentar a conexão de tantos dispositivos. Há o potencial de criação de mercados nos próximos anos sustentados por esta tecnologia. Haverá a busca por maior padronização dos protocolos de autenticação, autorização, manutenção e substituição de componentes. É possível que teremos que encontrar usos específicos da inteligência artificial aplicadas às redes de IoT sugerindo trocas e limpezas de sensores, por exemplo. A legislação deverá passar por mudanças, para organizar o mercado e torná-lo atraente e perene.

Não precisamos de outra bolha: podemos desenvolver este mercado sobre bases sólidas, com segurança e com benefícios para todos os seus integrantes.

Antonio Carlos Brito — Sênior Principal, Digital e Value Engineering da Infor no Brasil.

 

 

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O que é um profissional autônomo? http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-que-e-um-profissional-autonomo/128003/ http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-que-e-um-profissional-autonomo/128003/ Tue, 19 Mar 2019 13:01:01 -0300 Rubens Dias O que é um profissional autônomo?

De acordo com o IBGE, até 2018, existiam cerca de 23 milhões de profissionais autônomos no Brasil, um número 2,8% maior que no ano anterior

O profissional autônomo é um prestador de serviços e, portanto, não possui vínculo empregatício de nenhuma natureza com as empresas que exerce alguma atividade. Os trabalhadores que se encaixam nessa categoria possuem autonomia econômica e profissional. Ou seja, desempenham suas funções sem precisar, necessariamente, seguir regras específicas e modelos das organizações. Porém, da mesma forma que tem a liberdade de realizar o trabalho, é importante que tenha ciência da responsabilidade de assumir todos os riscos.

De acordo com o IBGE, até 2018, existiam cerca de 23 milhões de profissionais autônomos no Brasil, um número 2,8% maior que no ano anterior. As possíveis razões para esse aumento são: a formalização e desburocratização desse tipo de trabalhador, que aconteceu com a criação do MEI (Microempreendedor Individual) em 2008; e a procura por uma maior qualidade de vida em detrimento da estabilidade do emprego formal. Se somarmos isso a outros fatores, como por exemplo, uma demanda maior por prestadores de serviços, o resultado será um aumento ainda maior para este ano.

Mas, onde posso atuar como autônomo?

Há inúmeras atividades que podem ser exercidas nesta categoria, principalmente, funções que tem como ferramenta principal a internet: redação, design e programação, entre outros. E os setores que mais contratam profissionais autônomos são: serviços de beleza; setor de alimentos; lojas virtuais; blogs e produtos digitais.

Uma vantagem é a possibilidade de atuação em diferentes empresas, captando e atendendo seus clientes, de forma independente, conhecendo vários processos de trabalho.

Administração financeira

A regra básica para ter uma boa administração financeira é não misturar as contas da empresa com a pessoa física. O ideal é ter duas contas correntes, preferencialmente, em instituições financeiras diferentes. Assim é possível fazer uma segregação adequada da conta profissional e pessoal, até porque os rendimentos são distintos.

É extremamente necessário, ter um pró-labore, ou seja, uma retirada mensal da empresa. Este fato precisa ser muito bem definido e discutido com o seu contador. Na maioria das vezes o profissional autônomo realiza saques da conta corrente sem nenhum critério, o que acaba inviabilizando controle das contas correntes. Este procedimento pode negativar a conta da empresa, o que irá dificultar o balanço quando for prestar contas ao leão, ou seja, ajustes da declaração de imposto de Renda Pessoa Física.

É importante estar atento e avaliar todos os pós e contras antes de se tornar o próprio chefe. Para finalizar e ajudar nesta decisão, seguem abaixo vantagens e desvantagens:

Vantagens

1. Autonomia para realizar as tarefas

O profissional autônomo não necessita prestar contas a um superior ou seguir uma hierarquia, que é exigida em regimes de CLT. Isso significa que esse colaborador poderá seguir sua própria metodologia de trabalho, tendo comprometimento real apenas com os resultados a serem alcançados por seus serviços.

Entretanto, é preciso lembrar que o trabalhador não pode ser indisciplinado, pois seu compromisso principal é fazer com que sua tarefa seja primorosamente executada para conseguir uma experiência única para seus contratantes.

2. Mobilidade para realizar seu trabalho de onde quiser

Trabalhar como autônomo permite o equilíbrio da vida pessoal e profissional, fazendo com que as duas coexistam de uma maneira orgânica e saudável.

Outra vantagem dessa flexibilidade é em relação ao trânsito. Se o profissional trabalhar em casa, por exemplo, raramente precisará se preocupar com o deslocamento e terá mais tempo para focar na execução do trabalho.

Além disso, terá mais conforto e a possibilidade de organizar sua agenda conforme a demanda de tarefas profissionais e compromissos pessoais, o que pode garantir mais motivação e produtividade.

3. Flexibilidade de horários

A flexibilidade do profissional autônomo é uma das maiores vantagens desta categoria. Trabalhar por conta própria dificulta a procrastinação típica dos serviços em escritórios com jornada estipulada.

Esse modelo autônomo permite que seja montada uma rotina que combine os afazeres diários e outras atividades, como as obrigações com seus clientes. Além de estabelecer uma importante parceria entre contratante e contratado pautada na confiança, ambos estão focados para o resultado.

4. Carga tributária menor

Para trabalhadores em regime CLT, os impostos tributados mensalmente podem chegar a até 27,5% de seu salário.

Já nos trabalhos autônomos, o regime de MEI, onde o limite atual de faturamento está R$ 81.000,00 por ano, é paga uma guia (DAS) mensal entre R$ 47,85 e R$ 52,85.

Desvantagens

1. Instabilidade financeira

É normal que, trabalhando por conta própria, em um mês, o profissional tenha inúmeros clientes e jobs e, no mês seguinte, esta demanda caia e, junto com ela, sua renda também diminua.

Uma boa dica para garantir uma maior estabilidade financeira é contratar um sistema de previdência privada ou um programa de capitalização, como empréstimos em sua conta pessoal com seu gerente. Também é fundamental fazer um planejamento financeiro a curto, médio e longo prazos, para que possa atingir suas metas e tenha uma situação econômica estável.

2. Ausência de benefícios trabalhistas

Como profissional autônomo, não há direitos que possam assegurar sua renda em caso de doença garantida por lei. Por isso, se está pensando em migrar para o regime de prestação de serviço e quer manter seus direitos como CLT, deve, primeiramente, procurar o INSS e se cadastrar como contribuinte individual. Esse recolhimento é baseado na receita gerada por seus trabalhos e garantem direitos como aposentadoria, auxílio-doença e salário maternidade.

3. Solidão

Um dos maiores problemas em ser um profissional autônomo é, geralmente, não ter colegas para compartilhar ideias, especialmente se já está acostumado a trabalhar com uma equipe ou se sua função precisa de outras visões para ser bem executada.

Outro obstáculo gerado por essa solidão é a dificuldade que o profissional autônomo possa ter para realizar seu network. Uma alternativa plausível e que tem sido adotada por estes liberais é o coworking. Esses escritórios compartilhados permitem que haja interação e realize contatos com pessoas que possam agregar ideias novas como potencializar futuros clientes.

4. Sobrecarga de atividades

Muitas vezes, ser profissional autônomo significa ter inúmeras tarefas que podem não ser o foco de sua carreira. São atividades que necessita, de planejamento, agenda com prioridades diárias, bem como manter o relacionamento com os clientes e fazer a divulgação de seus serviços.

Uma dica preciosa aqui é evitar a procrastinação criando um método de trabalho focado na produtividade.

Rubens Dias — Executivo de finanças na innovativa Executivos Associados

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A experiência de compra dos clientes no ambiente on-line depende da coleta de dados http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/a-experiencia-de-compra-dos-clientes-no-ambiente-on-line-depende-da-coleta-de-dados/128002/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/a-experiencia-de-compra-dos-clientes-no-ambiente-on-line-depende-da-coleta-de-dados/128002/ Tue, 19 Mar 2019 12:01:01 -0300 Prashant Bhatia A experiência de compra dos clientes no ambiente on-line depende da coleta de dados

Com as ferramentas certas de gerenciamento de dados, empresas de todos os portes podem fornecer uma excelente experiência aos clientes

Os varejistas têm a tarefa nada invejável de competir não apenas com outras empresas do varejo, mas também com as gigantes on-line que se esforçam para entregar praticamente qualquer coisa a qualquer pessoa dentro de 24 horas.

Essa atividade parece impossível, mas a boa notícia é que todo gigante tem seu ponto fraco. Com as ferramentas certas de gerenciamento de dados, empresas de todos os portes podem fornecer uma excelente experiência aos clientes, extraindo o máximo que o hipermercado digital pode oferecer. No entanto, podemos destacar três áreas principais nesta jornada:

1. Seja um especialista, fornecendo informações sobre produtos ricos e precisos - Informações úteis e corretas sobre os produtos são um ponto problemático para os consumidores on-line, bem como para os varejistas com atuação na Internet. Dados de baixa qualidade são a causa de muitos retornos de produtos. Imagens enganosas, especificações imprecisas ou traduções ruins estão na raiz de muitas decepções, especialmente quando os clientes percebem que o produto entregue não corresponde à descrição no site. O retorno do produto é um aborrecimento para o consumidor e uma demanda cara para o varejista. Oferecer informações precisas sobre os produtos pode ajudar as organizações varejistas a conquistarem o "Momento zero da verdade", a fase da pesquisa on-line em que os consumidores tomam suas decisões de compra. As companhias que fornecem informações relevantes sobre os produtos que estão à venda em suas lojas virtuais pode tornar este momento uma experiência rica para o cliente, repleta de dados úteis (por exemplo, descrições, vídeos, depoimentos, casos de uso, imagens de ambiente e imagens detalhadas) para que esse consumidor se sinta confortável com o produto e com a compra.

2. Seja pessoal através do cultivo de leads - Os consumidores não querem apenas comprar um produto. Eles querem trabalhar com um varejista que entende suas preferências e antecipa suas necessidades. Seus clientes deixam pegadas digitais que revelam seus interesses individuais. Essas pegadas são os indicadores para a comunicação ‘um para um’, permitindo que as companhias forneçam conteúdo personalizado, que mostre uma real preocupação em entender o que esses clientes querem.

Com a automação de marketing, as organizações têm as ferramentas para seguir esses rastros digitais e entregar mensagens direcionadas, quando o cliente está pronto para receber a mensagem - por meio de análise da Web, criação de landing pages, liderança, gerenciamento de lead e e-mail marketing, entre outros. Ter um conhecimento claro, preciso e completo de seu público é necessário para fazer essa gestão de forma eficaz. Por meio de cookies, detecção de IP e páginas de destino, por exemplo, as varejistas podem traçar um mapa dos interesses de seus compradores e enviar mensagens personalizadas nos canais de e-mail, redes sociais e redes on-line de preferência desse consumidor. Mas faça isso efetivamente: há uma linha tênue entre entregar mensagens pessoais relevantes e a divulgação intrusiva. Siga o usuário como um garçom, não como um cobrador de contas. 

3. Conheça seus clientes criando uma visão de 360​° sobre seu consumidor - Para obter uma visão completa dos clientes, com as informações que permitirão oferecer uma experiência verdadeiramente personalizada, as empresas de varejo precisam coletar dados de várias fontes ao redor desses compradores: locais de compra, nomes, endereços, preferências, ativos baixados, informações demográficas etc. O problema é que esses pontos costumam ser obtidos em diferentes pontos do processo de compra e armazenados em sistemas diferentes. Portanto, embora os varejistas já possuam as principais informações quase sempre à disposição, a verdade é que as empresas geralmente não contam com esse conjunto de informações totalmente reconciliado e consolidado. Um cliente pode facilmente existir em três registros diferentes e com dados diferentes. Isso pode ter um impacto negativo nas mensagens de marketing, resultando em uma experiência ruim para o público.

Conectar diferentes conjuntos de dados em uma única versão da verdade permite que o varejista ofereça uma melhor experiência a esse consumidor. Os produtos são sempre enviados para o endereço certo, as pesquisas no banco de dados fornecem informações completas e atualizadas e os clientes são tratados profissionalmente. Estabelecer a reputação da sua marca por meio de experiências excepcionais de compra e atendimento irá diferenciará as companhias do hipermercado on-line. 

Com isso, podemos dizer que o gerenciamento de dados mestres é o segredo para tornar as empresas especialistas na nova era da informação, conhecendo verdadeiramente seus clientes. Com a estratégia e as ferramentas certas, as companhias do varejo podem consolidar, limpar, aprimorar e gerenciar dados críticos de produtos e clientes durante todo o ciclo de vendas, garantindo a consistência dos dados e facilitando o controle e o gerenciamento sobre as estratégias e ações das empresas.

Quanto mais precisos e completos são os dados, mais insights as varejistas terão. Mais do que isso, somente assim essas empresas poderão competir contra os gigantes do varejo on-line e atender às necessidades dos clientes.

Prashant Bhatia — Chief Product and Marketing Officer da Stibo Systems.

 

 

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Análise e gestão de risco não é bola de cristal, mas funciona http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/analise-e-gestao-de-risco-nao-e-bola-de-cristal-mas-funciona/128001/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/analise-e-gestao-de-risco-nao-e-bola-de-cristal-mas-funciona/128001/ Tue, 19 Mar 2019 11:01:01 -0300 Gustavo Jota Análise e gestão de risco não é bola de cristal, mas funciona

Ter a disposição ferramentas que possam auxiliar na análise e gestão de riscos, independente do segmento, é imprescindível em processos onde o tempo é precioso

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) criaram o Observatório Nacional sobre Questões Ambientais, Econômicas e Sociais de Alta Complexidade, Grande Impacto e Repercussão. A medida foi necessária em razão da recorrência de catástrofes nos últimos tempos no Brasil. Sua proposta é tornar mais ágil as medidas a serem tomadas, em âmbito judicial ou extrajudicial, para dar assistência às vítimas de catástrofes. Também serve para trazer à tona a necessidade que tanto organizações públicas quanto o segmento corporativo avaliem sua gestão de risco, para responderem com efetividade mediante o menor indício de ameaça. 

No geral, as adversidades que culminam em catástrofes, ou ocorrências que possam colocar regiões, cidades, organizações, populações em colapso, costumam ser o resultado de um conjunto de múltiplas falhas. Uma vez concatenadas, levam a cenários indesejados que infelizmente são pouco considerados em análises de risco tanto quantitativo como qualitativo. Se uma determinada sequência de eventos (ou ocorrências) são iniciados e levam a um cenário catastrófico, a avaliação do risco e seu impacto pode se mostrar particularmente difícil. Devido a baixa probabilidade estatística, estes cenários podem ser descartados por parecerem improváveis. Contudo, os dados podem gerar resultados inesperados. 

Especialistas traçam cinco visões de risco, como é o caso de Ernest J. Henley e Hiromitsu Kumamoto, autores de publicações relacionadas a análise e gestão probabilística de risco para engenharia e ciência. Em “Probabilistic Risk Assessment and Management for Engineers and Scientists”, eles destacam que o risco é determinado a partir de um conjunto de fatores: a probabilidade de o acontecimento ocorrer, o acontecimento em si, a significância em torno do acontecimento, o cenário casual e a população afetada pelo acontecimento. O que pode ocorrer em nível individual, em uma companhia, no setor público e na sociedade. 

Compreender inteligência suportada por tecnologia

A gestão e análise de risco pode ter como principal aliada a tecnologia. Com as ferramentas adequadas, coletando dados de múltiplas fontes e a partir de cenários previamente desenhados (para os perfis de risco e suas ocorrências conhecidas), os gestores podem somar o fator humano com soluções tecnológicas. É possível antecipar ações, identificar gatilhos que iniciem cenários indesejados, ou mesmo durante uma ocorrência responder rapidamente com o devido plano de mitigação para evitar o pior. Mas, no geral, o que se tem visto é uma onda de negligências quando da ocorrência de falhas. E isso não diz respeito apenas a área pública, mas também a corporativa. É necessário, portanto, investimento em análise de risco, assim como o uso de tecnologias para prevenir e mitigar riscos.

Há softwares que utilizam doutrina praticada no ambiente militar, por exemplo, para suportar o comando e controle na prevenção, análise e ação quando em crise, medida conhecida como consciência situacional. Nesse caso, a função da ferramenta é coletar vários dados, originados através de sensores, câmeras, internet, informações disponíveis em repositórios públicos abertos e, inclusive, indicadores de sistemas especialistas da própria organização. Normalmente estão em silos, sem qualquer interface com outros sistemas. Dessa forma, é possível avaliar os indicadores em tempo real para, então, tomar medidas delineadas para cada perfil de risco associado, mapear a gestão do risco e acompanhar a evolução do(s) plano(s) de ação. Isso deve incluir recursos diversos, como maquinário, pessoal especializado, coordenação de comunicação com defesa civil, segurança pública e outros, para mitigar eventuais resultados catastróficos. Com as ferramentas adequadas, o fator humano consegue prever e até antecipar ações para evitar diversos problemas. Quando o risco é conhecido, pode ser calculado e, a partir dele, planejar medidas. Especialmente quando há vidas em jogo.

No caso de gestões públicas, ferramentas de comando e controle auxiliam no monitoramento em tempo real da condição atual. Permitem a identificação de eventuais gatilhos de possíveis cenários e a compreensão de impactos e resultados que podem acontecer no futuro, seja próximo ou não. Associadas a recursos como Internet das Coisas e Inteligência Artificial, e através do desenvolvimento de aplicativos para celulares, é possível deixar a sociedade a par do que está acontecendo. Esse mesmo tipo de medida também é importante no caso de organizações privadas, a fim de planejar seus investimentos, ter conhecimento de possíveis cenários, mesmo que incertos, para evitar perdas ao negócio.

Há pouco tempo, o Brasil presenciou mais uma catástrofe, desta vez ocorrida em Brumadinho, Minas Gerais. Pouco mais de três anos após o rompimento da barragem em Mariana, no mesmo estado, a sociedade se depara com mais uma situação envolvendo perdas irreparáveis, sobretudo para às famílias das vítimas cujas vidas foram ceifadas. Juristas e especialistas avaliam que o colapso poderia ter sido evitado. A empresa envolvida, inclusive, já tinha acesso a estudos sobre possibilidades de risco, que foram negligenciados. A partir do último episódio, governos já estão se mobilizando para monitorar outras barragens em diversas regiões brasileiras. 

Nesse cenário, ter a disposição ferramentas que possam auxiliar na análise e gestão de riscos, independente do segmento, é imprescindível em processos onde o tempo é precioso, assim como os recursos envolvidos. Na falta de uma bola de cristal para prever o amanhã, é possível usar o conhecimento associado à tecnologia para se antecipar e evitar finais tristes.

Gustavo Jota — Gerente de Marketing de Produto na Dígitro Tecnologia.

 

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Como uma gestão estratégica de recursos humanos pode impactar os resultados da sua empresa? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-uma-gestao-estrategica-de-recursos-humanos-pode-impactar-os-resultados-da-sua-empresa/128000/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-uma-gestao-estrategica-de-recursos-humanos-pode-impactar-os-resultados-da-sua-empresa/128000/ Tue, 19 Mar 2019 10:01:01 -0300 Vanessa Montagnoli Como uma gestão estratégica de recursos humanos pode impactar os resultados da sua empresa?

A política de recursos humanos (RH) é importante para orientar e engajar colaboradores para que estes atuem de forma alinhada aos reais objetivos da organização

O que antes era considerado banal tornou-se elemento essencial para traçar estratégias consistentes e alcançar metas em uma organização. A pesquisa sobre o Panorama de RH no Brasil 2018, elaborada pela plataforma Qulture.Rocks, realizada online com quase 2 mil profissionais de instituições de diversos setores, revela que 61% dos respondentes acreditam que o RH participa ativamente das decisões estratégicas dentro de uma empresa.

A política de recursos humanos (RH) é importante para orientar e engajar colaboradores para que estes atuem de forma alinhada aos reais objetivos da organização. Por isso, é altamente recomendável estabelecer condutas para a rotina organizacional dos funcionários auxiliando-os no cumprimento de seus objetivos e no aprimoramento de seu desenvolvimento profissional. É neste contexto que a política de RH pode gerar valor e proporcionar resultados importantes para os negócios. Por isso, gostaria de compartilhar as minhas impressões a respeito de uma gestão estratégica de recursos humanos. 

Desafios

A área de RH apresenta vários desafios, entre eles o principal é entender a real necessidade da empresa e valorizar a necessidade do capital humano, que nada mais é do que um conjunto de atributos conquistados pelos funcionários por meio da educação e experiência. Deste modo, ações como incentivar o protagonismo dos colaboradores e praticar os valores e competências de uma organização podem ajudar a promover o autoconhecimento de cada membro da equipe.

Estimular entre os funcionários o sentimento “ownership”, para que assumam suas responsabilidades como se fossem os donos da empresa, agindo com proatividade, fidelidade, flexibilidade para alcançar os objetivos da organização. Para que isto ocorra, é necessário que os gestores de RH estejam presentes em parceria com os demais setores da empresa e que seus “heads”, participem de reuniões de planejamento e alinhamento, para que, assim, todos se apoiem. Esta proximidade auxilia os gestores nas tomadas de decisões e também na gestão estratégica de recursos humanos.

Políticas para gestão estratégica de recursos humanos

Para começar a planejar uma política de RH dentro de uma corporação primeiramente é necessário desenvolver um plano estratégico que possa servir como guia para a elaboração de ações da empresa, com enfoque em suas principais metas e objetivos. Em seguida, é primordial estabelecer procedimentos que sejam padrões de contratação e que definam os critérios que serão considerados no recrutamento e seleção de profissionais. Para isto, é importante implantar processos de Avaliação de Desempenho, focados em metas SMARTS - ferramenta que auxilia de maneira objetiva a estabelecer metas e competências.

Após a contratação, os colaboradores devem participar de atividades que gerem capacitação e desenvolvimento, para que eles fiquem alinhados às políticas da empresa. Além disso, é importante avaliar a atuação dos funcionários e sempre oferecer a eles feedbacks. Pesquisas como a de clima organizacional, podem auxiliar na hora de aumentar a motivação e o comprometimento dos funcionários. Este tipo de pesquisa pode funcionar como um guia com informações muito relevantes sobre a percepção dos colaboradores, como o grau de satisfação, para detectar quais são as falhas da empresa e tentar solucioná-las.

Engajar Funcionários

Todas as políticas e práticas que são implantadas nas empresas podem refletir diretamente no crescimento da organização. Manter os funcionários engajados é um dos principais aspectos para garantir bons resultados. Para isto, vale a pena investir em desenvolvimento humano organizacional, remuneração justa, benefícios, automatização de processos e confraternizações para impulsionar os resultados no trabalho e a motivação dos colaboradores.

Um dos grandes diferenciais que uma empresa pode ter é seu capital humano, uma equipe envolvida e que acredita no projeto. Ademais, é sempre bom ter em mente que a gestão estratégica de recursos humanos é responsável por apoiar todos com relação aos seus direitos e deveres e, sobretudo, evidenciar as principais expectativas da empresa. 

Vanessa Montagnoli — Coordenadora de RH da F. Iniciativas, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

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Fomentar a inovação para o Brasil voltar a crescer http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/fomentar-a-inovacao-para-o-brasil-voltar-a-crescer/127999/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/fomentar-a-inovacao-para-o-brasil-voltar-a-crescer/127999/ Tue, 19 Mar 2019 09:01:01 -0300 Jamile Sabatini Marques Fomentar a inovação para o Brasil voltar a crescer

Hoje, existem poucas linhas de fomento para MPME (micro, pequenas e médias empresas), sendo que elas já representam mais de 90% das companhias brasileiras

A inovação gera competitividade no mercado nacional e internacional, cria novos mercados e gera novas formas de consumo. O fomento à inovação é um dos caminhos fundamentais para o Brasil voltar a crescer.

O austríaco Joseph Schumpeter, (1911), economista e cientista político, já demonstrava a importância de se fomentar o empreendedor inovador - aquele que cria novos mercados e oportunidades de trabalho e propicia o desenvolvimento econômico.

Bancos e agências de desenvolvimento podem fomentar a inovação com financiamentos e taxas mais atrativas, melhorando as formas de garantias e sendo mais flexíveis e compatíveis com a era do conhecimento. Ainda hoje, os bancos continuam com a mentalidade da era industrial no que diz respeito a garantias, o que impede o acesso de empresas de menor porte ao financiamento.

Hoje, existem poucas linhas de fomento para MPME (micro, pequenas e médias empresas), sendo que elas já representam mais de 90% das companhias brasileiras.

O País necessita estar em alerta para a transformação que estamos vivendo quanto a forma de consumo, as quais estão mudando de forma muito rápida e o mercado brasileiro precisa estar atento a este movimento. Quando se percebe que hoje assistimos um filme, escutamos uma música, pegamos um táxi, nos comunicamos de forma diferente do que fazíamos há 10 anos, temos que parar para refletir sobre estas mudanças e oportunizar aos empresários brasileiros que também criem e se tornem competitivos. Hoje, somos usuários de muitas tecnologias estrangeiras como Netflix, Spotify, Uber e WhatsAp) os quais são casos de disrupção.

Dentro dessa ideia, faz-se necessário fomentar mão de obra qualificada a fim de criar novos empreendedores e suprir as demandas das empresas que já estão no mercado. Também é essencial para o desenvolvimento do país, aproximar a academia das MPME para que especialistas possam contribuir com a geração de novos produtos.

Países que estão atentos a este tema investem de 2,3% a 4,2% do seu PIB como forma de serem cada vez mais competitivos e ganharem espaço mundial.

Hoje, o Brasil investe menos de 1% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento. Quando aumentar estes investimentos, teremos um país mais próspero e mais competitivo na esfera mundial.

Jamile Sabatini Marques — Diretora de Inovação e Fomento da Associação Brasileira das Empresas de Software – ABES e já atuou em alguns programas de fomento à inovação. Faz Pós-doutorado em Desenvolvimento Baseado no Conhecimento pela UFSC e também faz Pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da USP. É Doutora em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina, onde defendeu a sua tese sobre a importância de se fomentar a Inovação para gerar desenvolvimento econômico baseado no Conhecimento.

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Câmbio além do dólar, como se preparar? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/cambio-alem-do-dolar-como-se-preparar/127995/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/cambio-alem-do-dolar-como-se-preparar/127995/ Mon, 18 Mar 2019 17:01:01 -0300 Enrico Vincioni Câmbio além do dólar, como se preparar?

Seja para viagens ou apenas por curiosidade, quem procura saber mais sobre câmbio precisa levar algumas dicas à risca

Se falarmos a palavra “câmbio”, automaticamente é o dólar que virá em nossa cabeça. A moeda mais forte do mundo dita diversos aspectos da economia global e sua variação afeta o preço do que consumimos, vendemos e serviços que utilizamos. No entanto, o mundo tem aproximadamente 193 países registrados e uma grande quantidade deles possui suas próprias moedas, com quantidades de zeros diferentes e especificidades diferentes. Portanto, a dúvida é: como podemos organizar uma operação de câmbio da melhor forma quando falamos de moedas que vão além do dólar americano?

O primeiro passo é saber que elas trazem consigo algumas especificidades. Infelizmente, não existe melhor dia da semana ou períodos do ano em que a cotação fique mais baixa. A melhor dica que posso dar é acompanhar a cotação desejada e aproveitar os momentos de baixa. Uma recomendação é, sempre que possível, programar sua compra, ou seja, ver de perto a flutuação da moeda de interesse e ir comprando aos poucos. Dessa forma, você conseguirá garantir um bom valor médio.

Já é de conhecimento geral que o dólar americano (USD) é a principal moeda do mercado de câmbio, sendo amplamente utilizada em grandes movimentações da economia global e é a que possui a maior aceitação mundial. Depois dele, outras moedas que merecem destaque são o euro (EUR), o iene japonês (JPY) e a libra esterlina (GBP), seguidos do dólar canadense (CAD), iuan chinês (CNY) e do dólar australiano (AUD).

Para se ter uma noção de como tudo está distribuído globalmente, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), em termos de reservas internacionais dos bancos centrais, 61,94% estão em dólares americanos. Na sequência, 20,48% estão em euros, 4,98% em ienes japoneses, 4,49% em libras, 1,95% em dólares canadenses, 1,8% em iuans chineses e 1,69% em dólares australianos.

Como profissional da área de câmbio, consigo perceber nestes anos de atuação que alguns países foram aos poucos se tornando destinos turísticos. Isso é visível, pois a procura pelas moedas destes respectivos locais antes era baixa e hoje cresce constantemente.

Se o seu interesse for viajar para um destino "da moda" fora do Brasil, tenha sempre a certeza de que está realizando seu câmbio em um local seguro, onde você não será lesado de alguma forma. No momento de compra de moedas estrangeiras, independente de qual for a escolha ou urgência, a principal dica é sempre buscar por casas de câmbio ou instituições financeiras que sejam devidamente cadastradas no BACEN (Banco Central brasileiro). 

Outra dica importante é que, em alguns países nos quais a moeda local é fraca ou o país está localizado em alguma região próxima de onde há moedas fortes, as duas podem acabar sendo aceitas. O mais indicado é se informar sobre tais destinos e buscar por dicas sobre o que será mais vantajoso. 

Seja para viagens ou apenas por curiosidade, quem procura saber mais sobre câmbio precisa levar estas dicas à risca. O objetivo pode ser o lazer e descanso, mas atenção cirúrgica é fundamental para que não ocorram dificuldades antes, ou pior, durante o caminho. Esteja sempre briefado e siga seu destino, afinal são muitas moedas e lugares para se conhecer!

Enrico Vincioni — Diretor e sócio da BeeTech, fintech especializada em serviços digitais cross border como a Remessa Online e a BeeCâmbio.

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Controle de acesso e uso dos dados vai ser fundamental para atender regras do LGPD http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/controle-de-acesso-e-uso-dos-dados-vai-ser-fundamental-para-atender-regras-do-lgpd/127998/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/controle-de-acesso-e-uso-dos-dados-vai-ser-fundamental-para-atender-regras-do-lgpd/127998/ Mon, 18 Mar 2019 16:01:01 -0300 Carlos Rodrigues Controle de acesso e uso dos dados vai ser fundamental para atender regras do LGPD

Saber onde estão localizadas as informações pessoais que precisam ser protegidas é só o primeiro passo para estar em conformidade com a LGPD

Um dos pontos chave da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entra em vigor em 29 de dezembro de 2020, são as regras relacionadas ao registro de atividades de processamento em relação aos dados pessoais, incluindo a necessidade de controladores e operadores manterem o registro das operações de tratamento de dados (Artigo 37) e a formulação de boas práticas de governança (Artigo 50). Mas será que as empresas estão preparadas para atender às novas exigências?

Levando em consideração um estudo realizado pela Varonis no último ano, que revelou que 64% das organizações dizem não saber onde seu conteúdo sensível está localizado e quem pode acessá-lo, as empresas ainda têm um longo caminho pela frente para atenderem às novas regras.

Segundo a última edição do Varonis Data Risk Report, divulgada em 2018, 21% de todas as pastas em uma empresa são abertas a todos os funcionários, e 88% das organizações com mais de 1 milhão de pastas têm mais de 100 mil abertas para qualquer membro da equipe. Ou seja, quase não há controle e nem registros do que é realizado dentro dos arquivos de dados e por quem.

Saber onde estão localizadas as informações pessoais que precisam ser protegidas é só o primeiro passo para estar em conformidade com a LGPD. Uma vez que você sabe onde está localizado o conteúdo sensível, os maiores desafios vêm a seguir: entender quem tem acesso a essas informações, quem está usando, quem é o dono, se foram violados, se podem ser excluídos, se oferecem riscos e quem vai ser afetado com uma eventual mudança em seu conteúdo.

O LGPD, mesmo sendo algo relativamente novo – especialmente para as empresas que não foram afetadas pelo GDPR, a lei europeia de proteção de dados –, reafirma uma boa prática já bastante conhecida dos especialistas de segurança, mas frequentemente esquecida pelos líderes de negócio: quanto mais sensíveis são as informações, menos pessoas devem ter acesso a esses dados.

Isso reforça a necessidade de contar com as ferramentas adequadas para controle de acesso às informações e, principalmente, para realização de análises de segurança das informações de forma rápida e fácil, focando nos dados de arquivos específicos ou até nas atividades de um indivíduo ou grupo de indivíduos em relação às informações que acessam.

Assim, as empresas vão poder definir amplamente tendências nas atividades de acesso da empresa, incluindo a presença de dados obsoletos sensíveis que estão gerando riscos desnecessários ao negócio. Segundo informações do último Varonis Data Report, 76% de todas as pastas contêm dados obsoletos, um problema que, inclusive, também é previsto pelo LGPD, uma vez que a lei deixa claro que as empresas só podem manter informações enquanto forem necessárias e, caso não atendam a esse requisito, devem eliminá-las permanentemente.

Ou seja, contar com as ferramentas adequadas para controle de acesso e análise de segurança das informações para a LGPD, além de facilitar a geração de relatórios para dar aos auditores o poder de determinar se as políticas de segurança apropriadas estão em aplicação, vai melhorar a estratégia de segurança de dados como um todo, reduzindo os riscos para o negócio.

Diante deste cenário, buscar soluções equipadas com tecnologias de análise do comportamento do usuário, como o User Behaviour Analytics (UBA), vai ser o foco para estar em conformidade com o LGPD. Como detectam atividades em tempo real, mostrando exatamente onde um problema está acontecendo, essas tecnologias permitem identificar com precisão quais dados e quais clientes vão ser afetados, aumentando a velocidade de resposta.

Carlos Rodrigues — Vice-presidente da Varonis para América Latina.

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O jogo de cintura do conselheiro independente http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-jogo-de-cintura-do-conselheiro-independente/127997/ http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/o-jogo-de-cintura-do-conselheiro-independente/127997/ Mon, 18 Mar 2019 15:01:01 -0300 Thomas Lanz O jogo de cintura do conselheiro independente

O processo decisório muitas vezes carece de discussões preliminares

Eu tinha um chefe, que vira e mexe antes de entrevistar alguém, desfilava o seu mantra dos terços. Dizia: a entrada de um novo funcionário na empresa é como o casamento! Tem um terço de chance da empresa gostar dele e ele não gostar da empresa; tem um terço de chance da empresa não gostar dele e ele gostar da empresa e tem apenas um terço de chance dos dois se gostarem.

Sempre penso nele quando o assunto gira em torno da contratação de um novo membro para o Conselho Consultivo ou Societário de uma empresa familiar onde a gestão ainda está na mão dos familiares.

Imaginemos que o Conselheiro escolhido venha de uma cultura de empresas de capital aberto onde os laços familiares com seus valores, princípios, aspectos culturais, ritos e “manias“ não existem. Certamente ele terá que ter muito jogo de cintura para se adaptar e entender o “modus vivendi“ no contexto de governança da empresa familiar. A figura do chefe de família, dono do patrimônio e fundador da empresa se misturam continuamente. Suas decisões e maneira de pensar refletem isso. É muito difícil e raro ele atuar apenas como CEO do negócio. Já numa empresa de capital aberto, o CEO vindo do mercado, tem como único foco a empresa que administra. Muitas vezes o presidente do Conselho é outra pessoa sem laços com a empresa que não sejam a de ser o presidente do Conselho.

O conselheiro habituado a um ambiente estritamente profissional, irá conviver com seus novos colegas de Conselho, a esposa do dono, os filhos, o tio e o advogado da família como conselheiro externo. Ele será o primeiro conselheiro independente da empresa. A estrutura das reuniões terá um “quê“ de improvisação e uma boa dose de informalismo. Nem sempre os conselheiros familiares têm a bagagem necessária e dominam com o devido conhecimento o ferramental colocado à disposição para a análise de performance da empresa ou estudos econômico-financeiros. O processo decisório muitas vezes carece de discussões preliminares. O CEO/Dono do Patrimônio/ Chefe de família já vem com as decisões tomadas dando, caso seja condescendente, espaço para perguntas e esclarecimentos adicionais. Temos também casos de Conselhos onde a cultura societário - religiosa molda práticas de governança e gestão não encontradas em empresas não familiares. Podemos citar como exemplo o caso de sucessão da gestão, onde em certas culturas sempre o filho primogênito homem, irá assumir a condução dos negócios independentemente de sua competência, vocação e habilidades para o cargo.

Mas o fato de uma empresa de gestão familiar buscar um conselheiro independente, indicado ou escolhido por sua competência e profissionalismo, é um importante passo para a profissionalização da gestão e governança. Isto não quer dizer que os membros da família precisam ceder seus lugares a profissionais contratados. Ao contrário, se competentes, podem e devem permanecer nos negócios da família, assimilando e adotando as práticas de gestão comumente aceitas pelo mercado, assim como os princípios de uma boa governança corporativa.

Por sua vez, o conselheiro independente terá um grande desafio. Além de suas funções de conselheiro deverá desempenhar o papel de mentor junto a todos envolvidos na gestão, com o intuito de profissionalizar a organização e prepará-la para sua perpetuação. Ele terá que ter um bom jogo de cintura, uma grande resiliência, paciência e sentido de transformação.

Thomas Lanz — Fundador da Thomas Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa, gestão de empresas médias e grandes no Brasil.

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O inglês é vital para sua empresa http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-ingles-e-vital-para-sua-empresa/127996/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-ingles-e-vital-para-sua-empresa/127996/ Mon, 18 Mar 2019 14:01:01 -0300 Raphael Ruiz O inglês é vital para sua empresa

Apesar de os benefícios de se dominar outro idioma serem mais do que conhecidos pelo público geral, é fato que os últimos anos não foram fáceis por aqui em termos de mercado de trabalho

É de conhecimento geral que um segundo idioma pode alavancar a carreira daqueles que se dedicam a aprendê-lo. Profissionais do país inteiro buscam se aperfeiçoar no inglês para abrirem portas em sua vida profissional ou conquistar novas oportunidades para além dela. A fluência e segurança na hora de falar são indicativos de que aquele colaborador se dedicou e tem muito a adicionar em qualquer ambiente corporativo.

Apesar de os benefícios de se dominar outro idioma serem mais do que conhecidos pelo público geral, é fato que os últimos anos não foram fáceis por aqui em termos de mercado de trabalho. Passamos por uma crise econômica e ainda sentimos os efeitos dela como o desemprego que hoje afeta 12,4% da população segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se antes já estava difícil se focar em progredir na carreira, agora que muitos inclusive não têm mais carreira, fica mais complicado. Além disso, o Brasil está ranqueado como "baixo" em nível de proficiência do inglês segundo o índice EF EPI que analisa o conhecimento do idioma em países que não tem a língua como nativa. 

Temos, portanto, este cenário atualmente: saber inglês é um fator muito importante na carreira de qualquer profissional, mas nossa base no idioma é falha e não satisfatória. Como mudar isso? Além de, obviamente, medidas do Estado para educação e profissionalização, acredito que uma ponte fundamental para que a situação mude positivamente é o incentivo a aprender o idioma dentro do ambiente corporativo.

Com anos de experiência no ensino de inglês focado para o mercado de trabalho afirmo que quando uma empresa abre suas portas para que seus funcionários possam melhorar o idioma, todos saem ganhando. Óbvio que os custos são sempre um ponto a se avaliar cirurgicamente, no entanto a tecnologia pode ser uma grande aliada para se mesurar este investimento. Hoje o desenvolvimento de competência dos alunos/colaboradores pode ser acompanhado e o progresso do aluno é digitalmente visível. 

Não se prenda, por exemplo, ao tamanho ou ao segmento de seu negócio. Pensemos na gama de áreas que existem. Não vejo nenhuma em que o empreendedor não tenha melhorias consideráveis. Comércio, saúde, advocacia, tecnologia, prestação de serviços no geral, não há nenhuma área em que o inglês não seja um catalisador. 

O empreendedor que trouxer mais incentivo ao idioma para dentro de seu negócio estará pensando grande e além. Novos horizontes e até mesmo contratos internacionais ficam mais próximos se a empresa como um todo estiver apta a recebê-los. Além do investimento em aulas, outra medida muito interessante é o English Day, no qual durante todo o tempo no escritório em um determinado dia os funcionários conversam apenas neste idioma. Desafiador, mas positivo. 

É válido lembrar também que, além os benefícios como crescimento coletivo, fomentar o aprendizado de uma nova língua alimenta a motivação dos funcionários. A busca por aprimorar as habilidades é sentida na produtividade e a vontade de sempre melhorar em qualquer atividade se torna evidente. Outro ponto de extrema importância é a fidelização dos colaboradores, uma vez que é percebido o valor que a empresa dá para cada um e o investimento feito em seus crescimentos individuais dentro e fora do escritório. 

Em resumo, se todos tiverem o idioma bem apurado, todos podem certamente crescer juntos. E não digo isso focado em empresas individualmente, mas pensando em nível nacional. Maior domínio do idioma, mais atrativos para investimentos, mais crescimento, mais empregos, é uma cadeia ascendente. 

Por fim, empreendedor, vamos embarcar nessa juntos?

Raphael Ruiz — CEO e fundador do Instituto Mindset, rede de escolas de idiomas com 14 unidades pelo Brasil e mais de 6 mil alunos.

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Clima organizacional e o sucesso das empresas http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/clima-organizacional-e-o-sucesso-das-empresas/127994/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/clima-organizacional-e-o-sucesso-das-empresas/127994/ Mon, 18 Mar 2019 12:01:01 -0300 Bruno Macedo Clima organizacional e o sucesso das empresas

Ainda que seja subjetiva, a atmosfera de trabalho diz muito sobre as pessoas que fazem o negócio ter êxito

O ativo mais importante de uma empresa é o colaborador. Essa afirmação é (ou deveria ser) o ponto de partida para qualquer tipo de trabalho realizado para alcançar o sucesso no mundo dos negócios. Por mais que as máquinas entreguem os resultados esperados, é nas pessoas que estão os sentimentos, o foco, a concentração, o desenvolvimento das ações e, o mais importante, a capacidade de pensar.

Por meio do pensamento o ser humano pode determinar metas, aplicar estratégias e melhorar, constantemente, o clima organizacional, item de extrema importância para o sucesso de uma empresa. Ainda que seja subjetiva, a atmosfera de trabalho diz muito sobre as pessoas que fazem o negócio ter êxito.

O clima organizacional é baseado em ações que influenciam diretamente a produtividade do colaborador. É possível citar as condições do espaço físico da empresa, o relacionamento entre as pessoas, as ações de comunicação interna, programas de desenvolvimento pessoal e profissional, plano de carreira, salário, benefícios e muitos outros. Todos esses pontos são determinantes para o desenvolvimento da empresa e de seus ativos.

Tudo isso porque, de acordo com a pirâmide de Maslow, as necessidades humanas se baseiam na ordenação hierárquica das seguintes áreas: fisiológica, segurança, amor e relacionamentos, estima e realização pessoal. Isso quer dizer que, para se sentir realizado, o ser humano precisa estar com o corpo saudável, se sentir seguro – e aqui estamos falando também sobre estabilidade no emprego -, ter o sentimento de pertencimento, ou seja, saber que seus relacionamentos são sólidos e que há aceitação em grupos de amigos, familiares, trabalho etc, e, assim, sucessivamente até alcançar o topo da pirâmide onde está a realização pessoal.

Para chegar neste nível, o autoconhecimento e a influência de fatores externos, como o clima organizacional da empresa em que a pessoa trabalha são decisivos e resultam em um colaborador proativo, ético, honesto, com inteligência emocional e espírito de liderança, entre tantas outras características que podem ser despertadas por meio do reconhecimento do trabalho realizado.

É preciso que o ambiente de trabalho seja uma extensão da casa da pessoa. Ele precisa trazer felicidade, aproximar os relacionamentos interpessoais e garantir bem-estar. Para isso, as empresas devem apostar em ações de Endomarketing, que podem ser das mais simples, como comemoração dos aniversariantes do mês, até remuneração especial por metas alcançadas.

As possibilidades são infinitas e exigem criatividade, disposição e boa vontade de líderes que enxergam em seus liderados mais do que funcionários. É preciso conquistar a confiança e o sentimento de pertencimento para que a cultura de uma empresa seja levada para fora dos portões do espaço físico, fazendo com que ela cresça cada vez mais. Só assim, as corporações alcançarão resultados assertivos, terão colaboradores produtivos e farão a diferença no mundo dos negócios.

Bruno Macedo — Analista de Gente na CentralAr.com.

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Quando o comportamento tóxico e alta performance andam juntos http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/quando-o-comportamento-toxico-e-alta-performance-andam-juntos/127993/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/quando-o-comportamento-toxico-e-alta-performance-andam-juntos/127993/ Mon, 18 Mar 2019 11:01:01 -0300 Roberto Santos Quando o comportamento tóxico e alta performance andam juntos

Um empregado com comportamento tóxico é definido como alguém que apresenta um comportamento que pode prejudicar a organização, incluindo seus ativos ou pessoas

Contratar e reter profissionais considerados de alta performance na organização não é uma tarefa fácil para o gestor direto, e muito menos para o RH que, em tempos modernos, precisa equilibrar os pratos da tecnologia e das pessoas para realizar essas tarefas. Mas existe um lado sombrio a respeito dos funcionários de alta performance – muitas vezes o seu comportamento é tóxico, e o seu impacto é considerável.

Geralmente, esses profissionais têm um alto nível de entrega, mas o que fica oculto é que muitas vezes a alta produtividade é marcada por um comportamento inadequado frente a outros funcionários, subordinados e até mesmo fornecedores, contaminando a organização e tornando seu impacto negativo superior aos ganhos que sua produtividade pode trazer.

Um estudo da Harvard Business School, publicado em 2015, apontou algumas conclusões interessantes a respeito dos profissionais de alta performance que têm um comportamento tóxico – e uma das conclusões é que justamente os profissionais considerados “tóxicos” para a organização costumam ser mais produtivos que seus colegas cuja performance é considerada mediana.

Esse seria o motivo, inclusive, pelo qual esses profissionais costumam perdurar na organização – a alta performance compensa o comportamento inadequado e sua aceitação tácita. Porém, mesmo que pareça o contrário, esses funcionários custam muito para a organização – mais do que potencialmente geram em receita.

O custo do mau comportamento

No estudo desenvolvido pela Harvard Business School, um empregado com comportamento tóxico é definido como alguém que apresenta um comportamento que pode prejudicar a organização, incluindo seus ativos ou pessoas.

A pesquisa revelou também que, quando um profissional de alta performance tem um desempenho consistente, ele representa uma economia de custos de mais de US$ 5.000 para a empresa. Entretanto, quando esse mesmo profissional apresenta um comportamento tóxico, a economia se torna negativa – o custo desse profissional pode ultrapassar os US$ 12 mil – não incluindo custos indiretos, como litígios judiciais, por exemplo. Isso sugere que empregados “ruins” podem ter um efeito mais forte na empresa do que “bons” funcionários.

Funcionários tóxicos levam outros profissionais a deixar a organização mais rápido, o que gera enormes custos de rotatividade e treinamento, e diminui a produtividade de todos ao seu redor.

O que ocorre é que as empresas acabam contratando funcionários potencialmente tóxicos ao privilegiar somente o bom desempenho frente a questões de comportamento – que são mais subjetivas na hora da seleção. As habilidades podem ser ensinadas ou desenvolvidas, mas honestidade e integridade são valores internos, e que não podem ser ensinados.

Demitir ou reter?

Essa talvez seja a decisão mais difícil de todas – já que o gestor tem que escolher entre manter um comportamento que esteja prejudicando o grupo versus uma alta performance. Muito raramente as empresas decidem por desligar esse funcionário, o que contribui para minar ainda mais a confiança da equipe como um todo. Mas esses comportamentos só podem ser tolerados até certo ponto.

A pesquisa de Harvard deixa claro que evitar trabalhadores tóxicos ainda é melhor para a organização em termos de rentabilidade líquida, apesar de perder um funcionário altamente produtivo. Evitar um funcionário tóxico, ou orientá-lo a mudar seu comportamento, aumenta muito mais o desempenho do que substituir um funcionário comum por um profissional de alto desempenho.

A gestão também não pode se omitir, mesmo que o comportamento tóxico não seja incentivado, a falta de policiamento sobre essas atitudes acaba dando um sinal duplo, e ajuda a criar um ambiente onde as pessoas sintam que podem se comportar mal.

É claro que o cenário ideal é o de evitar a contratação de funcionários com esse perfil, mas se já existem profissionais com esse tipo de comportamento na empresa, especialistas advertem que o melhor é separar o funcionário tóxico do restante da força de trabalho, permitindo que ele se concentre no que realmente é bom.

De qualquer maneira, em algum momento o comportamento tóxico vai se sobrepor aos resultados positivos. A menos que esse indivíduo tenha um grau de autoconhecimento que o ajude a melhorar seu comportamento por meio de treinamento e coaching, é possível que o final, mais plausível seja a demissão. 

Roberto Santos — Sócio-diretor da Ateliê - RH

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Qual é o impacto do uso da tecnologia em sala de aula na aprendizagem dos alunos? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/qual-e-o-impacto-do-uso-da-tecnologia-em-sala-de-aula-na-aprendizagem-dos-alunos/127992/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/qual-e-o-impacto-do-uso-da-tecnologia-em-sala-de-aula-na-aprendizagem-dos-alunos/127992/ Mon, 18 Mar 2019 10:01:01 -0300 Rone Costa Qual é o impacto do uso da tecnologia em sala de aula na aprendizagem dos alunos?

Apesar dos pontos positivos, o uso das ferramentas digitais em sala de aula ainda é um grande desafio para as escolas no Brasil

A chegada dos nativos digitais às escolas está transformando a forma com que os educadores ministram suas aulas. O uso da tecnologia em sala de aula como modelo de aprendizagem ainda gera muito debate entre especialistas da área, entretanto, o assunto precisa ser explorado. Sobretudo, porque o tema está entre os destaques da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que deverá ser implementada em todas as escolas do Brasil até 2022.

O uso da tecnologia em sala de aula é importante, pois auxilia no processo de aprendizagem e pode servir como ferramenta para que o professor tenha acesso a aplicativos, sites e jogos que contribuam para a dinâmica e contexto de aplicação das disciplinas.

Recursos como estes podem envolver e atrair mais ainda a atenção do aluno, que poderá melhorar seu desempenho nas atividades, estimular sua autonomia, despertar sua curiosidade, entre outros benefícios. 

Contudo, ainda existem diversos alunos que não são tão ligados a essas ferramentas, por isso é fundamental mesclar o uso desses recursos com os materiais didáticos utilizados em sala de aula. A melhor maneira de usar a tecnologia para o aprendizado é entender que ela serve como aliada para a realização de atividades colaborativas. Deste modo, o professor não deve depender exclusivamente dos recursos digitais para planejar a sua aula, e sim buscar contemplar atividades colaborativas e proporcionar a interação dos alunos por meio destas. A tecnologia no ensino bilíngue, por exemplo, já é uma realidade em muitas escolas e auxilia o aluno na expansão de conhecimento de vocabulário, ou, até mesmo, na hora de conferir pronúncias. 

Desafio do uso da tecnologia em sala de aula 

Apesar dos pontos positivos, o uso das ferramentas digitais em sala de aula ainda é um grande desafio para as escolas no Brasil, seja por questões de infraestrutura das instituições ou até mesmo pela formação de professores, que ainda não estão preparados para utilizar estes recursos. Ou seja, Parte superior do formulárioainda existem profissionais tradicionais que não fazem o uso da tecnologia em sala de aula, ou, aqueles que têm uma visão moderna e a usam demasiado. Portanto, é necessário considerar os objetivos e as situações em que a tecnologia se aplica para que haja sempre um ponto de equilíbrio.

Esse papel cabe à escola, ou seja, trabalhar cada vez mais na formação e aprimoramento desse profissional. Incluir a tecnologia na formação é essencial para que ele saiba aplicar e dosar seu uso em sala de aula. E o professor por sua vez, deve sempre estar em constante formação e buscar aperfeiçoar e atualizar seus conhecimentos.

Portanto, a tecnologia não deve ser uma ferramenta para distração e entretenimento do aluno, e sim um recurso produtivo e uma consequência natural da aula. Hoje em dia, os alunos encontram as informações muito rapidamente, por isso o professor deve se aperfeiçoar e avançar junto com relação às ferramentas tecnológicas. O ponto principal de atenção é cuidar para que a tecnologia não substitua o precioso contato do professor com o aluno, a empatia sempre fundamental para não substituir o convívio no processo de troca inerente à educação.

Rone Costa — Gerente de Desenvolvimento e Relacionamento do Systemic Bilingual, programa pioneiro de educação bilíngue no Brasil.

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Aplicativo de delivery online, Delivery Much, seleciona empreendedores no interior do Brasil http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/aplicativo-de-delivery-online-delivery-much-seleciona-empreendedores-no-interior-do-brasil/127963/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/aplicativo-de-delivery-online-delivery-much-seleciona-empreendedores-no-interior-do-brasil/127963/ Mon, 18 Mar 2019 09:00:00 -0300 Redação Administradores Aplicativo de delivery online, Delivery Much, seleciona empreendedores no interior do Brasil

Com projeção de crescer acima de 10%, franquia de delivery de alimentação é considerada investimento seguro para empreender em 2019

De acordo com a ABF - Associação Brasileira do Franchising, no último trimestre de 2018, o setor de franquias de alimentação cresceu 6,7%, puxado pelos investimentos no setor de delivery.

A Delivery Much, única empresa do setor associada a ABF, cresceu 79% em número de franquias e bateu recorde em GMV, chegando a 132%.

Para 2019, é projetado para o mercado de delivery um crescimento de 10,7%. A Delivery Much (DM), assim como em 2018, espera crescer acima deste número e para isso vem expandindo sua atuação para novas cidades no interior do Brasil.

Ayran Santarem, head de expansão da DM, diz que a empresa tem como meta no primeiro trimestre de 2019 abrir 30 novas franquias.

Comparado ao mesmo período de 2018, isso representa um crescimento de 36%.

A meta agressiva se dá pela maior maturidade da empresa e também pelo crescimento econômico de cidades foco, com população entre 30 a 250 mil habitantes.

Santarem destaca que dentro do recorte ainda existem cerca de 434 municípios para expansão. “Estas cidades possuem ótimas perspectivas de lucratividade, pelo potencial econômico e pela maioria delas demandar um serviço profissional de delivery que ainda não tem”, completa.

Lucratividade e expansão tecnológica

Um dos principais vetores que torna o mercado de delivery online tão atrativo são as inúmeras possibilidades que ele traz para a cidade. Em Cacoal - RO, Enzo de Rosso Thaddeu, franqueado da DM, conta que além do retorno financeiro obtido por ele, como empreendedor Delivery Much, os ganhos para a cidade são refletidos em todas as pontas.

O maior deles conta de Rosso, foi a implantação de um mercado de entrega. “O modelo de negócio não existia ou era ainda muito precário”, relembra. Além disso, com a chegada da tecnologia na região, outras 5 cidades perceberam que havia uma demanda reprimida e hoje contam com a Delivery Much.

Como benefício direto do delivery, foram geradas mais oportunidades de emprego e renda à cidade. de Rosso relembra que durante a crise o delivery foi um importante reforço para os estabelecimentos locais.

Outro ponto crucial foi a modernização estrutural ocorrida, “para atender aos pedidos os os restaurantes agora contam com wi-fi e computadores, além de toda uma modernização de aparatos internos nos estabelecimentos”, detalha de Rosso e completa: “há também hoje uma cultura de marketing mais forte na cidade. Antes ela não existia, mas com o crescimento da Delivery Much localmente, os restaurantes começaram a se puxar pra melhorar seu marketing”.

Processo semelhante acontece nas mais de 180 cidades onde o aplicativo está presente. Em Barreiras - BA, Matheus Ataíde, franqueado local, conta que muitos restaurantes tiveram com o delivery um aumento de renda, que em alguns casos chega a 500%.

Todos estes pontos são perceptíveis para o empreendedor e donos de restaurantes, porém para o usuário há ganho em conforto, economia e segurança.

É o caso de Maiquel Camargo, Supervisor de Planejamento de Produção, usuário da Delivery Much em Santa Maria - RS.

Camargo conta que costuma fazer um pedido por semana, geralmente à noite. Ele diz preferir o delivery pela facilidade e comodidade que a ferramenta oferece. “O delivery, é cômodo e rápido (considerando deslocamento) se resolve o problema (fome) de maneira eficiente”, completa.

Como investir em uma franquia de delivery?

Segundo a Abrasel, para 2019, as franquias de alimentação são uma aposta confiável e lucrativa. O otimismo da instituição se dá pela capacidade do setor em inovar e construir tendências sólidas e de acordo com a demanda do mercado.

Na Delivery Much, por exemplo, além da união entre tecnologia e alimentação há o fomento e incentivo para novas formas de empreendedorismo digital no interior do país.

Hoje são atendidas pela empresa nas mais de 180 franquias, espalhadas por todo o Brasil, mais de 700 mil usuários e 5946 restaurantes parceiros. Em 2018, foram 2.526.111 entregas, ou seja, mais de 14 mil pedidos por franquia.

Esses número fazem da Delivery Much o maior aplicativo de delivery online do interior do Brasil. Funcionando no modelo de franquias, o app é apontada pela exame como uma das franquias mais seguras e rápidas para se investir.

Segundo Santarem, a projeto de expansão além de gerar renda e oportunidade de negócio em todo o interior tem a meta de ampliar os resultados já obtidos, criar novos postos de trabalho e facilitar a entrega de comida em todas as pontas da cadeia, gerando renda e girando a economia.

Para fazer parte da Delivery Much - ser dono do próprio negócio, na sua cidade - é preciso entrar em contato com a empresa preenchendo um cadastro no site: franquias.deliverymuch.com.br/. Após o cadastro um consultor entrará em contato com o empreendedor para apresentar todos os detalhes do negócio e proposta de fechamento.

Segundo a empresa, cada franqueado tem exclusividade na operação.O como prazo de implementação varia entre 45 e 60 dias, contando com o período de treinamento do empreendedor e a captação de restaurantes parceiros. Uma unidade franqueada possui um faturamento mensal estimado de 12,4 mil reais, com taxa de lucratividade de 40%.

Materiais de apoio

Segundo Bernardo Betim, head de performance da Delivery Much, entre os pilares da empresa está a educação e a capacitação dos franqueados com uma metodologia própria criada para franquias.

A metodologia encapsulada no MGF (Modelo de Gestão de Franquias) é coordenada pela equipe de Sucesso do Cliente e repassada por meio de consultorias, treinamentos e vídeo aulas na Unidelivery.

Atualmente o CS é a segunda maior área da empresa e focada no desenvolvimento do franqueado para que as metas e projeções estipuladas desde à venda sejam alcançadas o mais rápido possível e com a melhor qualidade de serviço aos estabelecimentos credenciados e ao consumidor final.

Para ter acesso à como a metodologia funciona e materiais educativos com números de mercado, que comprovam o crescimento do mercado de delivery no Brasil e as projeções para 2019, acesse: Metodologia de crescimento .

 

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Os famosos empreendedores e o pensamento da próxima geração http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/os-famosos-empreendedores-e-o-pensamento-da-proxima-geracao/127991/ http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/os-famosos-empreendedores-e-o-pensamento-da-proxima-geracao/127991/ Sun, 17 Mar 2019 17:01:01 -0300 Patricia Cotti Os famosos empreendedores e o pensamento da próxima geração

Os modelos tradicionais existentes estão antigos diante das novas gerações e suas demandas. Como, então, reinventá-los?

O mercado de varejo está em constante mudança. Há quem diga que o futuro será disruptivo. A rápida transformação dos comportamentos de consumo, a aceleração das gerações e os novos modos de compra têm mostrado aos varejistas que o futuro das operações tradicionais precisa ser pensado a luz de novos conceitos.

Há algum tempo, este pensamento foi traduzido, erroneamente, como a morte da loja física. Conclusão errada para um problema existente. A loja física não irá morrer, já que o consumidor precisa e anseia por este contato com a marca, o seu calor, engajamento e proximidade. O problema, entretanto, permanece: os modelos tradicionais existentes estão antigos diante das novas gerações e suas demandas. Como, então, reinventá-los?

O painel “Rock star entrepreneurs and the next generation of thinking”, na NRF na edição de 2017, apresentou três empresas americanas que tem se tornado destaque nos últimos anos pelo seu conceito de negócios inovador, que apresentam marcas fortes, experiência e propósito.

A primeira delas é a “Story”, um misto de revista, galeria de arte e loja. Com um conceito que vai muito além das operações tradicionais. Localizada em Nova York, a loja nasceu como uma pop up store em 2011, e ao longo desses 6 anos conquistou seu público fiel, se tornando fixa, ou quase.

Isto, por que a cada mês a loja se reinventa. Novos estilos, tendências, ambientação, produtos e novo conceito trazido ao público, como a pauta particular de uma revista especializada. Criatividade, bem-estar, saúde, festas, são alguns dos conceitos já trabalhados, com produtos que vão de moda a decoração.

A constante mudança faz com que os clientes sempre tenham motivo para voltar. Uma loja em que nunca se sabe o que se irá encontrar, com produtos exclusivos, em tiragens menores e sem reposição. Soma-se a isso uma gestão de conteúdo espetacular, com a criação das pautas específicas e textos explicativos de cada categoria e produto, de acordo com o tema principal, que levam o consumidor ao desejo de compra, pelo entendimento dos valores ali envolvidos.

Outro destaque do painel é a “&pizza”, que aos poucos vem se transformando na nova febre americana. Uma loja que se apresenta como um anti-estabelecimento, sustentada pela força, unidade e vibração de sua tribo (“ampersand tribe”). Os funcionários se identificam e se reconhecem como "membros da tribo" e até tatuam o logo na marca na pele. E não é para menos, já que um dos valores principais da &pizza é justamente cuidar dessa tribo, garantido seu sustento e qualidade de vida.

Com bebidas artesanais e pizzas criativas, que podem seguir os sabores sugeridos ou serem desenvolvidas pelos seus clientes, a empresa já conta com mais 20 locais em Washington, D.C., Nova York, Maryland, Pensilvânia e Virgínia.

Outro destaque do posicionamento da marca está na sua força junto à comunidade, com design de loja focados no local de atuação, pensados de acordo com o que, efetivamente, se pode acrescer àquela região como identidade e cultura. Sempre somando, seja em ambientação, produtos ou parcerias locais.

Fechando a lista dos convidados, apresenta-se o “Museum of Ice Cream”, com sua experiência imersiva. O “Museum of Ice Cream” é literalmente um museu, onde paredes são feitas de cones de casquinha de sorvetes, piscinas são cheias de granulados e a alegria no ato de se tomar um sorvete lembra a infância e os momentos felizes. Como a empresa mesmo gostam de se apresentar, um lugar onde as ideias se transformaram em realidade, onde os sabores são cheios de mistérios, os toppings são brinquedos e os granulados fazem do mundo um lugar melhor.

A experiência, existente em São Francisco, Los Angeles e Miami, tem sido destaque das revistas de negócios internacionais, se tornando visita obrigatória para crianças e adultos, locais ou turistas, em busca de boas lembranças.

Patricia Cotti — Diretora executiva do IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo

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Como capacitar funcionários por meio da transformação digital http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-capacitar-funcionarios-por-meio-da-transformacao-digital/127990/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-capacitar-funcionarios-por-meio-da-transformacao-digital/127990/ Sun, 17 Mar 2019 15:01:01 -0300 Kátia Ortiz Como capacitar funcionários por meio da transformação digital

É possível para as empresas usarem a transformação digital não apenas para se transformarem digitalmente, mas também fornecerem uma experiência geral melhor para os próprios funcionários

A transformação digital não é apenas uma palavra da moda. É um processo de mudança que impacta tanto os funcionários quanto as organizações. À medida que a tecnologia avança e as empresas evoluem no Brasil, é hora de os funcionários se prepararem para adaptar a maneira como trabalham e adotar novos conjuntos de habilidades.

É possível para as empresas usarem a transformação digital não apenas para se transformarem digitalmente, mas também fornecerem uma experiência geral melhor para os próprios funcionários. Podem, por exemplo, automatizar o trabalho repetitivo nos departamentos de TI para criar uma experiência semelhante à do consumidor para os usuários finais. Assim, o funcionário consegue se concentrar em tarefas mais objetivas.

Mas a mudança não é algo fácil para todos. E enquanto uma empresa pode adquirir a melhor tecnologia para alavancar sua jornada de transformação digital, esse investimento será desperdiçado se os funcionários não aceitarem a mudança. Como líder, é meu papel motivar e demonstrar como essa mudança ajudará a tornar o trabalho da equipe mais fácil. Tendo passado por esse processo, há algumas dicas que aprendi ao longo do caminho para ajudar a melhorar a transformação digital de outras empresas.

Comunicando a mudança: por que essas mudanças estão acontecendo?

Com qualquer tipo de mudança, sua organização precisa ser muito clara em seu propósito. Quanto mais clareza você puder fornecer como líder, maior a probabilidade de os funcionários apoiarem a novidade. Se você possui um plano sólido de comunicação interna para educar seus funcionários sobre os benefícios, o mais provável é que os funcionários se sintam envolvidos e apoiem a transição.

Encorajando a mudança: como criar entusiasmo?

As organizações recorrem à transformação digital para simplificar as tarefas e facilitar as cargas de trabalho dos funcionários, para que possam se concentrar no trabalho que impacte nos resultados.

Para levar os funcionários a bordo das mudanças, eles precisam entender os benefícios que trarão para suas tarefas diárias. Uma forma eficaz é construir um comitê de "líderes de torcida", colaboradores que defenderão as mudanças em toda a sua organização. Seus funcionários são seus melhores embaixadores, eles devem ter uma compreensão sólida dos benefícios, mas também de como usar a nova ferramenta ou o software que está sendo implementado.

Os dados são cruciais: como saber se a mudança está funcionando?

Envolver seus funcionários no processo e obter seus comentários ao longo do caminho não apenas ajudará a garantir que se sintam valorizados, mas também determinará se o processo de transição é eficaz. Além disso, alavancar os dados coletados durante a transformação pode informar como você se adapta, corrige e avança.

As taxas de adoção dos funcionários às novidades da sua empresa podem ser analisadas por meio das plataformas de desempenho on-line. Através delas, você tem acessos a dados que medem oportunidades de melhoria em áreas específicas para fornecer feedback em tempo real sobre sua transformação digital. É possível economizar até US$ 225 mil por ano nas empresas ao automatizar a coleta e a análise de dados.

Usando os dados disponíveis, você pode ajustar sua estratégia de gerenciamento de mudanças para se alinhar aos objetivos e valores de sua empresa, ao mesmo tempo em que garante que sua equipe esteja envolvida e engajada com a transição, contribuindo para o resultado final.

A mudança é inevitável, mas também é necessário que as organizações impulsionem o crescimento de seus funcionários. Identificar claramente seu plano, incentivá-los durante todo o processo e monitorar os resultados permitirá uma transição suave.

Kátia Ortiz — Country manager da ServiceNow no Brasil.

 

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Por que dados são considerados o novo petróleo? http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/por-que-dados-sao-considerados-o-novo-petroleo/127989/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/por-que-dados-sao-considerados-o-novo-petroleo/127989/ Sun, 17 Mar 2019 13:01:01 -0300 César Ripari Por que dados são considerados o novo petróleo?

Enquanto o petróleo é escasso, finito, os dados não são

A frase “Dados são o novo petróleo”, em tradução livre para a original “Data is the new oil”, foi criada por Clive Humby, um matemático londrino especializado em ciência de dados. Essa expressão tem sido bastante citada no mercado e, executivos do mundo todo, a usam para defender a ideia de que os dados são tão valiosos quanto o petróleo – o que aponta que, em tese, quem souber fazer bom uso deles e aproveitar todo seu potencial, só tem a ganhar. 

Mas a frase original de Humby não para por aí: “Data is the new oil. It’s valuable, but if unrefined it cannot really be used (…) so must data be broken down, analyzed for it to have value.” Basicamente, nessa afirmação, o cientista defende que, assim como o petróleo precisa ser refinado, dados precisam ser analisados. Aí entra todo o universo da Business Intelligence, onde, em plena Era da Economia Analítica, profissionais e empresas precisam, cada vez mais, serem alfabetizados em dados e falar de fato a essa língua, para assim, conseguir usá-los em seu potencial máximo. 

Seguindo esse raciocínio, é seguro afirmar que a maior riqueza se encontra não nos dados em si, mas sim na capacidade de usá-los de forma analítica. A inteligência por trás deles é quem determina seu maior valor pois, a partir dela, serão extraídas as descobertas capazes de transformar a realidade não só das organizações, mas de diferentes mercados e, por que não, do mundo? 

Nessa busca por refinar dados e neles encontrar as respostas que procuramos, um importante detalhe deve ser lembrado: diversas vezes, a resposta daquilo que buscamos está na análise dos dados que eventualmente descartaríamos – por isso se faz tão necessário o uso de sistemas inteligentes de Business Intelligence que analisem o conjunto dos dados e apontem de maneira assertiva os melhores insights. 

Diferentemente do petróleo, no qual um dos maiores desafios é localizar reservas subterrâneas onde possamos encontrá-lo, o ponto chave no mundo dos dados é outro. Localizá-los já não é um problema, tendo em vista que hoje eles estão a nossa disposição. Agora, o maior desafio é saber como fazer bom uso dessa fonte de inesgotáveis possibilidades. 

Outro ponto é que, enquanto o petróleo é escasso, finito, os dados não são. Muito menos, suas possibilidades. Tendo em vista o volume, a velocidade e a variedade do Big Data em si, nossa fonte de recursos para criar insights com dados é inesgotável e vai muito além do que o mundo tem hoje capacidade para suportar. 

Para concluir, arrisco dizer que dados não são o novo petróleo: são ainda mais valiosos. Porém, assim como muitos países enriqueceram com o combustível do século, só enriquecerão com dados aqueles que souberem usá-los da melhor forma... também como combustível, mas dessa vez, para o futuro.

César RipariDiretor de Pré-Vendas da Qlik

 

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