Administradores.com - Notícias http://www.administradores.com.br/ Últimas notícias do Administradores.com pt-br Copyright 2018 Wed, 26 Sep 2018 11:01:01 -0300 Decreto amplia possibilidades de terceirização no serviço público http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/decreto-amplia-possibilidades-de-terceirizacao-no-servico-publico/126506/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/decreto-amplia-possibilidades-de-terceirizacao-no-servico-publico/126506/ Wed, 26 Sep 2018 11:01:01 -0300 Pedro Rafael Vilela Decreto amplia possibilidades de terceirização no serviço público

As novas regras entrarão em vigor em 120 dias a partir da data da publicação

O governo federal editou uma nova regra - o Decreto nº 9.507 - para regulamentar a terceirização no serviço público. A norma, promulgada na última sexta-feira (21), abrange órgãos da administração direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. Segundo o texto, que substitui um decreto que estava em vigor desde 1997, caberá ao Ministério do Planejamento a definição de quais serviços poderão ser preferencialmente contratados de forma indireta.

Até então, só podiam ser objeto de terceirização, em órgãos públicos, atividades como limpeza, segurança, transportes, informática, recepção, telecomunicações e manutenção de prédios e equipamentos. As novas regras entrarão em vigor em 120 dias a partir da data da publicação.

O Ministério do Planejamento informou que o objetivo do decreto "foi adequar uma legislação de 1997 à realidade atual, considerando regras mais rigorosas de fiscalização de contratos e da mão de obra alocada na prestação de serviço, além da adequação às boas práticas administrativas", segundo nota enviada à Agência Brasil. Ainda de acordo com o órgão, as novas regras unificam os procedimentos de contratação indireta em todo o serviço público federal.

"Nesse novo decreto, não existe mais de forma expressa quais são os serviços que poderiam ser terceirizados. Antes, isso estava especificado e abrangiam as chamadas atividades-meio, como limpeza e segurança. Nesse sentido, a nova regra abre brecha para ampliação das possibilidades de terceirização nos serviços públicos", aponta o advogado Marcelo Scalzilli, sócio e coordenador da área trabalhista do Scalzilli Althaus Advogados.

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia validado, por maioria, a constitucionalidade da terceirização da contratação de trabalhadores para a atividade-fim de empresas e outras pessoas jurídicas, como previsto na Lei da Terceirização (13.429/2017). Perguntado se o Decreto 9.507 já seria uma primeira consequência da decisão do STF, o Planejamento informou que não há vínculo entre a norma e a Lei 13.429, que trata de trabalho temporário nas empresas urbanas, sem relação com a contratação de serviços pela administração pública.

Vedações

O novo decreto proíbe a terceirização de serviços que envolvam a tomada de decisão e nas áreas de planejamento, coordenação, supervisão e controle dos órgãos e aqueles considerados estratégicos e que possam colocar em risco o controle de processos e de conhecimentos e tecnologia. Também não podem ser contratadas de forma indireta as funções que estejam relacionadas ao poder de polícia ou que sejam inerentes às categorias inseridas no plano de cargos do órgão. No entanto, a medida permite a terceirização de serviços auxiliares a essas funções, com exceção dos serviços auxiliares de fiscalização e relacionados ao poder de polícia do Estado.

Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo governo, o decreto proíbe a terceirização de serviços inerentes aos dos cargos do plano de carreira da empresa, mas possibilita quatro tipos de exceção, como, por exemplo, a contratação indireta para demandas de caráter temporário ou se houver a impossibilidade de competir no mercado em que a empresa está inserida.

Para sindicalistas, o decreto vai concretizar a terceirização no serviço público. "Esse decreto não veio para reduzir a terceirização, mas justamente na linha de ampliar esse processo", critica Sérgio Rolando da Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef). Ele teme que a medida afete a realização de concursos públicos, forma de contratação prevista na Constituição. "Tende a reduzir, já que alguns cargos, que hoje são preenchidos por concurso, poderão ser considerados serviços auxiliares às funções de decisão e planejamento", argumenta.

Precarização

Segundo o Ministério do Planejamento, as novas regras previstas no decreto coíbem a prática de nepotismo nas contratações públicas e estabelece padrões de qualidade na prestação dos serviços. Além disso, para evitar a precarização trabalhista, o pagamento da fatura mensal pelos serviços, por parte do órgão público, só será autorizado após a comprovação, pela empresa terceirizada, do cumprimento das obrigações contratuais, incluindo o pagamento de férias, 13º salário e verbas rescisórias de seus funcionários.

Na opinião do presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, o decreto reforça o temor da ampliação da terceirização no serviço público, que tende a ser desfavorável aos trabalhadores. "O modelo de terceirização usualmente adotado no Brasil não é o modelo que privilegia o conhecimento técnico, mas aquele em que se ganha por meio do achatamento dos direitos sociais do trabalhador terceirizado. Isso já acontece em atividades-meio das estatais, como a Petrobras, onde os trabalhadores que mais sofrem acidentes são justamente os terceirizados", explica. O magistrado diz que a Anamatra ainda está avaliando os impactos do decreto para melhor se posicionar.

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Acessos de banda larga via satélite dobram em 12 meses, diz Anatel http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/acessos-de-banda-larga-via-satelite-dobram-em-12-meses-diz-anatel/126505/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/acessos-de-banda-larga-via-satelite-dobram-em-12-meses-diz-anatel/126505/ Wed, 26 Sep 2018 10:30:01 -0300 Luciano Nascimento Acessos de banda larga via satélite dobram em 12 meses, diz Anatel

O uso de satélites para oferta de internet geralmente é direcionado para moradores de regiões interioranas e remotas

O número de acessos de banda larga via satélite registrado em julho foi o dobro do mesmo período do ano passado. De acordo com dados divulgados na terça-feira (25) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Anatel), em julho foram registrados 161.467 acessos de banda larga via satélite, o dobro em comparação a julho do ano passado, um aumento de 100,52%.

O uso de satélites para oferta de internet geralmente é direcionado para moradores de regiões interioranas e remotas. A solução é complementar e na maioria das vezes utilizada em locais sem infraestrutura de cabo nem fibra ótica.

“Algumas localidades no Norte, Nordeste e interior de São Paulo que não têm fibra, nem cabo, então o satélite é a solução. Esperamos ansiosamente pelas políticas públicas, que devem ser elaboradas pelo Executivo e Legislativo para serem implementadas pela Anatel”, disse nesta terça-feira o presidente da agência, Juarez Quadros, durante evento para debater o tema.

Atualmente, estão em operação no Brasil mais de 50 satélites, entre brasileiros e estrangeiros. De acordo com Quadros, com a chegada de novos satélites explorando a banda Ka, que oferece mais velocidade de acesso, a capacidade dedicada à oferta de banda larga via satélite no Brasil vai aumentar consideravelmente até 2021.

A expectativa é disponibilizar 177 gigahertz (GHz) à população, dos quais 128 GHz serão em banda Ka; ante 41 GHz da banda Ka ofertados em 2017. “A missão da Anatel é implementar a política pública de acesso aos serviços de telecomunicação e a banda Ka tem papel central nisso”, disse Quadros.

Taxa de fiscalização

Dentro da agência, um dos conselheiros da agência, Leonardo de Morais, defende a desoneração das taxas de fiscalização das VSATs (estação terrena de pequeno porte), que hoje é de R$ 201,12, que onera muito o uso de satélite para prestação de banda larga.

De acordo com o conselheiro, que é presidente do Comitê de Espectro e Órbita da Anatel, o tema é objeto de um projeto que tramita no Legislativo. “Se aprovado, reduzirá o valor para R$ 26,43 [equiparando com o Serviço Móvel Pessoal e Serviço de Comunicação Multimídia]”, disse Morais.

De acordo com a última pesquisa TIC Domicílios, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 42,1 milhões de residências no país que contam com o acesso à internet, cerca de 7% tem conexão via satélite.

 

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Fraudes em cartão de crédito nas transações de celular crescem no país http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/fraudes-em-cartao-de-credito-nas-transacoes-de-celular-crescem-no-pais/126504/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/fraudes-em-cartao-de-credito-nas-transacoes-de-celular-crescem-no-pais/126504/ Wed, 26 Sep 2018 10:01:01 -0300 Heloisa Cristaldo Fraudes em cartão de crédito nas transações de celular crescem no país

Ao todo, foram detectados 920 mil golpes na internet com o objetivo de roubar dados financeiros de consumidores para clonar cartões de crédito neste ano

O número de fraudes envolvendo cartões de crédito em transações pelo celular tem aumentado no país. Segundo levantamento do laboratório de cibersegurança da Psafe, entre janeiro e agosto deste ano já foram detectados mais de 6,7 milhões de golpes envolvendo bancos ou cartão de crédito no ambiente mobile. Ao todo, são 3,6 fraudes por minuto.

Ao todo, foram detectados 920 mil golpes na internet com o objetivo de roubar dados financeiros de consumidores para clonar cartões de crédito neste ano. Os meses de junho e julho tiveram os maiores registros, com 343,5 mil e 388 mil respectivamente. Os menores índices foram registrados em março (10 mil ataques) e abril (6,5 mil ataques). Neste ano, já foram identificadas 5,8 milhões tentativas de golpes a bancos.

Especialistas da PSafe apontam que não é ser possível determinar a motivação dos golpes. No entanto, o laboratório avalia que os dados variam de acordo com a sazonalidade e “criatividade” dos hackers. O aumento nos casos de golpes registrados nos meses de junho e julho podem estar associados ao período de férias escolares, em que as famílias costumam viajar mais e, consequentemente, usar mais o cartão de crédito.

Segundo os especialistas, hackers têm se aproveitado cada vez mais de contextos reais para criar golpes com um visual bastante crível, o que também influência o aumento dos casos de fraude.

O levantamento foi baseado na coleta de dados de detecções e bloqueios de ciberataques aos aparelhos dos mais de 20 milhões de usuários com o aplicativo de segurança dfndr, nos referidos períodos.

Alerta

De acordo com a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Carolina Pinto Caram Guimarães, a pasta tem alertado os consumidores para verificarem a procedência dos sites e, principalmente, desconfiar de facilidades extremas oferecidas pelos estabelecimentos virtuais.

“Quando se fala de fraude, vai além de uma relação de consumo. É um crime praticado por pessoas que usam de má fé, se apropriam de dados do consumidor para se beneficiar indevidamente. Alguns benefícios oferecidos não são reais, são produtos com preços fora do valor real de consumo, sites que não têm índole boa. Tudo que tem muita facilidade, a gente convida o consumidor a ficar atento”, disse a diretora à Agência Brasil.

Segundo Ana Carolina Guimarães, o consumidor deve ficar atento às suas movimentações financeiras e comunicar imediatamente aos bancos ou às instituições financeiras caso verifique alguma inconsistência.

“Entre em contato com banco e peça o cancelamento do que estiver em desacordo. O consumidor também tem seu papel de verificar toda movimentação financeira. Os bancos ou estabelecimentos comerciais que não cancelarem imediatamente ou que não cuidarem de suas relações de consumo, como falha de segurança, vão responder juridicamente por essas falhas”, acrescentou.

Segundo a diretora, instituições financeiras têm aprimorado suas tecnologias para evitar golpes e fraudes aos clientes. “Há o caso de um banco que instalou o reconhecimento digital nas operações realizadas pelo celular e essa atitude reduziu mais de 80% nas fraudes no sistema. É necessário o constante aperfeiçoamento das tecnologias para que haja o efetivo combate desses golpes”, avaliou.

Dicas

Para evitar fraudes, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sugere que o usuário pesquise as opiniões dos clientes do estabelecimento antes de realizar transações em plataformas de venda on-line.

Além disso, o órgão aconselha os compradores a buscarem empresas que forneçam o endereço físico no site, CNPJ, e um telefone de atendimento ao consumidor; orienta ainda a desconfiar de ofertas muito generosas e a comparar produtos similares em outros fornecedores.

A Senacon oferece ainda a plataforma Consumidor.gov.br, que reúne reclamações e avaliações dos clientes. O sistema permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo pela internet. Segundo o ministério, 80% das reclamações registradas no sistema são solucionadas pelas empresas, que respondem às demandas dos consumidores em um prazo médio de sete dias.

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Parceria entre grandes e pequenas empresas melhora ganhos http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/parceria-entre-grandes-e-pequenas-empresas-melhora-ganhos/126503/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/parceria-entre-grandes-e-pequenas-empresas-melhora-ganhos/126503/ Wed, 26 Sep 2018 09:30:01 -0300 Jonas Valente Parceria entre grandes e pequenas empresas melhora ganhos

Estudo foi apresentado pelo Sebrae em fórum em São Paulo

Pequenas empresas podem se beneficiar de parcerias com médias e grandes companhias, com ganhos econômicos e em inovação. A recomendação foi apontada por uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apresentada na terça-feira (25) no Fórum Encadear, em São Paulo. O evento reúne pequenas e grandes empresas para discutir possibilidades de negócios conjuntos.

A pesquisa foi realizada com 569 micro e pequenos empresários (MPEs) que já participaram do programa de relação com grandes empresas do Sebrae, chamado de “encadeamento produtivo”. A iniciativa busca identificar demandas de grandes firmas e apoiar MPEs, como startups, capacitando-as para apresentar propostas e poder celebrar negócios.

De acordo com a pesquisa, para 69% dos ouvidos, a parceria com uma grande empresa resultou em melhoria da produtividade, em média de 27%. Do total, 62% disseram que o faturamento também melhorou, com média de 26%. Em 45% dos casos, foi registrada uma ampliação no número de pessoas ocupadas. Para metade, houve acréscimo também na lucratividade, em média de 23%.

Conforme os empresários consultados, a parceria teve impactos positivos também na melhoria das tecnologias adotadas. Do total, 77% relataram benefícios em termos de inovação. As mudanças ocorreram no processo produtivo (66%), gestão (56%), produto (41%), marketing (36%) e design (18%).

Turbinas

Um dos casos bem-sucedidos discutidos no evento foi o da empresa de manutenção de turbinas GE Celma, sediada em Petrópolis (RJ) e ligada ao conglomerado estadunidense General Eletric. A firma revisa motores de grande porte para diversas linhas áreas e para operadoras de carga, como a Fedex. “A gente precisava melhorar atuação com parceiros locais. Um dos grandes gargalos é o fornecimento de ferramentas especiais. A gente tem carência grande de fornecedores para prover essas ferramentas”, disse o diretor executivo da empresa, Julio Nalon.

Segundo o executivo, em parceria com o Sebrae, 10 potenciais fornecedores foram selecionados, recebendo 90 horas de treinamento e 550 horas de consultoria especializada. Dessas, três empresas se tornaram fornecedores, faturando R$ 2 milhões na oferta de ferramentas à GE Celma.

De acordo com o diretor, a parceria gerou redução de 5% no prazo de entrega, diminuição de 14% do custo e aumento de 40% do índice de competitividade. Uma das empresas está sendo qualificada pelo maior fornecedor de ferramentas da GE para atuar como seu representante no Brasil, vendendo para outras unidades de aviação da GE.

Varejo

Um dos casos apresentados no evento foi o da rede de varejo Renner. Segundo o diretor executivo da companhia, Vinicios Meneguzzi Malfatti, a direção tomou a decisão de trabalhar com um patamar de pelo menos 70% de produtos brasileiros, entre os quais aqueles fabricados por pequenas oficinas de costura.

Um dos casos, exposto no evento, foi o da oficina Pamela Caseados, da cidade de Pomerode, em Santa Catarina. De acordo com o diretor executivo, Eden Weege, com 12 anos a empresa trabalhava para equilibrar as contas. Com a participação no projeto, informou, recebeu consultoria e formação em organização de finanças, gestão de pessoas e processos de produção.

Após a participação, a empresa registrou faturamento 23% maior, na comparação entre o 1o semestre de 2017 e o 1o semestre de 2018. A produtividade, sem investimento em tecnologia, aumentou 67%. O retrabalho interno foi reduzido em 22%. No período, seis novos postos de trabalho, diminuindo a rotatividade dos trabalhadores.

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Rodadas entre pequenas e grandes empresas podem gerar R$ 270 milhões em negócios http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/rodadas-entre-pequenas-e-grandes-empresas-podem-gerar-r-270-milhoes-em-negocios/126502/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/rodadas-entre-pequenas-e-grandes-empresas-podem-gerar-r-270-milhoes-em-negocios/126502/ Wed, 26 Sep 2018 09:01:01 -0300 Redação Rodadas entre pequenas e grandes empresas podem gerar R$ 270 milhões em negócios

Em dois dias mais de 200 pequenos empreendimentos se reúnem com 33 ancoras na Feira Rio Oil & Gas 2018, que acontece no Rio de Janeiro

Mais de 200 pequenos empreendedores participaram, nesta terça-feira (25), de rodadas de negócios com 33 empresas de grande porte que atuam na área de petróleo, durante a Feira Oil & Gas 2018, na capital fluminense. A expectativa é que os encontros gerem mais de R$ 270 milhões em negócios. A rodada, realizada pelo Sebrae e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), continuará nesta quarta-feira (26), quando também haverá a IV Reunião de dirigentes e analistas de Petróleo e Gas do Sistema Sebrae.

Logo no início da tarde, centenas de pequenos empresários já lotavam o espaço onde seria realizada a rodada de negócios, no Riocentro, com a expectativa de conseguir fazer negócios com grandes corporações. Era o caso de Márcio Loureiro, que se reuniu com dois ancoras de setores diferentes. No primeiro deles, uma grande construtora, o deixou animado. “Há grandes perspectiva de negócio”, afirmou o empreendedor, dono de uma fábrica de tubulação em Xerém, na Baixada Fluminense.

Segundo Eliane Borges, da Unidade de Competividade do Sebrae Nacional, a retomada do crescimento da indústria petrolífera traz possibilidades interessantes para os pequenos negócios. “Estamos confiantes no desenvolvimento desta cadeia no país”, ressaltou Eliane, que é especialista do setor.

Na rodada de negócios desta terça-feira, 202 fornecedores tiveram seu primeiro contato com possíveis compradores. “Conversamos com empresas dos ramos de borracha, ferro e filtros, ficamos satisfeitos”, contou Marcos Vinícius Dias, um dos 33 ancoras e representante da Asca Equipamentos. “A rodada abre muitas portas para nós”, observa João Hammerle, que atua na área industrial e pretende negociar com uma grande corporação, como a Usiminas, com quem iria se reunir no decorrer do dia.

Programação

\Além da continuação da rodada de negócios, a reunião de dirigentes e analistas do Sebrae trará três painéis na quarta-feira. “Oportunidades e desafios para a indústria de petróleo e gás do Brasil” serão abordadas por representantes do IBP e Agência Nacional de Petróleo (ANP). Na sequência, operadoras do setor irão analisar os impactos para a cadeia de fornecedores. Por fim, “O projeto estruturante do petróleo e a matricialidade com programas e projetos do Sistema Sebrae”, será apresentado por analistas da instituição.

Já na quinta-feira (27), o Sebrae promoverá rodada entre três investidores estrangeiros, três brasileiros e uma operadora, com 60 startups inscritas e 17 pré-selecionadas. Em seguida acontecerá o Seminário Corporate Venture in Brasil Oil & Gas, com pitch de cinco startups selecionadas e feedback de investidores internacionais. À tarde, haverá uma rodada de serviços.

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Consignado com garantia do FGTS estará disponível a partir de quarta (26) http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/consignado-com-garantia-do-fgts-estara-disponivel-a-partir-de-quarta-26/126499/ http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/consignado-com-garantia-do-fgts-estara-disponivel-a-partir-de-quarta-26/126499/ Tue, 25 Sep 2018 16:24:26 -0300 Kelly Oliveira Consignado com garantia do FGTS estará disponível a partir de quarta (26)

Por enquanto, apenas a Caixa oferece a linha de crédito

 

A partir da próxima quarta-feira (26) os trabalhadores do setor privado poderão contar com uma nova opção de crédito, o empréstimo consignado com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. Por enquanto, apenas a Caixa Econômica Federal oferece a linha de crédito, segundo informou o Ministério do Trabalho. Os empréstimos poderão ser pedidos em qualquer agência do banco público.

De acordo com o ministério, a nova linha de crédito estará disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os juros não poderão ultrapassar 3,5% ao mês, percentual até 50% menor do que o de outras operações de crédito disponíveis no mercado, informou o ministério. O prazo de pagamento será de até 48 meses (quatro anos).

O uso do FGTS como garantia para o crédito consignado proporciona juros mais baixos para os tomadores porque os recursos da conta do trabalhador no fundo cobrirão eventuais calotes, o que reduz o risco para os bancos e permite à Caixa oferecer empréstimos com taxas menores.

Segundo o ministério, os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

Desde 2016, a Lei 13.313 previa o uso de parte do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A modalidade, no entanto, não deslanchou porque a falta de regulamentação não trazia segurança para os bancos. As instituições financeiras só eram informadas do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que poderia servir de garantia.

Para dar maior garantia aos bancos, no mês passado foi feita uma nova regulamentação da modalidade de crédito e a Caixa criou um sistema que permite realizar a reserva de valores da conta do FGTS como garantia ao contrato consignado.

“A Caixa informa que disponibilizou aos bancos um sistema que permite o envio e recebimento de informações sobre os créditos consignados, no intuito de realizar a reserva de valores da conta vinculada do fundo para garantia ao contrato consignado. O sistema já se encontra disponível para que toda instituição financeira que tenha interesse em operar possa encaminhar e receber informações sobre crédito consignado. Vários bancos estão se preparando para operar com o produto”, disse a Caixa, em nota, em agosto.

O valor reservado como garantia do empréstimo permanecerá na conta do FGTS do trabalhador, rendendo normalmente, até a quitação do empréstimo. A garantia será usada caso o empregado seja demitido sem justa causa e o banco não tenha mais como descontar as parcelas do crédito consignado do salário.

Segundo o ministério, além da Caixa, outros bancos também poderão disponibilizar a nova linha de crédito. “Basta seguirem as regras estabelecidas em lei”, diz o ministério.

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Petrobras e Pnud vão capacitar líderes sobre sustentabilidade http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/petrobras-e-pnud-vao-capacitar-lideres-sobre-sustentabilidade/126494/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/petrobras-e-pnud-vao-capacitar-lideres-sobre-sustentabilidade/126494/ Tue, 25 Sep 2018 16:07:04 -0300 Vinícius Lisboa Petrobras e Pnud vão capacitar líderes sobre sustentabilidade

A intenção da capacitação é estimular o desenvolvimento sustentável previsto nos 17 objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Um acordo de cooperação entre a Petrobras e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) vai capacitar lideranças locais e administradores públicos em 110 cidades brasileiras onde a estatal opera. O acordo foi assinado nesta terça-feira (25),no Rio de Janeiro, e deve qualificar 2,2 mil pessoas em dois anos.

A intenção da capacitação é estimular o desenvolvimento sustentável previsto nos 17 objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O programa vai colaborar na identificação das prioridades de cada uma das localidades e começar por cidades de três estados que ainda serão definidos.

Os cursos presenciais nos primeiros municípios contemplados vão servir de parâmetro para sistematizar instrumentos de capacitação e replicar o modelo para outras cidades.

Como organizações da sociedade civil também vão participar do curso, a previsão da Petrobras e do Pnud é que haja um efeito multiplicador em cada comunidade.

Desafios

Diretor de País do Pnud, Didier Trebucq destaca que, apesar de o programa abarcar cidades de uma área que vai do Ceará ao Rio Grande do Sul, há desafios em comum, especialmente ligados à capacitação.

"Cada município é um caso único, por isso precisamos fazer primeiro uma análise de dados. Mas, claramente, há muitos desafios que são comuns", disse.

A gerente de responsabilidade social da Petrobras, Beatriz Espinoza, lembra que o dia da assinatura é o aniversário de três anos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

"A gente espera contribuir daqui a dois anos, no aniversário de cinco anos dos objetivos, com a sua disseminação", afirmou.

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável foram aprovados pelo Brasil e mais 192 países na 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2015. Desde então, eles se tornaram prioridade na agenda da ONU até 2030.

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Aplicativo registra mais de 10 mil reclamações de propaganda eleitoral http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/aplicativo-registra-mais-de-10-mil-reclamacoes-de-propaganda-eleitoral/126498/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/aplicativo-registra-mais-de-10-mil-reclamacoes-de-propaganda-eleitoral/126498/ Tue, 25 Sep 2018 15:28:11 -0300 Karine Melo Aplicativo registra mais de 10 mil reclamações de propaganda eleitoral

A maioria dos registros, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem a ver com propaganda política nas ruas, seguido de crimes eleitorais

Lançado há um mês, o Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral para recebimento de denúncias de irregularidades cometidas na campanha eleitoral, já registrou mais de 10 mil reclamações. O Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral são os responsáveis por apurar as infrações relatadas pelos usuários.

A maioria dos registros, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem a ver com propaganda política nas ruas (6.839 notificações), seguido de crimes eleitorais (1.376 notificações), outros crimes (921 notificações), compras de votos (238 notificações) e doações e gastos eleitorais (89 notificações).

O levantamento parcial aponta ainda que os maiores denunciados são candidatos a deputado estadual (2.805), deputado federal (1.798) e governadores (674). Supostas irregularidades na propaganda eleitoral veiculada nas emissoras de TV ou rádio e na internet, bem como notícias de infrações relacionadas a candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República, não são processadas pelo Pardal. Nesses casos, o eleitor deverá encaminhar as eventuais denúncias pelos meios tradicionais, como o MPE.

Estados

O maior colégio eleitoral do Brasil, São Paulo, é o estado recordista em denúncias, com 1.372 registros. Também lidera as notificações na categoria propaganda eleitoral, com 967 registros. Pernambuco aparece em segundo lugar no número total de denúncias, com 1.178 notificações, sendo 861 relacionadas a irregularidades em propagandas eleitorais e 125 a crimes eleitorais. O estado em que o aplicativo foi menos acionado no período é o do Tocantins, com apenas 23 registros.

Quando o levantamento é feito por região, a Nordeste é a que mais usa a ferramenta, com 3.596 denúncias, seguida pelas regiões Sudeste (2.674), Centro-Oeste (1.544), Sul (1.449) e Norte (1.012).

Aplicativo

A versão 2018 do aplicativo pode ser baixada gratuitamente em smartphones e tablets nas lojas virtuais Apple Store e Google Play desde agosto. O objetivo da ferramenta é incentivar os cidadãos a atuar como fiscais da eleição no combate à corrupção eleitoral. Até o momento, o aplicativo foi instalado em 31.652 dispositivos móveis, entre celulares e tablets.

Nas denúncias feitas pelo aplicativo, devem constar o nome e o CPF do cidadão que as encaminhou, além de elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios.

Além do aplicativo móvel, o Pardal também pode ser acessado nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais para envio e acompanhamento das notícias de irregularidades.

* Com informações do TSE

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TSE
PF abre novo inquérito para investigar autor de ataque a Bolsonaro http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pf-abre-novo-inquerito-para-investigar-autor-de-ataque-a-bolsonaro/126495/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pf-abre-novo-inquerito-para-investigar-autor-de-ataque-a-bolsonaro/126495/ Tue, 25 Sep 2018 15:01:22 -0300 Aécio Amado PF abre novo inquérito para investigar autor de ataque a Bolsonaro

A PF não forneceu mais detalhes do novo procedimento investigativo sob a alegação que “as informações do inquérito são sigilosas”

Um novo inquérito foi aberto nesta terça-feira (25) para investigar o autor confesso do ataque a faca contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República. De acordo com nota da Polícia Federal (PF), o inquérito tem por objetivo “apurar fatos decorrentes das investigações” realizadas até agora.

A PF não forneceu mais detalhes do novo procedimento investigativo sob a alegação que “as informações do inquérito são sigilosas”.

O autor do ataque, Adélio Bispo de Oliveira está preso em um presídio federal em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para onde foi levado dia 8 deste mês, sob escolta da PF. A transferência de Juiz de Fora, em Minas Gerais, para Campo Grande foi determinada pela Justiça Federal.

O ataque contra Bolsonaro ocorreu no dia 6 deste mês, quando o candidato à Presidência fazia campanha na região central de Juiz de Fora. Ele recebeu uma facada no abdômen em meio ao tumulto que se formou em volta dele no ato político.

O autor do ataque foi preso pela Polícia Militar e levado para a delegacia da PF na cidade mineira. Bolsonaro foi conduzido para o hospital da Santa Casa de Misericórdia, onde passou por uma cirurgia e, dias depois, transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde permanece internado.

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Secretário de Política Econômica é o novo presidente do BC argentino http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/secretario-de-politica-economica-e-o-novo-presidente-do-bc-argentino/126496/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/secretario-de-politica-economica-e-o-novo-presidente-do-bc-argentino/126496/ Tue, 25 Sep 2018 14:01:22 -0300 Monica Yanakiew Secretário de Política Econômica é o novo presidente do BC argentino

Guido Sandleris substituirá Luis Caputo, que renunciou nesta terça

 

O presidente do Banco Central da Argentina, Luis Caputo, renunciou ao cargo nesta terça-feira (25), em meio à quarta greve geral contra o governo de Mauricio Macri e a uma renegociação do acordo fechado, em junho, com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A renúncia, por motivos pessoais, foi apresentada no dia em que Macri discursa perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

O sucessor de Caputo será o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guido Sandleris.

Caputo é o segundo presidente do Banco Central a renunciar desde que a Argentina recorreu ao FMI para ajudar a frear a disparada do dólar, em maio. O primeiro, Federico Sturzenneger, deixou o cargo dias após anunciar um acordo “histórico” – o primeiro, em 13 anos, que colocou à disposição do país US$ 50 bilhões. Sturzenneger foi substituído por Caputo, que na época era ministro das Finanças. Caputo assumiu o cargo em 14 de junho, com o dólar valendo 27 pesos.

Em agosto, houve nova corrida cambial, e a moeda norte-americana passou de 40 pesos, até se estabilizar em torno de 37 pesos.

Para conter a segunda disparada do dólar, o governo argentino pediu que o FMI renegociasse o acordo fechado dois meses antes. Pelo acordo atual, o país receberia um adiantamento de US$ 15 bilhões, para estabilizar o mercado cambial. As demais parcelas seriam liberadas a cada três meses, sempre e quando o país cumprisse as metas estabelecidas – entre as quais, a redução do déficit fiscal (para 2,7% este ano e 1,3% em 2019).

Agora a proposta é antecipar os desembolsos, para recuperar a confiança dos mercados. Em troca, Macri prometeu zerar o déficit fiscal no ano que vem – o que representa realizar cortes nos gastos públicos em ano eleitoral.

Na última segunda-feira (24), véspera de seu discurso nas Nações Unidas, Macri deu entrevistas a formadores de opinião publica assegurando que dará continuidade às políticas econômicas favoráveis aos mercados: o governo não vai controlar o câmbio, nem gastar mais do que arrecada, apesar de o próprio Macri ser candidato à reeleição em 2019. Macri disse também que não há o menor risco de calote na dívida, como fez na crise de 2001. No dia seguinte, o presidente do Banco Central renunciou.

Em Buenos Aires, as ruas amanheceram vazias e os bancos, fechados. A greve geral, contra o ajuste e o FMI, foi convocada pelas principais centrais sindicais, que reclamam aumentos salariais para enfrentar a inflação, que, segundo as estimativas, pode chegar a 42%.

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AGU defende cancelamento de título de quem não fez cadastro biométrico http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/agu-defende-cancelamento-de-titulo-de-quem-nao-fez-cadastro-biometrico/126497/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/agu-defende-cancelamento-de-titulo-de-quem-nao-fez-cadastro-biometrico/126497/ Tue, 25 Sep 2018 13:12:33 -0300 Ana Cristina Campos AGU defende cancelamento de título de quem não fez cadastro biométrico

Segundo informações iniciais do TSE, seriam 5,6 milhões de eleitores com título cancelado devido ao não comparecimento à revisão do alistamento do eleitorado entre os pleitos de 2016 e 2018

A advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, defendeu a constitucionalidade do cancelamento de título do eleitor de quem não fez o recadastramento biométrico determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a ministra, é importante respeitar a legislação para a manutenção da segurança jurídica no processo eleitoral brasileiro. “Daí a importância de se manter a regra do jogo em relação ao cadastro dos eleitores”, disse, após participar nesta terça-feira (25) do painel Acordo de Leniência e Compliance – Desafios na segurança jurídica para oportunidade de investimento estrangeiro, na Conferência Internacional + Segurança Jurídica + Investimento.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso liberou na última segunda-feira (24) para julgamento o pedido liminar do PSB para evitar o cancelamento dos títulos de eleitores que não realizaram o cadastramento por biometria em todo o país.

Na ação, a legenda sustenta que as resoluções do TSE que disciplinaram o cancelamento do título como penalidade ao eleitor que não realizou o cadastro biométrico obrigatório dentro do prazo são inconstitucionais, porque resultaram no indevido cerceamento do direito de votar.

“A AGU apresentou nos autos uma manifestação no sentido de que o direito ao voto não é um direito fundamental absoluto e que tem em seu exercício a possibilidade de regulamentação que foi o que fez a lei agora objeto de questionamento”, afirmou Grace Mendonça.

Perguntada sobre os milhões de eleitores que não poderiam ir às urnas, Grace afirmou que a AGU não teve acesso aos números dos que não poderiam votar pela falta do cadastramento biométrico. “A Advocacia-Geral da União detém uma missão muito clara, fazer a defesa da permanência da norma no ordenamento jurídico”.

Segundo informações iniciais do TSE, seriam 5,6 milhões de eleitores com título cancelado devido ao não comparecimento à revisão do alistamento do eleitorado entre os pleitos de 2016 e 2018. Ontem (24), entretanto, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, enviou um ofício ao ministro Roberto Barroso para informar que o número exato seria de 3,3 milhões de cancelamentos.

Acordos de leniência

A ministra informou que a AGU está dialogando com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para uma aproximação institucional entre os dois órgãos em diversos assuntos, um deles a colaboração nos acordos de leniência. “Temos muitos temas de interesse comuns. Por vivermos em um mundo globalizado é importante termos esse estreitamento de relações para que possamos atingir esses objetivos com muito mais rapidez”, afirmou.

O acordo de leniência é firmado com a pessoa jurídica que cometeu ato ilícito contra a administração pública, mas que se dispõe a colaborar nas investigações.

Segundo a AGU, cinco acordos de leniência já foram celebrados, três deles com empresas investigadas na Operação Lava Jato. “Os acordos assegurarão o pagamento, pelas empresas responsáveis, de valores que ultrapassam R$ 4,5 bilhões”, diz o órgão.

Atualmente, mais 16 pedidos de leniência envolvendo empresas nacionais e internacionais são analisados pelas comissões formadas por advogados da União e auditores do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União. Um dos pedidos está em fase de finalização das negociações.

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Pesquisa investiga inserção de administradores no mercado pós-faculdade http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/pesquisa-investiga-insercao-de-administradores-no-mercado-pos-faculdade/126493/ http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/pesquisa-investiga-insercao-de-administradores-no-mercado-pos-faculdade/126493/ Tue, 25 Sep 2018 11:11:31 -0300 Redação Pesquisa investiga inserção de administradores no mercado pós-faculdade

Estudo está em fase de coleta de dados; qualquer egresso dos cursos de Administração pode participar da pesquisa

Uma das dúvidas mais frequentes dos aspirantes a administradores é a capacidade de absorção do mercado de trabalho. Em geral, o que se fala sobre o assunto é fruto de observações empíricas, fruto de vivências de outras pessoas que não representam uma realidade mais abrangente. Mas uma pesquisa acadêmica em andamento busca quantificar melhor esse quadro.

O estudante do mestrado em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Jhony Moraes é autor de um estudo que busca mapear o quadro de inserção dos egressos dos cursos de Administração no mercado. A pesquisa está em fase de coleta de dados e qualquer administrador formado pode participar respondendo ao questionário.

"Esta pesquisa surgiu a partir de uma série de estudos sobre inserção profissional, mercado de trabalho e carreira que desenvolvemos na Escola de Administração na UFRGS, em específico na área de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho", explica o mestrando.

Ele ressalta que o curso de Administração, junto com Pedagogia e Direito, é um dos que mais recebe matrículas tanto nas faculdades públicas quanto no ensino privado. Esse perfil do curso, segundo o pesquisador, requer um olhar mais aprofundado acerca das possibilidades profissionais dos egressos.

"É importante identificar a etapa pós-formação, pois observamos a ocorrência de um rebaixamento de diplomas que, em linhas gerais, mostra que mesmo pessoas com nível superior estão ocupando postos de trabalho inferiores à qualificação", conta. O trabalho também propõe uma tipologia de inserção profissional específica para a realidade brasileira, uma tendência comum em países europeus.

O mapeamento da absorção dos profissionais administradores pelo mercado se dá em três etapas: o levantamento do perfil dos egressos, a identificação da atuação ocupacional desses trabalhadores e a análise da contribuição do curso superior para a carreira.

Para que o estudo seja bem sucedido, é necessária uma amostragem mínima de 1000 respondentes.

"Temos poucos estudos sistematizados na área", diz orientador

Uma das justificativas para a realização de uma pesquisa ampla sobre a atuação do administrador no mercado de trabalho é a ausência de estudos segmentados por área de formação com esse propósito.

"No Brasil temos poucos dados sistematizados sobre mercado de trabalho por área de formação, se pensarmos inserção profissional praticamente não há estudos. Logo um levantamento nacional permite compreender em detalhes como são os anos de ingresso no mercado de trabalho", explica o orientador Sidinei Rocha de Oliveira.

Alguns desses detalhes incluem os tipos de atividade exercidas pelos administradores formados, o perfil das empresas onde atuam, a média salarial, dentre outros indicadores. "Assim, [os egressos] podem refletir sobre sua própria situação profissional e rever direcionamentos de carreira", afirma.

Por outro lado, a sociedade civil e o próprio Estado passarão a contar com dados fidedignos acerca de um fenômeno pouco investigado e que sofreu um forte impacto com a expansão da oferta de cursos superiores nas últimas décadas.

"Há alguns anos, a posse de um diploma de curso superior era garantia de acesso aos melhores postos de trabalho do mercado e, no caso da Administração, uma remuneração alta, em comparação com o total da população e mesmo com outras áreas de graduação", ressalta o orientador.

"No entanto, o acesso aos cursos superiores também era mais restrito e ficava muitas vezes concentrados em classes superiores. O processo de expansão permitiu o acesso de outras classes sociais aos cursos superiores, mas também resultou num elevado número de egressos, que tem levado a redução da média salarial e a um possível rebaixamento de diplomas", completa.

Após concluída, a pesquisa fornecerá um panorama sobre essa realidade e ajudará administradores aspirantes ou recém-formados a elaborarem seus próprios planos de carreira.

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Smart City: A evolução de uma Cidade Digital para Inteligente http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/smart-city-a-evolucao-de-uma-cidade-digital-para-inteligente/126492/ http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/smart-city-a-evolucao-de-uma-cidade-digital-para-inteligente/126492/ Mon, 24 Sep 2018 17:41:00 -0300 Cleiton Jorge Smart City: A evolução de uma Cidade Digital para Inteligente

Apesar de semelhantes, ambos os termos têm significados diferentes. Uma cidade só pode ser considerada inteligente quando todas essas tecnologias começam a se comunicar entre si e os processos se tornam "inteligentes"

O termo Smart City já é bem conhecido, porém, talvez não tão bem compreendido. O conceito remete a uma cidade inteligente, ou seja, automatizada e funcional, mas será que as tecnologias que o governo disponibiliza ao público, como wi-fi em locais públicos, alguns aplicativos de serviços, podem caracterizar uma cidade como inteligente?

A resposta é depende: embora as tecnologias façam parte do caminho que leva as cidades a se encaixarem no conceito de Smart City (ou cidade inteligente), a maioria ainda está em processo de se tornar digital. Apesar de semelhantes, ambos os termos têm significados diferentes. Uma cidade só pode ser considerada inteligente quando todas essas tecnologias começam a se comunicar entre si e os processos se tornam "inteligentes", como por exemplo: um problema é identificado e automaticamente as equipes responsáveis são acionadas; esses dados ficam registrados para análises futuras sobre as tendências (e possíveis motivos) que contribuíram para aquela ocorrência. Tal ação permite tomar providências antecipadamente.

O governo já entendeu que a tecnologia é indispensável para facilitar, agilizar e baratear os serviços públicos. Não somente para a vida do cidadão, mas também para tornar mais ágeis os processos e operações. Diferente de algumas décadas atrás, hoje já conseguimos visualizar, acompanhar, sugerir e solicitar diversos serviços por meio da tecnologia. Claro que muito ainda se tem para informatizar, mas o primeiro passo já foi dado.

No entanto, por que com tanta tecnologia já disponível não conseguimos ainda desburocratizar os serviços?

A resposta pode estar justamente no conceito explicado logo acima. A tecnologia já existe e tem sido utilizada, mas se elas não se comunicarem entre si, podemos até ser uma Cidade Digital, mas isso - por si só - não trará benefícios palpáveis à população.

Há, no entanto, exemplos notáveis no sentido de tornar os processos menos burocráticos e mais benéficos. Algumas Prefeituras, a exemplo de Guarulhos e São Paulo, saíram na frente com aplicativos que trouxeram muito mais conforto ao usuário. No carnaval deste ano, por exemplo, em uma parceria com a Secretaria Municipal de saúde de São Paulo, um aplicativo que informava sobre DSTs e orientava o usuário quanto a postos de distribuição de preservativos e locais para realizar a PEP (Profilaxia Pós-exposição), foi lançado e amplamente divulgado e utilizado.

Atualmente a Prefeitura de São Paulo já disponibiliza atendimento multicanal (portal, aplicativo, chat e call center) através de uma plataforma unificada e integrada aos sistemas legados existentes, dando um salto em relação à centralização das informações.

A Prefeitura de Guarulhos lançou também, recentemente, um aplicativo para que o cidadão pudesse informar e solicitar reparos de buracos nas vias e falta de iluminação.

Tais ações confirmam que os gestores já estão enxergando nessas ferramentas digitais uma oportunidade de engajamento e aproximação da população com os órgãos gestores, o que resulta em melhores serviços e menor rejeição, além de grande economia de custos.

O porquê desse conceito não se universalizar seja talvez o ceticismo com relação à tecnologia e o "pré-conceito" enraizado de que o orçamento não comporta esse tipo de investimento.

Todavia, a verdade é que nunca houve no Brasil um ambiente tão favorável a implementações de serviços digitais para municípios de todos os portes. São 230 milhões de smartphones - praticamente 1 por habitante e outros 166 milhões de desktops, notebooks e tablets em mãos do usuário brasileiro. Ou seja, tais recursos já estão disponíveis em mais de 80% dos lares em municípios com perfil de metrópole. 

Tais dados servem para pontuar que, com recursos técnicos extremamente modestos, o governo tem total condição de partir para a transformação digital sem precisar construir uma grande retaguarda de informática. E mais, sem precisar esperar a implantação de grandes estruturas analíticas, ou mesmo a formação de quadros internos especializados na operacionalização de novos aparatos de TI.

Com a popularização das plataformas analíticas, hoje já é possível integrar e acessar informações de diversos órgãos em um mesmo sistema. Isso agilizaria e otimizaria os atendimentos em postos de saúde, farmácias, departamentos de trânsito, etc. Na área da segurança, aplicações de IoT (Internet das Coisas) articuladas com tecnologias já plenamente utilizadas, como câmeras de segurança, coletores de tráfego e faróis inteligentes, permitem uma resposta rápida dos departamentos responsáveis ao enviar, em tempo real, informações sobre acidentes de trânsito, invasões locais e crimes como roubo/latrocínio.

Os Chatbots e chats, outras alternativas plenamente viáveis e acessíveis para otimizar - e muito - custos de atendimento, desobrigam o munícipe a ir a um local físico para enfrentar filas inúteis e, em última instância, custosas.

Além disso, podem ser utilizados em associação a redes sociais como Facebook ou Twitter, o que pode ser uma boa saída para cidades que não possuem uma estrutura sólida de portal web para comportar interações de serviços.

Recentemente, em um Congresso de Municípios no interior de São Paulo, foi apresentada uma plataforma especialmente adaptada para atender pequenas prefeituras com baixo orçamento de TI e com população até 120 mil habitantes. Isto incluía serviços de atendimento e autosserviço via portal, smartphones, praça de atendimento, email, redes sociais e aplicativos de mensagem.

Uma das grandes vantagens do sistema é possibilitar a interligação dos serviços às bases de dados do município, facilitando não só o atendimento eletrônico, mas também o auto-acompanhamento das requisições do cidadão através da tela do computador ou do dispositivo móvel.

Interligação essa que falta para que diferentes cidades - e municípios - possam se comunicar entre si. Desde acessar um prontuário médico de um cidadão que fez tratamento em outra cidade, até mesmo poder agendar serviços em regiões próximas, quando tal requisição não está disponível no seu local de origem.

São tecnologias como essas que podem - e necessitam - serem convertidas em estrutura de serviços, sem que as prefeituras tenham de se endividar ou transformar sua atual estrutura de TI. 

*Cleiton Jorge é Diretor de Operações da Metasix, pós-graduado em gerência de projetos pela USP, há 22 anos coordena equipes de desenvolvimento e é entusiasta em smart city e tecnologias disruptivas.

 

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Seguro para pequenas e médias empresas pode ser a salvação do empreendedor http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/seguro-para-pequenas-e-medias-empresas-pode-ser-a-salvacao-do-empreendedor/126491/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/seguro-para-pequenas-e-medias-empresas-pode-ser-a-salvacao-do-empreendedor/126491/ Mon, 24 Sep 2018 17:01:01 -0300 Richard Freitas Seguro para pequenas e médias empresas pode ser a salvação do empreendedor

Apesar de todo empreendedor considerar os riscos que envolvem o seu negócio, muitos não avaliam ter uma proteção importante, que é o seguro para pequenas e médias empresas

Ao tomar a decisão de montar um negócio, um empreendedor sabe que deve levar uma série de fatores em conta. Também sabe que alguns riscos devem ser tomados. No entanto, há alguns – bem perigosos - que podem facilmente ser evitados com um seguro para pequenas e médias empresas.

Apesar de todo empreendedor considerar os riscos que envolvem o seu negócio, muitos não avaliam ter uma proteção importante, que é o seguro para pequenas e médias empresas. Isso acontece pela cultura brasileira da remediação. Olhamos para o problema somente após ele acontecer e deixamos a prevenção de lado. 

É claro que a melhor maneira é se precaver para não ter que utilizar o seguro, no entanto, há situações em que o controle está totalmente fora do alcance e, muitas vezes, uma situação que parecia simples de ser resolvida, pode simplesmente acabar com o empreendimento.

O pequeno e médio empresário, por lidar com uma série de pessoas através da sua rede comercial, está muito mais suscetível a riscos do que uma pessoa comum. Funcionários, clientes, fornecedores, governo e todo o processo envolvido por esses entes pode acarretar em um problema caso haja uma falha.

Entre os maiores problemas que podem acontecer, podemos citar: incêndios, falhas estruturais, desabamento, quebras de contrato por parte dos fornecedores, problemas com funcionários, processos trabalhistas e civis, acidentes que podem ocorrer dentro do seu espaço, lucros cessantes, etc. 

Todos são apenas uma pequena parcela do que o pequeno e médio empresário corre o risco de enfrentar. Quando qualquer um desses problemas ocorre, o prejuízo pode ser tão grande que pode resultar no fechamento da empresa.

Um seguro para pequenas e médias empresas pode, simplesmente, salvar a empresa da falência. Isso porque, dependendo do que aconteça, todo o processo produtivo acaba ficando comprometido. Imagine um empresário que tenha dois funcionários, por exemplo, e ocorra que os dois enfrentem problemas que exijam afastamento do trabalho. O revés pode ser enorme caso ele não possua seguro. 

Um cliente que se sinta ofendido ou que se machuque em uma loja, por exemplo, pode requerer uma indenização muito alta. É possível que o valor impossibilite o empreendedor de continuar com a sua atividade comercial. 

O lado bom de um seguro voltado para a pequena e média empresa é que ele consegue atender com precisão às necessidades do contratante. As apólices podem ser personalizadas, barateando o custo do seguro para o negócio e ajustando-o de acordo com a realidade financeira e de riscos.

Há configurações de seguro para pequenas e médias empresas que não custam 1% do faturamento anual da companhia. É irrisório em relação à proteção e à segurança que o empresário usufruirá. Se todos fazemos o seguro do carro, um bem caro e que tanto estimamos, por que não ter o mesmo zelo e cuidado com o próprio negócio? 

Richard Freitas — Sócio-fundador da protect Soluções, microfranquia especializada em gestão de negócios e seguros voltados especialmente às micro, pequenos e médias empresas.

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O que Machine Learning e baratas têm em comum? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-que-machine-learning-e-baratas-tem-em-comum/126490/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-que-machine-learning-e-baratas-tem-em-comum/126490/ Mon, 24 Sep 2018 16:30:01 -0300 Adriana Silva O que Machine Learning e baratas têm em comum?

Se pensarmos no conceito de Machine Learning, que consiste em fazer com que a máquina aprenda algum padrão e faça previsões, teremos uma série de analogias

Imagine-se preso em um quarto escuro cheio de baratas selvagens, sabendo que sua liberdade depende apenas de você. Levando a situação para o universo da tecnologia, basta te explicar o processo de Machine Learning e você estará livre delas.

Sem dúvida, seu objetivo é conseguir fugir desse lugar, pois baratas são reconhecidamente asquerosas, medonhas e sujas. Mas você já pensou sobre o papel delas no ecossistema? No momento em que pensamos nelas como parte do todo, notamos que esses bichinhos nojentos são, na verdade, tão interessantes quanto os conceitos de Inteligência Artificial, Machine Learning, Internet das Coisas e Big Data.

Sendo bem simplista, podemos dizer que o Big Data surgiu da necessidade de termos resultados de análises de uma forma rápida, e isso me fez lembrar das baratas. Se elas fossem seres humanos, seriam capazes de correr a 320 km/h.

Se pensarmos no conceito de Machine Learning, que consiste em fazer com que a máquina aprenda algum padrão e faça previsões, temos uma série de analogias. Você sabia que as baratas não vivem no frio? Algo parecido acontece com o Machine Learning e a Inteligência Artificial, que deixam de existir sem os dados. Sendo assim, se você quiser fugir de uma barata, vá morar no Polo Norte; se não quiser ter algoritmos, não colete dados.

Muitos não sabem, mas o ciclo de vida de uma barata dura de cinco a seis meses. Interessante o quanto isso se parece com o ciclo de vida de um modelo preditivo. Nenhum modelo de Machine Learning dura para sempre. De tempos em tempos, ele deve ser reajustado ou reestimado.

Uma única barata pode ter até 800 filhotes durante esse ciclo de vida. Imagine quantas baratinhas não nascem diariamente. De novo, isso é muito semelhante a um processo de modelagem. A criação de modelos exige uma forte análise exploratória dos dados e entendimento do negócio. É muito divertido começar esse processo, pois ao longo do caminho outras novas 800 ideias de análises surgirão e, com isso, entra-se no looping da descoberta. Se uma barata é capaz de gerar tantos filhos, um processo de exploração de dados pode gerar inúmeras oportunidades.

Você já tentou matar uma barata? Não é fácil porque ela é muito ligeira. Mas você sabe o porquê? É que ela tem em sua “retaguarda” alguns pequenos pelinhos que servem como sensores. Eles coletam dados e são usados para que a barata se livre de qualquer ameaça, o que é incrível, pois é como ter o conceito perfeito de Internet das Coisas em suas próprias nádegas! Ou seja, os sensores coletam informações e, sob ameaça, disparam o comando para ela correr de maneira desenfreada.

Depois dessa leitura, tenho certeza de que você olhará para as baratas de uma forma diferente e notará também que Inteligência Artificial, Machine Learning e afins não são como mágica. Isso nada mais é do que um mito, pois são dois conceitos que exigem atenção e esforço. E entramos aqui em uma nova analogia, já que o mito em relação às baratas é dizer que elas sobrevivem a uma bomba nuclear; uma grande mentira.

Adriana Silva, head de Analytics do SAS Brasil

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Gastos com viagens ao exterior caem quase 21% em agosto http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/gastos-com-viagens-ao-exterior-caem-quase-21-em-agosto/126489/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/gastos-com-viagens-ao-exterior-caem-quase-21-em-agosto/126489/ Mon, 24 Sep 2018 16:01:01 -0300 Kelly Oliveira Gastos com viagens ao exterior caem quase 21% em agosto

No resultado acumulado de janeiro a agosto, os gastos somaram US$ 12,686 bilhões, com crescimento de 2,07% em relação aos oito meses do ano passado

Com o dólar mais caro, os gastos de brasileiros em viagens ao exterior estão em desaceleração. Em agosto, essas despesas chegaram a US$ 1,382 bilhão, com redução de 20,8% em relação a agosto de 2017 (US$ 1,745 bilhão), informou hoje (24), em Brasília, o Banco Central (BC).

No resultado acumulado de janeiro a agosto, os gastos somaram US$ 12,686 bilhões, com crescimento de 2,07% em relação aos oito meses do ano passado.

Dólar

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que a taxa média de câmbio passou de US$ 3,15 em agosto de 2017 para US$ 3,93 em agosto de 2018. Nessa comparação, a alta do dólar chegou a 24,8%.

“Numa conta rápida, ficou mais barato para o estrangeiro vir para o Brasil e ficou mais caro para o brasileiro gastar no exterior”, disse Rocha.

Ele acrescentou que, com a alta do dólar, os gastos se reduzem porque os brasileiros adiam viagens ou reduzem o orçamento para as despesas ou até cancelam os planos para ir ao exterior.

As receitas de estrangeiros no Brasil atingiram US$ 482 milhões em agosto, e US$ 4,139 bilhões nos oito meses de 2018, contra US$ 455 milhões e US$ 3,954 bilhões, em iguais períodos de 2017, respectivamente.

Com esses resultados de receitas e despesas, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 900 milhões em agosto, e em US$ 8,547 bilhões de janeiro a agosto deste ano, informou o Banco Central.

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Segurança da informação na era do Whatsapp e da comunicação descentralizada http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/seguranca-da-informacao-na-era-do-whatsapp-e-da-comunicacao-descentralizada/126488/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/seguranca-da-informacao-na-era-do-whatsapp-e-da-comunicacao-descentralizada/126488/ Mon, 24 Sep 2018 15:30:01 -0300 Rodrigo Coppola Segurança da informação na era do Whatsapp e da comunicação descentralizada

Impedir mudanças no comportamento humano é impossível. Líderes precisam aliar flexibilidade a ferramentas que garantam a proteção da infraestrutura

Desde o fim da década de 1990, já é alardeado que o modelo tradicional de gestão, orientado à execução eficiente de rotinas com operações previsíveis e implementadas ao menor custo possível, não é suficiente diante da rápida evolução. Kathleen Eisenhardt, professora do Stanford W. Ascherman M.D. e codiretora do Stanford Technology Ventures Program na Universidade de Stanford, afirmou em seu livro “Competing on the Edge: Strategy as Structured Chaos” (Competindo no Limite: Estratégia como Caos Estruturado, na tradução literal), que as habilidades necessárias para navegar em ambientes altamente incertos não são encontradas em grandes empresas, já estabelecidas no mercado.

E o mesmo cabe, obviamente, para a infraestrutura de TI. Os ambientes de trabalho mudaram, alterando também a forma como a comunicação acontece. Não falo apenas das ferramentas corporativas que já fazem parte do dia a dia organizacional, como os chats persistentes e videocolaboração, por exemplo. Mas, principalmente, de aplicativos não-oficiais, como é o caso do WhatsApp, que são incorporados pelos usuários de maneira informal - e que se tornam, portanto, uma importante brecha para a segurança da informação.

O que dificulta esse processo é que as mudanças nas organizações acontecem de maneira top-down, ou seja: as lideranças tomam decisões e a equipe tem de seguir as determinações. Isso significa que a tecnologia acompanha a forma como a organização planeja a comunicação - em um formato verticalizado e, nem sempre, seguindo a organicidade das interações humanas fora do escritório. Como resultado, ainda que a comunicação tenha evoluído e novas opções tenham surgido, nos últimos anos, incluindo alternativas corporativas, o e-mail continua sendo a principal ferramenta oficial de comunicação, assim como a intranet.

Porém, é impossível frear a evolução natural do comportamento humano, justamente porque a comunicação na vida privada se tornou muito mais ágil do que dentro das empresas. Com isso, a shadow IT (TI das sombras, em tradução livre) aumenta, e os usuários passam a utilizar ferramentas e soluções que a equipe de TI não tem sequer acesso, o que pode causar impactos negativos para a infraestrutura e comprometer a segurança da informação.

Diante dessa encruzilhada - a organização necessitando de uma TI parametrizável e segura, ao passo que a equipe quer mais agilidade e organicidade na comunicação - recai sobre o líder de tecnologia a necessidade de equilibrar os interesses de ambos os lados, sem perder de vista as condições mínimas de proteção ao ambiente

A ideia é que a empresa seja capaz de rastrear todos os dados e informações de trabalho para entender por onde o usuário foi, quando foi e quem teve acesso ao conteúdo. Tudo isso pode ser feito por meio de plataformas e mecanismos de controles. Com isso, deve-se saber quais atitudes tomar, quais ferramentas usar e em que momento reagir para garantir a proteção dos dados da empresa.

Frente a tal complexidade, a antiga máxima de TI não do “se”, mas “quando” a organização será atacada está ainda mais evidente. Ter profissionais que ousam mais e que estão dispostos a cometer mais riscos em prol do aumento da produtividade pode ser o diferencial para garantir o sucesso de um negócio.

Rodrigo CoppolaGerente de desenvolvimento de negócios de colaboração para América Latina da Orange Business Services.

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Índice de esforço do cliente: Três maneiras de analisar esse novo indicador http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/indice-de-esforco-do-cliente-tres-maneiras-de-analisar-esse-novo-indicador/126487/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/indice-de-esforco-do-cliente-tres-maneiras-de-analisar-esse-novo-indicador/126487/ Mon, 24 Sep 2018 15:01:01 -0300 Paul Whitelam Índice de esforço do cliente: Três maneiras de analisar esse novo indicador

Se você ainda não tiver certeza de que seu serviço está proporcionando o melhor desempenho possível, talvez seja a hora de procurar um novo conjunto de KPIs em um lugar surpreendente: seus clientes

Seja tentando realizar mais tarefas em um dia, mais trabalhos por técnicos por ano ou mais consertos realizados na primeira tentativa, existem diversas maneiras testadas ao longo do tempo para demonstrar o desempenho do serviço em campo por meio de métricas.

No entanto, se você ainda não tiver certeza de que seu serviço está proporcionando o melhor desempenho possível, talvez seja a hora de procurar um novo conjunto de KPIs em um lugar surpreendente: seus clientes. Quão intenso eles estão trabalhando? No momento em que toda a sua empresa está obcecada em agradar os clientes, muitos subestimam o papel que o esforço do cliente desempenha na qualidade da experiência.

O Índice de Esforço do Cliente é um indicador de desempenho chave (KPI) que mensura quanto esforço o consumidor dedica à solução de um problema ou obtenção de um serviço. De acordo com a Harvard Business Review Brasil, 80% das organizações usam índices de satisfação do cliente como principal critério para avaliar a experiência do cliente. O estudo revelou que o poder preditivo do Índice de Esforço do Cliente é realmente forte. Dos clientes que disseram ter feito baixo esforço, 94% mantiveram a intenção de voltar a comprar da empresa e 88% disseram que aumentariam os gastos. Por outro lado, 81% dos clientes que tiveram dificuldade para resolver um problema manifestaram a intenção de falar mal da companhia.

Por isso, se a retenção de clientes fiéis for uma prioridade para o seu negócio, continue lendo.

Quanto seu cliente vai trabalhar

Hoje, você pode encomendar qualquer coisa online em questão de segundos e receber no mesmo dia. Você pode até solicitar uma viagem em minutos com o clique de um botão. Empresas como a Amazon e a Uber estão fazendo com que os clientes recebam um ótimo serviço sem esforço por parte deles. Esse tipo de negócio sob demanda tem definido um alto padrão para todas as organizações prestadoras de serviço.

Uma ótima experiência para o cliente pode começar quando surge um problema. Na primeira ligação, na visita ao site de reservas ou como eles são notificados sobre os dados profissionais de um prestador de serviço.

O mesmo vale para as experiências ruins. Para descobrir as maneiras pelas quais você poderia aliviar a dor do cliente antes mesmo de resolver o problema, considere todas as possíveis interações com o seu negócio. Aqui estão três maneiras pelas quais as empresas de serviços podem reduzir o esforço do cliente.

1. Ativar o verdadeiro autoatendimento

Para alguns, o autoatendimento significa solução de problemas e problemas resolvidos pelos próprios clientes. Para outros, essa definição inclui o fornecimento de acesso contínuo a informações importantes que ajudam o cliente a não só tratar dos problemas, mas continuamente receber o máximo valor de seus produtos ou serviços.

Isso se estende à facilidade dos clientes solicitarem ajuda ou informação, marcarem uma consulta ou falarem diretamente com um representante. Muitas dessas questões podem ser conseguidas por meio de um site bem projetado e fácil de navegar, conectado a um sistema de gerenciamento de conhecimento que compartilha informações consistentes com o que é visto pelos seus funcionários.

2. Capacitar todos os envolvidos

Para cada passo na jornada do seu serviço, você quer que os clientes sintam-se no controle do processo e que você esteja tratando seu tempo com respeito. Dispense informações confusas ou incompletas que não ajudam.

Seus funcionários da linha de frente também devem ter o poder de fazer o melhor trabalho possível. Eles terão acesso prévio ao caso do cliente para que possam chegar preparados? Eles serão direcionados para o local de trabalho com as peças e equipamentos corretos em seus veículos? Os funcionários de call center e mobile podem tomar decisões baseadas em políticas flexíveis ou bem definidas para alcançar uma solução satisfatória mais rapidamente?

Imagine um cliente que precise explicar um problema para um técnico recém-chegado depois de já fazer isso por telefone ou online, e então não conseguir resolver o problema por conta de uma peça que não tem em mãos ou falta de habilidade. Agora eles precisam reiniciar o processo para fazer um novo agendamento. Como eles classificariam o seu esforço em uma escada de 1 a 5?

3. Integrar, integrar e integrar

Para habilitar o controle, a transparência e a capacitação demandada pelos consumidores, é essencial a integrar todos os canais e equipes. Embora os clientes possam preferir agentes de telefonia através de bate-papos automatizados ou SMS, eles querem a opção que lhes ofereça a ajuda de que precisam o mais rápido possível.

No entanto, muitos dos atuais canais de comunicação garantem que os clientes sejam facilmente transferidos e que essas informações sejam compartilhadas sem problemas. Você quer minimizar o tempo em que seu cliente é enviado para outro departamento, mas se for inevitável, você pode transferi-lo juntamente com todas as informações relevantes para que não precise recomeçar do zero com a próxima pessoa no telefone.

Da mesma forma, o modo como seu profissional de serviço de campo interage com seu cliente deve ser padronizado e consistente com sua marca. Integre seus canais de comunicação, seu CRM, bem como seus processos e políticas, para fornecer com consistência serviços que minimizem o esforço do cliente.

Alto esforço está inversamente relacionado à boa experiência

Especialistas em experiência do usuário entendem que minimizar o atrito e o esforço otimiza a experiência do cliente, a retenção e a repetição de negócios. Uma pesquisa do Gartner e da Forrester incentiva as empresas a focarem-se em como diminuir o esforço do cliente para conquistar corações e mentes. É importante entender que fazer com que os clientes sintam que seu tempo é valorizado e que auditar as áreas de melhoria é um ótimo ponto de partida.

Além de aumentar a eficiência e a produtividade da força de trabalho, examine onde sua empresa pode minimizar o esforço do cliente. Isso cria experiências ininterruptas a partir do momento em que surge a necessidade do serviço. Seus clientes certamente serão gratos pela sua lealdade.

Paul Whitelam — Vice-presidente sênior de marketing global da ClickSoftware, líder no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo.

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O ambiente de "festas" dos negócios de impacto social http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-ambiente-de-festas-dos-negocios-de-impacto-social/126486/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-ambiente-de-festas-dos-negocios-de-impacto-social/126486/ Mon, 24 Sep 2018 14:30:01 -0300 Marcus Nakagawa O ambiente de "festas" dos negócios de impacto social

Será que a festa acabou ou está só começando?

Sabe quando você é convidado para uma festa ou ficou sabendo de uma festa e quer ir, mas não sabe muito bem quem vai participar, que roupa usar, o que levar? Ou ainda, sabe quando você começa estudar uma área, talvez esteja no momento de escolher uma profissão ou fazendo o vestibular ou ainda você quer mudar de área, pois não aguenta mais fazer sempre a mesma coisa com as mesmas pessoas e empresas? Então, isso é o estudo de ecossistemas de negócios, alguns também chamam de análise do microambiente interno e externo à empresa. Ou seja, é onde o ambiente da festa está acontecendo!

Sempre me fazem esta pergunta, mas Naka como é que faz para trabalhar nesta área, como viro um empreendedor social, como faço uma empresa de impacto social ou uma organização do terceiro setor? E a primeira coisa que indico é conhecer o ecossistema, buscar empresas de impacto social na internet, buscar vídeos de empreendedores sociais falando sobre o seus negócios, fazer voluntariado em uma ONG ou buscar um amigo que já montou um projeto de impacto.

Como você quer ir à “festa”, se nem sabe como ela funciona, se é formal ou informal, se precisa levar salgadinhos ou refrigerantes, se precisa de convite ou se precisa ajudar a fazê-la...

Vai que você não gosta de sertanejo, hip-hop ou descobre que só vai tocar música eletrônica? Já adianto que o ‘ambiente de negócios sociais’ ou de ‘impacto social’ não é uma festa, é só uma analogia que estou fazendo para o ambiente que você vai participar.

Entendeu, né?

No caso dos negócios de impacto social, a Força Tarefa de Finanças Sociais, grupo que tem na sua diretoria membros do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) e do Sitawi - Finanças do bem e seus parceiros, mapearam o ecossistema numa pesquisa realizada pela Deloitte. Neste sistema colocaram como as partes: de um lado as organizações / indivíduos que ofertam o capital para o negócio de impacto iniciar ou potencializar; aquelas organizações que demandam o capital e são as executoras dos processos de impacto social e do outro as organizações que intermediam o processo de impacto, sejam elas oferecendo serviços de avaliação de impacto, recursos financeiros, conhecimento entre outros.

Neste documento denominado “Pesquisa de Intermediários do Ecossistema de Finanças Sociais e Negócios de Impacto”, os autores deixam bem claro os diferentes públicos existentes e os mecanismos de fomento e alocação de recursos, como, por exemplo, aqueles que vem por meio da filantropia, crowdfunding, microcrédito, fundos sociais, entre outros. Esta é a música que toca neste ambiente: as mais variadas, inovadoras e ainda em desenvolvimento.

As organizações que ofertam capital, que investem ou doam, podem ser: o governo, organismos nacionais de fomento, organismos multilaterais de crédito, pessoas jurídicas (empresas), instituições de finanças comunitárias, fundações, associações e pessoas físicas. Ou seja, diversas formas de se buscar dinheiro para iniciar, potencializar ou crescer o seu negócio de impacto social.

As organizações que recebem o dinheiro arregaçam as mangas para fazer uma melhoria social e ambiental de uma maneira sustentável financeiramente também são: organizações da sociedade civil com geração de receita, organizações da sociedade civil com negócio social, cooperativas, negócios com missão socioambiental com restrição na distribuição de dividendo e negócios com missão socioambiental sem restrição na distribuição de dividendos.

Um monte de tipos de organização neste ambiente, não? E ainda os de negócios sociais, negócios com missão socioambiental com restrição na distribuição de dividendo, ou seja, aqueles que não dividem o lucro com os acionistas, pois reinvestem 100% do seu lucro no negócio.

Mas afinal, no Brasil como estão estes negócios de impacto social? Como eles têm atuado? Em uma matéria da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que tive a honra de dar alguns depoimentos, foi publicado em primeira mão um estudo inédito realizado pela ONU em parceria com o Sebrae denominada “Gestão de Conhecimento no Ecossitema de Negócios de Impacto no Brasil” em 2018. Foram estudados 837 negócios das cinco regiões e também analisado todos os 21 estudos já publicados no país.

O mais interessante, é que a “festa” está só começando, pois metade das empresas deste ambiente estão nas etapas iniciais que chamamos de ideação ou validação, ou seja, ainda sendo pensadas ou testadas. E 15 % estão escalando ou seja, crescendo. Como nas pesquisas anteriores, esta mostrou que mais da metade dos negócios encontram-se no Sudeste (55,4%) e que 70% ficam na área de serviços, seguidos por comércio (13%), indústria (10%) e agropecuária (7%). Apenas 11,9% têm mais de 5 anos de existência e 22,7% têm entre 1 e 2 anos. O maior percentual é menos de um ano, com 34,8%. A música só está começando neste ambiente. E metade das empresas (52,9%) têm de 2 a 5 funcionários. Para quem quer conhecer mais sobre este ambiente vale a pena buscar a pesquisa.

Com isso consigo abrir meu negócio de impacto social ou já problemas do mundo temos um bocado e precisaremos de todas as pessoas que acreditam que estão aqui para deixar um verda posso começar a pensar? Talvez, mas primeiramente é superimportante você se conhecer, ver suas competências e ver o que precisa melhorar ou potencializar. Depois, outro passo importante, é ver qual problema do mundo você quer resolver, pois ainda não dá para resolver todos de uma vez. Tem um filme de vários super-heróis ao mesmo tempo que o suposto vilão estala os dedos e tudo parece que se resolve. Ainda terá a segunda parte do filme para saber o que deu. Será que a festa acabou ou está só começando? Uma coisa tenho certeza:deiro legado para esta festa!

Marcus Nakagawa — Professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); fundador e consultor da iSetor; idealizador e diretor da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida.

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Integração de informações facilita o acesso ao crédito para Micro e Pequenas Empresas http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/integracao-de-informacoes-facilita-o-acesso-ao-credito-para-micro-e-pequenas-empresas/126485/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/integracao-de-informacoes-facilita-o-acesso-ao-credito-para-micro-e-pequenas-empresas/126485/ Mon, 24 Sep 2018 14:01:01 -0300 Daniel Orlean Integração de informações facilita o acesso ao crédito para Micro e Pequenas Empresas

Instituições de crédito devem ficar atentas ao seu uso correto, seguro e confiável, de acordo com as leis vigentes

Não é segredo para ninguém a dificuldade que pequenas e médias empresas têm em conseguir empréstimos. De acordo com dados apurados no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e na Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL), três em cada dez micro e pequenos empresários consideram difícil o processo de contratação de empréstimos, sendo o excesso de burocracia e as exigências dos bancos os principais entraves, mencionados por 45% dos entrevistados.

Vivemos em uma era em que tudo é registrado, analisado e quantificado. Diversas organizações têm históricos extensos de operações realizadas, como compras de fornecedores, notas fiscais emitidas, histórico de crédito no mercado financeiro, demonstração de resultados ou vínculos com instituições de proteção ao crédito. Respeitando-se - obviamente e obrigatoriamente - a privacidade de pessoas e empresas e sempre de olho nas regulamentações pertinentes, informações podem ser acessadas, combinadas e processadas para tornar o processo de avaliar se certa empresa está apta ou não a receber um empréstimo mais preciso e confiável.

A integração entre análises históricas, dados enriquecidos por múltiplas fontes e análises estatísticas e de comportamento permite que instituições fornecedoras de crédito tenham uma maior precisão durante a liberação de valores, reduzindo o trabalho manual e erros humanos. Permite, também, que cada proposta seja única, personalizada e fundamentada em grandes quantidades de informações específicas de cada solicitante, tornando o resultado final mais justo e competitivo.

Para as instituições financeiras, quanto mais informações registradas eletronicamente e maior for a quantidade de dados fornecidos sobre a empresa (com seu aval), maior também será a probabilidade de liberação de crédito com garantia de adimplência do solicitante.

Se, por um lado, a integração de informações facilita, e muito, o acesso ao crédito para micro e pequenas empresas, as instituições de crédito devem ficar atentas ao seu uso correto, seguro e confiável, de acordo com as leis vigentes. Só assim, além de ajudar na economia de tempo, agilidade na análise, segurança e rapidez durante o processo, ela poderá ser uma grande vantagem para o solicitante que deseja mais produtividade e eficiência, favorecendo a satisfação dos clientes e a lucratividade da empresa.

Daniel Orlean — CMO e Sócio-fundador da BizCapital, fintech que tem como principal objetivo desburocratizar e tornar mais eficiente o processo de concessão de crédito para o micro e pequeno empreendedor.

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