Administradores.com - Notícias http://www.administradores.com.br/ Últimas notícias do Administradores.com pt-br Copyright 2019 Thu, 17 Jan 2019 17:59:58 -0200 5 crenças em relação a sites que precisam ser abandonadas em 2019 http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/5-crencas-em-relacao-a-sites-que-precisam-ser-abandonadas-em-2019/127632/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/5-crencas-em-relacao-a-sites-que-precisam-ser-abandonadas-em-2019/127632/ Thu, 17 Jan 2019 17:59:58 -0200 Redação Administradores 5 crenças em relação a sites que precisam ser abandonadas em 2019

A KingHost, empresa de hospedagem de sites, listou 6 crenças que você definitivamente deve abandonar este ano para alcançar o sucesso do seu projeto online.

A história se repete a cada ano. Estamos sempre traçando metas e nem sempre conseguindo atingi-las e os motivos são os mais variados. Por vezes, somos guiados por algumas crenças que aprendemos em algum momento da vida e tomamos isso como verdades, sem questioná-las.

O início do ano geralmente é tomado por pensamento positivo coletivo, no qual uma grande parte da população está em busca de oportunidades e não é raro ver pessoas enxergando o universo online como uma grande aposta.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), 64,7% da população brasileira com idade superior a 10 anos têm acesso à internet. São mais de 116 milhões de brasileiros conectados à rede por meio de celulares (94,6%), computadores (63,7%) tablets (16,4%) e televisões (11.3%), segundo o IBGE. O número pode ser um dos fatores para explicar o crescimento de 15% no faturamento de e-commerce brasileiro, chegou aos R$ 69 bilhões em 2018.

Neste cenário, a KingHost, empresa de hospedagem de sites, preparou uma lista com 6 crenças relacionadas a sites que você deve abandonar em 2019 para alcançar o sucesso do seu negócio.

1) É só criar um site que ele aparece bem posicionado no Google

Essa talvez seja uma das principais crenças que precisam ser abandonadas e combatidas. Diariamente, dezenas de milhares sites são criados e o Google não tem como posicionar todos bem de forma automática. Portanto, precisamos ir à luta para conquistar o posicionamento de nossa marca, investindo esforços para alcançar um bom lugar orgânico entre todos os resultados.

Mas como entrar nessa batalha? Existem alguns critérios que os buscadores analisam para ranquear os sites nas páginas de resultados. Para deixar mais prático, seguem três dicas fundamentais nesse sentido.

Manter conteúdo atualizado e relevante

Investir em conteúdo é essencial para ser encontrado na web. Porém não basta apenas publicá-lo, é preciso atualizá-lo de tempo em tempo e entregar material relevante, que faça sentido para os leitores do seu site e que esteja relacionado ao seu negócio. Quanto melhor for a experiência dos seus leitores, mais chances de estar bem posicionado você estará.

Palavras-chave

Outra dica imprescindível, relacionada a SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização de Mecanismos para Busca), é a escolha de palavras-chave para suas páginas. Leia mais sobre o que é SEO e fique apto para criar sua própria estratégia.

Segurança do usuário

Como comentado, quanto melhor for a experiência do usuário, mais chances seu site terá de ser bem avaliado pelo Google. Um fator importante nesse sentido é a segurança do usuário, caso seu site seja um e-commerce, por exemplo. O certificado SSL é um componente de segurança que garante a integridade de dados em transações pela internet. Ele assegura que todas as trocas de informações sejam criptografadas, impedindo a leitura por outros.

A busca pelos primeiros lugares nos resultados do Google não é algo que se obtém da noite pro dia, portanto é preciso calma e dedicação. Existem diversas ferramentas e técnicas que podem ajudar a alcançar um bom posicionamento nos buscadores online. Aplicar boas práticas de SEO, por exemplo, é uma alternativa que pode resultar em ótimos frutos.

Além disso, você deve ficar ligado em indicadores de performance, monitorando seu site e sempre aprendendo com o que dá certo e o que não dá.

2) A segurança do site não impacta no negócio

“Isso não vai acontecer comigo”, disse um amigo que teve um site invadido. Investir em segurança hoje em dia não é mais uma opção. Tanto que 70% dos consumidores online recorrem a selos de segurança em sites para garantir proteção no meio digital, segundo pesquisa da Conversion Digital 2017.

Uma importante dica compartilhada pelos mais experientes desenvolvedores: não deixe de atentar às atualizações de plugins, temas e extensões do seu site. Se for uma página feita no WordPress, saiba como mantê-la segura focando no backup de arquivos, plugins, rebots entre outros itens.

Aproveite que a plataforma possui uma extensa comunidade ao redor do mundo extremamente ativa e colaborativa e fique atento aos cuidados.

A manutenção de um site é um dos principais pontos para atentar. Entender como criar e manter um site é imprescindível para o sucesso e segurança do seu projeto.

3) “Ah, mas eu só vendo para o público X”

Com a democratização digital, não podemos ignorar que um produto pode ter diferentes públicos-alvo e que devemos entender as dores de cada um deles. Muitas empresas têm trabalhado com a estratégia de personas, para compreender de forma mais assertiva as necessidades dos diferentes públicos-alvo.

As personas são representações de diferentes públicos-alvo, mapeados e criados para representar os diferentes tipos de usuários. Portanto, saber como criá-las irá ajudar a direcionar melhor o negócio, contribuindo na tomada de decisões baseadas sempre nos usuários, no que eles se interessam e o que procuram.

4) “Eu fiz assim no passado e funcionou. Vai dar certo de novo”

Essa crença pode não estar relacionada diretamente a cuidados no seu site, porém pode afetar diretamente o seu projeto como um todo. É de extrema importância questionar e repensar a gestão de performance do seu negócio. Não é porque tal forma de gestão funcionou em uma empresa Y anos atrás, que você irá alcançar o mesmo sucesso repetindo a fórmula usada anteriormente.

Portanto, vale o reforço: mantenha-se atualizado. Além de ressignificar crenças antigas que podem prejudicar hoje em dia a performance do seu negócio, é mais do que recomendado constantemente repensar a gestão de resultados como um todo. Sobretudo se for considerado que,segundo pesquisa feita pelo Sebrae, 23% das empresas brasileiras de pequeno e médio porte não sobrevivem aos primeiros dois anos de mercado.

Neste cenário, torna-se relevante atentar para a gestão de performance e investir nesta cultura, dedicando e investindo esforços na manutenção de um negócio saudável e sustentável.

5) “O importante é ter meu site no ar, depois me preocupo com o resto”

Não! Não! Não! O planejamento para criar um site deve envolver o antes, durante e depois da sua página estar publicada.

Por exemplo, há certas situações nas quais contratamos agências ou desenvolvedores para criar nosso site e esquecemos de considerar os momentos futuros após a publicação da página. Não levamos em conta que frequentemente precisaremos atualizar o conteúdo, publicar materiais e novidades e, até mesmo, postagens para atrair mais visitantes e potenciais clientes.

Dito isso, aqui vai uma informação importante: para ter autonomia e facilidade no momento administrar as publicações do seu site, é recomendado que você construa sua página em um CMS (sigla para Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo, em inglês).

Como o próprio nome diz, ele nos permite o gerenciamento de conteúdos em um site, muitas vezes de forma simples e intuitiva, sem a necessidade de solicitar a um desenvolvedor ou agência. Um exemplo de CMS muito usado no mundo todo é o WordPress, que possui inclusive hospedagens recomendadas para seu uso.

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Agora é o momento de abandonar essas crenças em focar no futuro do seu negócio. Lembre-se de sempre encarar todos os acertos e erros como aprendizados e compartilhá-los com o resto do seu time.

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Cinco desafios estratégicos de RH no cenário disruptivo http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/cinco-desafios-estrategicos-de-rh-no-cenario-disruptivo/127631/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/cinco-desafios-estrategicos-de-rh-no-cenario-disruptivo/127631/ Thu, 17 Jan 2019 17:01:01 -0200 Miguel Monzu Cinco desafios estratégicos de RH no cenário disruptivo

Empresas consideradas mais disruptivas não são inovadoras apenas quanto à tecnologia

Segundo estudo realizado pela Deloitte em colaboração com o MIT, cerca de 80% dos CEOs estão preocupados com a possibilidade de que um fator disruptivo de origem modifique as suas operações ou modelos empresariais. Fica claro que esse cenário não se limita à eficiência ou a uma tecnologia para fazer tarefas com mais velocidade: a verdadeira inovação disruptiva impacta a organização inteira.

Empresas consideradas mais disruptivas não são inovadoras apenas quanto à tecnologia. A inovação está também na forma de conduzir os negócios, ou seja, com as pessoas e sobre como elas se organizam. Ser uma organização disruptiva nada mais é do que gerenciar as pessoas de uma organização.

Diante desse cenário, quais seriam os desafios estratégicos do RH como principal responsável por gerenciar as pessoas? O primeiro é ser coautor da estratégia. O gestor deve ser capaz de criar o próprio plano de negócios de modo que possa discuti-lo tanto com o presidente como para se impor perante aos acionistas. Desse modo, este gestor torna-se imprescindível.

Com isso, nos voltamos a um dos pilares de qualquer organização: a principal matéria prima é a pessoa. O RH deve não apenas zelar pelo patrimônio humano como, principalmente, passar a ser coautor das estratégias da empresa. Deve ter papel inclusivo na estratégia e na transformação da companhia.

O segundo desafio é conduzir o processo de aceleração da formação de líderes em todas as áreas da empresa e não apenas nas áreas-chave. O RH tem o papel de criar propósito, formar líderes que inspiram pelos valores e superam a diversidade.

Um terceiro desafio estratégico é criar uma cultura de inovação que leva a mudanças. Esse aspecto representa, inclusive, uma mudança no mindset nos profissionais da área. Assim, ser inovador ao RH é estabelecer, dentre suas metas, indicadores como aumento de receita, redução de custos, mitigação de riscos e aceleração de retorno.

Nosso quarto desafio está em preparar a força de trabalho para o mundo 4.0. Quando se fala de inovação, é também inevitável não se pensar em tecnologia e em ambiente digital. O papel do RH é preparar a força de trabalho para o mundo 4.0, humanizando a transformação digital na empresa.

Por fim, o quinto desafio estratégico do RH é atuar nos canais de distribuição e fornecedores. Para se tornar efetivamente protagonista das mudanças e transformações nas companhias, entretanto, é necessário abrir mão de conceitos pré-estabelecidos, como o de que o RH só trabalha para a folha de pagamento. O patrimônio humano é muito mais amplo e o RH deve trabalhar em todos os canais, como distribuição, revendas e fornecedores.

Diante de cenários cada vez mais disruptivos, o papel do RH é ser o curador e criador de significado para as tecnologias, usando-as para aperfeiçoar a experiência do funcionário no trabalho, o que é, primordialmente, nossa maior responsabilidade.

Miguel Monzu — Vice-presidente da Fesa Group, consultoria de executive search e de estratégia de capital humano.

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A importância de terceirizar serviços de recuperação de créditos para empresas http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/a-importancia-de-terceirizar-servicos-de-recuperacao-de-creditos-para-empresas/127630/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/a-importancia-de-terceirizar-servicos-de-recuperacao-de-creditos-para-empresas/127630/ Thu, 17 Jan 2019 16:01:01 -0200 Sidney Almeida A importância de terceirizar serviços de recuperação de créditos para empresas

Sair do papel de cobrador e buscar um negociador é essencial para o empresário

A atividade de cobrança empresarial, mesmo amigável, demanda um elevado custo para as empresas pois requer profissionais especializados ou dedicados, abrange diversas despesas diárias ou periódicas como internet, telefonia, correios, transportes de documentos e leva tempo, às vezes muito tempo, recaindo sobre a máxima: “Time is Money”.

Nesses tempos em que falamos muito de cortes de custos inteligentes, é necessário também lembrar que um custo devidamente “aparado”, pode fazer sobrar um dinheiro em caixa para reinvestir. Ao buscar uma empresa especializada em recuperação de crédito e terceirizar o serviço de cobrança, o empresário arca só com a prestação deste serviço que contrata, o que certamente será menos dispendioso e deixará seus funcionários com tempo “livre” para se dedicar às suas atividades principais e ao foco do negócio.

Mesmo uma empresa que possui um serviço interno de cobrança, (isso, aliás, ao meu ver, é um luxo nos tempos atuais), nem sempre tem profissionais totalmente ou exclusivamente dedicados a esta função. Em contrapartida, manter colaboradores especializados e dedicados a essa atividade, que requer muito preparo e expertise, é um custo altíssimo para qualquer empresa e, ao final das negociações, geralmente a conta não fechará, se formos comparar o salário anual destes colaboradores com o valor do título ou dos títulos recuperados.

Defendo sempre a contratação/terceirização do serviço de cobrança empresarial, que além de tempo e foco, requer astúcia, sensibilidade, estratégia, “visão” e muita expertise, pois acredito que o força de uma empresa precisa estar sempre na linha de frente, mirado para a prospecção, para as vendas, para os clientes e para suas atividades principais.

Além disso, há mais vantagens que elenco a seguir: A “impessoalidade”, por exemplo, fomentada pela cobrança realizada por terceiros é extremamente saudável para todos os envolvidos, pois isso impede o desgaste das parcerias e relações comerciais já estabelecidas. Ou seja, as inadimplências serão cobradas sem que todo o “calor” entre as áreas comerciais seja “resfriado”.

A condução de um processo de cobrança, ainda que amistosa, pode ser muito desgastante, e esse leve atrito, por menor que seja, pode gerar afastamento, cancelamentos de contratos ou não renovações, impactando muito no faturamento futuro. Não estamos em época de perder clientes ou de ficar buscando fornecedores e arriscando a qualidade dos nossos produtos ou serviços. Claro que sempre é preferível ter um bom pagador, mas é melhor ter um mal pagador do que não ter pagador nenhum.

Deixando sua cobrança com quem é especialista no assunto, com mais habilidade, é possível até mesmo aproximar ainda mais a sua empresa de seus parceiros ou clientes. Estamos em um cenário de negócios escassos, portanto, a cobrança deve ser feita com sangue frio, sem pé no peito, de maneira adequada para chegar a um desfecho positivo do negócio.

Na investida em cima do devedor, muitas vezes, o credor, no afã de “precisar” receber, pode exagerar na abordagem e criar um atrito totalmente dispensável. Ao terceirizar um serviço de cobrança, o empreendedor sai do papel de “cobrador” e deixa nas mãos de um negociador capacitado, um problema que a partir de então será mais facilmente solucionado, e além disso, sua chance de receber de maneira amigável aumenta, à medida em que o risco de ter que arcar com custas de processos judiciais, diminui.

Por fim, mas não menos importante: Ao procurar terceirizar esse serviço, não esqueça de buscar o auxílio de quem está no mercado há muito tempo. No cotidiano de uma empresa que tem tradição e especialização na recuperação de crédito, sempre há um banco de dados com o histórico e os “hábitos” de muitos CNPJs inadimplentes, em que é possível saber para quantos credores uma pessoa jurídica deve, quantos títulos, em quais praças e quais as importâncias. Essas informações são geridas de forma sigilosa pela empresa especializada em recuperação de crédito, mas para o negociador, ter essas cartas à mão, é um grande diferencial para o sucesso ao fim do “jogo”.

Sidney Almeida — Mestre em Administração de Empresas, especialista em Marketing e conta com uma sólida trajetória de mais de 35 anos no setor de cobrança empresarial, tendo portanto grande renome no mercado e experiência, o que o coloca entre os grandes especialistas em questões ligadas à recuperação de créditos entre Pessoas Jurídicas (PJ). Empreendedor, preside a Hold Brasil, uma das cinco maiores empresas do segmento no país e mantém o blog Cobrança Justa. Tem sua trajetória reconhecida nacionalmente, mas principalmente nos mercados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Ceará e Pernambuco.

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Billing em um mundo Multi-Cloud: grande desafio para 2019 http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/billing-em-um-mundo-multi-cloud-grande-desafio-para-2019/127629/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/billing-em-um-mundo-multi-cloud-grande-desafio-para-2019/127629/ Thu, 17 Jan 2019 15:01:01 -0200 Hilmar Becker Billing em um mundo Multi-Cloud: grande desafio para 2019

Se deixados sem monitoração, os custos associados ao ambiente Multi-Cloud podem rapidamente ficar fora de controle

Os benefícios trazidos pela flexibilidade do ambiente Multi-Cloud vêm junto com grandes desafios. Em 2019, um dos mais críticos será equacionar o billing de recursos e serviços distribuídos por incontáveis nuvens públicas. Empresas de todos os portes já estão passando parte de seus workloads para uma combinação de plataformas que pode incluir players como AWS, Azure, Google Cloud Plataform e VMWare. O ponto delicado é que, se deixados sem monitoração, os custos associados ao ambiente Multi-Cloud podem rapidamente ficar fora de controle. 

Esse quadro fica claro quando se examina os resultados da pesquisa realizada com 200 CIOs norte-americanos pelo instituto de pesquisas Enterprise Strategy Group (ESG). O levantamento “2018 ESG Research Survey, The Emergence of Multi-Cloud Strategies” mostra que 81% dos executivos entrevistados já utilizam dois ou mais provedores de nuvem pública. Dentro deste grupo, 41% disseram que um dos dois fatores mais críticos dessa jornada é navegar os diferentes modelos de custo e de cobrança (billing) dos provedores de Multi-Cloud. A pesquisa descreve, também, alguns desafios específicos. De acordo com os CIOs entrevistados, cada plataforma de Nuvem é um mundo, com um conjunto específico de variáveis: políticas de billing, modelos de preços, modelos de cobrança por instância ou por virtual machine, descontos temporários, etc. 

Um levantamento feito no primeiro semestre de 2018 pela Crisp Research com CIOs alemães mostra um quadro similar. Na pesquisa “Hybrid and multi-cloud services among mid-sized companies in Germany”, 80% dos CIOs afirmaram contar com serviços de Multi-Cloud em seus ambientes. E, novamente, os desafios do billing são um destaque. 43,2% reclamam da falta de transparência de custos. 42,6% afirmam que os modelos de licenciamento são ambíguos. 35% dizem enfrentar dificuldades para calcular o ROI e o TCO deste modelo. Solicitados a entrar nos detalhes desta batalha pela clareza de custos, os CIOs falam sem rodeios. “Sinto-me perdido na selva das licenças totalmente diferentes entre si. Estou soterrado em complexidades. E ainda preciso dissecar diferentes modelos de contrato e diferentes modelos de SLA”. 

Em outras palavras: a vastidão de detalhes do billing do Multi-Cloud pode ser um pesadelo para o gestor de TI. A boa notícia é que já há caminhos para trazer transparência e controle a essa disciplina: 

Cloud Cost Analyst 

Uma opção é a contratação de um “Cloud Cost Analyst”. Ele ou ela irá mapear os gastos com as várias instâncias do modelo Multi-Cloud, criando pontes entre questões técnicas e questões contábeis. O resultado do trabalho do Cloud Cost Analyst será um retrato do padrão de consumo de recursos digitais da empresa. Sua grande missão é, muito simplesmente, alinhar excelência tecnológica (ou seja, a entrega de serviços digitais que realmente suportem o negócio) à excelência em controle de custos. Hoje, nos EUA, o salário anual de um Cloud Cost Analyst varia entre 50 e 100 mil dólares por ano. 

Cloud Billing Solutions 

Outro caminho pode ser a contratação – em forma de serviço ou on-premise – de plataformas especializadas no controle de custos de complexos ambientes Multi-Cloud. Uma espécie de “contas a pagar” da área de TI, esse tipo de sistema mergulha no universo digital da empresa, identificando vendors, pacotes e serviços em suas diversas modalidades e monitorando, em tempo real, a maneira como a empresa usuária utiliza esses recursos. As soluções de Cloud Billing são capazes, também, de propor previsões de gastos, algo essencial para garantir o controle de um ambiente tão fluido como a Multi-Cloud. 

Serviços terceirizados de Billing 

É possível, também, terceirizar a inteligência sobre Cloud Billing. Neste caso, entram em cena grandes provedores de serviços digitais que já oferecem, como um complemento de sua oferta de nuvem, serviços de billing sob medida para a realidade e a necessidade de cada empresa usuária. Esse mercado é disputado, também, pelas principais consultorias de negócios do mercado. 

Gestão baseada na aplicação 

Há, ainda, uma outra forma de se adicionar visibilidade à Multi-Cloud e evitar os sustos financeiros. Quem usar soluções de gestão, disponibilidade e segurança de aplicações ganhará controle sobre tudo o que diz respeito aos recursos Multi-Cloud que suportam essa aplicação. Por aplicação, entenda-se um Internet Banking, o engine de um portal de e-Commerce, o ERP de uma indústria. 

Essas soluções permitem que o gestor configure uma única vez os requisitos de nuvem de uma determinada aplicação. A partir daí essa política será aplicada automaticamente a todas as nuvens. 

Chega-se ao detalhe do detalhe na decisão sobre que componente da aplicação alocar em que tipo de serviço de nuvem, por quanto tempo, até qual limite de acessos, etc. A fluidez entre as várias instâncias do ambiente Multi-Cloud obedecerá à lógica da aplicação missão crítica – o sistema que, se não funcionar, derruba a empresa. 

Há ainda, nesse universo, uma faixa de soluções – as plataformas de gestão de tráfego inteligente – que, a partir das demandas da aplicação, consegue minimizar os gastos com a nuvem. Dentro dessa lógica, prioriza-se o uso da nuvem privada (o datacenter da empresa usuária), obviamente de menor custo; em seguida, conforme as demandas de serviço da aplicação, vai-se contratando recursos em nuvens públicas (Multi-Cloud). Essa inteligência permite que o gestor saiba, de forma cristalina, os custos de cada nuvem no suporte à aplicação missão crítica e aloque recursos de acordo com essa informação.

Em 2019, aliar excelência em controle dos custos da Multi-Cloud à excelência na entrega e na segurança da aplicação será essencial para suportar o crescimento dos negócios. 

Hilmar Becker — Diretor Geral da F5 Networks Brasil.

 

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Por que as micro e pequenas empresas devem optar pelo crowdlending para turbinar seus negócios? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/por-que-as-micro-e-pequenas-empresas-devem-optar-pelo-crowdlending-para-turbinar-seus-negocios/127628/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/por-que-as-micro-e-pequenas-empresas-devem-optar-pelo-crowdlending-para-turbinar-seus-negocios/127628/ Thu, 17 Jan 2019 14:01:01 -0200 Alan Martins Por que as micro e pequenas empresas devem optar pelo crowdlending para turbinar seus negócios?

No Brasil, a maneira mais fácil de obter crédito para micro e pequenos empreendimentos é por meio de financiamentos junto às instituições financeiras

Não é novidade dizer que o micro e pequeno empresário brasileiro enfrenta muitas dificuldades para manter suas empresas competitivas e lucrativas. Para além da burocracia materializada no excesso de legislação, o acesso ao crédito é um dos grandes problemas enfrentados pelo setor. Mas isso começa a mudar com as fintechs, mais especificamente com o chamado crowdlending – empréstimo voltado para micro e pequenas empresas que são financiadas diretamente por pessoas dispostas a investir, no formato conhecido como P2P Lending. 

No Brasil, a maneira mais fácil de obter crédito para micro e pequenos empreendimentos é por meio de financiamentos junto às instituições financeiras. É aí que começam os entraves. Muitas destas empresas, com destaque para os bancos privados, nem sempre oferecem linhas de crédito com prazos maiores e taxas menores, de maneira a não comprometer o capital dos negócios. O crowdlending visa, justamente, suprir esta lacuna. 

Criado no Reino Unido em 2005, o modelo se espalhou rapidamente pelo mundo após a crise financeira de 2008. Os investidores decidem o valor a emprestar e a taxa de juro do empréstimo. A empresa paga a dívida através de prestações mensais ao longo do período acordado. 

A China e os Estados Unidos, em conjunto com o Reino Unido, são atualmente os países que possuem o maior volume de investidores e de empréstimos. Por exemplo, a Lending Club, maior plataforma dos Estados Unidos, tem hoje 2,4 milhões de clientes e 35 milhões de dólares investidos.

Mas como funciona? 

Para quem ainda está pouco familiarizado com o crowdlending, o sistema envolve investidores (credores) emprestando pequenas somas de dinheiro diretamente a um grande número de tomadores de empréstimo. Para isso, as plataformas crowdlending executam funções semelhantes às realizadas pelos bancos, o que inclui avaliação de risco e subscrição, além de pagamentos e procedimentos de recuperação em caso de inadimplência. É um negócio vantajoso para quem quer diversificar sua carteira de investimentos e facilita muito a vida do micro e pequeno empresário que busca crédito para o seu empreendimento, mas nem sempre encontra propostas favoráveis e condizentes com sua realidade. 

Esse movimento de busca por fintechs e o crowdlending vem se consolidando principalmente porque os grandes bancos nacionais têm evitado novas concessões para empresas de menor porte sob a justificativa de haver altos níveis de informalidade, o que impacta negativamente a análise de crédito. No Banco do Brasil, por exemplo, a carteira para pequenas e médias empresas caiu 28,5% em 12 meses até março e 10,6% até dezembro de 2017. Já no Itaú Unibanco, a carteira total para micro, pequenas e médias empresas caiu 2,6% em um trimestre e 8,6% na comparação anual. E no Bradesco, a queda nessa linha foi de 6,6% em 12 meses. 

Em sentido oposto, o Portal Statista divulgou dados sobre o crowdlending no Brasil que demonstram mercado positivo, tanto para investidores como para os tomadores de crédito pela modalidade. Em 2018, o valor da transação no segmento Crowdlending (Business) totalizou US$ 29 milhões. A estimativa é que o valor da transação apresente uma taxa de crescimento anual (CAGR 2018-2023) de 10,0%, resultando no valor total de US$ 46,5 milhões até 2023. O financiamento médio por campanha neste mesmo segmento foi de US$ 6.936 em 2018. A partir de uma perspectiva de comparação global, é mostrado que o maior valor de transação é alcançado na China (US$ 126.828 milhões em 2018). 

Para quem vale à pena? 

Diante dos dados e estimativa, não há dúvidas de que o crowdlending é bom para o investidor e para quem busca crédito para fazer seu negócio crescer. Mas o que é preciso para tomar um empréstimo nesta modalidade? Antes de responder a esta pergunta, é bom entender um pouco sobre o perfil do investidor, que nesta relação tem o papel de credor. Segundo pesquisa realizada pela FundingKnight, no Reino Unido, os investidores crowdlending têm algumas características comuns. A primeira delas é que 82% dos entrevistados que investiram ou consideram investir por crowdlending eram líderes empresariais ou tinham aspirações de administrar seus próprios negócios. Eles estavam aplicando seu conhecimento de negócios ou experiência na decisão de investir. Além disso, a pesquisa mostrou que alguns investidores estavam aplicando seu dinheiro com o desejo de, não apenas aumentar rendimentos, mas contribuir para o crescimento de negócios locais. Por fim, 41% disseram que só investiria em algo administrado por uma pessoa em quem pudessem confiar.

Assim, ao solicitar financiamento, é interessante ter em mente que muitos de seus possíveis investidores provavelmente já estiveram em sua posição anteriormente ou administram seus próprios negócios. Eles definitivamente querem sentir que estão fazendo uma contribuição valiosa para um empreendimento lucrativo e estimulante. Você precisará, portanto, mostrar porque sua empresa merece esse investimento. 

Ter um plano de negócio bem feito conta pontos, pois permite manter as finanças da empresa em dia, um dos quesitos de análise para conseguir o financiamento. Por isso, é imperativo garantir que seu plano de negócios seja envolvente, abrangente e bem pensado. Muitos investidores buscam obter mais informações sobre você e sua empresa em redes sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn. É interessante que você tenha um site bem estruturado com informações que sejam consistentes com o que você envia junto com a proposta de crédito, bem como redes sociais que divulguem ações e resultados. Parecem detalhes, mas cuidados como estes podem fazer toda a diferença na hora de conquistar o financiamento que precisa. 

O ano de 2019 vai ser extremamente importante para a nossa economia já que um novo governo assume a presidência. Estamos todos torcendo para que suas diretrizes possam impactar positivamente nossas vidas e nossos negócios. Para quem é micro e pequena empresa, enquanto o mercado não estiver confiante, o crédito pelas vias tradicionais deve seguir restrito. Felizmente, as fintechs e o crowdlending têm muito potencial e há o interesse do mercado em fazê-los crescer. 

Alan Martins — Fundador e CTO da TuTu Digital, plataforma de empréstimo 100% online voltada para micro e pequenas empresas que são financiadas diretamente por pessoas dispostas a investir, no formato P2P Lending.

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Devo investir na gestão focada em projetos ou produtos? http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/devo-investir-na-gestao-focada-em-projetos-ou-produtos/127627/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/devo-investir-na-gestao-focada-em-projetos-ou-produtos/127627/ Thu, 17 Jan 2019 13:00:11 -0200 Janderson Silva Devo investir na gestão focada em projetos ou produtos?

Empresas possuem o anseio de ter times de alta performance, capazes de produzir e entregar valor na mesma velocidade que as inovações surgem no mercado

A gestão de times ágeis requer sagacidade para enfrentar desafios e não perder oportunidades de negócio. Logo, é comum a busca de sinergia entre produtividade e qualidade. Entretanto, quando essa combinação não é equalizada, pode ocorrer prejuízos no curto, médio ou longo prazo.

Acredito que as empresas possuem o anseio de ter times de alta performance, capazes de produzir e entregar valor na mesma velocidade que as inovações surgem no mercado. Já me deparei com diversos gestores que não entendiam a importância da qualidade em tecnologia e, principalmente, do software para o bom funcionamento do próprio negócio. E esse desconhecimento, na maioria das vezes, está intimamente ligado ao modelo de gestão que é seguido na companhia. 

Para ajudar a refletir sobre o tema podemos classificar e comparar dois deles como forma de escolher qual se encaixa melhor no que uma empresa almeja para seu fluxo de trabalho e entregas aos clientes. São eles: os modelos de gestão com foco em eficiência ou em eficácia. Os dois modelos impactarão diretamente o perfil das equipes técnicas e na sinergia dos profissionais de desenvolvimento e operações. 

Na gestão que prioriza a eficiência, o trabalho do time é guiado por projetos e a individualidade se sobressai, fazendo com que uma corporação tenha que contratar mais pessoas com objetivos em comum, porém metas individuais. Não tão raro é necessário também investir em uma equipe de sustentação para apoiar com eventuais ajustes do time de criação, logo após o projeto ser entregue. As entregas são mais longas (e quando são feitas em menos tempo tendem a perder qualidade) e o time é escalado para determinado projeto e fim. Após concluir, os profissionais são direcionados para o próximo trabalho. 

Porém, esse time não é o mais eficaz em termos de entrega, pois demanda muitas etapas e pessoas para a validação do que é desenvolvido. Existe uma forma de garantir que o trabalho tenha mais qualidade e que o time seja composto por gente que seja solucionadora de problemas. Estamos falando de uma gestão focada em produtos, ou seja, cada desenvolvedor assume o papel de criador de determinada solução e é estimulado a pensar em melhorias contínuas para ela. 

Essa postura de comprometimento diante dos produtos desenvolvidos é que fará a diferença com relação às entregas finais aos clientes, pois o time passa a ser motivado a oferecer o melhor trabalho e não o que demanda menos tempo. Neste sentido, a coletividade se torna mais forte e cada colaborador depende do trabalho dos demais para sugerir soluções em todas as etapas de execução. Para pensar na gestão focada em produto é preciso, antes de tudo, implementar alguns processos que viabilizam essa mudança que também é cultural.

Essa nova abordagem cria uma empatia entre o time e o cliente final do produto, bem como estimula os desenvolvedores a se sentirem “donos do produto”, uma vez que não são envolvidos apenas em uma etapa isolada do projeto. A mudança de mindset da gestão também diminui a rotatividade de profissionais, já que é muito mais fácil engajar um colaborador e mantê-lo quando ele se sente parte de um propósito maior na companhia. Mostrar o impacto positivo gerado pelas entregas com qualidade é fundamental para desmistificar a ideia de que somos apenas peças dentro de uma organização. Afinal de contas, por mais técnico que um trabalho seja, ele é conduzido por pessoas motivadas por valores e que trabalham muito melhor quando existe paixão. 

Janderson Silva — Arquiteto de Softwares da Mandic Cloud Solutions.

 

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BNDES vai explicar modelo de apresentação dos 50 maiores contratos http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/bndes-vai-explicar-modelo-de-apresentacao-dos-50-maiores-contratos/127626/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/bndes-vai-explicar-modelo-de-apresentacao-dos-50-maiores-contratos/127626/ Thu, 17 Jan 2019 12:01:01 -0200 Cristina Indio do Brasil BNDES vai explicar modelo de apresentação dos 50 maiores contratos

O modelo está sendo preparado pela equipe técnica da instituição

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai explicar nesta sexta-feira (18), em comunicado, o novo modelo de apresentação, no site da instituição, dos 50 maiores contratos de financiamento do banco.

O modelo está sendo preparado pela equipe técnica da instituição. Parte das informações já está disponível na página do BNDES, mas o presidente Joaquim Levy quer que elas sejam ainda mais transparentes, conforme afirmou na transmissão de cargo na quarta-feira passada (9). "Já é uma virtude bastante enraizada na instituição e se desenvolverá ainda mais”, disse. A intenção, segundo ele, é focar cada vez mais nessa agenda, facilitando a apresentação dos dados disponíveis à população.

Atualmente, quem acessa a página pode saber, por exemplo, o valor dos contratos e os dados de cada um. Com o novo modelo, além de ter as informações de forma mais clara, vai ser possível ver o valor do financiamento por ano e a soma de todos os contratos de uma empresa específica, contando ainda com buscas por períodos. Por causa da legislação de sigilo financeiro, dados de rating de clientes de determinada empresa não serão divulgados no site, embora essas informações sejam repassadas para o Tribunal de Contas da União, que é um órgão de controle da instituição pública.

“A transparência, que hoje já uma virtude bastante enraizada e que tem se desenvolvido de maneira institucional, será cada vez mais importante. Uma transparência em relação ao futuro e ao passado, porque isso é que vai permitir a gente construir um banco para os nossos dias, que contribua para um Brasil forte, limpo, justo e competitivo”, disse Levy na cerimônia de transmissão de cargo na sede da instituição, no centro do Rio.

Ao receber o cargo, Levy mostrou a linha que vai seguir na questão de transparência. “Transformar os nossos portais, onde já tem grande quantidade de informação, para serem mais amigáveis e mais acessíveis de tal maneira que o cidadão comum possa ter todas as informações que procura e a confiança de que tudo que o banco faz está correto e em conformidade”.

Em entrevista após a solenidade de transmissão do cargo, Levy voltou ao assunto e afirmou que a transparência é um compromisso com a sociedade. “Há clara demanda, o governo tem uma promessa para a sociedade e vamos continuar trabalhando. Parte importante vai ser organizar melhor os dados que já existem, alguns disponíveis, mas de uma maneira que fica difícil para a maior parte das pessoas entender. Além disso, continua a nossa cooperação com os órgãos de controle”, informou.

Segundo o presidente do BNDES, não é intenção ficar só olhando para o passado, mas é preciso ter clareza em relação ao que ocorreu em outros anos. Levy comentou a abertura da caixa-preta do banco, que foi mencionada pelo presidente Jair Bolsonaro desde o período da campanha eleitoral. “Uma caixa-preta, ela é preta enquanto você não decripta o que está ali dentro. Na verdade, o sentido de caixa-preta, em geral, se abre quando teve um acidente ou um desastre e vai tentar entender o que aconteceu. Nesse sentido, acho que há registros e se pode descobrir exatamente o que ocorreu. Isso tem que ser feito de maneira institucional e, principalmente, a gente quer que isso sirva de base para continuar desenvolvendo boas regras de governança. É um tema ao qual certamente a gente vai se dedicar e desenvolver”, completou.

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Pis/Pasep começa a ser pago nesta quinta-feira (17) http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pispasep-comeca-a-ser-pago-hoje/127625/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pispasep-comeca-a-ser-pago-hoje/127625/ Thu, 17 Jan 2019 10:01:01 -0200 Redação Pis/Pasep começa a ser pago nesta quinta-feira (17)

O valor do benefício é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017

Cerca de 3,4 milhões de trabalhadores começaram a receber o pagamento do sétimo lote do abono salarial dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) 2018-2019, ano-base 2017. Podem receber o benefício os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em janeiro e fevereiro e os servidores públicos com final de inscrição 5. A estimativa da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, é que mais de R$ 2,8 bilhões sejam pagos.

A partir de hoje (17), trabalhadores da iniciativa privada podem procurar a Caixa Econômica Federal. A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Os correntistas da Caixa Econômica Federal, instituição bancária responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), tiveram os valores depositados em suas contas nessa terça-feira (15).

Tem direito ao abono salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até 2 salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do benefício é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Assim, quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, equivalente a um salário mínimo (R$ 998). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é de R$ 84 – ou 1/12 do salário mínimo –, e assim sucessivamente.

Para os trabalhadores nascidos entre julho e dezembro, o Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em 2018. Os nascidos de janeiro a junho realizam o saque em 2019. O prazo final de recebimento para todos os trabalhadores favorecidos pelo programa é 28 de junho de 2019.

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Contas públicas devem ficar negativas em R$ 102,385 bilhões http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/contas-publicas-devem-ficar-negativas-em-r-102385-bilhoes/127624/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/contas-publicas-devem-ficar-negativas-em-r-102385-bilhoes/127624/ Thu, 17 Jan 2019 09:01:01 -0200 Kelly Oliveira Contas públicas devem ficar negativas em R$ 102,385 bilhões

Para 2020, a estimativa das instituições financeiras é déficit de R$ 68,778 bilhões

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Economia aumentaram a previsão para o resultado negativo das contas públicas, neste ano. A estimativa do déficit primário do Governo Central, formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, passou de R$ 100,031 bilhões para R$ 102,385 bilhões, em 2019.

Mesmo assim, a estimativa está abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo de R$ 139 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Os dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, todos os meses, com base em informações do mercado financeiro.

Para 2020, a estimativa das instituições financeiras é déficit de R$ 68,778 bilhões, contra R$ 63,293 bilhões previstos em dezembro. A meta de déficit primário para o próximo ano é 110 bilhões.

A previsão das instituições financeiras para as despesas manteve-se em R$ 1,426 trilhão, neste ano, e passou de R$ 1,484 trilhão para R$ 1,483 trilhão, em 2020. A estimativa de receita líquida do Governo Central foi alterada de R$ 1,322 trilhão para R$ 1,324 trilhão, em 2019, e de R$ 1,418 trilhão para R$ 1,419 trilhão, no próximo ano.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 78,2% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), neste ano. A previsão anterior era 78,34% do PIB. Para 2020, a estimativa ficou em 79,8% do PIB, ante 80% previstos no mês passado.

 

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Como se preparar para solicitar o visto EB2 http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-se-preparar-para-solicitar-o-visto-eb2/127619/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-se-preparar-para-solicitar-o-visto-eb2/127619/ Wed, 16 Jan 2019 18:01:01 -0200 Daniel Toledo Como se preparar para solicitar o visto EB2

O profissional que tem fortes chances para aplicar um visto EB2 precisa demonstrar tempo de atividade, expertise no que faz e afinidade com o assunto em que ele tem especialidade

O EB2 é um visto estadunidense que fornece o Green Card para profissionais com habilidades especiais ou excepcionais. Particularmente, não gosto muito do termo excepcional porque pode ser entendido de forma errônea, então vamos entender nesse caso, como um profissional acima da média que se destaca dentro da sua área.

Via de regra, esse é um visto baseado numa oferta de emprego e tem como princípio a qualificação do profissional em questão. O EB2 tem como principal prioridade a análise curricular, porque o pretendente ao visto necessita demonstrar perícia, técnica e conhecimento na sua área de atuação. Além disso, exige um reconhecimento aprofundado e é por isso que eu sempre aconselho, para estes casos, a buscar histórico de empregos, cargos, e demais atividades exercidas que possam ajudar. Também ressalto a importância de cartas de recomendação de amigos e empresas que já tenha trabalhado.

Sobre os requisitos, a base é ter um nível superior e algo a mais que complemente a vida acadêmica, como mestrado, MBA ou semelhantes. O profissional que tem fortes chances para aplicar um visto EB2 precisa demonstrar tempo de atividade, expertise no que faz e afinidade com o assunto em que ele tem especialidade.

Na minha visão, também é importante demonstrar materiais escritos como artigos e afins. Eu gosto muito de escrever e quem acompanha meus trabalhos e vídeos no canal da Loyalty Miami sabe que eu sempre falo sobre isso e que somente esse ano eu produzi e publiquei em torno de 200 artigos, dos quais 28 foram divulgados em cinco países e em três idiomas diferentes. Eu gosto muito de ler, pesquisar e escrever. Reforço a importância desta dedicação também para outros profissionais agregar valor ainda mais especial ao currículo, além de demonstrar uma constante preocupação em seguir as últimas tendências da área em que atua.

É importante também realizar um processo de certificação de trabalho. Tenha uma documentação que comprove todas suas capacidades, conhecimentos e envolvimento com sua área de atuação porque os aprovadores querem conhecer a fundo qual é a perícia do aplicante.

Outra questão é ter uma biografia detalhada contendo todo o histórico profissional citando onde iniciou a carreira, passando por todos os trabalhos feitos. É preciso informar também o local que estudou e a experiência adquirida. Fora tudo isso, escreva uma carta de intenção, explicando as razões por escolher esse visto, querer e tentar essa vaga, mudar de país e se direcionar nessa linha de pesquisa. Além disso, é nesse documento que a pessoa pode demonstrar seus objetivos, motivações e como pretende somar com a sociedade dentro do Estados Unidos, o que tem um peso muito grande.

As vezes ouço muitos mitos sobre o EB2, e a verdade é que ele não é inatingível, nem tampouco um visto fácil, mas se trata de algo criterioso que exige uma experiência muito grande, tanto do profissional que está solicitando quanto do advogado ou assessor que está auxiliando em todo o andamento desse processo.

Daniel Toledo — Advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami. Para mais informações, acesse: http://www.loyalty.miami ou entre em contato por e-mail contato@loyalty.miami. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 55 mil seguidores http://www.youtube.com/loyaltymiami com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender nos Estados Unidos. A empresa agora possui sede em Portugal e na Espanha.

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Por que escolher um espaço compartilhado? http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/por-que-escolher-um-espaco-compartilhado/127621/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/por-que-escolher-um-espaco-compartilhado/127621/ Wed, 16 Jan 2019 17:01:01 -0200 Renato Auriemo Por que escolher um espaço compartilhado?

Muitos profissionais têm optado por sua utilização por conta da infraestrutura aliada ao custo-benefício

Antigamente, quando um profissional decidia abrir seu negócio haviam duas opções: alugar uma sala comercial, o que traria custos operacionais, além de aspectos burocráticos e gastos com manutenção, ou trabalhar em casa, que reduziria algumas despesas a pequeno e médio prazo, porém, poderia acarretar na diminuição da produtividade. Com o surgimento dos coworkings, esse cenário mudou! 

Muitos profissionais têm optado por sua utilização por conta da infraestrutura aliada ao custo-benefício. No mercado já é possível encontrar variados tipos de espaços compartilhados que vão desde os básicos, onde há somente algumas salas com mesas e Wi-Fi, até os mais elaborados, com arquitetura impecável e equipamentos de ponta. Existem ainda os segmentados, que buscam atrair empresas de um determinado setor, promovendo troca de experiências entre os residentes. 

Por conta da procura e das vantagens que oferecem, o aumento no número de escritórios colaborativos têm sido significativo, se tornando uma tendência. Quando o primeiro Censo de Coworking foi feito no Brasil, em 2015, haviam cerca de 238 coworkings. Já o último estudo, divulgado em 2018, mostrou que há em média 1.194 nos país inteiro. Então, por que não apostar em um ambiente compartilhado? 

Listo aqui alguns dos inúmeros benefícios de se instalar em um coworking: 

1. Custo mais baixo

Uma das maiores dificuldades do empreendedor quando monta o seu negócio, é o custo com a implantação e manutenção de um escritório. Para ter seu próprio espaço os gastos com decoração, móveis, computadores, telefones, contas de luz, água, telefone, internet, entre outros, são inevitáveis e altos. Porém, quando se tratam de coworkings, as salas já estão prontas, mobiliadas e o custo total com as despesas pode ser até 40% menor.

2. Menos burocracia

No valor do aluguel de uma sala em um escritório colaborativo já estão embutidos gastos com internet, água, energia, IPTU, café e condomínio. Isso evita que o empreendedor tenha muitas contas para pagar e dá tempo para que ele pense no que realmente importa, sua empresa.

3. Netwoking

Por conta da grande movimentação de empreendedores em um mesmo ambiente, os coworkings podem trazer uma grande oportunidade para fechar novas parcerias, além de ajudar na troca de experiências. 

4. Inovação

Com toda a transformação digital que vivemos hoje, a busca por inovação nunca foi tão imprescindível para o crescimento de uma empresa. E é por isso que muitos coworkings têm cada vez mais se estabelecido como hubs de inovação. Esse movimento tem acontecido como meio de criar conexões entre startups e grandes empresas, gerando novos negócios. 

5. Mais produtividade

Muitos profissionais optam por trabalhar home-office por conta da redução de custos, porém, muitas vezes não é possível focar totalmente nas atividades por conta de inúmeras distrações. Já os coworkings possuem escritórios privativos que evitam interrupções desnecessárias. 

6. Sem mudanças drásticas com o aumento de equipe

A medida que a sua empresa cresce, a tendência é que a sua equipe aumente também. Por isso, é importante pensar em lugares que não tornem essas mudanças muito bruscas. Nos espaços compartilhados, o empreendedor não precisa se preocupar com isso, já que torna possível a locação de salas maiores.

Em linhas gerais, é importante entender o que funciona melhor para você e para a sua empresa e a utilização de coworkings pode ser um passo para o sucesso do seu negócio. Aposte sem medo! 

Renato Auriemo — CEO do Co.W., coworking que tem como objetivo conectar empresas, novas ideias e culturas diferentes em um clima voltado ao networking e à construção de um futuro cada vez mais próspero e empreendedor. Com unidades em São Paulo e Joinville, a empresa possui como clientes a Oracle, Unilever, entre outros.

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Os direitos trabalhistas acabariam com o fim da CLT? http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/os-direitos-trabalhistas-acabariam-com-o-fim-da-clt/127620/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/os-direitos-trabalhistas-acabariam-com-o-fim-da-clt/127620/ Wed, 16 Jan 2019 16:01:01 -0200 Daniel Cristofi Os direitos trabalhistas acabariam com o fim da CLT?

A Constituição Federal seria suficiente para assegurar os direitos dos trabalhadores?

Dentro do quadro de propostas de Jair Bolsonaro, a ideia da criação de uma nova carteira de trabalho chamou a atenção de especialistas. Conforme o plano de governo do presidente eleito, o jovem ingressante no mercado teria a opção de escolher entre a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT atual, ou um novo modelo de Carteira de Trabalho (onde o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais).

Em um exercício de reflexão, caso a proposta de Bolsonaro envolvesse o fim da CLT, de modo não opcional, para todos os trabalhadores – o que não é o caso – quais seriam os possíveis impactos? Em outras palavras, pensando no trabalhador, o banimento da CLT do atual modelo trabalhista brasileiro seria positivo ou negativo? 

Ao longo deste artigo, exponho minha visão, com base no papel da Constituição Federal e da própria CLT para a garantia dos direitos trabalhistas dos cidadãos do país.

Os Direitos Trabalhistas “esquecidos” da Constituição Federal 

A Constituição Federal de 1988 (fonte que assegura a ordem jurídica no país) já prevê, nos seus artigos 7º e 8º, uma série de direitos para os trabalhadores urbanos e rurais. O artigo 7º inclui, por exemplo, os seguintes pontos:

· Proteção contra despedida arbitrária ou sem justa-causa e indenização compensatória;

· Seguro-desemprego;

· Fundo de garantia do tempo de serviço;

· Salário mínimo fixado em lei;

· Piso salarial de acordo com a extensão e complexidade do trabalho;

· Décimo-terceiro salário;

· Repouso semanal remunerado e férias;

· Licença à gestante e licença paternidade;

· Proibição de diferenciação salarial motivada por sexo, cor, idade ou estado civil;

· Dentre outra série de pontos que, por si só, já estabelecem garantias importantes para o trabalhador brasileiro.

O artigo 8º, por sua vez, expõe uma série de questões que asseguram o direito a livre associação profissional ou sindical, sem necessidade, por exemplo, de autorização do Estado Brasileiro para a fundação de um sindicato. 

Neste sentido, qual o papel da CLT, uma vez que estamos falando de cláusulas pétreas da Constituição Federal que, por consequência, não podem ser alteradas nem mesmo via Emenda Constitucional?

O papel da CLT 

Criada durante o governo de Getúlio Vargas, a Consolidação das Leis do Trabalho foi promulgada por meio do Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. O objetivo da CLT é, justamente, o de regulamentar as relações de trabalho e fortalecer uma legislação trabalhista com foco na proteção do trabalhador. 

Um dos princípios norteadores da CLT é a de que os direitos trabalhistas não podem sofrer qualquer alteração, salvo quando beneficiam o trabalhador. Vale salientar, entretanto que, diferente das cláusulas pétreas da Constituição, os artigos e princípios presentes na CLT podem ser alterados por meio de Leis Federais – de fato, a CLT já sofreu uma série de mudanças desde sua publicação, com o intuito de que seu texto fosse adequado para os novos ambientes de trabalho ao longo das últimas décadas. 

Embora ainda seja o principal instrumento para a proteção dos direitos do trabalhador no contexto da legislação brasileira e abordar questões importantes relativas a jornada de trabalho, períodos de descanso e férias, contratos individuais, proteção da mulher, dentre outros pontos, a CLT vem sofrendo uma série de críticas por seu aspecto excessivamente regulamentador – vale lembrar que o perfil do Governo Vargas concentrava, de modo bastante amplo, o poder nas mãos do Estado – falta de flexibilidade, burocracia e necessidade de modernização. 

O fim da CLT seria positivo ou negativo para o trabalhador? 

Esse questionamento abre as portas de uma discussão bastante acirrada cujos polos do debate são, em determinadas questões, bastante antagônicos. 

De um lado, nós temos a visão de empregadores e de parte considerável do mercado que criticam, com razão, o excesso de Encargos Sociais que encarecem o preço da mão de obra no Brasil e, no fim das contas, acabam sendo custeados pelo próprio trabalhador. O Estado, nesta visão, assumiria o papel de administrador de recursos que poderiam ser destinados, de modo direto, para o colaborador de uma empresa. 

Além disso, há a crítica – conforme já apontamos acima – do excesso de complexidade das leis trabalhistas do Brasil e da falta de flexibilidade da CLT para permitir que empregadores e empregados estabeleçam acordos mais flexíveis sobre questões como férias ou gratificações, inclusive a natalina, por exemplo.

Na outra vertente da discussão, temos muitos advogados trabalhistas, representantes sindicais e de classes de trabalhadores que argumentam que o fim da CLT resultaria, por consequência, no fim de uma série de benefícios dos trabalhador e em um processo de precarização do mercado de trabalho brasileiro. 

Buscando um meio termo nessa discussão acredito que sim, há a necessidade de uma reforma trabalhista que torne a CLT menos burocrática (talvez estabelecendo regras mínimas) pois, afinal de contas, a tendência mundial é que haja maior liberdade nas relações entre empregadores e empregados e, em um momento que urge pela geração de empregos, uma maior flexibilidade da CLT pode ser positiva para a redução no número de mais de 12 milhões de desempregados que hoje buscam recolocação no país.

Todavia, para que isso seja possível, é necessário, também, que a cultura corporativa do País se renove. Em parte das empresas, o trabalhador ainda é visto como despesa (e não como investimento), visão essa que, por sua vez, enseja um maior cuidado de especialistas em legislação trabalhista quanto a mudanças mais profundas na CLT. 

Com a consideração de todos estes fatores poderemos, enfim, reduzir o excesso de intervenção estatal nas relações de trabalho, dando maior autonomia e liberdade para empregadores e trabalhadores. 

Daniel Cristofi — Especialista em Previdenciário, parte o time da Grounds, empresa de consultoria inteligente especializada nas áreas contábil, tributária, trabalhista, previdenciária e financeira.

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Cinco passos para uma aplicação eficaz da Inteligência de Dados em sua empresa http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/cinco-passos-para-uma-aplicacao-eficaz-da-inteligencia-de-dados-em-sua-empresa/127618/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/cinco-passos-para-uma-aplicacao-eficaz-da-inteligencia-de-dados-em-sua-empresa/127618/ Wed, 16 Jan 2019 14:01:01 -0200 Marco Ferraz Cinco passos para uma aplicação eficaz da Inteligência de Dados em sua empresa

O sucesso da aplicação desse tipo de solução exige mais do que a simples pesquisa por tecnologias e sistemas adequados ao perfil das companhias

Toda organização está sempre em busca do aumento no resultado das vendas. O que muitas não percebem é que, com o avanço da Transformação Digital, a geração de oportunidades de crescimento passa pelos insights obtidos por meio de informações que já existem na empresa. Essas informações ajudam os líderes a visualizar melhorias de produtos, ajustes de processos, novas formas de alcançar clientes e, consequente, atingir as metas comerciais.

É neste cenário que as soluções de Inteligência de Dados demonstram sua utilidade e importância, oferecendo ferramentas inovadoras para o uso das informações geradas pelas mais diversas fontes e pontos de interação entre os clientes e as companhias. Esses sistemas transformam os dados obtidos por meio de sensores, programas, equipamentos, processos e interações com os consumidores em um conjunto de informações realmente útil e aplicável ao desenvolvimento dos negócios.

O sucesso da aplicação desse tipo de solução, porém, exige mais do que a simples pesquisa por tecnologias e sistemas adequados ao perfil das companhias. Para gerar valor a partir de informações digitais é preciso também compreender que a estratégia de integração e utilização desses dados é vital.

Para uma estratégia bem-sucedida de implementação de um projeto de Inteligência de Dados, destacamos cinco ações práticas: 

1. Entenda como aperfeiçoar processos por meio da Inteligência de Dados. Com o aumento da importância da tecnologia dentro dos processos produtivos, torna-se fundamental que as companhias entendam quais são e onde estão suas fontes de informação e de que forma a utilização de uma solução de análise poderá ser realmente útil. Identificar os dados que estão à disposição e quais processos podem ser melhorados com o uso de sistemas poupa esforços, tempo e recursos durante todas as etapas de implantação do projeto, aprimorando a estratégia de ação dos líderes de TI e gestão. 

2. Estabeleça uma cultura que valorize os dados. A utilização inteligente das informações depende da aplicação de uma solução inovadora e, ao mesmo tempo, do desenvolvimento de uma cultura voltada à busca por insights estratégicos a partir dos dados gerados por cada área ou plataforma envolvida. Engajar os profissionais para que se envolvam com o tema certamente ajudará a maximizar os resultados obtidos a partir da inovação digital. 

3. Pesquise as novidades do mercado e avalie quais são as indicadas para sua empresa. Existem várias opções de soluções e recursos endereçados à utilização das informações, com funções e características específicas. Por isso, é importante checar as funcionalidades e exigências dos sistemas avaliados para garantir a máxima adequação à rotina da sua companhia. O mercado oferece soluções de gerenciamento de dados mestres, por exemplo, que permitem a configuração e o ajuste multiplataforma, integrando diferentes fontes de dados em um ambiente único. Pondere sobre essas oportunidades e quais são as mais indicadas para seu ambiente. 

4. Escolha um parceiro preparado para suas demandas. No momento da escolha, é importante verificar itens como performance, praticidade e agilidade, analisando como influenciarão na utilização prática da solução dentro da operação diária. O objetivo é que a ferramenta adotada traga vantagens reais à equipe, poupando tempo e gerando inteligência para basear as decisões. Observe como o software escolhido realmente pode ser melhor aproveitado e de que maneira é possível mitigar os impactos de sua implantação.

Certifique-se de ter um parceiro com experiência reconhecida e que ofereça apoio durante toda a implantação. 

5. Invista no treinamento contínuo dos usuários finais. O sucesso da aplicação de uma solução de Inteligência de Dados não termina com a integração do sistema ao dia a dia da companhia. É fundamental envolver os colaboradores na operação das ferramentas, de forma contínua, agregando as inovações e aproveitando todas as possibilidades de melhoria, de forma a agregar valor prático à utilização dos recursos. Isso permitirá que a solução escolhida de fato impulsione a geração de negócios e, ao mesmo tempo, simplificará os processos de gestão da empresa em busca de melhorias técnicas e operacionais. 

Esses passos formam um plano de ação para que as empresas possam utilizar seus ativos de informação de forma mais prática, rápida e interativa, com o apoio dos sistemas mais modernos de gerenciamento de dados.

Ao adotar essa estratégia, as organizações terão um caminho prático para antecipar tendências, conhecer melhor seus clientes e agregar diferenciais para seus produtos e serviços, aumentando o potencial competitivo diante da concorrência. Com uma visão melhor dos ativos da organização, os líderes podem tomar decisões mais eficientes para os negócios e, assim, alcançar seu objetivo principal: maximizar o retorno sobre o investimento feito.

Marco Ferraz — Engenheiro de Soluções Data Intelligence da ASG Technologies, Inc.

 

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Sustentabilidade e Geração de Valor http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/sustentabilidade-e-geracao-de-valor/127617/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/sustentabilidade-e-geracao-de-valor/127617/ Wed, 16 Jan 2019 13:01:01 -0200 Prof. Andriei José Beber Sustentabilidade e Geração de Valor

Empresas dos mais variados portes vêm atuando fortemente para a conformidade socioambiental de seus empreendimentos, gerando trabalho saudável e renda

Nos últimos anos, a sustentabilidade passou a fazer parte do cotidiano empresarial brasileiro. Diante de uma concorrência cada vez mais acirrada, restrições ambientais e regulatórias, diversas empresas vêm investindo recursos, de maneira espontânea (ou impelidas a tal), no aprimoramento das relações com seus stakeholders (partes interessadas), em um processo de conscientização da nova ordem social mundial. A sustentabilidade corporativa é um conceito sistêmico.

Trata-se de uma visão de longo prazo que incorpora as dimensões social e ambiental à estratégia de negócios da empresa, buscando promover a elevação da qualidade de vida, a inclusão social, o combate efetivo à pobreza e à degradação ambiental. Nesse contexto, torna-se imperativo uma mudança de paradigma. Modelos de gestão, inspirados exclusivamente no desempenho financeiro, devem ser capazes de incorporar as dimensões social e ambiental. E um modelo de negócio efetivamente inovador requer uma arquitetura capaz de reconhecer a sustentabilidade como instrumento de fomento à geração de valor.

Outrossim, não se pode negligenciar, abrindo mão de eufemismos, que as empresas existem para ganhar dinheiro. Os esforços na consecução da sustentabilidade, portanto, devem seguir uma lógica financeira, antes de serem perseguidos. Isto explica sua dimensão econômica.

Atentas a esse movimento, empresas dos mais variados portes vêm atuando fortemente para a conformidade socioambiental de seus empreendimentos, gerando trabalho saudável e renda, trazendo benefícios para as comunidades locais envolvidas, divisas para o Estado e retorno para os investidores; e que estejam inseridas em cadeias produtivas sustentáveis, fornecendo produtos e serviços para consumidores cada vez mais conscientes. A inclusão da sustentabilidade nas práticas corporativas é uma tendência irreversível.

E como assevera Schopenhauer: “Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”

Andriei José Beber — Doutor em Engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor do Programa de Cursos Conveniados da FGV Management e Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC. Conselheiro independente da Tecnisa e especialista nas áreas de Finanças, Gestão e Governança.

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Tesouro direto rende 14 vezes mais do que a poupança, e possui menor risco http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/tesouro-direto-rende-14-vezes-mais-do-que-a-poupanca-e-possui-menor-risco/127616/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/tesouro-direto-rende-14-vezes-mais-do-que-a-poupanca-e-possui-menor-risco/127616/ Wed, 16 Jan 2019 12:01:01 -0200 Ricardo Maila Tesouro direto rende 14 vezes mais do que a poupança, e possui menor risco

Considerando somente os ganhos, o Tesouro seria quase 3,6 melhores, ou 360% mais eficiente que a poupança

Algumas pessoas conseguem guardar dinheiro e o direcionam para a poupança. Entretanto, mesmo aqueles que já tiveram experiência positiva em outros produtos de investimentos (Títulos públicos, CDBs, LCAs etc ), preferem a opção mais tradicional, e até menos rentável, por acharem os demais muito confuso.

Mas trago um ótimo incentivo para quem tem preguiça para pesquisar e se informar melhor sobre esse tema, porque a diferença entre investir no Tesouro Direto ou na poupança pode resultar em uma aposentadoria com algumas restrições ou com conforto. E aí? Se interessou?

A primeira coisa que precisamos saber é que a poupança tem uma rentabilidade de 70% da Taxa Selic que hoje é 6,5%a.a., logo temos 4,55% a.a. na famosa caderneta. Não tem Imposto de Renda e nem taxa de administração.

Em uma das três modalidades do Tesouro Direto, o IPCA+, temos hoje uma rentabilidade de 4,9%a.a mais a inflação do período medida pelo IPCA. Mas no Tesouro Direto temos IR de 15% sobre a rentabilidade após dois anos e taxa de administração do governo (através do órgão B3) de 0,25%a.a. sobre o total.

Abaixo, simulei R$10 mil aplicados hoje na Poupança e no Tesouro IPCA+ por 30 anos, considerando inflação de 4%a.a (média da meta do governo).

Poupança:

Valor Aplicado hoje: R$10.000,00
IR: 0% = R$0,00
Taxa de administração: R$0,00
Valor líquido resgatado em 2049: R$37.994,53

Tesouro IPCA+:

Valor Aplicado hoje: R$10.000,00
IR: 15% = R$17.778,92
Taxa de administração: R$6.529,91
Valor líquido resgatado em 2049: R$110,747,20

Considerando somente os ganhos, o Tesouro seria quase 3,6 melhores, ou 360% mais eficiente que a poupança. Se tirarmos a inflação do período prevista em 4%, teríamos uma situação muito mais gritante. Observem:

Poupança:
Valor líquido resgatado em 2049: R$11.788,60 (rentabilidade de R$1.788,60)

Tesouro IPCA+
Valor líquido resgatado em 2049: R$35.050,06.

Considerando somente os ganhos reais (acima da Inflação), teríamos Poupança com R$1,788,60 contra Tesouro IPCA+ com R$25.050,06. Seria 14 vezes mais eficiente quando tiramos a inflação do período.

Agora, imagine chegar em sua aposentadoria tendo muitas vezes mais conforto, simplesmente porque optou por investir no Tesouro Direto que é mais seguro que a Poupança, dedicando poucas horas para aprender sobre.

Ricardo Hiraki Maila — Administrador, pós-graduado em gestão financeira pela FGV e pós-graduado em gestão de negócios pelo Mackenzie. Trabalhou por mais de cinco anos como diretor de planejamento e financeiro de um grande grupo do Brasil. Fundou a Plano Consultoria há dois anos, empresa de consultoria de finanças pessoais, que hoje conta com 15 colaboradores.

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Carros autônomos, IA e personalização de veículos: o que esperar do mercado de Autotechs? http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/carros-autonomos-ia-e-personalizacao-de-veiculos-o-que-esperar-do-mercado-de-autotechs/127615/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/carros-autonomos-ia-e-personalizacao-de-veiculos-o-que-esperar-do-mercado-de-autotechs/127615/ Wed, 16 Jan 2019 11:01:01 -0200 Yago Almeida Carros autônomos, IA e personalização de veículos: o que esperar do mercado de Autotechs?

A tendência de veículos compartilhados também deve crescer e se estabelecer, mudando os modelos de negócios

2019 já começou e com fortes mudanças em todos os cenários mundiais. O Brasil não foge à regra e tem passado por novidades tanto no âmbito econômico, quanto político e financeiro. Ao acompanharmos o noticiário vemos matérias que apontam para o aquecimento de alguns setores.

Um dos ecossistemas que devem sofrer grandes mudanças nos próximos anos será o automotivo. As chamadas Autotechs, ou seja, startups que aplicam tecnologias para o segmento, têm conseguido acompanhar as exigências do consumidor e trazê-las para um ambiente antes considerado tradicional. 

Segundo estudo da Liga Ventures, uma das maiores aceleradoras do país, existem no Brasil 193 startups, separadas em 22 categorias e que atuam nos seguintes mercados: mobilidade, transporte, logística, tecnologias automotivas e tecnologias aplicadas ao setor. Dentro da área de Tecnologias Automotivas, por exemplo, existem startups de Experiência de Compra, Venda e Revenda; Finance & Insurance; Marketplace de carros e peças pesadas; Monitoramento de veículos; e Serviços de Manutenção. 

Apenas com o exemplo de uma das muitas áreas em que as autotechs têm aplicado sua inteligência e tecnologia, vemos que há uma gama gigante de mercado em que ainda podemos contribuir para que o Brasil tenha cada vez mais destaque no setor automotivo mundial. O brasileiro é apaixonado por carros e sempre procura por novidades. Portanto, cabe a nós, empreendedores, investir em soluções em encantem e facilitem seu dia a dia.

Além disso, segundo um estudo realizado pela consultoria Cognizant, o futuro do setor automotivo até 2025 nos reserva surpresas, como a popularização dos carros autônomos. O crescente interesse por esses veículos mudará a forma como as montadoras incorporam tecnologias aos seus produtos e o foco será na experiência do consumidor com o veículo. 

A personalização também será item essencial para quem não quer perder mercado. Por meio de tecnologias e análise de dados, será preciso que as montadoras apostem em carros que tenham ligação com o propósito de cada cliente, e não mais com designs generalistas. 

Por fim, a tendência de veículos compartilhados também deve crescer e se estabelecer, mudando os modelos de negócios. O que antes era baseado na propriedade de um carro, agora deve ser considerado como um modelo de assinaturas ou por meio de aplicativos da área automobilística. 

E aí, você está preparado para o carro do futuro? 

Yago Almeida — Diretor Comercial da Olho no Carro, uma startup que oferece segurança para transações de compra de veículos. O primeiro aplicativo web de consultas veiculares do país, analisa em poucos segundos, mais de dez variáveis, como Decodificador de Chassi, Base Nacional – Dados Cadastrais do veículo com base no Renavam, Restrições e Impedimentos do veículo, Histórico de Roubo e Furto, Acidentes (sinistro de perda total), Indício de Sinistro, Leilão, Gravames (SNG), Histórico de Proprietários e Histórico de KM.

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Fundo de investimento de Venture Capital e startups: qual a importância jurídica? http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/fundo-de-investimento-de-venture-capital-e-startups-qual-a-importancia-juridica/127614/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/fundo-de-investimento-de-venture-capital-e-startups-qual-a-importancia-juridica/127614/ Wed, 16 Jan 2019 10:01:01 -0200 Arthur Braga Nascimento Fundo de investimento de Venture Capital e startups: qual a importância jurídica?

O fundo é uma peça chave para o crescimento de uma startup, pois além do capital necessário para a expansão do negócio

O maior objetivo de um empreendedor é fazer com que a sua startup se torne um unicórnio. Para isso, é necessário receber vários investimentos e, assim, tornar o seu produto ou serviço escalável. O grande ponto de atenção para o empreendedor, por esta razão, é estar preparado desde o início para receber um investimento, garantindo a confiança jurídica do investidor e permitindo que a startup tenha maior poder de barganha em uma eventual negociação com o investidor, considerando que sua estrutura já possui certa governança. Desta forma, o advogado e uma assistência jurídica especializada em startup é fundamental para o empreendedor desde o início, pois ele ajudará a sua estrutura a criar um corpo jurídico seguro e apto para captar os recursos necessários para o bom crescimento de seu negócio. 

Já para o lado do investidor, pensando em um Fundo de Venture Capital, que é uma modalidade de investimento alternativo utilizado para apoiar negócios de pequeno e médio porte, incluindo startups, seu maior objetivo é apostar suas fichas em projetos que gerarão resultados financeiros positivos, deixando seus investidores satisfeitos. 

Em um momento de discussão dos termos que irão refletir no Term Sheet, que é o documento que irá estabelecer toda a relação jurídica entre o fundo e a startup, sendo o primeiro passo para o recebimento do investimento Venture, deverão ser negociadas todas as condições do investimento, incluindo cláusulas que serão contempladas no Acordo de Sócios quando o fundo efetivamente se tornar sócio da startup. O erro mais comum nesta fase é a falta de discussão de todos os termos, deixando para o futuro, o que acarreta em um maior estresse entre as partes negociantes e, muitas vezes, no não avanço dos negócios. Assim, o ideal é já pontuar todas as regras de jogo entre as partes para que tudo fique muito claro na relação de médio e longo prazo que o empreendedor vai construir com o fundo. 

O fundo já possui muitas exigências legais impostas pelos órgãos reguladores e tem que prestar muita atenção no que diz respeito aos riscos do negócio da startup, incluindo aspectos regulatórios, propriedade intelectual, contratual, societário e tributário; além da análise jurídica dos sócios da empresa alvo. Neste quesito, os fundos costumam realizar a auditoria legal, que seria um raio x jurídico da startup, para que seja analisado o risco jurídico de se investir no negócio. Consideramos este momento no Term Sheet como uma condição precedente para ser efetivado o investimento. Não obstante, o fundo tem que possuir colaboradores preparados para analisar o negócio da startup e, não só isso, mas a eficiência dos fundadores que serão os responsáveis pelo fluir dos negócios.

Para a startup, esta fase de recebimento de investimento é estressante na maioria das vezes, mas ao mesmo tempo necessário e ajuda ao empreendedor a acelerar o processo de governança do seu negócio, o fundo na maioria das vezes ajuda nesta construção. O que é importante estabelecer para o empreendedor nesta discussão é manter a autonomia no controle do seu negócio, não limitando ao funcionamento de sua empresa no dia a dia. Já para o fundo é relevante garantir os direitos de liquidez e de ingerência na startup, ajudando a definir os rumos da empresa. 

Assim, o fundo é uma peça chave para o crescimento de uma startup, pois além do capital necessário para a expansão do negócio, ela ajuda, muitas vezes, nas melhores práticas para o bom crescimento do projeto. De qualquer forma, tanto o fundo como o empreendedor precisam de um advogado especializado no mercado de Venture e de startups para que o resultado da operação seja positivo.

Arthur Braga Nascimento — Sócio do BNZ e coordenador do BNZ Innovation. Especializado em Ventures e Startups. Presidente da Comissão de Startups da OAB/SP e coordenador do Legal Talks do IBMEC/SP.

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O atraso na entrega de imóvel e a inversão da multa contratual http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-atraso-na-entrega-de-imovel-e-a-inversao-da-multa-contratual/127613/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/o-atraso-na-entrega-de-imovel-e-a-inversao-da-multa-contratual/127613/ Wed, 16 Jan 2019 09:01:01 -0200 João Pedro de Oliveira de Biazi O atraso na entrega de imóvel e a inversão da multa contratual

O efeito escolhido pelo sistema jurídico brasileiro é a invalidade da cláusula ou a redução dos seus efeitos

No segundo semestre de 2018, o Superior Tribunal de Justiça realizou audiência pública para enfrentar o tema da inversão de cláusula penal em desfavor das incorporadoras construtoras, na hipótese de inadimplemento por atraso na entrega de imóvel. Em consequência deste debate, todos os processos individuais ou coletivos que discutem o tema encontram-se suspensos e aguardam uma definição final do Tribunal.

Em apertada síntese, a controvérsia jurídica pode ser exposta da seguinte forma: na elaboração de contratos definitivos ou promessas de compra e venda de imóveis em construção, é comum haver a previsão de uma multa contratual contra o comprador, na hipótese de atraso no pagamento das parcelas correspondentes ao valor do imóvel. Entretanto, caso a incorporadora construtora atrase na entrega da obra finalizada, não se verifica qualquer prefixação de danos em desfavor da incorporadora construtora.

Questiona-se, então, se a multa contratual, prevista para o descumprimento do comprador, pode também ser aplicada para os casos de descumprimento da construtora.

A resposta para este questionamento demanda um profundo recurso ao estudo e leitura da legislação brasileira. Não por outro motivo que o Superior Tribunal de Justiça convocou audiência pública: é preciso discutir o tema com técnica e base em lei. Ocorre que, preservada a análise rigorosa das normas e categorias jurídicas do direito brasileiro, a conclusão a que se chega é que o nosso direito não admite qualquer hipótese de inversão de cláusula penal. A impossibilidade da inversão se impõe por três razões principais.

A primeira razão advém da própria concepção e natureza jurídica da cláusula penal. A cláusula penal é um elemento acessório inserido nos contratos para deixar, já predeterminado, o valor das perdas e danos causados pelo descumprimento. Sua função principal, portanto, é muito simples: prefixar as consequências de uma determinada hipótese de descumprimento. A cláusula penal, assim, evita a necessidade de se provar ou quantificar o dano sofrido quando o inadimplemento acontece. Afinal, ele já foi predeterminado anteriormente pela cláusula. Aqui, destaca-se uma importante característica da cláusula penal: ela não é responsável por criar a obrigação de indenizar em caso de inadimplemento, mas tão somente prefixar o valor desta obrigação, não retirando do comprador do imóvel qualquer direito de postular reparação de danos pelo atraso na entrega da obra.

A segunda razão gira em torno da função desempenhada pela cláusula penal que prefixa o dano, sofrido pela incorporadora construtora, na hipótese de atraso no pagamento das parcelas pelo comprador. Afinal, a hipótese de inadimplemento desta cláusula cuida de descumprimento de obrigação de dar – no caso, dar determinada soma em dinheiro correspondente à contraprestação do comprador. Se a inversão fosse permitida, a cláusula penal – pensada e criada para cuidar de inadimplemento de obrigação de dar – seria aplicada à obrigação de fazer da empresa incorporadora construtora – no caso, construir a obra. Tendo em vista que a cláusula penal se destina a prefixar danos para hipóteses de inadimplemento determinadas contratualmente, o nosso sistema jurídico não permite a transposição da prefixação de danos de certa hipótese (pagar o preço) para outra completamente diferente (fazer a obra).

A terceira razão é, talvez, a mais eloquente de todas. O nosso sistema jurídico não apresenta a inversão de cláusula penal como remédio contra uma situação abusiva enfrentada pelo comprador. O Código Civil aponta que o valor da multa contratual não poderá exceder o da obrigação principal. Se isso acontecer, deve o juiz ou o árbitro reduzir o excesso quando requerido pela parte prejudicada. Há também a redução por equidade do valor da cláusula penal, operada pelo julgador nas hipóteses de cumprimento parcial da obrigação ou quando a multa estipulada é manifestamente excessiva.

Já o Código de Defesa do Consumidor, aplicável em muitos casos de compra ou promessa de compra e venda de imóveis em construção, aponta que as cláusulas abusivas devem ser nulas. Em específico sobre as multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações, caso das multas contratuais pelo atraso do pagamento do comprador, estabelece o Código de Defesa do Consumidor que tais multas não poderão ser superiores a 2% do valor da prestação.

A análise da lei aponta que o nosso sistema jurídico já fez opções claras sobre o que deve acontecer às cláusulas penais problemáticas. Se a cláusula penal estabelece multa contratual de qualquer forma abusiva ou de forma a extrapolar os critérios apontados pela nossa legislação, esta cláusula será nula ou terá seus efeitos mitigados. A cláusula penal inserida em contratos ou promessas de compra e venda de imóveis em construção não escapa desta regra: se for de alguma forma patológica, será nula ou terá eficácia prejudicada.

Não é a inversão, portanto, o efeito da abusividade ou desproporção da cláusula penal. O efeito escolhido pelo sistema jurídico brasileiro é a invalidade da cláusula ou a redução dos seus efeitos. Salvo nas hipóteses em que se julga por equidade, as decisões judiciais ou arbitrais devem respeitar com exatidão os limites e critérios de aplicação das categorias jurídicas. As fronteiras impostas por estes modelos impedem saltos inseguros e distantes da nossa técnica. É inegável que soluções inovadoras são sempre necessárias no cotidiano do direito privado. É papel de toda a comunidade jurídica, entretanto, construir essas novidades a partir de um diálogo direto com o nosso sistema.

João Pedro Biazi — Advogado, especialista em Direito Civil, sócio da Biazi Advogados Associados e fundador da Welt Cursos Jurídicos. E-mail: jbiazi@biazi.adv.br.

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4 exemplos de modelos de negócios que você pode usar no seu http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/4-exemplos-de-modelos-de-negocios-que-voce-pode-usar-no-seu/127612/ http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/4-exemplos-de-modelos-de-negocios-que-voce-pode-usar-no-seu/127612/ Tue, 15 Jan 2019 17:01:01 -0200 Luciana Padovez Cualheta 4 exemplos de modelos de negócios que você pode usar no seu

Como criar um novo produto ou serviço, por exemplo, não é tarefa simples

Modelos de negócios dizem respeito a como uma empresa entrega e captura valor. Um modelo de negócios inovador gera benefícios que outras empresas não oferecem a seus clientes e, ao mesmo tempo, garante que a empresa vai ganhar dinheiro. Empresas como Airbnb e Netflix inovaram em seus modelos de negócios ao entregar novas formas de hospedagem e entretenimento e se tornarem lucrativas por isso. Já o YouTube, por exemplo, gerou novos benefícios aos consumidores, mas teve dificuldades com seu caixa, ao demorar para cobrar pelos seus serviços. 

Como criar um novo produto ou serviço não é tarefa simples. Assim, uma alternativa para as empresas se tornarem diferentes das que já existem é a criação de novos modelos de negócios. Copiar um modelo de negócio não é tarefa fácil, pois geralmente ele gera novos comportamentos do consumidor, que tendem a se tornar leais àquela marca. Não é por acaso que empresas como Apple, Starbucks, Netflix, Skype, Pixar são tão bem-sucedidas e ganharam não só nosso dinheiro, mas também nossos corações. 

É possível que empresas de qualquer porte tenham modelo de negócios inovadores. O que parece absurdo inicialmente pode ser um caminho para o sucesso.

Então, como podemos criar modelos de negócios inovadores? A primeira dica é: pense fora da lógica de sua área de atuação. Ao invés de pensar: o que toda padaria deve ter, pense exatamente no que ela pode ter que nenhuma outra tem. Inspire-se em modelos de negócios usados por empresas de áreas diferentes das suas. E o mais importante, é saber responder as seguintes perguntas: quem são meus principais clientes? Quais são suas necessidades e desejos? Pelo que eles estão dispostos a pagar? Só um profundo conhecimento de mercado te ajuda a inovar. 

Aqui vão alguns exemplos de modelos negócios inovadores (especialmente quando foram utilizados pela primeira vez) para te inspirar: 

Add-on: o preço inicial cobrado pelo serviço é baixo e competitivo no mercado, mas são cobrados valores por serviços adicionais. Por exemplo, a Ryanair oferece passagens aéreas de até 1 euro, mas cobra para despachar a bagagem e pelos serviços a bordo, como refeição, wi-fi e escolha de assentos. Isso permite que os consumidores escolham os serviços que desejam de acordo com suas necessidades e renda. Já a empresa consegue atrair muitos clientes com o preço baixo e eleva suas receitas cobrando pelos serviços adicionais. 

Flat rate ou taxa única: os clientes pagam uma taxa pelo produto e consomem a quantidade que desejar. É o caso de empresas como a Netflix ou de restaurantes que cobram um valor pela refeição e permitem que o cliente coma à vontade. Nesse caso, os clientes sabem exatamente quanto irão gastar e a empresa tem maior previsibilidade de suas receitas, trabalhando intensamente para aumentar a base de usuários. 

Freemium: nesse modelo a empresa oferece serviços básicos gratuitos e opções de serviços premium pagos. É o caso de empresas como Spotify, LinkedIn, Dropbox e vários aplicativos de jogos. Para o cliente, a vantagem é poder experimentar antes de pagar ou seguir usando o serviço gratuito que lhe satisfaça. Já a empresa ganha dinheiro ao oferecer um serviço gratuito atrativo, que demonstra sua qualidade como forma de vender serviços premium que realmente gerem valor para o cliente. 

Robin Hood: nesse modelo os produtos e serviços são vendidos pelo preço “cheio” para clientes de alta renda e a preços baixos ou de graça para a população de baixa renda. É o caso da empresa TOMS Shoes, que usa o modelo um para um. A cada par de sapatos vendidos uma pessoa de baixa renda ganha um par de sapatos gratuitamente. Esse é um modelo que ajuda a empresa a realizar sua missão social, garantindo receita dos produtos vendidos, ao mesmo tempo em que ajuda a população de baixa renda.

Todos os modelos de negócios citados podem ser adaptados para outros negócios. Ainda, você pode criar novos modelos de negócios. Basta estar disposto a olhar para o mercado com outros olhos, a buscar inspirações em áreas e lugares diferentes dos seus e a testar suas ideias com o mercado. Esse será seu grande diferencial competitivo!

 Luciana Padovez CualhetaCo-fundadora e diretora da Sempreende, PhD researcher (UnB) em Ensino de Empreendedorismo. Mestre em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Pós-graduada em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Facilitadora certificada da metodologia Lego® Serious Play®. Experiência de mercado como empreendedora no ramo de alimentação e consultora na Shell Brasil. Revisora da Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas. Consultora e facilitadora de programas de Empreendedorismo no Centro de Empreendedorismo e Incubação da UFG (CEI/UFG), Incubadora 3D (Prefeitura de Aparecida de Goiânia), Aldeia Incubadora (Uni-Anhanguera), UnIncubadora (UniEvangélica), Proin (UEG), Incubadora Athenas (UFG/Catalão), Incubadora Beetech (UFG/Jataí) e PUC Incubadora (PUC/GO). Já capacitou professores para o Empreendedorismo no Senac-GO, Senai-GO, UFG, Uni-Anhanguera e UniEvangélica.

 

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As necessidades dos mercados e a competitividade das empresas http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/as-necessidades-dos-mercados-e-a-competitividade-das-empresas/127611/ http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/as-necessidades-dos-mercados-e-a-competitividade-das-empresas/127611/ Tue, 15 Jan 2019 16:01:01 -0200 Rafael Dantas As necessidades dos mercados e a competitividade das empresas

Não é fácil deixar um modelo de negócio que a empresa utiliza a muito tempo, mas é necessário revisá-lo para saber até que ponto ele continua usual e coerente

Não é fácil acompanhar tudo o que ocorre no mundo dos negócios, especialmente com a velocidade como as coisas vem acontecendo. A maioria das empresas trabalha, sobretudo em tempos de crise e recessão econômica, para sobreviver, cumprir os objetivos, metas e estratégias planejadas para o ano e ainda se preparar para o futuro. Entretanto, para se manter competitivo e crescer em um mercado, cada vez, mais inovador é preciso estar sempre atento às novidades e tendências, afinal os negócios estão se transformado o tempo todo, as pessoas mudaram e as tecnologias estão trazendo novas possibilidades.

Hoje, não se trata apenas de ser a empresa mais inovadora do seu segmento, mas de deixar para traz práticas de gestão e de estratégia, formas de atuação comercial e de atendimento ao cliente, entre outras ações, que não são mais condizentes com o mundo atual. E, se o concorrente também sobrevive preso ao passado, é uma oportunidade para superá-lo.

Muitas empresas possuem produtos e/ou serviços de qualidade, profissionais competentes e boa estrutura, mas querem vender e tratar o mercado da mesma forma que anos atrás. Obviamente, não é fácil deixar um modelo de negócio que a empresa utiliza a muito tempo, mas é necessário revisá-lo para saber até que ponto ele continua usual e coerente.

Em meio a ações para se sobressair diante da concorrência acirrada, a inovação é fundamental. E inovar não significa criar algo totalmente novo ou mudar completamente um conceito, a inovação pode estar em pequenas mudanças ou mesmo em adaptações. As empresas mais competitivas são aquelas que estão continuamente buscando novas oportunidades e identificando como os produtos, serviços e negócios podem ser melhorados e ajustados às novas tecnologias.

Além disso, é preciso criar um ambiente corporativo propício à geração de inovação para extrair o melhor dos colaboradores. E uma maneira de promover a inovação dentro das empresas é trabalhar para que esses conceitos e estratégias sejam assimilados por todos.

Outro caminho para se destacar no mercado é conhecer bem os clientes. Cada vez mais o atendimento e a oferta de produtos e serviços se tornam personalizados. Os consumidores querem receber algo feito para eles, de acordo com as suas necessidades, e não algo elaborado para todos. Por isso, uma empresa para ser mais competitiva precisa conhecer a fundo seus consumidores e o que querem.

E o mesmo pode-se dizer sobre os concorrentes. Competir sem conhecer quem está buscando os mesmos objetivos que você é arriscado. Quando uma empresa acompanha seus concorrentes, ela consegue perceber os rumos que eles estão tomando, os prováveis objetivos que eles esperam alcançar e quais são suas apostas. Com essas informações é possível tomar decisões mais assertivas e no tempo necessário, evitando surpresas. E, principalmente, saber se está no mesmo percurso dos concorrentes.

Revisar o plano de negócios com frequência é também uma forma de estar sempre competitivo. Ao contrário do que muitos pensam, o plano é um instrumento importante para repensar práticas já existentes, contribuindo para que o negócio seja mais coerente com a realidade atual e com as tendências de mercado.

Além de planejamento, conhecimento de mercado, atualização constante, inovação e adaptação, é preciso trabalhar o marketing da empresa, o networking e ter foco. Objetivos definidos economizam tempo, concentram dedicações e aumentam as chances de resultados satisfatórios. E ainda, ter diferenciais em relação aos concorrentes, é por meio deles que uma organização consegue vantagem competitiva.

Rafael Dantas — Superintendente da Amcham Belo Horizonte.

 

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