Os acontecimentos atuais, quanto aos protestos que se iniciaram contra o aumento das tarifas de ônibus em SP, nos põem a refletir sobre o que é violência. Será culpa dos manifestantes, da polícia ou do governo? O governo é quem violenta diariamente a população, quando subestima sua inteligência e capacidade de reação. Ainda bem que a única ferramenta em que dispunha, e que obteve tanto sucesso até pouco tempo: “a lavagem cerebral”, está perdendo sua força e envelhecendo com a geração anterior. Só quem ainda resiste e acredita cegamente em tudo o que a TV mastiga e regurgita de volta, é que enxerga a situação pelo foco errado, criticando os outros que reagem e se manifestam. Mas este ser humano não é culpado de tal pensamento, haja visto que em sua vida inteira foi treinado para isto. Mas é hora de mudar, de abrir os olhos e ouvir o que a pessoa ao lado tem a dizer, não só a tv. Ao contrário do que se supunha, a nova geração não está morta em frente ao computador ou smartphone. Não está se tornando apática, antissocial e vegetativa. Ela está ai: conectada, organizada e rápida, em uma grande rede de conhecidos, e conhecidos dos conhecidos. Como toda a revolução humana envolve a descoberta de uma nova tecnologia, ou um novo uso para a tecnologia existente, chegou a vez da evolução da forma em que se obtém a informação. Estamos passando pela era da descoberta e da descredibilidade das mídias manipuladoras, que caminha em paralelo com o crescente uso de mídias sociais e ferramentas de organização e interação social. Toda esta revolução está acontecendo graças à internet, causadora da mudança de paradigma quanto a fonte de informação segura. É o tempo em que todos são repórteres da vida real, fotografando e postando tudo para o mundo ver, no segundo em que acontece. São as notícias relatadas no ato, e por muitas pessoas ao mesmo tempo. A notícia não é mais contada apenas com verossimilhança, mas com veracidade: sem os cortes e toques finais do “editor geral”, como as mídias manipuladoras têm em seu DNA desde que surgiram. Esta é a força motriz da nova geração, é a alavanca para as grandes mudanças que estão por vir.