Mais comentada

Inteligência emocional aplicada à liderança

Inteligência emocional é capacidade do indivíduo identificar os próprios sentimentos e nos outros, capacidade de automotivação, gerenciando bem as emoções e os relacionamentos.

As organizações perceberam que é um fator primordial para colocar em prática e melhorar decisões, utilizando a consciência emotiva, um equilíbrio entre razão e emoção.

O controle das emoções do líder é fundamental para obter uma reação correta perante ações inesperadas, existe um traço que praticamente todo líder eficaz possui, a motivação, ou seja uma variedade da autogestão que gera emoções positivas para o grupo melhorar seu desempenho, estar de bom é apontado em pesquisas que os indivíduos se tornam mais criativos, melhores em resoluções de problemas, maior flexibilidade mental e eficientes nas tomadas de decisões, enquanto os indivíduos estão com ações negativas incluem uma tendência a ser menos discriminativos na distinção entre argumentos frágeis e sólidos, decisões apressadas , mas que por outro lado o ponto positivo de estar de mal humor ou um pouco sombrio é que o indivíduo tende a prestar mais atenção aos detalhes, mesmo em tarefas entediantes, apontando a importância por exemplo de estar sério ao ler um contrato. Portanto Líderes que usam estilos que afetam o clima da organização de forma positiva possuem melhores resultados financeiros, sendo o clima responsável por quase um terço dos resultados.

O que é inteligência?

Habilidade de se adaptar ao ambiente e aprender com a experiência, envolvendo os fatores:
- Raciocínio
- Planejamento
- Resolver problemas
- Pensar em forma abstrata
- Compreensão de ideias
- Experiência

Em 1983, o psicólogo e pesquisador Howard Gardner nos aponta as inteligências múltiplas:

- Linguística: habilidade de comunicar, escrita, fala, gestos;
- Lógico-matemática: relações de causa e efeito, calcular, raciocínio;
- Espacial: direção, interpretação de mapas, localização;
- Musical: habilidades de cantar, tocar instrumentos, ouvir música desperta sentimentos;
- Psicocinética: equilíbrio, motora. Coisas como, por exemplo, andar de bicicleta e ter equilíbrio no patins;
- Interpessoal: habilidade se relacionar com outros indivíduos;
- Intrapessoal: o autoconhecimento, sendo este o mais difícil do ser humano dominar, suas forças e fraquezas.

Falando agora em Inteligência Emocional, conceito dos pesquisadores Salovey e Mayer e depois popularizado pelo psicólogo Daniel Goleman, pode se definir como:

- Habilidade de perceber os próprios sentimentos e emoções e lidar com elas de maneira positiva.
- Saber reconhecer as emoções nos outros e com isso facilitar relacionamentos e crescimento pessoal.

Manter o equilíbrio entre a razão e a emoção é um grande desafio para muitas pessoas, principalmente pelo fluxo de atividades que determinam a rotina pessoal e profissional desta geração.

“A emoção é o momento em que o aço encontra a pedra e provoca a faísca, pois a emoção é a principal fonte de qualquer tomada de consciência.” (Carl Gustav Jung)

O nosso cérebro é uma ferramenta incrível. Se eu te disser "Não pense em um elefante cor de rosa dançando", provavelmente, você irá criar essa imagem em sua cabeça. Portanto, o poder está em você, sim. E podemos fazer o chamado "Ensaio Mental": feche os olhos e visualize seus objetivos sendo realizados. Isso irá gerar uma sensação prazerosa, e neurotransmissores passarão o comando de ação. Imagine você se formando, sua festa da formatura, você exercendo sua profissão. Quer uma casa? Visualize como é sua casa, você morando nela. Isso criará hormônios de ação em você, despertando mais motivação, direção de foco. Se você quer, você consegue.

Agora, se tratando de liderança.

Davis e Newstrom (2002), apontam que liderança é um processo de encorajamento e de ajudar os outros a trabalharem entusiasticamente em direção aos objetivos, fator humano que ajuda um grupo identificar para onde está indo e assim se motivar.
Portanto, é necessário e importante que gestores, líderes de empresas, tenham o conhecimento da neurociência como ferramenta promissora tanto em sua vida pessoal como profissional. A importância do saber do funcionamento do cérebro, das emoções e sentimentos, para resultar em autoconhecimento, tornando isso uma ferramenta de apoio para lidar com clientes, funcionários e desencadear um clima organizacional positivo e de motivação. Pois, ao se autoconhecer, possuir controle das suas emoções e sentimentos, conseguirá entender o meio em que vive, entender o outro, ter empatia, sabendo a hora certa de falar, delegar ou agir, para colher os mais positivos resultados em sua gestão juntamente com tomadas de decisões inteligentes.

O artigo demonstra a importância do equilíbrio emocional, pois em relação de estado de humor, pode influenciar e muito nas decisões, obviamente um líder alegre, irá gerar maior confiança e motivação, porém este mesmo líder deve saber ponderar suas emoções sendo mais sério em um conversa decisiva, ou para fechamento de um contrato, todas essas atitudes denominadas como inteligência emocional, onde a pessoa se torna capaz de desenvolver e fortalecer suas capacidades de autocontrole, identificar os sentimentos aumentando sua autoconfiança, e mantendo maior foco e determinação juntamente com autoestima. Portanto todos esses fatos é o que é esperado do papel do líder, em uma gestão de servidor, onde ensina, apoia, motiva , tendo os funcionários como uma equipe engajada e sabem de sua autoridade e respeito, diferentemente de algumas gestões que conseguem fazer as equipes trabalharem mediante o poder, no qual desencadeia a emoção do medo, resultando em menor produtividade.

Desenvolver a habilidade de exercer a inteligência emocional, significa fazer uma reprogramação mental capaz de permitir ao indivíduo a alcançar um novo patamar, com metas e objetivos de forma inteligente, usando o cérebro a seu favor e contudo refletir as boas consequências na equipe e na empresa.

 

 

 

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Avalie este artigo:
(0)
Tags: emocional inteligência liderança