Segundo recente estudo global realizado pela Accenture – CIO Mobility Survey – com 413 profissionais de TI de 14 países, a 'mobilidade será o fator chave para gerar fontes de novas receitas para seus negócios'. O estudo mostra, também, que no ranking dos que apostam na mobilidade, o Brasil já aparece como o terceiro colocado! A Accenture aponta que a percepção dos gestores de TI é de que a mobilidade aumenta as interações com os clientes e afeta diretamente seus negócios. A mobilidade que é abordada em grande parte é aquela de iniciativa do próprio funcionário, que ao trazer seus dispositivos móveis pessoais para a empresa, acaba por forçar a mesma a se adaptar a uma nova realidade. Muitas reportagens em revistas nacionais e internacionais, como a Forbes, a Information Week e a CIO, em 2013, tem indicado que o “Traga o seu equipamento” ou BYOD (do inglês, Bring Your Own Device) melhoram a produtividade dos funcionários, beneficiando a organização com a iniciativa de seus próprios colaboradores. Além da Accenture, pesquisas divulgadas por nomes como Citrix, IDC, Gartner e Cisco também revelam os benefícios do BYOD pelo impacto que ele gera nos níveis de produtividade individual dos usuários e os consequentes reflexos positivos para a organização. A fim de responder de forma mais concreta a esta pergunta que muitos gestores de TI ainda se fazem, a aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Supervisora de Marketing da Decision IT, Caroline Renner, propõe uma pesquisa visando identificar a validade de tal tendência no Rio Grande do Sul. O estudo visa responder à pergunta: 'BYOD melhora a produtividade?' sob a ótica dos funcionários, e não sob a ótica dos gestores de TI, visto que poucos são os estudos que avaliam o impacto do 'BYOD' sob o ponto de vista daqueles estão introduzindo essa tecnologia na empresa – esteja ela preparada ou não. Além disso, o estudo tenta encontrar quais os fatores de produtividade que estão sendo mais impactados pelo uso de dispositivos móveis pessoais. A pesquisa, lançada há poucos dias para o público respondente, já conta com mais de 200 respostas. Destas, algumas considerações já impressionam: mais de 95% dos respondentes afirmam levar seus dispositivos móveis pessoais todos os dias para seu ambiente de trabalho. Smartphones estão no topo da lista de dispositivos móveis pessoais mais usados, seguidos de notebooks (18%) e tablets (9%). Além disso, os fatores de produtividade mais afetados – segundo os respondentes são: A QUALIDADE DA INFORMAÇÃO conseguida com o uso dos seus dispositivos pessoais e o TEMPO DE EXECUÇÃO DAS SUAS ATIVIDADES quando executadas com seus próprios dispositivos. Dentre os resultados que já foram apontados por outros estudos, (e no Rio Grande do Sul não está sendo diferente), está um dado que mostra como o BYOD chegou às empresas antes mesmo delas estruturam algum tipo de controle ou processo sobre essa nova realidade: do total de entrevistados, mais de 75% alegam que suas empresas permitem o uso de dispositivos móveis pessoais, porém não possuem uma regra clara para seu uso. Este trabalho está sendo orientado pelo professor Antônio Maçada da Escola de Administração da UFRGS e até o final de junho os resultados finais serão divulgados, em primeira mão, no Portal Administradores.com.br. Abaixo o link para responder à pesquisa. Podem responder ao questionário, pessoas que estejam atualmente trabalhando e levem para seus atuais empregos algum dispositivo móvel pessoal – netbook, notebook, smartphone ou tablet – com os quais já tenham realizado alguma atividade de trabalho (desde acesso aos sistemas de informação da empresa até simples telefonemas no horário de trabalho). O questionário pode ser respondido até dia 18 de maio. https://docs.google.com/forms/d/1MT1oWXcVrvsjidyY7lEd2MfWBxL_JcqfgN3LqHeBM_w/viewform