Não procure emprego, venda soluções

Muito se fala sobre o mercado de trabalho como se ele tivesse vida própria, fosse uma entidade ou algo sobrenatural. Mas não é bem assim.

Muito se fala sobre o mercado de trabalho como se ele tivesse vida própria, fosse uma entidade ou algo sobrenatural. Mas não é bem assim. O que chamamos de mercado de trabalho nada mais é do que o espaço onde as pessoas trocam os seus produtos e serviços. Assim, onde houver pessoas com necessidades que você possa atender, você conseguirá vender o seu serviço. Para tanto, é preciso que esse “produto” – uma solução desenvolvida e sustentada pelo seu conhecimento e experiência – esteja em consonância com as necessidades do “cliente” e/ou empregador.

Nos mais de trinta e cinco anos atuando com Outplacement na Lens & Minarelli, acompanhei muitos executivos em transição de carreira e ouvi muitos prognósticos e preocupações a respeito do fim do emprego. Quando demitidos, a maior parte desses profissionais tende a procurar um por posições (VAGAS) semelhantes e no mesmo segmento onde atuavam, ou seja, desejam permanecer em sua zona de conforto. Contudo, o que encontram, cada vez mais, no mercado de trabalho são OPORTUNIDADES diferentes daquelas que estavam acostumados, o que pode significar trabalho por job, autônomo ou, até mesmo, a adaptação a um novo perfil de liderança, por exemplo.

Para não ficar fora do mercado, é preciso, urgentemente, que o profissional analise sua carreira e desenvolva competências, habilidades e conhecimentos para, dessa forma, tornar-se de fato um provedor de soluções capaz de impactar positivamente nos resultados da empresa ou cliente para o qual presta serviços. E entre essas capacidades e cuidados pode-se apontar: atualização contínua (mesmo naquilo que você imagine já conhecer) e desenvolvimento da Inteligência Mercadológica, que permitirá que você detecte oportunidades e identifique as necessidades do seu cliente. Traçando um paralelo com o cotidiano, quando contratamos um fornecedor para qualquer serviço em casa, procuramos alguém que conheça as novidades da sua área, traga soluções e realize um serviço bem feito, caso contrário, mudamos o fornecedor. É exatamente isso que o empregador ou cliente pensa na hora de definir pela contratação do profissional.

Quem tem Inteligência Mercadológica mais desenvolvida tem a capacidade de gerar trabalho e remuneração graças à mentalidade de prestador de serviços, conseguindo perceber e interpretar as necessidades das pessoas e das organizações. Um profissional inteligente mercadologicamente é capaz de criar serviços e produtos adequados, interagir com outros indivíduos promovendo conhecimento, interesse e desejos que levam à troca com quem precisa dos seus serviços, gerando, consequentemente, trabalho.

Pensando dessa forma será estabelecida uma relação colaborativa com as outras pessoas, o que proporcionará benefícios mútuos, satisfação de necessidades, alívio e bem-estar, gerando, como consequência, o pagamento merecido.

Dessa forma, entender que o mercado mudou e oferece novas formas de trabalho, que não apenas o emprego formal, e procurar adaptar-se a ele se faz necessário. As empresas, hoje, contratam profissionais quando precisam, avaliam o resultado constantemente e trocam com maior frequência as suas estratégias, os seus projetos e as suas equipes. Aquele “software mental antigo” do emprego não atende mais a dinâmica das organizações e com isso há necessidade de alterá-lo. Finalizando, avalio, com base na minha experiência, que há vida além das grandes empresas e, sobretudo, há trabalho fora do emprego formal para aqueles que conseguirem adotar essa nova forma de olhar, pensar e agir.

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Tags: carreira emprego trabalho