O que você deveria aprender com Mohammad Ali

Todos nós conhecemos e sabemos quem é Mohammed Ali. Se você não conhece, Ali foi uma lenda do boxe internacional. De 61 lutas profissionais, perdeu apenas 5. As pessoas pensam que Ali tinha talento, que ele nasceu com luvas de boxe, que ele nasceu se esquivando do ginecologista que queria tirá-lo do conforto do útero.

Todos nós conhecemos e sabemos quem é Mohammed Ali. Se você não conhece, procure.

Ali foi uma lenda do boxe internacional. De 61 lutas profissionais, perdeu apenas 5.

As pessoas pensam que Ali tinha talento, que ele nasceu com luvas de boxe, que ele nasceu se esquivando do ginecologista que queria tirá-lo do conforto do útero.

Entretanto, a história da sua carreira no esporte não é bem essa.

Ali começou a lutar com 12 anos. Apesar de ter se tornado um peso pesado, não foi um boxeador geneticamente abençoado. Sua expansão do peito era pequena, seu alcance também, e seu punho era de um tamanho normal para um boxeador.

Se fosse qualquer outro lutador medíocre, teria falado “não é pra mim, não tenho chance com o Sonny Liston” (que conseguia alcançar uns 15 centímetros a mais que ele no soco).

Mas Ali não era medíocre. Ele não dava desculpas. Ele enfrentou um Estados Unidos segregado racialmente, negaram água para ele em uma lanchonete, e ele aprendeu como tinha que encarar as coisas para vencer.

Na lendária luta contra Liston, as casas de apostas registraram o que seria um massacre. As apostas estavam 7 a 1 a favor do Liston. O público esperava que Ali fosse massacrado, atropelado pelo Liston. Nem os ingressos acabaram, eles lutaram com a arena cheia pela metade.

Mas aí entra o esforço.

Ao invés de desistir, Ali treinou. Ali questionou de maneira fundamental os seus treinadores. Ele era desengonçado, parecia um amador, e não sabia esquivar para os lados.

Ele treinou sua velocidade – coisa muito difícil para pesos-pesados – e cunhou a frase

“Float like a butterfly, sting like a bee, the hands can’t hit what the eyes can’t see”

(Voe como uma borboleta e aferroe como uma abelha, as mãos não podem bater no que os olhos não podem ver)

Em uma entrevista, Ali disse que estudou Liston, leu e viu todas as entrevistas do adversário, conversou com pessoas que já lutaram com ele e que estiveram com ele, pensava nele até quando apagava as luzes para dormir.

Um verdadeiro comportamento de quem encara as coisas com 10x mais sangue.

O final da história você sabe.

O talento (que não existe) nunca vai ganhar do esforço.

Mas tem gente que ainda dá a desculpa que existe outros mais talentosos.

Se você é uma dessas pessoas que acredita em dom, talento, habilidades herdadas, entre no meu site. Eu vou mudar a sua cabeça.

REFERENCIAS

Dweck, C. S. (2006). Mindset: The new psychology of success. Random House Incorporated.

Cardone, G. (2011). The 10X rule: the only difference between success and failure. John Wiley & Sons.

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