Sobre não ser o dono da empresa, mas pensar como um!

Senso de dono, intraempreendedorismo, autorresponsabilidade, ownership, como esses comportamentos podem contribuir para o seu crescimento profissional e alavancar os resultados da empresa?

Você já deve ter ouvido por ai sobre a importância do senso de dono, certo? Mas será que, dentro de você, existe esse sentimento em relação ao seu local de trabalho. Será que você atua como dono do negócio ou está ali apenas para cumprir horários?

Cada vez mais as empresas têm valorizado as ‘soft skills’ (características pessoais) e abandonado aquele velho conceito de que as competências técnicas são as únicas a serem avaliadas dentro do processo seletivo, afinal muitos profissionais são contratados por características técnicas e demitidos por traços comportamentais.

Uma das características mais importantes e valorizadas pelas organizações é o intraempreendedorismo ou ‘senso de dono’, que nada mais é do que a capacidade de envolvimento do profissional com o negócio, percebendo o impacto e a importância de suas atividades dentro da esfera organizacional, buscando soluções eficientes para alcançar os resultados almejados, mesmo que para isso o profissional tenha que fazer um pouco mais do que o descrito na lista de suas atribuições.

É assumir a postura de sócio, buscar soluções que facilitem e otimizem os processos, visando a expansão do negócio. É se tornar peça chave e ajudar na construção de times ágeis. É tomar a responsabilidade para si e resolver.

Mas, quando falamos de responsabilidade o assunto fica um pouco mais complicado, afinal assumir a responsabilidade de algo dá trabalho, e muito trabalho, correto? Não!

A responsabilidade, ou melhor, a autorresponsabilidade é algo praticamente inabitável em algumas organizações. Ser responsável pela qualidade dos processos executados por você, assumir seus próprios erros, garantir que o processo seja entregue ao seu ‘cliente interno’ dentro ou acima das expectativas do mesmo, sem que exista retrabalho ou reclamação, são pontos de um profissional que sente o peso da responsabilidade de seus processos e o impacto dos mesmos dentro do todo.

Uma das queixas que mais recebo é a falta de oportunidade de crescimento na carreira, a falta de reconhecimento, porém quando questiono sobre o que a pessoa está fazendo ‘a mais’ para receber tal oportunidade, é praticamente possível ouvir seu selfie 1 dizendo ‘nada, você não faz nada a mais’.

Empresas pioneiras no mercado têm a cultura Ownership fixada na rotina de seus colaboradores por enxergarem esta como uma característica imprescindível no alcance das metas. Profissionais sem esse espírito de proprietário, sem esse senso de dono, sem esse senso de empreendedorismo interno, acabam perdendo espaço para aqueles que querem mudar, que querem fazer a diferença e solucionar desafios a fim de alavancar os resultados.

Mas voltando para você e repetindo a pergunta que te fiz lá no início deste texto: Será que você atua como dono do negócio ou está ali apenas para cumprir horários? Será que você está ali para ser uma peça fundamental no sistema organizacional ou ser mais um cumpridor das tarefas demandadas por quem se tornou essa peça?

Entender o que deve ser feito e por que deve ser feito. Entender que os resultados não são da organização e sim de seus esforços diários. Entender que alcançar resultados organizacionais extraordinários não impacta somente no crescimento da empresa, mas no seu crescimento pessoal e profissional. Independente o cargo que você atue, independente de qual parte dessa esfera você pertença, seja o melhor que puder. Faça o melhor que puder. Se a empresa cresce, você cresce, todo mundo cresce.

As oportunidades existem a todo tempo e, muitas vezes, elas passam por nós sem que possamos agarrá-la, por simplesmente estarmos perdidos no meio das reclamações e da nossa caixinha com muros altos e inflexíveis, na qual só se enxerga aquilo que fomos contratados para fazer e mais nada.

E aí passamos a vida frustrados, cumprindo tarefas, até que ....

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Tags: autorresponsabilidade carreira coach intraempreendedorismo negócios ownership senso de dono sucesso