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Sua empresa precisa de liderança de proximidade

Dicas sobre educação corporativa para futuros líderes de proximidade, que cuidam do engajamento e do bem-estar de uma equipe

(*) Por Pierre-Jean Quetant
A elaboração de uma estratégia de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) voltada ao desenvolvimento de aptidões de gestão ganha mais força quando os seus conteúdos levam em consideração a liderança de proximidade. Nesse modelo de liderança, o conceito de estar à frente de uma equipe vai muito além de avaliar os seus progressos e resultados. O objetivo é preparar líderes para se mostrarem acessíveis e presentes no dia a dia. A prática da liderança de proximidade na rotina de trabalho acontece quando o gestor se adequa às necessidades do seu grupo, sendo capaz de compreender as demandas dos colaboradores e ouvindo o que eles têm a dizer. Entenda no artigo abaixo mais sobre o assunto.

Identificação de perfis de liderança nas equipes
Arquitetar um plano de T&D que envolva essas características e identificar os colaboradores que possuem os perfis específicos para um treinamento, uma tarefa desafiadora conforme os tamanhos das equipes e a diversidade de personalidades em uma empresa.

No entanto, é válido ressaltar que isso já faz parte da proposta, como a primeira de uma série de ações de aproximação, que ajuda a compreender os perfis individuais, antes mesmo, do início das atividades de educação corporativa. Além disso, essa análise é importante para que a empresa potencialize o desenvolvimento dos seus times nas mais diversas áreas, seja no treinamento de liderança de proximidade ou em propostas futuras de T&D. É essencial ter visão de longo prazo sobre como manter a estrutura de aprimoramento e, eventualmente, fazer a “reciclagem” dos conteúdos para fixar o aprendizado.

Um treinamento de líderes torna-se efetivo quando os colaboradores, que possuem os perfis esperados, fazem parte da rotina de desenvolvimento. A tática inicial recomendada é a de formar estratégias que se adequem ao nível de liderança específico e necessário para cada equipe. Os potenciais líderes também precisam demonstrar as competências adequadas para cada função, a fim de facilitar a aproximação com os integrantes de seus respectivos times.

Os perfis que merecem maior atenção são os seguintes:
• Aqueles que não entendem muito sobre a liderança de equipes, mas demonstram dedicação e interesse em aprender;
• Aqueles que, embora não tenham percebido conscientemente, possuem habilidades inatas de liderança de aproximação, em um resumo simples, os que “não sabem o quanto sabem”;
• Os que, embora não demonstrem talentos naturais de liderança ou não manifestem diretamente o seu interesse em saber mais, entendem o conceito de liderança de aproximação e, caso aceitem fazer parte das ações de educação corporativa, podem se tornar bons líderes, próximos de suas equipes.

Selecionando a equipe para o treinamento
Para facilitar a seleção da equipe de desenvolvimento de liderança de proximidade, especialmente nas empresas com mão-de-obra numerosa, o processo pode ser feito on-line, na própria plataforma utilizada para o treinamento. A partir de um mapeamento de competências e atividades colaborativas preliminares, é possível compreender quem está, de fato, dentro do perfil esperado.

Se houver algum ponto sobre o perfil do colaborador que precisa de mais detalhamento ou alguém se destacar excepcionalmente, uma entrevista presencial pode ser realizada para complementar o processo seletivo.

Aplicação de um treinamento digital colaborativo
A realização do mapeamento de competências continua com grande relevância na realização do programa de T&D, para compreender onde os colaboradores apresentam maiores facilidades ou precisam de um reforço além das trilhas de base do treinamento. Em uma solução aplicada por meio do novo blended learning, há possibilidades de atividades colaborativas, simulações de situações reais de expediente (imagine, por exemplo, aplicar um treinamento em realidade virtual, onde o líder em potencial aprende a enfrentar questões de conduta ou absenteísmo), integradas a exercícios teóricos e práticos, além da convergência com atividades presenciais.

Para definir os caminhos das trilhas de base e suas “bifurcações”, um community manager (CM) atento a tudo o que acontece durante o processo é essencial. O CM analisa o engajamento na plataforma, conversa com os colaboradores, recebe feedbacks individuais sobre o desenvolvimento e, de acordo com as necessidades, cria trilhas de apoio aos que estão estagnados em determinados tópicos ou caminhos específicos mais avançados, aos que demonstram perícias excepcionais de liderança de proximidade, segmentando conteúdos e módulos complementares.

(*) Pierre-Jean Quetant – Atua como Country Manager Learning Tribes Brasil. Formado como Administrador de empresas pela Grenoble Ecole de Management e como Tecnólogo em Eletrônica e Informática Industrial, pela Université Jean Monnet Saint-Etienne. Quetant já passou por empresas como Neurograff Eletromedicina Ltda, Smart Cursos, EGG CRM Brasil, Uneequip (fundador), Wheelabrator Allevard, AGOMEZ LTDA, Sony Music Entertainment, PAUL HARTMANN AG.

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Tags: Empresas equipe lideranca T&D treinamento