O fundamento básico de qualquer atividade é atingir o homem, como ser alimentador de todos os processos. Em torno dele se desenvolvem os mais variados mecanismos, pois de sua remuneração (pagamentos pelas compras de bens ou serviços e impostos) resulta a atividade econômica em geral. O princípio do equilíbrio deve nortear as ações entre elementos indutores e induzidos, pois, da salutar convergência entre eles resultará a sobrevivência de ambos. O Estado, com sua carga tributária exorbitante e sem cumprir as funções primordiais de educação, saúde, segurança e transporte; o sistema bancário e de crédito, com suas taxas de juros extorsivas e baixo nível de atividades dirigidas aos correntistas; as operadoras de telefonia, convivendo com os altos índices de insatisfação dos consumidores de seus serviços, por vários motivos; os planos de saúde, com sua inadequação aos seus associados e aos seus prestadores de serviços, além de desnorteados quanto aos seus futuros compromissos, por falta de análises prospectivas; a indústria automobilística nacional praticando preços sem similares, se comparadas aos verificados na esfera internacional, especialmente quando se compara as qualidades dos produtos ofertados; os partidos políticos sem rumos e sem identificação com os eleitores, suas necessidades e ambições e com seus próprios ideais partidários; empresas comerciais, em geral, sem estratégias de marketing, pelo desconhecimento das características e hábitos de seus clientes; são alguns dos elementos que concorrem para a geração de desequilíbrios indutores e induzidos. A oportunidade da elaboração de exercícios prospectivos de importância ímpar para a tomada de decisões e para o planejamento das atividades empresariais – antecipação de estudos relacionados ao mercado; qualificação dos gastos, e outros -; setoriais – identificação de gargalos; prospecção de eventos -, e governamentais – questões tributárias; econômicas globais e setoriais; análise decisória -, entre muitos, levou-nos à reflexão sobre a necessidade do desenvolvimento ou adaptação de técnicas para a visualização de cenários e previsões de resultados, no contexto da legislação existente, da ética e dos valores sociais vigentes. Raciocinando em termos de processos de estruturação de dados – análise estatística para fins de planejamento -, idealizei o que estou denominando 'Consumer Global Data', ferramenta que objetiva utilizar-se de técnicas de análises e estudos de informações combinadas. Visa permitir estabelecer parâmetros para orientações diversas. Proponho, neste sentido, serviços de consultoria que incluem a elaboração de modelos, esquemas e exercícios, para empresas e instituições, sobre situações diversas, com vinculações individuais e/ou globais e objetivos: de mercado; de maximização de lucros; ou de racionalização de atividades. CONSUMER GLOBAL DATA é uma forma de utilizar a combinação e o cruzamento de dados individualizados e associá-los a eventos estruturados, gerando prospecções que facilitem a antecipação de decisões. Dentre as áreas circunscritas as suas aplicações, podem ser destacadas: i) um plano de saúde de posse do volume de consultas médicas de seus afiliados, por especialidade, poderá antever a quantidade de internações que terá que indenizar. Por outro lado, poderá decidir por campanhas preventivas visando à racionalização e diminuição de custos; ii) uma consumidora poderá receber em sua residência, propagandas segundo seu padrão de consumo ou suas necessidades, detectadas através de associações indiretas; iii) consumidores de gasolina poderão receber orientações, quando seu padrão de consumo fugir à normalidade; iv) famílias poderão receber informações sobre alternativas de aquisição de material escolar para seus filhos, objetivando aspectos da racionalização de compras e economia; v) supermercados poderão direcionar campanhas publicitárias a clientes, com base em padrões individuais de consumo, bem assim desenvolver formas personalizadas com vistas a atingir e captar a atenção do consumidor; vi) laboratórios poderão oferecer medicamentos de uso contínuo e programas especiais para suas aquisições, com base nos receituários prescritos pelos médicos e em diagnósticos implícitos ; vii) cartões de crédito, com base no padrão e tipo de gastos de seus associados, poderão promover campanhas conjuntas com empresas vendedoras; viii) programas de saúde poderão elaborar projeções de custos desenhados com base nos atendimentos médicos, nas prescrições de medicamentos e nas solicitações de realizações de exames; ix) shoppings poderão direcionar suas campanhas publicitárias e promoções para aqueles que formam o rol de seus clientes, por categorias, tipos, classes e outros meios de classificação; x) entidades governamentais poderão utilizar informações para planejar o controle do transito, da criminalidade, de obras públicas, atendimento aos consumidores, controle da necessidade do fornecimento de medicamentos, previsões de arrecadação de impostos e outras; xi) o sistema educacional, pelo lado da demanda, poderá orientar na identificação de cursos, palestras e outras atividades passiveis de ser oferecidas; pelo lado da oferta, formas para a quantificação das necessidades regionalizadas de cursos, vis-à-vis oportunidades de mercado e demais requerimentos do momento; xi) programas de fidelização de clientes poderão ter seu padrão de desenvolvimento e aperfeiçoamento calcado em base numérica quantificável de clientes, com ramificações diversas, interligações funcionais e finalidades múltiplas; xii) partidos políticos podem se valer de instrumentos que permitam à elaboração de projeções de votações, bem assim identificar ações sensíveis aos eleitores (nas esferas locais – distritais, municipais, estaduais e globais). A análise estatística será a ferramenta a ser utilizada para orientar a tomada de decisões e potencializar, maximizar e internalizar conhecimentos dos vários aspectos dos eventos econômicos e sociais, interligados. Trata-se de ciência que se utiliza de teorias e técnicas para explicar a frequências de ocorrências e prever ou estimar fenômenos futuros – identificar relações entre variáveis que representem ou não relações de causa e efeito. A estatística descritiva procura desnuda-los dados coletados apresentando-os sob a forma de gráficos ou relatórios. Sua aplicabilidade está cada vez mais difundida permeando os campos: biológico e médico; contábil; controle de qualidade, pesquisa operacional e análise de processo; econômico e comercial; populacional; da psicologia; ciências sociais; engenharia, física e química; dentre outros, cada um com enfoque próprio e difusão ampla. As inter-relações das informações, certamente permitirão gerar elementos capazes de proporcionar a formulação de estratégias e representar a definição da antecipação de ações, com ganhos significativos para as áreas ou setores envolvidos, cada um a seu modo.