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Um olhar para dentro

Sobre autoconhecimento, consciência e evolução como seres humanos e profissionais

Sempre que entro num avião e observo as aeromoças passando as instruções de segurança do voo e fazendo as demonstrações, me atenho à parte da máscara de oxigênio: “Atenção passageiros, em caso de despressurização, máscaras cairão automaticamente.” E logo na sequência explicam como utilizar e para primeiro colocar em si e depois ajudar o outro.

Fazendo uma analogia com o dia a dia, quantas vezes olhamos primeiro para o outro e só depois para nós? Como eu salvo alguém, ajudo ou faço qualquer coisa verdadeiramente útil sem começar por mim?

Às vezes olhamos primeiro para o outro, com intuito de ajudar, mas também pode ser para criticar, julgar ou derrubar. Em ambos os casos, sem questionar direitos, deveres ou caráter, deveríamos olhar para dentro antes.

Autoconhecimento é fundamental para o lado pessoal e profissional. Entender quem somos nós, de onde viemos e para onde gostaríamos de ir.

Por que vou tão bem em exatas, mas sou uma negação em humanas? O que faço com todas as unhas roídas de ansiedade se não faço ideia da causa? Como posso ser exemplo para os meus filhos se perco o controle frequentemente?

Pode ser individual, com ajuda de amigos, com coaching, terapia ou meditação. Através de leituras, experiências vividas, desafios, cursos, hipnose ou simplesmente ficando em silêncio e ouvindo a si mesmo.

O corpo fala. Cada doença, batimento, milímetro do corpo é afetado por nossos pensamentos e ações. Por que eu faço isso ou aquilo mesmo sabendo que não me faz bem?

“Entrei de gaiato num navio
Entrei, entrei, entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Entrei, entrei, entrei por engano”

Quanto mais temos consciência de quem somos, dos nossos gatilhos, pontos fracos, objetivos e forças, mais podemos tirar proveito da vida, das oportunidades, dos desafios que surgem e por consequência caso quisermos, ajudar os outros. Primeiro eu, depois o outro e isso não é egoísmo. Com autoconhecimento podemos escolher melhor a direção, pousar, decolar, frear quando for mais adequado ao nosso perfil, necessidades e limites.

Quando olhamos para nós mesmos com mais amor, menos rigidez e aceitando nossas falhas e vulnerabilidades, expandimos a nossa visão e temos a possibilidade de oferecer o nosso melhor para o nosso entorno.

Ser melhor pai, mãe, filho, esposa, marido, líder, amigo, irmão. Evoluir. Enfrentar o silêncio, os medos, as adversidades, os monstros, as sombras e tudo que for importante para o nosso aprendizado, crescimento e evolução.

Imaginem como gostariam de estar no próximo ano. Podem ir um pouco mais longe e pensar em cinco anos. Como gostariam de estar? O que gostariam de ter realizado? Como as pessoas falam sobre vocês? Quais suas principais características?

Quem são vocês em essência?

“Diga quem você é, me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser
Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer, consciente, inconsequente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança
O importante é ser você
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
Mesmo que seja estranho, seja você”. (Pitty)

Sejam a melhor versão de si mesmos.

Estamos em obras ...

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