Saiba o que é CET e porque você deve se preocupar com ele, ao fazer um empréstimo pessoal

O Custo Efetivo Total pode tornar uma dívida de mesmo valor mais cara ou mais barata, dependendo da instituição financeira. Entenda a importância de comparar esse valor.

O Custo Efetivo Total (CET), de maneira simplificada, pode ser entendido como o valor total a ser pago pelo empréstimo solicitado a uma instituição financeira.

Ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, a taxa de juros é apenas um componente que deve ser avaliado ao se comparar modalidades de crédito ou ofertas dos bancos.

Além disso da taxa de juros, podem ser cobrados: taxas de análise de crédito, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outros tributos, Taxa de Abertura de Crédito (TAC), Taxas administrativas em geral, Taxa de manutenção de cadastro e Outras tarifas e em alguns casos Seguros.

Portanto, o CET engloba todos os encargos e despesas decorrentes das operações de crédito e arrendamento mercantil, contratados por pessoas físicas ou empresas.

Convencionalmente seu valor é expresso em percentual e ao ano, mas pode ser encontrado também em valores mensais. Exemplo: 43,28% a.a. ou 3,07% a.m. (valores hipotéticos).

Conforme Resolução CMN 3.517/2007, do Banco Central, toda instituição financeira é obrigada a informar o Custo Efetivo Total para qualquer financiamento ou empréstimo.

Essa informação deve ser incluída em materiais promocionais e no contrato de forma detalhada.

3 cuidados necessários antes de contratar um empréstimo pessoal

Um empréstimo é uma dívida de longo prazo. Por isso, deve ser realizado somente quando for necessário.

Antes de contratar o seu empréstimo, vale a pena seguir essas dicas:

1 - Compare o Custo Efetivo Total

Ao pesquisar e avaliar as modalidades de crédito disponíveis, lembre-se de comparar o Custo Efetivo Total.

Nem sempre uma taxa de juros mais barata terá uma CET menor, porque os demais valores somados, podem ser superiores.

O CET varia em função da modalidade e instituição financeira. Por isso a recomendação é a de pesquisar em mais de um banco.

Em alguns casos, é possível economizar entre 15% e 20% no valor final do contrato.

2 - Confirme o valor da parcela ou prestação mensal

Saber o quanto você pagará mensalmente por um empréstimo é essencial. Afinal, esse valor irá comprometer a sua renda por determinado período.

Além disso, é preciso ficar atento para não perder o prazo de pagamento, evitando assim pagar multas e juros adicionais pelo atraso.

No caso do empréstimo consignado, as parcelas, datas e taxas de juros são pré-fixadas, ou seja, não são alteradas, mas isso não ocorre em todos os tipos de crédito.

Portanto, antes de contratar o seu empréstimo, sempre confirme se o valor da parcela mensal considera todos os custos.

A parcela mensal deve ser calculada da seguinte forma: CET / Nº de parcelas do contrato

Vale lembrar que não é permitida a cobrança de qualquer valor que não conste em contrato.

Portanto, para evitar se endividar ao contratar um empréstimo pessoal, escolha aquele empréstimo em que a parcela caiba no seu bolso.

3 - Confira todas as informações do contrato

Antes de fechar negócio, leia atentamente todas as cláusulas do contrato, do empréstimo ou financiamento. Especialmente, as partes em que citam: Custo Efetivo Total (CET), taxa de juros, taxas por inadimplência e obrigações.

Se o contrato tiver informações divergentes procure esclarecer, para não pagar mais do que deve pelo seu empréstimo.

Saber o que é e a importância do Custo Efetivo Total (CET) pode ajudar a tomar decisões financeiras mais inteligentes e seguras.

Pesquise, compare e avalie as opções sempre. Se bem utilizado, o empréstimo pessoal, pode sim ser um aliado para a conquista dos seus objetivos.

 

Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação financeira. Hoje faz isso atuando no marketing da bxblue (www.bxblue.com.br), fintech acelerada pela Y Combinator e escrevendo em alguns portais.

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