Todos nós temos, mensalmente, que tomar decisões sobre receitas e despesas, fortemente influenciadas pelo desejo de consumo, e ao mesmo tempo, buscar soluções que ajudem a consolidar o orçamento doméstico e formar um patrimônio. Aqui, a diferença entre poupar e investir é fundamental. Poupar é gastar menos do que se ganha e, investir, é buscar rentabilizar os recursos poupados; ganhar dinheiro com o dinheiro. Só acumula patrimônio e conquista sonhos quem poupa – e só a partir daí é possível fazer investimentos. Uma dica ensina poupar 10% do que se ganha assim que receber; isto é: “pague-se primeiro”. Os principais desafios para o seu Bolso são: Como ter disciplina financeira para equilibrar os gastos e a formação de reserva? Como fazer com que as aplicações rendam acima da inflação no momento em que a taxa de juros Selic está em 7,25% ao ano, o menor patamar da história? Como criar capital de longo prazo para fins de aposentadoria? No mercado você é pressionado pelos bancos onde tem conta a aplicar seu dinheiro no próprio banco, e lhe oferecem opções tipo CDB, Poupança, Fundos de Investimentos, Fundos Imobiliários, Fundos de Cotas etc. Mas é importante conhecer e sempre considerar as opções oferecidas por corretoras e distribuidoras de valores, seguradoras, consultorias de valores mobiliários, agentes autônomos de investimento. Paralelamente, nos últimos anos, vários fatos mudaram e modernizaram o Mercado Financeiro e de Capitais no País. O principal foi em 2008, quando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) fundiram-se, dando origem a uma nova instituição BM&FBOVESPA que administra mercados organizados de títulos, valores mobiliários e contratos derivativos, além de prestar serviços de registro, compensação e liquidação. Outros fatos relevantes para os investidores foram: a) o lançamento em 2002 do Tesouro Direto; b) surgimento dos fundos ETFs – Exchange Traded Funds; c) o 'home-broker' instrumento para negociação no Mercado de Capitais via Internet, permite que enviar ordens de compra e venda através do site de uma corretora na Internet; d) a criação de fundos imobiliários e produtos do agronegócio, imóveis e infraestrutura com isenção de IR para pessoas físicas; e) a multiplicação dos índices setoriais negociados em Bolsa. Dada a variedade de opções, para os objetivos de curto prazo, busque investimentos seguros, mesmo que rendam pouco, como caderneta de poupança, Fundos DI, CDBs de grandes bancos, títulos do Tesouro Direto do tipo LFTs. Para prazos maiores, pense em ousar para obter maior rentabilidade. Neste sentido, fundos de investimentos multimercados ou de ações podem ser opções interessantes, pois está delegando a especialistas a gestão da carteira de investimentos. Como consequência, temos hoje aproximadamente 300 mil investidores pessoa-física cadastrados no Tesouro Direto, perto de 600 mil na Bovespa, e 102 milhões de CPFs com pelo menos uma Caderneta de Poupança aberta.