O setor bancário tem como característica a prestação de serviço. É um setor de vital importância, tendo em vista o seu desempenho na economia nacional. Mas somente pouco tempo atrás os bancos brasileiros colocaram os clientes como centro das atenções na demarcação do foco de seus produtos e serviços. (POLIDORO, 2006). No Brasil, de acordo com Damke Júnior e Pereira (2004), o setor bancário passou por modificações que o tornaram mais competitivo. O investimento em expansão dos serviços, aumento de escala, e estratégias de marketing são aparentes nessa nova realidade assinalada pela perda dos ganhos inflacionários, entrada de fortes concorrentes estrangeiros e fusões de concorrentes nacionais, além de transformações nas regras legais do setor. Os estudos de estratégias de marketing direcionam-se cada vez para a pesquisa de estratégias de crescimento, ou posicionamento mais rentáveis que gerem mais valor para os bancos. Com isso, os estudos que analisam os resultados do investimento em marketing e a melhoria do desempenho das empresas provocadas por estes investimentos também estão em desenvolvimento. Nos bancos, o marketing foi introduzido não na forma de 'conceito de marketing', mas na forma de 'conceito de propaganda e promoção'. Para vencer a concorrência, os bancos investiam profundamente em propaganda e promoção de vendas, oferecendo determinados atrativos como maneira de apreender novos clientes. (KOTLER, 1998). Ainda segundo Kotler (1998) com o passar dos tempos os bancos viram que atrair pessoas para as suas agências era simples; difícil era convertê-los em clientes leais. Então eles passaram desenvolver programas para afagar os clientes e o interior das agências foi redesenhado para adequar um ambiente afável. Em seguida, todos os bancos estavam com um ambiente acolhedor, e este atrativo deixou de ser fator determinante na escolha de uma agência. Neste contexto, o marketing é imprescindível e uma atmosfera aprazível. Neste setor, o que tem sido visto como uma estratégia para completar negócios, integrando o cliente à elaboração do produto, desenvolvendo um processo sistemático de interação que dará segurança na relação cliente-banco é o marketing de relacionamento (OLIVER, 1999). Segundo Gomes (2012, p. 03) o marketing bancário possui muitas vantagens: Planejamento detalhado de marketing voltado para produtos individuais; estabelecimento formalizado de um centro de integração e de informação de diversas fontes de recursos bancários e não bancários, indispensáveis ao êxito dos produtos e serviços; garantia de atenção individualizada ao planejamento, desenvolvimento e venda de determinado produto, possibilitando descobrir prontamente os seus problemas e procurando encontrar soluções mais eficientes e eficazes; definição mais detalhada do produto e de seus objetivos, proporcionando uma posição mais vantajosa ao banco, em face do seu ambiente de marketing, ou seja, maior capacidade de o banco capitalizar para si as forças do mercado em transformação e diminuir a ação da concorrência; e os diversos recursos do banco que podem ser canalizados para a comercialização de serviços bancários bem definidos. Assim, no setor bancário, tem-se um desafio aos administradores atuantes onde o marketing bancário é o qual se deve escorar a proporcionar inúmeros serviços. Os bancos precisam buscar diversificar suas ofertas através de estratégias e propostas diferenciadas. (OLIVEIRA, 2008).