Ansiedade de informação

Seja organizado, ou morra de estresse O homem moderno está cada dia mais exposto a uma imensurável quantidade de informações. Elas chegam de todos os lados e quase que simultaneamente. Não há neurônio capaz de resistir a tanto assédio, e olha que o cérebro humano possui mais de 100 bilhões de neurônios. Essa avalanche de informação tem constantemente levado o homem moderno a adquirir, com muita facilidade, um novo tipo de mal: a “ansiedade de informação”, um termo criado recentemente pelo norte-americano Richard Saul Wurman. E essa ansiedade provoca enormes danos a sua saúde, levando-o naturalmente a um profundo estresse. Estudos recentes mostram que a quantidade de conhecimentos, que duplicava a cada cinco anos, hoje triplica em muito menos tempo. Isso resulta numa frustração cada vez maior em não se conseguir absorver tanta informação e memorizá-la, trazendo a conseqüente sensação de que quanto mais se lê, menos se sabe. A informação sempre teve a função de agregar valores, qualidade, e garantir boa performance e produtividade nas empresas. Saber e estar atualizado sempre foi um grande diferencial competitivo; um insumo importante e decisivo na hora da tomada de decisões; uma grande arma para se prevenir de ameaças empresariais ou passos mal dados; e ainda, um grande detector de oportunidades. O executivo moderno tem que saber se organizar, agora mais do que nunca, e pedir ajuda a outros profissionais quando essa montanha de informações e documentos começam a sufocá-lo: primeiro porque muito dinheiro se perde, na ausência de uma estratégia no armazenamento de dados ou documentos e, segundo, porque não capitalizar o conteúdo a quem se destina, impede de metamorfoseá-lo em novas estratégias de ação. O gerenciamento da informação hoje não é apenas a administração do tempo do executivo, mas uma forma do mesmo escapar de um processo caótico que pode muito mais rapidamente jogá-lo em estresse total. Essa explosão de informações faz com que muita gente hoje se sinta absurdamente incapaz de lidar com tamanho volume de e-mails, jornais, revistas, recortes, bilhetes, papéis, folders e pastas. Perdidas nessa montanha informacional, essas pessoas acabam se estressando no trabalho e nos momentos de lazer, já que um simples folhear “inocente” de uma revista ou uma pausa para assistir a um “mero telejornal” ou programa de televisão já pode significar a projeção de uma ansiedade que vai lhe provocar desgaste mental, fadiga e estresse. Por tudo isso, organizar-se não se limita mais só na limpeza de sua mesa de trabalho, ou dos arquivos aos quais você tem acesso na empresa ou na sua casa. É muito mais do que isso. Ser organizado hoje é saber filtrar todas as informações que lhe são despejadas diariamente. É saber delegar tarefas para outros profissionais. É saber focar suas metas e o seu trabalho e sempre procurar concluí-las, ao invés de abandoná-las constantemente para realizar outras. A ansiedade já é uma constante no dia-a-dia de qualquer executivo, por mais organizado que ele ou sua empresa sejam. Imaginem então aqueles profissionais que são incapazes de administrarem e gerenciarem o leque de informações que possuem. Eles simplesmente transformam o que poderia ser um grande aliado, numa arma perigosa para seu desenvolvimento pessoal e empresarial. Em síntese, a explosão de comunicações impõe o desafio de se criar novas formas de interpretação dos dados, de modo a fazê-los utilizáveis e compreensíveis e a transformá-los efetivamente em informação saudável e proveitosa. ( Irene Butti é Diretora da Biblion Consultoria, empresa especializada em diagnósticos e soluções para documentação empresarial; www.biblionconsultoria.com.br ) 11 36673472 irenebutti@yahoo.com.br . Seja organizado, ou morra de estresse O homem moderno está cada dia mais exposto a uma imensurável quantidade de informações. Elas chegam de todos os lados e quase que simultaneamente. Não há neurônio capaz de resistir a tanto assédio, e olha que o cérebro humano possui mais de 100 bilhões de neurônios. Essa avalanche de informação tem constantemente levado o homem moderno a adquirir, com muita facilidade, um novo tipo de mal: a “ansiedade de informação”, um termo criado recentemente pelo norte-americano Richard Saul Wurman. E essa ansiedade provoca enormes danos a sua saúde, levando-o naturalmente a um profundo estresse. Estudos recentes mostram que a quantidade de conhecimentos, que duplicava a cada cinco anos, hoje triplica em muito menos tempo. Isso resulta numa frustração cada vez maior em não se conseguir absorver tanta informação e memorizá-la, trazendo a conseqüente sensação de que quanto mais se lê, menos se sabe. A informação sempre teve a função de agregar valores, qualidade, e garantir boa performance e produtividade nas empresas. Saber e estar atualizado sempre foi um grande diferencial competitivo; um insumo importante e decisivo na hora da tomada de decisões; uma grande arma para se prevenir de ameaças empresariais ou passos mal dados; e ainda, um grande detector de oportunidades. O executivo moderno tem que saber se organizar, agora mais do que nunca, e pedir ajuda a outros profissionais quando essa montanha de informações e documentos começam a sufocá-lo: primeiro porque muito dinheiro se perde, na ausência de uma estratégia no armazenamento de dados ou documentos e, segundo, porque não capitalizar o conteúdo a quem se destina, impede de metamorfoseá-lo em novas estratégias de ação. O gerenciamento da informação hoje não é apenas a administração do tempo do executivo, mas uma forma do mesmo escapar de um processo caótico que pode muito mais rapidamente jogá-lo em estresse total. Essa explosão de informações faz com que muita gente hoje se sinta absurdamente incapaz de lidar com tamanho volume de e-mails, jornais, revistas, recortes, bilhetes, papéis, folders e pastas. Perdidas nessa montanha informacional, essas pessoas acabam se estressando no trabalho e nos momentos de lazer, já que um simples folhear “inocente” de uma revista ou uma pausa para assistir a um “mero telejornal” ou programa de televisão já pode significar a projeção de uma ansiedade que vai lhe provocar desgaste mental, fadiga e estresse. Por tudo isso, organizar-se não se limita mais só na limpeza de sua mesa de trabalho, ou dos arquivos aos quais você tem acesso na empresa ou na sua casa. É muito mais do que isso. Ser organizado hoje é saber filtrar todas as informações que lhe são despejadas diariamente. É saber delegar tarefas para outros profissionais. É saber focar suas metas e o seu trabalho e sempre procurar concluí-las, ao invés de abandoná-las constantemente para realizar outras. A ansiedade já é uma constante no dia-a-dia de qualquer executivo, por mais organizado que ele ou sua empresa sejam. Imaginem então aqueles profissionais que são incapazes de administrarem e gerenciarem o leque de informações que possuem. Eles simplesmente transformam o que poderia ser um grande aliado, numa arma perigosa para seu desenvolvimento pessoal e empresarial. Em síntese, a explosão de comunicações impõe o desafio de se criar novas formas de interpretação dos dados, de modo a fazê-los utilizáveis e compreensíveis e a transformá-los efetivamente em informação saudável e proveitosa. ( Irene Butti é Diretora da Biblion Consultoria, empresa especializada em diagnósticos e soluções para documentação empresarial; www.biblionconsultoria.com.br ) .
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