Maior investimento nas pessoas

O Brasil é a nona economia mundial. Mas, no ranking da competitividade, o país se aproxima dos últimos da fila

A mais recente versão do Global Competitiveness Index 4.0, produzido pelo Fórum Econômico Mundial, responde à questão: como os países se adaptarão à Quarta Revolução Industrial. As análises indicam os países que irão prosperar, os estagnados, aqueles que irão dividir ainda mais a força de trabalho e aumentar as tensões sociais.

Quase 40 anos após sua primeira avaliação anual da economia global, o relatório 2018 do Fórum usa uma nova metodologia para entender o impacto total da Quarta Revolução Industrial, e encontra fatores como capital humano, agilidade, resiliência, abertura e inovação cada vez mais importantes.

O novo índice mede 140 economias contra 98 indicadores, organizados em 12 "pilares" ou motores de produtividade, para determinar quão próxima a economia está do estado ideal ou da "fronteira" da competitividade.

Os líderes, os países avançados em termos de competitividade são: EUA, Cingapura, Alemanha, Suíça e Japão. No outro extremo da escala, o Haiti, o Iêmen e o Chade foram considerados as economias menos competitivas.

A competitividade não está associada apenas a rendas mais altas, mas também a melhores resultados socioeconômicos, incluindo a satisfação com a vida.

Explicando a nova abordagem para medir a competitividade, Thierry Geiger, Head, Research and Regional Impact, Future of Economic Progress at the World Economic Forum, disse: “A produtividade é o maior impulsionador do crescimento em 2018. Com a Quarta Revolução Industrial, é necessário repensar os motores da competitividade e, portanto, do crescimento a longo prazo.

Os EUA pontuaram 85,6 de 100 pontos, ficando entre os três primeiros em sete dos 12 pilares. Sua cultura empreendedora teve uma alta pontuação em “dinamismo empresarial”. 

A Alemanha, em terceiro lugar, é a economia europeia com maior pontuação em termos de competitividade, com destaque para a capacidade de inovação (primeiro lugar, com 88), dinamismo empresarial (82, segundo atrás dos EUA) e saúde (94).

Brasil
Segundo o Fundo Monetário Internacional – FMI, o Brasil é a nova economia do mundo. Contudo, nesse ranking da competitividade, o Brasil ocupa o 80º. lugar.

Para melhorar é preciso utilizar a tecnologia como alavanca para o crescimento.
A melhoria dos países ainda acontece por fundamentos conhecidos para o desenvolvimento, como: governança, infraestrutura e habilidades.

De maneira preocupante, das 140 economias pesquisadas, 117 ainda estão atrasadas em relação à qualidade das instituições, o que impacta a competitividade geral.

Para fazer parte do grupo que lidera a competitividade global, é preciso difundir ideias inovadoras para gerar novas formas de criação de valor.

Por isso, os países precisam investir em pessoas e instituições, o que parece que o Brasil nem sempre faz sua lição de casa.

Fonte: Kate Whiting, Senior Writer, Formative Content, World Economic Forum, 16/10/2018. 

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Tags: administração, competitividade, brasil, quarta revolução industrial, forum economico mundial