Provavelmente vai lembrar de uma porção delas ditas em alguma reunião, palestra, convenção ou mesmo no seu ambiente empresarial. Considere o seguinte: O QUE TEM A VER UMA EMPRESA COM O ESPORTE, OU ESPORTE TEM A VER COM EMPRESA? Muito embora convém-se separar dadas atividades empresariais com o mundo esportivo, ambas unem-se simbioticamente como uma sinergia por vezes incomum. No mundo da fórmula 1 por exemplo, ha tempos dominada pelas potentes máquinas, velozes e caríssimas, dirigidas por pilotos, mais badalados que muitos artistas ou celebridades por aí, existe uma verdadeira Indústria de fazer marketing. Todas as companhias signatárias ou ligadas diretamente a grandes corporações do mundo automobilístico. Tudo para garantir que os carros, hoje cada vez mais sofisticados e modernos, diferente dos de 30 anos atrás, garantam um lugar na pole position e cada vez mais grana para as empresas, que as financiam. Tudo pelo amor ao esporte? Não é bem assiim! A maioria dessas empresas lucra(acredito não ser novidade) muitos milhões de dólares por ano, além da alta exposição, muito aquém dos boxes e camarotes dos autódromos, vez que licenciam propaganda, direitos para transmissão na tv, rádio, e parte das fartas bilheterias pagas pelos fãs de automobilismo, que vêem no esporte um deleite. No Brasil, ha muito tempo não vemos tanta graça, desde a partida de nosso maior herói das pistas, Airton Senna. O que se condiciona a dizer que não damos lucro para a Fórmula 1, pode até ser, mas e o que dizer das outras competições organiadas ao redor do planeta. Dão muito lucro, sim. Isso é um grande negócio, surgindo interesses, e há quem diga espionagem, sabotagem, palavras que você também ja deve ter ouvido ai na sua empresa. O mundo corporativo, tanto quanto a Fórmula 1, é cheia disso. Nenhuma organização que se preze surge do nada ou mesmo desponta sem doses cavalares de espionar aquilo que a concorrência faz, e diferentemente das corridas, ainda bem que podemos nos orgulhar em dizer que o mundo corporativo tem seus deslizes, mas segue um código de ética. Aliás, só para lembrar, para qualquer negócio que se faça, a ética é fundamental, pois ela norteia e estabelece os parâmetros a ser definidos pela empresa para crescer com segurança, estabilidade e competitividade. A competitividade no esporte e no mundo corporativo são similares, pois regem-se pelos mesmos pilares, ambos apresentam valores como ambição, disciplina e esforço. Assim pelo fato de termos empresas que quebram facilmente por má gestão, há também o atleta que na ânsia de se superar, termina por aniquilar a qualquer chance de permanecer numa competição quer por uma fratura ou mesmo por subestimar o alto teor de risco de uma prova ou competição. É nesse sentido que esporte e mundo corporativo se assemelham em forma e conjuntura, pois podem quebrar todas as expectativas de metas e objetivos a longo prazo simplesmente por subestimarem um concorrente ou o próporio mundo corporativo. Para isso deve-se ter um atleta(S) comprometidos com a vitória, mas sabendo jogar as regras do jogo, tendo como norma principal a dedicação, a qualidade técnica, inteligência emocional para lidar com os fortes treinos e independente de jogador ou equipe, manter o espirito de equipe sempre aceso e revigorando todos os dias, sem richas, atritos ou diferenças apesar de existirem e fazer parte do cotidiano de todos os atletas e de toda equipe de trabalho em todo lugar. Também é necessário uma boa liderança e preocupação com todos os detalhes do jogo, desde o mais corriqueiro até os dribles, marcações ou passes errados feitos por um jogador. Na sua biografia “Transformando suor em ouro”* um dos grandes mestres da liderança e sem duvida o maior técnico de vôlei da nossa História, Bernardinho citou que ‘ ninguém é tão excepcional o bastante para fazer sozinho o que deve ser feito em equipe’ , falando de si, pela fama que sempre teve de durão e extremente exigente nos treinos das seleções brasileira de vôlei, demonstrando que não erm, suas táticas ou técnicas que definiam o sucesso de suas equipes, mas sim do coletivo, e dependia do trabalho de todos. E assim, é meus caros, tanto no Esporte quanto numa organização, os principios são os mesmos, sejam bons ou ruins, é preciso sempre competir para ganhar! *Bernardinho, Transformando suor em ouro/Bernardinho, – Rio de Janeiro Sextante, 2006.