No presente século as organizações têm enfrentado desafios constantes, quer seja de natureza ambiental, organizacional ou individual. Outrora, em sua maioria, a disposição do trabalho no ambiente empresarial era destituída de conteúdo e significado, cujo foco estava centrado na especialização, contribuindo para que os colaboradores fossem meros tarefeiros. Mas, em meio a tantas mudanças o maior desafio ainda é a capacidade de atrair, desenvolver e até mesmo reter talentos. O profissional contemporâneo também denominado por diferentes estudiosos do subsistema de Gestão de Pessoas, como talento implica em um ser humano portador de qualidades essenciais tais como: sensibilidade, empatia, respeito, humildade, altruísmo, otimismo, proatividade, comprometimento, que por sua vez denotam a liderança e a aptidão de equilibrar competências, habilidades e atitudes. Assim sendo, no contexto atual a gestão de talentos alicerça suas atividades na força de trabalho disponível, diagnosticando pontos de excelência e insuficiência no perfil de cada partícipe da empresa, para a consolidação deste como um trabalhador do conhecimento. Com efeito, o aspecto primordial a ser considerado é o valor do potencial humano. Em decorrência das características e circunstâncias citadas acima, observa-se a conduta ética, o contínuo aprimoramento educacional (aprender a aprender), ser flexível (aprender a desaprender), saber lidar com as contingências, ter qualidade de vida, profissional estratégico por administrar a própria carreira e dominar conhecimentos referentes á economia global e a intensa política de competitividade do mundo corporativo, são os desafios que marcam presença no cotidiano deste profissional. Por outro lado, a permanente busca pela maximização dos resultados no ambiente interno corrobora para formalização de práticas convergentes a autonomia do empregado, além de viabilizar a execução eficaz dos processos. No entanto, de nada adiante ter iniciativa, ser orientada para resultados, líder no setor, e não reconhecer a relevância da visão humanística firmada na valorização dos talentos/conscientização do crescimento pessoal nas relações de trabalho. É muito importante validar que o verdadeiro talento possui um foco sistêmico do mercado em que atua. Ora resultante da própria motivação, ora do modelo de gestão ao qual está submetido. Desta forma, reflete sua criatividade na maneira de pensar e agir, bem como, gerenciar conflitos demonstrando participação efetiva na empresa, estímulo à análise da realidade vivenciada através de uma reflexão crítica, a fim de alavancar o autodesenvolvimento e impulsionar a continuidade de um círculo virtuoso de produtividade organizacional propondo possíveis transformações. A principal realização de um profissional bem sucedido consiste na sabedoria em harmonizar as esferas pessoal, familiar e profissional de sua vida, associando as competências intelectuais a serem ampliadas com vistas à alcançar um melhor desempenho individual e coletivo conseqüente da interação entre as habilidades técnicas dos indivíduos às suas habilidades emocionais ,intuitivas e, sobretudo, complementar as competências organizacionais. Em síntese, ser talento como vantagem competitiva no mercado de trabalho, significa romper as barreiras impostas pela complexidade dinâmica de determinadas situações, convertendo-as em oportunidades, com o propósito de constituir-se como um diferencial por favorecer o crescimento contínuo da organização, na qual se insere.