Uma semana depois de abrir o capital, as ações do Facebook – comercializadas na Nasdaq – fecharam em queda de 1,9%, cotadas a US$ 31,30. O resultado insatisfatório pode levar a rede social a deixar a Nasdaq e migrar para a New York Stock Exchange (NYSE). Segundo rumores, a proposta já foi feita. Um porta-voz da NYSE negou conversas com o Facebook e disse que esse não é o momento certo para falar sobre o assunto. Ainda assim é incontestável o papel da Nasdaq do IPO decepcionante da rede social: além da folclórica pane nos computadores da bolsa – que atrasou o início das operações em cerca de meia hora – um investidor está processando o grupo por negligência. Phillip Goldberg quer não apenas processar a companhia, mas também agregar o apoio de outros investidores que perderam dinheiro com o IPO à causa. Para ele, o mercado lidou de forma irresponsável com a comercialização de ações, o que levou muitos investidores a perder dinheiro. De fato, alguns capitalistas ficaram aliviados por não conseguirem comercializar as ações na primeira hora do IPO. No entanto, outro fator que levou à queda no valor está ligado ao principal banco envolvido na operação o Morgan Stanley, que rebaixou as estimativas de lucro do Facebook um pouco antes da abertura da bolsa. O corte teria sido comunicado a apenas alguns investidores. Com todos esses “contratempos”, não é impossível imaginar que a empresa de Zuckerberg considere outras possibilidades para comercializar suas ações. Afinal, qual é o executivo que quer ver o valor de mercado da sua própria companhia despencando?