Sócio de restaurante dá lição de moral em cliente xenofóbico

A crítica foi feita ao restaurante Coco Bambu de Campinas, no interior de São Paulo

Redação, Administradores.com,
Reprodução/ TripAdvisor

Como agir diante de um feedback negativo e ao mesmo tempo preconceituoso?

O empresário Thales Osterne, um dos sócios da unidades do restaurante Coco Bambu de Campinas (São Paulo), transformou uma avaliação negativa e bem preconceituosa em um bom exemplo sobre elegância, respeito e dignidade na relação cliente e empresa.

Em uma avaliação feita através do TripAdvisor, o usuário Mohseen H destilou críticas ao restaurante. Até então tudo bem. Todas as empresas são passíveis de críticas e elas são fundamentais para as melhorias nos serviços prestados.

O problema é que Mohseen H aproveitou o espaço para cometer um ato de aversão ao povo nordestino, batizando o título da publicação de “Só pode ser nordestino”. A própria plataforma permite que os proprietários respondam aos comentários e foi isso que fez Thales Osterne, um dos sócios da unidade.

Natural de Fortaleza, Osterne aproveitou a réplica do comentário para reiterar que o preconceito não tem vez na empresa e que a atitude do cliente poderia ser enquadrada como criminosa.

De início, Thales respondeu ao cliente sobre as reclamações do atendimento ruim e demorado. “Ficamos tristes que sua experiência em nosso restaurante não tenha sido boa. O senhor tem todo o direito de reclamar caso acredite que os alimentos não são frescos (apesar de recebermos diariamente), também pode reclamar da demora do prato. Peço desculpas em nome da equipe pelas falhas.", diz a resposta no site.

Por fim, respondeu diretamente sobre o título da publicação:

"Para o preconceito (Crime federal segundo a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989), deixo um poema:

"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.’
Patativa do Assaré”

Ao Diário do Nordeste, Thales afirmou que tem muito orgulho de onde veio e que o povo nordestino é extremamente trabalhador.

"Atualmente empregamos 180 pessoas no restaurante em Campinas, tanto nordestinos como pessoas da região. Trabalhamos para que a cidade cresça e prospere, não deve ter espaço para preconceito”, disse o empresário.

Até o momento o cliente citado não respondeu ao comentário de Thales no site.




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