A lição do escritório da Amazon em 1999

Quem vê a imagem pode nem acreditar que esse era o espaço de trabalho do homem cuja fortuna foi avaliada em 2018 em 105 bilhões de dólares pela Bloomberg

Redação, Administradores.com,
Reprodução/Youtube

Uma mesa feita de porta de madeira, bolas de brinquedo espalhadas no chão, fios de eletrônicos bagunçados em uma sala minúscula. Assim era o escritório do CEO da Amazon, Jeff Bezos, em 1999.

Quem vê a imagem agora, feita por uma reportagem do programa 60 minutes da NBC, pode nem acreditar que esse era o espaço de trabalho do homem cuja fortuna foi avaliada em 2018 em 105 bilhões de dólares pela Bloomberg.

Embora a Amazon tenha se tornado uma das maiores empresas do mundo na última década, já em 1999, quando vendia apenas livros, filmes e CDs, era um negócio bilionário. Naquele ano, uma reportagem do New York Times indicava que a empresa estava avaliada em 30 bilhões de dólares. E na matéria da NBC, o jornalista que entrevistou Bezos, Bob Simon, afirmou que, por suas contas, o próprio empresário deveria ter uma fortuna entre 9 e 10 bilhões de dólares.

Por que, então, o escritório pequeno, bagunçado e a porta no maior estilo faça-você-mesmo? A resposta de Bezos foi simples: "É um símbolo de gastar dinheiro em coisas que interessam aos clientes e não gastar dinheiro em coisas que não importam para o cliente".

Hoje, com escritórios modernos, gigantes e espalhados pelo o mundo inteiro, a Amazon não tem mais salas que se parecem com "dormitórios de faculdade" (como a reportagem da NBC descreveu a empresa em 1999), mas segue sendo uma das empresas mais comprometidas com o bom atendimento ao consumidor. É uma estratégia que parece ser imabatível.