Já é hora de preparar a cesta de Natal

Antecipar planejamento desse benefício que se consolidou como tradição nas empresas brasileiras é importante para evitar contratempos logísticos em cima da hora

Renato Xavier, da Cesta Nobre, Publieditorial,
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Uma das tradições corporativas mais esperadas em qualquer firma brasileira é a cesta de Natal dos funcionários, que se consolidou na prática como uma gratificação de fim de ano. Essa concessão é um fator importante na manutenção do relacionamento entre empresas e colaboradores, ajudando a estimular a produtividade e a aumentar a satisfação das pessoas que fazem parte do negócio.

Por ser um benefício facultado ao empregador, as cestas natalinas servem também para comunicar às pessoas que, com ou sem crise econômica, elas são prioridade e o trabalho delas tem se provado relevante ao longo do ano. Afinal, não é possível conquistar os consumidores sem antes encantar as equipes que atendem os clientes.

Bom, ainda faltam alguns meses para que os enfeites e luzes passem a adornar as árvores de Natal, mas a preparação das empresas para o período deve começar agora. A antecipação ajuda a evitar problemas logísticos de última hora na preparação e entrega das cestas de Natal, além de facilitar a negociação por preços menores com os fornecedores, já que o período ainda é de baixa demanda.

Confira abaixo alguns aspectos logísticos e práticos que podem ser antecipados na confecção das cestas natalinas.

Elabore um perfil dos funcionários a serem beneficiados

Cada empresa é um conjunto único de pessoas. Elas têm diferentes crenças e idades, vêm de etnias e grupos sociais distintos e muitos podem ter restrições alimentares -- como lactose e glúten, por exemplo. Uma parcela pode ser formada por indivíduos que evitam o consumo de bebidas alcoólicas.

Antes de contactar um fornecedor para preparar as cestas natalinas, é de fundamental importância saber se esse benefício está alinhado às necessidades, limites e interesses dos colaboradores. Caso contrário, pode ser uma medida mais prejudicial do que benéfica para a firma.

Esse levantamento pode ser feito tanto a partir de dados já disponíveis no RH quanto por meio de uma pesquisa interna. Com essa pesquisa fica bem mais fácil detalhar as preferências, personalizar as cestas e preparar um orçamento eficaz.

Prepare um orçamento realista

Um dos maiores temores dos empresários ao oferecer uma cesta de Natal é enfiar os pés pelas mãos e se ver diante de um custo alto demais para a empresa. Isso acontece com quem deixa para preparar tudo de última hora.

Com o mapeamento do público interno, é possível formular uma planilha orçamentária que acomode todos os interesses sem implicar em preços astronômicos e problemas de organização. Verifique quais são os itens mais caros da cesta -- geralmente são as bebidas -- e analise o custo-benefício. É importante também definir um teto para esse investimento.

Defina os itens da cesta

De acordo com as preferências dos colaboradores, elabore alguns tipos de cestas para cada linha de preferência -- mas sem personalizar demais para evitar comparações e insatisfações posteriores.

Cada cesta deve ter uma quantidade equivalente de itens e precisa corresponder às expectativas do público interno. Sem exceder, é claro, o orçamento estabelecido.

Faça uma tomada de preços com os fornecedores

Cuidado para não economizar onde pode ter o maior prejuízo. É possível organizar a confecção e entrega de cestas internamente, mas, além de ter que dedicar uma equipe inteira para isso, é grande a possibilidade de ocorrerem erros e imprevistos.

O ideal é buscar fornecedores que já atuam e têm experiência nesse mercado e podem oferecer diversas opções de cestas natalinas. Não esqueça de verificar a qualidade e se o fornecedor oferece todas as opções de itens segmentadas para o público interno da sua empresa.

A concessão de cestas de Natal é uma medida esperada pelos funcionários todos os anos. Organizações que fazem economia ao não presentear suas equipes, na verdade, geram custos para si próprias em termos de baixa produtividade, turnover e insatisfação. A prática também é uma maneira de expandir o público interno, um vez que as cestas são compartilhadas entre os trabalhadores e suas famílias.

Se você gostou do conteúdo, saiba também como desenvolver uma política eficiente de gratificação de funcionários.

Renato Xavier é Diretor de Operações e Marketing da Cesta Nobre.