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Por que se preocupar com a experiência dos talentos é vital para as organizações?

A fusão de ambas as áreas se torna ainda mais interessante para manter todos focados, engajados e estimulados a atingir alvos em comum

Cibele Stefani Rodrigues, Administradores.com,
iStock

Muito mais que produtos e serviços, uma empresa é representada por pessoas que fazem acontecer, responsáveis por levar o negócio ao sucesso. Por isso mesmo, esse fator deve ser valorizado e constantemente colocado como questão central em uma organização, a fim de alcançar os objetivos delimitados a cada planejamento de ações. Setores como a área de Recursos Humanos são, portanto, essenciais. Porém, é preciso ir além e estar alerta ao desempenho, oferecendo feedbacks e mudando a rota das ações em caso de necessidade. E é aí que entra a Gestão de Pessoas, outra parte fundamental do processo. Por isso, a fusão de ambas as áreas se torna ainda mais interessante para manter todos focados, engajados e estimulados a atingir alvos em comum.

Quando a startup Decora foi adquirida em março pelo grupo norte-americano CreativeDrive, tornando-se seu centro global de tecnologia, entre as várias mudanças que foram estabelecidas dentro da nova empresa estava o setor de Recursos Humanos. Como líder da área, até o cargo que ocupo recebeu uma nova nomenclatura: TX, entendido pelo grupo do qual fazemos parte como Talent Experience.

Assim como existe o cargo de UX — User Experience —, responsável por pensar em vários fatores que levam um usuário a usar determinado produto ou serviço, o TX é um gestor que integra e age de acordo com ações feitas tanto pelo RH quanto pela Gestão de Pessoas, preocupado em manter colaboradores motivados em suas funções, no clima do ambiente, na integração entre as equipes, na cultura de feedback, nos mecanismos de compensação pelos esforços alcançados coletiva ou individualmente. Ou seja, uma série de fatores que contribuem para a aquisição e retenção desse talento na empresa.

A ideia por trás do TX tem a função de realçar ainda mais a necessidade de uma organização ver em seu pessoal mais que funcionários, mas uma comunidade que atua almejando o sucesso do negócio. Portanto, ela também deve ser privilegiada e acompanhada de perto para estar sempre em consonância com a empresa e vice-versa.

Até bem pouco tempo, a CreativeDrive na América Latina — antes Decora — possuía 20 colaboradores. Hoje, o número aumentou e somos 150, com a expectativa de crescermos ainda mais até o final do ano, caso consigamos preencher as mais de 80 vagas que hoje estão abertas. Como estamos estruturando políticas de convivência e engajamento do time, mais que unir gestores e diretores para refletir a respeito, convidamos os próprios colaboradores a pensar em conjunto.

Ações como essa, pelas quais fornecemos meios para ouvir o colaborador e ser ouvido por eles, de uma forma menos burocrática e mais pessoal, é vital para que as pessoas se sintam confortáveis para falar quando algo não estiver indo bem. É preciso, também, permitir a proposição de mudanças de rota e favorecer a relação entre colaborador e organização. Ou seja, a experiência do talento é um fator que deve ser considerado e observado de perto.

Cibele Stefani Rodrigues — Gestora de Talentos da CreativeDrive na América Latina