Talento não basta! Sobreviva em setores saturados de bons profissionais

"Mercado exige cada vez mais profissionais envolvidos com o trabalho", afirma Reinaldo Passadori

Karin Sato, InfoMoney,
Publicitários, designers, advogados, jornalistas, atores... O que esses profissionais têm em comum? A frustração de estarem atuando em áreas nas quais faltam bons empregos e sobra talento. É provável que se perguntem diariamente: o que posso fazer para me destacar no meio de tanta gente competente?

O que diferencia uma pessoa de outra, em segmentos competitivos, é a vontade de trabalhar, de acordo com o presidente do Instituto Passadori, Reinaldo Passadori. "Acredito que comprometimento é uma palavra apropriada. Comprometimento com si próprio, com o que faz e com a empresa", explica.

"O mercado exige cada vez mais profissionais envolvidos com o trabalho, principalmente quando não se tem muita experiência", acrescenta.

A formação também pode fazer a diferença, mas o especialista lembra que quem faz a faculdade é o aluno. Não adianta ser um mau aluno em uma boa faculdade, mas o inverso - ser um bom aluno em uma faculdade pouco reconhecida no mercado - pode dar muito certo.

Competências comportamentais

Um profissional talentoso pode ficar de escanteio se não possuir as habilidades comportamentais hoje intrínsecas ao mundo corporativo. E uma das principais delas é saber se comunicar, capacidade intimamente ligada às reações perante cada situação que se apresenta no dia-a-dia.

"Saber se expressar, ser educado, não economizar palavras como "obrigado" e "por favor", ter espírito de grupo, acrescentar à empresa ideias inusitadas. Tudo isso é importante", diz Passadori.

Por outro lado, podem estar com os dias contados no emprego as pessoas inconvenientes, que falam demais ou falam na hora errada, que gostam de uma fofoca ou que agem com falsidade e crueldade.

Convívio social é quase tudo

Outra característica fundamental para ser bem-sucedido em segmentos competitivos é a flexibilidade em prol do convívio social.

"A vida em grupo pressupõe maturidade. É preciso saber ouvir, ter bom senso, tomar cuidado com o que se fala e quando se fala, não agir por impulso, saber se controlar, dar importância para a opinião alheia e se conhecer. Apenas com o autoconhecimento é possível reconhecer seus pontos positivos e negativos, para que uma atitude seja tomada em direção à melhoria".

O presidente do Instituto Passadori afirma que as empresas fazem o máximo para não perder profissionais éticos, com valores e princípios, que se relacionam bem com a equipe, são sinceros, dizem o que tem de ser dito sempre com bons argumentos, dedicados, comprometidos com a qualidade do trabalho e que estão sempre em busca de crescimento. "Qual empresa não quer ter um funcionário no qual ela pode confiar?", indaga.

Profissionais guerreiros

"Acredito que a grande dificuldade hoje dos gestores, em processos seletivos, é descobrir quem são os profissionais comprometidos com a vida, que têm como pressupostos fazer mais, ir além, e também contribuir para um mundo melhor. Profissionais com valores e princípios éticos tendem a ser os melhores, os mais guerreiros e também os vencedores, independentemente da área de atuação", finaliza Passadori.


Tags: competencia comportamental comportamento habilidade profissional talento

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