Na abertura da segunda edição do seminário “Competitividade da cadeia de Óleo e Gás e o papel da TIC”, na última segunda-feira (6), o gerente geral de contratação de E&P da Petrobras, Edmar Diniz, falou sobre os investimentos da empresa no setor e sua atuação na indústria nacional e no pré-sal. Em relação a este último segmento, cerca de metade das descobertas nos últimos cinco anos foram em águas profundas e é nesse setor que a empresa vai aplicar a maior parte dos investimentos dos próximos anos. Diniz ressaltou que a Petrobras está aberta a novos modelos de contratação. Mas, para tanto, é necessário haver uma qualificação dos fornecedores, no sentido de que sejam capazes de apresentar projetos mais detalhados — nos quais cada etapa seja previamente planejada, comprovando assim a viabilidade das operações dentro do prazo estabelecido. “Esta tem sido a postura da presidente Graça Foster na assinatura de novos contratos. A nova política visa à otimização de custos e à retenção do conhecimento gerado dentro dos projetos contratados pela Petrobras”, salientou Diniz. O executivo falou ainda sobre o Plano de Negócios da Petrobras, o qual, segundo ele, está baseado em três pilares: otimização de custos, eficiência operacional e gestão de conteúdo local. Sobre esse último ponto, ele mencionou que atualmente a petrolífera estuda um programa mais detalhado para diagnosticar o que é viável ou não no Brasil. “Para atender às exigências de conteúdo local é necessário, entre outros pontos, haver padronização, contratos de longo prazo e acordos de cooperação para o desenvolvimento de novas tecnologias”. Ainda na mesa de abertura, Ilan Goldman, presidente da ASSESPRO-RJ, destacou o objetivo da Associação: “Nós queremos garantir inteligência brasileira na cadeia de óleo e gás”. Ele lembrou que os países que desenvolveram a indústria automobilística se tornaram nações do 1º mundo. “O Brasil tem essa chance com o pré-sal. Tem competência e capacidade para isso”, enfatizou o executivo. O 2º seminário “Competitividade da cadeia de Óleo e Gás e o papel da TIC”, realizado pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ), contou com o patrocínio do BNDES, Governo Federal e da Microsoft, além do apoio da Petrobras, Onip, do IBP e Sebrae.