Administradores.com - Notícias http://www.administradores.com.br/ Últimas notícias do Administradores.com pt-br Copyright 2018 Wed, 18 Jul 2018 17:26:34 -0300 O Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais: o que muda para empresas? //www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-projeto-de-lei-de-protecao-de-dados-pessoais-o-que-muda-para-empresas/125698/ //www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-projeto-de-lei-de-protecao-de-dados-pessoais-o-que-muda-para-empresas/125698/ Wed, 18 Jul 2018 17:26:34 -0300 Maurício Salles e Douglas Ribeiro O Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais: o que muda para empresas?

Empresas deverão adaptar sua operação, com a disponibilização de regulamentos claros e precisos que permitam aos usuários consentirem de forma livre

Na última terça-feira (10), o Plenário do Senado aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 53/2018 que regulamenta a proteção e transferência de dados pessoais, o qual exigirá consentimento explícito dos usuários da internet para a coleta e utilização de seus dados, seja pela iniciativa privada, seja pela administração pública.

O texto, que aguarda sanção presidencial e tem inspiração no recente Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, que entrou em vigor em 25 de maio de 2018, permitirá aos cidadãos visualizar, corrigir e excluir os dados coletados, preservando a privacidade dos usuários e maior transparência na rede mundial de computadores, pois prevê que as empresas informem a destinação a ser dada com a coleta de dados, contendo a possibilidade de punição daqueles que descumprirem o referido regulamento, inclusive as empresas com sede no exterior.

A mero título exemplificativo, as sanções poderão variar desde advertências, suspensão parcial ou total do banco de dados, suspensão do exercício de atividade de tratamento de dados pessoais por até seis meses, além das temidas multas, que poderão ser simples ou diárias, limitadas ao valor de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito privado, podendo chegar a vultosa quantia R$50 milhões.

Para regulamentar essa fiscalização, o referido projeto prevê a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), vinculada ao Ministério da Justiça. Todavia, a situação pode ser mais grave para os eventuais infratores, pois ainda que exista regulamentação específica com previsão de órgão específico para fiscalização, as infrações que tiverem origem em uma relação de consumo poderão eventualmente ser fiscalizadas pelos Procons, que além de possuírem grande capilaridade em território nacional, têm elevada experiência em autuações.

As preocupações das empresas não devem ficar por aí, pois embora o projeto de lei deva entrar em vigor após 18 meses de sua publicação, conforme texto aprovado pelo Senado, tal prazo não se mostra elevado, pois as empresas deverão adaptar sua operação, com a disponibilização de regulamentos claros e precisos que permitam aos usuários consentirem de forma livre, informada e inequívoca a utilização de seus dados para uma finalidade determinada, devendo ainda, tais empresas, criarem canais eficientes de atendimento a toda a rede de usuários, permitindo-lhes a alteração das informações contidas no banco de dados, sua eventual exclusão, além do cumprimento de outras obrigações previstas no referido projeto de lei.

Este período de adaptação pode ser mais penoso para as pequenas e médias empresas, por possuírem estruturas mais enxutas, menos acesso a tecnologia e menor rentabilidade, o que pode nos casos mais graves comprometer a sustentabilidade do negócio e eventualmente inviabilizá-lo.

Assim, a normatização acerca da proteção de dados pessoais é necessária, ainda que estejamos em época de progressiva “superexposição” dos eventos da vida privada, sobretudo em redes sociais, o que não deve impedir, contudo, que garantias fundamentais como intimidade e o acesso aos dados pessoais sejam garantidos aos próprios cidadãos, o que exigirá das empresas a readequação de sua cultura e de suas práticas e, por obviedade, investimentos financeiros para darem cumprimento à lei.

Douglas Ribeiro e Maurício Salles são especialistas do PG Advogados.

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Pacientes do SUS vão receber notificações de consulta pelo celular //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pacientes-do-sus-vao-receber-notificacoes-de-consulta-pelo-celular/125697/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pacientes-do-sus-vao-receber-notificacoes-de-consulta-pelo-celular/125697/ Wed, 18 Jul 2018 16:01:22 -0300 Paula Laboissière Pacientes do SUS vão receber notificações de consulta pelo celular

A nova versão do sistema online do SUS também permite registrar as vacinas aplicadas no prontuário eletrônico

O Ministério da Saúde informou que uma nova versão do sistema e-SUS Atenção Básica será disponibilizada aos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a atualização, os pacientes vão passar a receber notificações de consultas agendadas em unidades básicas de saúde pelo aplicativo da pasta.

A nova versão do sistema, segundo o ministério, também permite registrar as vacinas aplicadas no prontuário eletrônico, permitindo armazenar todas as ações de saúde do usuário em um mesmo local. Desta forma, de acordo com a pasta, o histórico do paciente poderá ser acessado em todos os serviços do SUS que estejam informatizados.

“Os dados são coletados de forma individualizada podendo ser identificados com o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) do cidadão por meio do e-SUS AB”, informou o ministério.

A orientação do governo federal é que municípios que utilizam o Prontuário Eletrônico do Cidadão ou a coleta de dados simplificada usem a versão mais recente do sistema, garantindo a qualidade na transmissão de dados coletados. A atualização está disponível no site do Departamento de Atenção Básica.

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TSE vai fiscalizar uso de dinheiro vivo nas eleições //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/tse-vai-fiscalizar-uso-de-dinheiro-vivo-nas-eleicoes/125696/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/tse-vai-fiscalizar-uso-de-dinheiro-vivo-nas-eleicoes/125696/ Wed, 18 Jul 2018 14:01:22 -0300 Kelly Oliveira TSE vai fiscalizar uso de dinheiro vivo nas eleições

A fiscalização da Justiça Eleitoral será feita a partir das informações declaradas pelos candidatos nas suas prestações de contas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com outros órgãos de fiscalização, vai analisar suspeitas de uso de dinheiro vivo para caixa 2 nas eleições deste ano, a condição financeira das pessoas físicas doadoras e a capacidade operacional dos fornecedores de bens e serviços destinados à campanha.

“O foco não é apenas dinheiro vivo, é muito além disso. O que o TSE busca com outros órgãos de fiscalização do Estado é, a partir das informações declaradas nas prestações de contas dos candidatos/partidos, analisar a capacidade financeira das pessoas físicas no aporte das doações e a capacidade operacional dos fornecedores na entrega de bens e serviços destinados à campanha eleitoral”, disse o tribunal, em nota.

A fiscalização da Justiça Eleitoral será feita a partir das informações declaradas pelos candidatos nas suas prestações de contas. Além disso, como ocorrido no último pleito, haverá um compartilhamento de informações da Justiça Eleitoral com outros órgãos do Estado, como a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o Ministério Público.

No caso específico do TSE, serão analisadas as contas dos candidatos à Presidência da República. Candidatos aos demais cargos terão suas prestações de contas analisadas pelos juízes eleitorais e respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

A suspeita com relação a dinheiro vivo é de que candidatos façam declaração falsa de valores guardados em casa à Justiça Eleitoral e ao Fisco. O objetivo seria, após a eleição, transformar o dinheiro em sobra de campanha ou incluir recursos de origem ilícita nos gastos eleitorais.

Nas últimas eleições gerais, em 2014, foram declarados R$ 300 milhões em dinheiro por 26.259 candidatos (7,6% do total). Nas eleições para prefeitos e vereadores, em 2016, 497.697 candidatos (12,28%) declararam possuir R$ 1,679 bilhão em espécie.

Neste ano, os recursos para a campanha virão dos fundos Eleitoral, com R$ 1,7 bilhão, e Partidário, com R$ 888,7 milhões, além das doações de pessoas físicas e recursos próprios dos candidatos (autofinanciamento).

Procurada, a Receita Federal disse que não irá comentar o assunto.

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SPED Fiscal: entenda o que é e como facilitar esse processo //www.administradores.com.br/noticias/negocios/sped-fiscal-entenda-o-que-e-e-como-facilitar-esse-processo/125695/ //www.administradores.com.br/noticias/negocios/sped-fiscal-entenda-o-que-e-e-como-facilitar-esse-processo/125695/ Wed, 18 Jul 2018 11:31:11 -0300 Publieditorial SPED Fiscal: entenda o que é e como facilitar esse processo

O SPED Fiscal é um processo complicado na sua empresa? Neste artigo, esclarecemos as principais dúvidas sobre o assunto e trazemos uma dica para deixá-lo mais fácil.

Ser empreendedor significa estar disposto a lidar com as inúmeras burocracias relacionadas à gestão do negócio, não é mesmo? Uma delas é o pagamento de impostos. Para minimizar essas dificuldades, o Governo Federal instituiu o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), por meio do Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007. A proposta foi simplificar o pagamento dos impostos com a informatização do sistema e a integração dos fiscos federal, estadual e municipal.

Neste artigo, detalhamos as principais dúvidas dos empresários sobre o SPED Fiscal, que também podem ser questionamentos seus. Confira.

O que é SPED Fiscal?

De modo geral, o SPED Fiscal é a modernização do sistema para cumprimento das obrigações fiscais dos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores. Para isso, passou a ser usada a certificação digital para assinatura dos documentos eletrônicos, garantindo sua validade jurídica.

Esse processo é chamado pela Receita Federal de Escrituração Fiscal Digital (EFD) e é por meio dele que ela e os órgãos fazendários estaduais receberão dos contribuintes todas as informações que precisam sobre a apuração de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Para que serve o SPED Fiscal?

Para as empresas, o SPED Fiscal simplifica e facilita a entrega da documentação necessária para os fiscos ao utilizar um meio digital, além de eliminar a necessidade de ter documentos em papéis.

Já para o governo, o SPED Fiscal facilita a fiscalização e reduz a burocracia para a entrega desses documentos.

O SPED Fiscal é obrigatório a toda empresa?

Não. Há perfis que são dispensados de entregar o SPED Fiscal. De forma geral, são eles:

  • empreendedores cadastrados no MEI, optantes pelo SIMEI;
  • microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional, exceto contribuintes impedidos de recolher ICMS neste tipo de regime.


Como a sua empresa deve enviar o SPED Fiscal?

A sua empresa deve enviar mensalmente um arquivo digital contendo toda a escrituração de documentos fiscais e outras informações de interesse dos fiscos estaduais e da Secretaria da Receita Federal, além de registros de apuração de impostos referentes às operações e às prestações praticadas pelo contribuinte.

O SPED Fiscal deve ser entregue no formato de um arquivo digital que precisa ser submetido ao Programa Validador e Assinador (PVA), fornecido pelo próprio SPED e que pode ser baixado aqui. Depois dessa verificação, o arquivo digital precisa ser assinado utilizando uma certificação A1 ou A3 emitida por uma entidade credenciada.

Após ser validado pelo PVA, a legislação obriga que esse arquivo seja assinado digitalmente e transmitido, via internet, ao ambiente SPED da Receita Federal. Essa assinatura deve ser feita por meio de um certificado digital (e-CNPJ), emitido por uma autoridade certificadora credenciada.

Que passos a sua empresa precisa seguir para entregar o SPED Fiscal?

 Veja como é o processo para realizar a entrega dos documentos a partir do SPED Fiscal.

Primeiro, faça o download do programa no site da Receita Federal  e instale-o no computador.

Ao executar o programa, aparecerá uma tela com opções e menus no canto superior. Selecione SPED Fiscal e, em seguida, clique na opção "Gerar Arquivo".

Espere pela abertura da janela que pede a inserção do mês e do ano desejado e, em seguida, vá até "Gerar SPED".

Após o arquivo ter sido gerado com sucesso e inserir todos os dados referentes à escrituração do período, valide o documento no executável com nome de "EFD ICMS IPI" através do validador ou utilize o "EFD Contribuições". Ambos os programas são utilizados pelo Governo para verificação de documentos e arquivos transmitidos para a Secretaria da Fazenda.

Ainda no mesmo passo, dê dois cliques no ícone na tela inicial e abra novamente o executável. Na tela de menus, procure pela opção de colocar o documento dentro do validador. O botão referente a essa inserção é o segundo, que possui uma seta verde indicando para o lado direito.

Clique no ícone e pesquise pelo documento que foi gerado e salvo na pasta local. Selecione-o e abra-o no programa. O programa do SPED Fiscal abrirá várias mensagens seguidas. Responda a todas elas com "Sim" e continue com o procedimento de validação do sistema.

Nessa etapa, o arquivo é avaliado e analisado em detalhes pelo validador. Aguarde até que apareça uma das seguintes mensagens: "O arquivo foi validado com sucesso" ou "O arquivo contém erros e avisos". Para exibir os detalhes das advertências, selecione o checkbox acima e clique em "exibir".

No primeiro caso, o arquivo foi corretamente validado e pode ser transferido para a contabilidade. No segundo caso, exiba os detalhes, corrija os erros e valide novamente. Se necessário, solicite o suporte do programa para concluir.

É possível facilitar esse processo?

Para facilitar o processo de envio do SPED Fiscal, vale a pena investir em um sistema de gestão como a Solução Jiva. Assim, a inserção dos dados no arquivo, que será importado no Programa Validador (PVA), deixa de ser feita manualmente, o que toma bastante tempo na elaboração da declaração. Ela passa a ser gerada de forma automatizada, permitindo maior segurança em relação às informações repassadas ao fisco e maior agilidade nesse processo, o que evita problemas com multas relacionadas à entrega fora do período de obrigatoriedade.

Sistemas de gestão como esse automatizam as rotinas financeiras e monitoram os resultados da empresa. Além disso, controlam os custos, armazenam o histórico de clientes e organizam estoque, vendas, contas a pagar e fluxo de caixa. Tudo isso de forma integrada, dispensando a criação de planilhas, relatórios e outros controles.

A Ditelecom Security, empresa de Belo Horizonte especializada em venda de produtos de telecomunicação e segurança eletrônica, implantou a Solução Jiva e conseguiu agilizar em 60% os processos da área fiscal.

Saiba mais sobre como a Solução Jiva ajudou a empresa nesse ponto e em outros processos financeiros. Leia esse case.

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Indústria 4.0 e a segurança dos dados: como acompanhar a evolução tecnológica de maneira segura? //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/industria-4-0-e-a-seguranca-dos-dados-como-acompanhar-a-evolucao-tecnologica-de-maneira-segura/125688/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/industria-4-0-e-a-seguranca-dos-dados-como-acompanhar-a-evolucao-tecnologica-de-maneira-segura/125688/ Wed, 18 Jul 2018 08:30:00 -0300 Ricardo Gonçalves Indústria 4.0 e a segurança dos dados: como acompanhar a evolução tecnológica de maneira segura?

Basta olhar o macro e perceber que a maioria das áreas da uma empresa já opera na nuvem para entender que as informações não ficam vulneráveis

Com a chegada da Indústria 4.0 e a automação dos dados, os processos produtivos ficaram super conectados. Conhecida como a quarta revolução, esse movimento colocou as fábricas em um novo patamar de produtividade, eficiência e gestão ao, por exemplo, promover a automatização de suas operações e migração dos dados para a nuvem. Se, por um lado, estas mudanças trazem inúmeros benefícios para toda a cadeia produtiva, como melhora da performance, redução de custos e insumos para análises preditivas, por outro lado ainda gera muita insegurança.

Por mais que esta preocupação seja legítima, é importante desmistificar alguns conceitos preestabelecidos sobre esta nova onda tecnológica. Todos os departamentos de uma fábrica precisam saber como lidar com estas informações e a maneira correta de preservá-las. Alguns setores, como Tecnologia da Informação, Marketing, Vendas, RH, Gestão e Finanças, por exemplo, já lidam com a automatização das suas operações há mais tempo e a migração para um ambiente cada vez mais digital acontece de maneira natural. Porém, para o chão de fábrica este ainda é um assunto novo, que gera dúvidas e inseguranças e, em muitos dos casos, atrasa a implementação de novos projetos.

Porém, basta olhar o macro e perceber que a maioria das áreas da uma empresa já opera na nuvem para entender que as informações não ficam vulneráveis. O faturamento de uma corporação, o estoque das lojas, dados dos funcionários, são alguns dos exemplos de informações sigilosas e importantes que já podem ser acessadas de qualquer lugar sem que a insegurança seja um impeditivo.

Durante nossas incursões por fábricas de todo o Brasil, um dos temores mais comuns é o vazamento de informações. Porém, ao analisarmos históricos de invasões em empresas de todo o mundo, fica claro que a maioria delas não partiu de hackers e sim dos próprios colaboradores. Segundo pesquisa do Gartner, divulgada em 2015, os usuários são responsáveis por 95% das falhas de cloud computing - e não a tecnologia.

Um destes exemplos é o caso WikiLeaks, vazamento de informações da CIA que expôs muitos dados confidenciais dos Estados Unidos. O que os jornais noticiaram como uma invasão hacker, foi na verdade um ex-funcionário que facilitou o acesso à terceiros.

No caso da indústria, na maior parte destes casos, o principal motivo para o vazamento de informações da nuvem pelos funcionários é o despreparo, falta de treinamento qualificado e problemas no processo operacional. Por isso que, quando falamos em segurança, é fundamental manter em total harmonia o tripé: pessoas, processos e tecnologia. Não basta que os processos e a tecnologia sejam efetivos se os usuários não estiverem cientes de como é importante proteger o ambiente corporativo.

Quando olhamos para a indústria é fácil perceber a rapidez com que ela vem evoluindo. A chamada Internet Industrial tem um papel importantíssimo para o crescimento do País, principalmente ao que se refere à inovações tecnológicas efetivas e seguras. Os robôs adotados nas fábricas passam por constantes manutenções preventivas para garantir que não haja nenhum erro que os tornem vulneráveis, pelo contrário, eles são preparados para desenvolverem suas atividades em sintonia com as demais máquinas e pessoas, contribuindo - e muito! - para o desenvolvimento da nova economia.

Tudo que é novidade gera buzz e é normal que as pessoas se sintam inseguras. Porém, com a minha experiência posso afirmar que se as companhias investirem em processos, seguirem os protocolos de segurança e trabalharem todas as pontas de uma planta fabril, a digitalização as tornarão mais competitivas não só frente aos concorrentes locais, mas também diante das empresas globais, que já avançam de forma mais rápida na disrupção das linhas de produção. Com a chegada definitiva da indústria 4.0 em todos os departamentos da indústria - desde TI, passando por Logística, à Produção - elas ganharão em competitividade e terão um rápido retorno financeiro.

Ricardo Gonçalves — Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Pollux

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Você gosta de estudar em casa? Faça o teste de perfil EaD //www.administradores.com.br/noticias/carreira/voce-gosta-de-estudar-em-casa-faca-o-teste-de-perfil-ead/125694/ //www.administradores.com.br/noticias/carreira/voce-gosta-de-estudar-em-casa-faca-o-teste-de-perfil-ead/125694/ Tue, 17 Jul 2018 17:45:33 -0300 Redação Administradores Você gosta de estudar em casa? Faça o teste de perfil EaD

Quer saber se você tem um bom perfil para estudar a distância (EaD)? Então é hora de fazer o teste de perfil EaD do Quero Bolsa. O teste é super tranquilo e pode te ajudar a escolher a melhor modalidade de ensino



Todos os anos milhões de pessoas se inscrevem no ENEM para tentar cursar uma faculdade. Só neste ano, mais de 6 milhões de estudantes se inscreveram no exame para aproveitar a chance de ingressar no ensino superior em 2019.

No entanto, a maioria das pessoas ainda não se deu conta que o ENEM não é a única forma de entrar na universidade com bolsas de estudo e um desconto de acordo com o seu bolso.

São diversas possibilidades incríveis que vão mudar este cenário no Brasil, e o Quero Bolsa promete te ajudar, como já ajudou milhões de estudantes, a ingressar em uma universidade.

O Quero Bolsa, site que disponibiliza bolsas de estudo para todo o Brasil, possui uma plataforma que conecta os alunos às universidades. As ferramentas desenvolvidas pelo Quero Bolsa ajudam estudantes a encontrar o curso ideal a um preço que eles possam pagar.

A StartUP de educação mostra alternativas para os estudantes brasileiros. Vamos ver quais são as possibilidades?

Cursos EaD

Quer saber se você tem um bom perfil para estudar a distância (EaD)? Então é hora de fazer o teste de perfil EaD do Quero Bolsa. O teste é super tranquilo e pode te ajudar a escolher a melhor modalidade de ensino.

Procura por EaD

A procura por cursos superiores na modalidade a distância tem crescido nos últimos anos. Segundo o Quero Bolsa, as pesquisas por bolsas de estudo para cursos a distância representam 25,7% do total de buscas na plataforma.

Por conta dessa alta procura, a plataforma Quero Bolsa decidiu investir em uma equipe especializada para desenvolver o teste de perfil EaD. Na plataforma você consegue encontrar o curso ead para o seu perfil e com o preço que cabe no seu bolso.

Uma ajuda para descobrir o curso ideal

Entrar em um curso superior já não é nada fácil. Agora imagina você entrar em um curso que não tem nada a ver com você? Frustrante, não é mesmo? Infelizmente, isso acontece com milhares de estudantes que entram na faculdade todos os anos.

Por esse motivo, a equipe do Quero Bolsa também desenvolveu um teste vocacional online e gratuito que já ajudou mais de 400 mil pessoas a encontrar o rumo certo da sua carreira.

E o Mercado de Trabalho para quem cursa EaD?

Como qualquer outro curso de graduação, o módulo EaD é uma formação de ensino superior. Você recebe seu diploma e consegue acesso a outros diversos níveis de formação, como Pós-Graduação, MBA e especializações distintas que compõem as qualificações para uma carreira de sucesso.

Hoje grandes universidades possuem em suas grades curriculares os módulos de ensino EaD, sendo um atrativo para as pessoas que possuem pouco tempo disponível para fazer um curso, mas necessitam se qualificar com um curso superior.

Outro ponto positivo em relação ao módulo EaD, é que ele é mais em conta que os demais tipos de graduação e possui matérias que exigem prática, como pesquisa e trabalhos experimentais para avaliação dos desenvolvimento do aluno.

Conclusão

Para quem está sem tempo de estudar e quer ter uma qualificação acadêmica, o modelo EaD é ideal. São diversas universidades que estão disponibilizando esse modelo de ensino e você pode se aproveitar disso.

O Quero Bolsa já ajudou mais de 300 mil pessoas a entrar na faculdade e pode te ajudar a conseguir uma bolsa de estudo para os melhores cursos EaD, confira e deixe o seu comentário.

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Edital de Inovação para a Indústria busca projetos de startups sobre cidades sustentáveis //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/edital-de-inovacao-para-a-industria-busca-projetos-de-startups-sobre-cidades-sustentaveis/125693/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/edital-de-inovacao-para-a-industria-busca-projetos-de-startups-sobre-cidades-sustentaveis/125693/ Tue, 17 Jul 2018 17:20:01 -0300 Redação Edital de Inovação para a Indústria busca projetos de startups sobre cidades sustentáveis

Construtora CIVIL e Prefeitura Municipal de Salvador vão escolher até dez propostas de construções sustentáveis, energias renováveis, mobilidade urbana, entre outros temas; cada selecionado terá fomento de até R$ 150 mil

Estão abertas as inscrições da chamada do Edital de Inovação para Indústria que irá selecionar até dez projetos com o tema cidades sustentáveis no valor total de até R$ 1,5 milhão. Podem se inscrever startups que apresentarem propostas de monitoramento e licenciamento ambiental, urbanismo integrado, saneamento ambiental, construções sustentáveis, energias renováveis e mobilidade urbana. Os interessados têm até 12 de agosto para se cadastrarem na plataforma do Edital.

A chamada é resultado da parceria entre a Construtora CIVIL e a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), e o SENAI CIMATEC. Cada projeto receberá o valor máximo de R$ 150 mil para realização de provas de conceito, em até 12 meses, na rede de Institutos SENAI de Inovação. São consideradas startups empresas de micro ou pequeno porte (MPE) que possuem CNPJ ativo.

Todas as informações sobre o Edital, como critérios para participação e regulamento completo, podem ser consultados no site: www.editaldeinovacao.com.br.

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do SENAI, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI). Nesta edição, serão investidos R$ 55 milhões, em cinco categorias, para financiar o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria brasileira, sejam novos produtos, processos ou serviços de caráter inovador, incremental ou radical. A chamada Cidade Sustentável faz parte da categoriaEmpreendedorismo Industrial - Inovação na Cadeia de Valor, que busca estimular a conexão entre grandes indústrias e startups, micro e pequenas empresas.

“Uma cidade sustentável promove qualidade de vida para seus cidadãos. Para isso acontecer, o ideal é que poder público, iniciativa privada e sociedade civil trabalhem juntos. Nesse sentido, Salvador investe para atrair startups e, ao mesmo tempo, se torna o laboratório para empreendedores desenvolverem as suas ideias”, explica André Fraga, titular da Secis.

Temática

O primeiro eixo temático, chamado Monitoramento e Licenciamento Ambiental, busca soluções que ajudem o monitoramento ambiental eficiente. Com base em indicadores ambientais qualitativos ou quantitativos, o objetivo é atuar na prevenção de danos e correção de não conformidades, assim como aprimorar processos e tecnologias de licenciamento ambiental.

No eixo temático Urbanismo Integrado a expectativa é receber propostas que ajudem na melhor utilização dos espaços públicos, principalmente aquelas que envolvam a criação e aumento de áreas verdes nas cidades, integradas à urbanização existente. No eixo temático Saneamento Ambiental são esperadas soluções tecnológicas mais sustentáveis para esgotamento sanitário. As propostas podem sugerir, por exemplo, a otimização de recursos hídricos, reuso de água, reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos.

O eixo temático Construções Sustentáveis busca soluções construtivas que visam minimizar os impactos negativos sobre o meio ambiente. Outro objetivo é promover a economia dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida dos seus ocupantes. O eixo Energias Renováveis procura projetos que desenvolvam inovações tecnológicas que possibilitem e expandam o uso de energias renováveis nas cidades.

Por fim, a temática Mobilidade Urbana tem a expectativa de receber propostas que visem a melhora dos fluxos de deslocamentos de pessoas e cargas no espaço urbano e a conexão dos cidadãos com os equipamentos de mobilidade.

Startups

O gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim, explica que a aproximação entre startups e grandes empresas, estimulada pela categoria C do Edital de Inovação, é uma forma de injetar novas ideias inovadoras na indústria. “Todos os setores precisam se reinventar, e a aproximação com startups por meio de projetos de desenvolvimento de novas tecnologias e soluções para o mercado em parceria com startups aceleram esse processo.”

“Os pequenos negócios possuem papel estratégico tema, pois são empresas que estão no dia a dia das cidades e convivem diretamente com os cidadãos e suas necessidades. São empresários que sabem quais são os principais desafios e os avanços necessários que os centros urbanos precisam exercer para melhorar a qualidade de vida da população. É neste contexto que boas oportunidades de negócios podem surgir”, explica o gerente de inovação do Sebrae, Célio Cabral.

A seleção dos projetos pelo Edital de Inovação para a Indústria é feita com base em critérios como potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. Além do fomento, as instituições oferecem apoio na forma de infraestrutura para desenvolver as propostas selecionadas por meio dos Institutos SENAI de Inovação e dos Institutos SENAI de Tecnologia.

SAIBA MAIS:

A Construtora CIVIL: Fundada em 1961, a CIVIL Construtora hoje soma mais de 1 milhão de m² em obras executadas. Priorizando qualidade, redução de custos e sustentabilidade, a CIVIL Construtora realiza desde a concepção do projeto, passando pela incorporação, até a construção de empreendimentos que prezam pelo rigor técnico e excelência em todas suas etapas.

Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação: A Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (SECIS) foi criada em 2012 com a missão de ser o principal instrumento de concepção, execução e promoção das políticas de desenvolvimento sustentável do município de Salvador, de forma cooperativa e dinâmica, rumo a um melhor padrão de qualidade de vida para os soteropolitanos. As ações vão muito além do cuidado com o meio ambiente.

O SENAI CIMATEC: É um dos mais avançados centros de educação, tecnologia e inovação do país, integrando um Centro Universitário, um Centro Tecnológico e uma Escola Técnica, de forma sinérgica. Situado na cidade de Salvador, o SENAI CIMATEC abriga três Institutos SENAI de Inovação – Automação da Produção, Logística e Conformação e União de Materiais; seis Institutos SENAI de Tecnologia – Construção CIVIL e Materiais, Eletrometalmecânica, Eletroeletrônica, Química, Petroquímica e Refino, além de dezenas de outras competências que atuam de forma integrada para atender às demandas da indústria.

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Nova função do Instagram promete chacoalhar o mercado digital //www.administradores.com.br/noticias/marketing/nova-funcao-do-instagram-promete-chacoalhar-o-mercado-digital/125692/ //www.administradores.com.br/noticias/marketing/nova-funcao-do-instagram-promete-chacoalhar-o-mercado-digital/125692/ Tue, 17 Jul 2018 16:57:01 -0300 Denis Casita Nova função do Instagram promete chacoalhar o mercado digital

Um dos motivos pelos quais o IGTV chama a atenção é que ele veio para concorrer diretamente com outro gigante do setor: o Youtube

O Instagram acaba de marcar um gol de placa ao desenvolver mais uma função que promete movimentar o mercado digital: o Instagram Television (IGTV). Trata-se de uma função desenvolvida exclusivamente para a publicação de vídeos de até uma hora. Até hoje, o limite máximo de tempo era de um minuto para as publicações no feed.

A nova ferramenta, que pode ser usada dentro do próprio aplicativo – um ícone de televisão foi inserido no canto superior direito da tela, o que me faz lembrar que estamos diante de uma nova forma de ver TV – ou em um App independente, tem como foco principalmente os criadores de conteúdo com conta verificada, ou seja, com aquele "check" azul ao lado do nome que identifica os perfis.

Isso demonstra o claro objetivo do Instagram de estreitar os laços, leia-se negócios, com influenciadores, celebridades e marcas, que trazem para a rede (e para os próprios Instagramers) diversas oportunidades e cifras vultuosas. Aliás, bastou a atualização para vários deles já anunciarem novas ações para o IGTV. Vale lembrar que os usuários comuns, diga-se de passagem, também foram contemplados com a novidade, só que com um tempo bem menor, é claro: apenas 10 minutos.

Um dos motivos pelos quais o IGTV chama a atenção é que ele veio para concorrer diretamente com outro gigante do setor, o Youtube. Para isso, o Instagram lançou mão de alguns recursos, a começar pela disposição do vídeo, que deve ser feito na vertical, seguindo a linha de uso do smartphone. O Youtube já havia feito isso recentemente, quando permitiu que as postagens fossem feitas em seu App na vertical, acabando com o dilema dos usuários que queriam assistir a um vídeo em tela cheia nessa posição, mas tinha de posicionar o celular na horizontal.

Outra novidade é a definição dos vídeos, que passam a ter 4k, conferindo à imagem alta resolução. Isso só reforça que a estratégia de criação de vídeos para serem consumidos no celular tem tudo para ser cada vez mais profissional e, portanto, promissora. Agora mais do que nunca é possível gerar conteúdos de excelente qualidade para as empresas, sem que para isso elas precisem fazer altos investimentos na criação, desenvolvimento e veiculação dos mesmos. Vale lembrar que, por enquanto, os vídeos do Youtube possuem resolução HD de, no máximo, 1080p, bem inferior ao da IGTV, o que, com certeza, vai forçar a concorrente a apresentar melhorias nesse quesito.

Esses pontos, por si só, têm tudo para impactar a forma como assistimos a esse tipo de conteúdo na internet e também a geração de novos negócios. A briga promete ser boa, o que é ótimo para o mercado. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Denis Casita  é especialista em Marketing Digital e CEO da Performa Web. Graduado em Administração para Internet pela FIAP, possui especializações na área de Marketing Online, Análise e Planejamento Financeiro, Técnicas de Feedback e Liderança pela FIA, além de ser Especialista em Search Marketing. Fundou a Performa Web quando tinha apenas 22 anos, e conduz o trabalho de sua equipe com uma carteira de mais de 40 clientes, como a Barred's, Submarino Viagens, CVC, Fnac, Ri Happy Brinquedos e Nike. A empresa já acumula as certificações Google Partner Premier e Bing Elite.

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Como otimizar a operação de uma empresa por meio de SaaS? //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-otimizar-a-operacao-de-uma-empresa-por-meio-de-saas-softwares-como-servico/125691/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-otimizar-a-operacao-de-uma-empresa-por-meio-de-saas-softwares-como-servico/125691/ Tue, 17 Jul 2018 16:32:01 -0300 Higor Franco Como otimizar a operação de uma empresa por meio de SaaS?

Dentro das empresas, a área de tecnologia é uma das mais beneficiadas e a primeira a sentir o impacto do uso do SaaS

Talvez você ainda não tenha ouvido falar sobre SaaS – Software as a Service -, mas certamente já usou algum serviço neste formato. Para explicar um pouco melhor, trata-se de uma licença de software utilizada na internet, na qual não é preciso baixar, instalar ou atualizar. Ou seja, contrata-se o acesso a um sistema completo, sem a necessidade de configurar a infraestrutura ou a plataforma em que será utilizada. 

De acordo com o estudo “The Brazil SaaS Landscape 2017”, feito pela Rock Content, em parceria com a SaaSholic, Signail Hill e Redpoint eVentures, 71% das empresas pesquisadas que utilizam o modelo foram fundadas em 2010, o que mostra que esse ainda é um mercado em expansão no País. As que já adotaram o SaaS perceberam os benefícios oferecidos por esse modelo de consumo de TI, tanto em ganhos de produtividade e qualidade, quanto em tempo e redução de custos. 

Dentro das empresas, a área de tecnologia é uma das mais beneficiadas e a primeira a sentir o impacto do uso do SaaS. O trabalho operacional é reduzido drasticamente, uma vez que as rotinas que deveriam ser executadas, como processos de configuração e backup de dados, são feitos de forma automática na nuvem. Outro ponto crucial é o acesso diário a versão mais recente do software. Dessa maneira, é possível focar em processos mais estratégicos, que aumentam a produtividade das equipes e também a qualidade do serviço realizado. 

Na questão econômica, isso não é diferente. O software como serviço tem um custo mais baixo se comparado com o modelo padrão. A maioria das aplicações em SaaS permite ao profissional escolher o plano mais adequado ao seu negócio, de acordo com o número de usuários e, apenas, pelo tempo que precisa. Com isso é possível investir o valor economizado em outras frentes, incentivando cada vez mais o crescimento. 

Um impacto direto por meio da utilização desse modelo é o aumento da mobilidade e disponibilidade das operações, permitindo que o trabalho remoto cresça nas organizações. Uma pesquisa sobre “O Futuro do Trabalho” mostrou que mais de 40% dos entrevistados já praticam o home office e, além disso, mais da metade deles afirmam que isso aumenta a produtividade. 

Todos esses pontos proporcionam mais agilidade e destreza no serviço prestado pelas empresas, seja na questão operacional como na evolução do negócio. É preciso entender que, se o SaaS é o resultado de uma evolução tecnológica, o crescimento da empresa também pode estar diretamente ligado a implementação desse modelo, que vem crescendo no mundo todo.

Higor Franco, diretor-geral da Locaweb Serviços de Internet, unidade de varejo da Locaweb.

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Existe momento certo para trocar de carreira? //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/existe-momento-certo-para-trocar-de-carreira/125689/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/existe-momento-certo-para-trocar-de-carreira/125689/ Tue, 17 Jul 2018 16:12:01 -0300 Norberto Chadad Existe momento certo para trocar de carreira?

Antes de tomar qualquer decisão é necessário compreender as suas próprias motivações, características, competências e habilidades

Sócrates – o filósofo grego, não o jogador de futebol – dizia há mais de 2.000 anos uma frase sábia: “Conhece-te a ti mesmo”. A recomendação vale para os dias de hoje. Antes de tomar qualquer decisão, você precisa compreender as suas próprias motivações, características, competências e habilidades.

Vou dar um exemplo. Alguém diz para você: “Puxa, gostei do seu atendimento. Já pensou em ser vendedor?”. E você para e pensa: “É mesmo... Como nunca pensei nisso antes?”

É um sinal de que você não refletiu sobre si mesmo, não se descobriu de verdade.

Esse autoconhecimento ocorre em diferentes estágios da vida, dependendo da pessoa e das circunstâncias que ela enfrenta. O trabalhador que escolhe o caminho do funcionalismo público aos 18 anos em busca de estabilidade e salário fixo possivelmente não será desafiado a perscrutar seu íntimo e verificar que outro caminho poderia ter tomado na vida. A tendência é que ele permaneça mergulhado na rotina – cômoda ou incômoda – das suas obrigações.

Por outro lado, o mesmo jovem de 18 anos munido de ‘rebeldia’ e disposto a se entender, avaliar os sonhos e correr atrás deles antes de tomar uma decisão profissional possivelmente poderia encontrar um emprego mais instigante e motivador, para o qual tivesse vocação.

Vocação é a palavra-chave. O trabalhador mais feliz é aquele que faz o que gosta.

Como eu disse, o autoconhecimento pode ocorrer com alguém num estágio mais maduro da vida profissional. Pode surgir de uma ruptura emocional, da falência da empresa onde trabalhava, de uma reforma estrutural da instituição onde atua, de um acidente, uma doença, ou até um insight que o faça ver que está desperdiçando a vida num trabalho rotineiro e chato.

O que fazer, então? Sair correndo e pedir demissão para buscar outro emprego que ofereça mais realização? Tem gente que faz isso, mas não é recomendável. Precisamos ter cuidado com os impulsos. É importante avaliar primeiro as próprias motivações, refletir sobre os possíveis obstáculos e então decidir o que se quer fazer da vida. Aí pesquisa-se o mercado, traça-se uma meta e prepara-se um plano.

Portanto, a resposta para o título deste artigo é esta: existe um momento certo para cada pessoa quando se trata de trocar de carreira. E, pode acreditar, nunca é tarde.

Há dezenas de exemplos. Lembro-me de uma reportagem publicada pela revista Exame (edição de 25 de fevereiro de 2016), que mostra alguns casos. Um deles é Marcos Amaro, filho dos fundadores da TAM, o comandante Rolim Amaro. Começou carreira trabalhando com o pai, mas em 2013 decidiu vender tudo o que tinha e virou artista plástico. Garante que está mais feliz agora. Bruno Minervino fez um trajeto quase inverso: interessado pela informática, evoluiu na área da publicidade digital e aos 24 anos era gerente de operações online em diversas empresas. Foi a partir de um telefonema-convite que resolveu largar tudo e se tornar piloto de avião.

Mas um dos casos mais emblemáticos, para demonstrar que não existe época e nem idade certa para trocar de carreira, é o da Juliane Marinho. Depois de atuar como advogada por 18 anos, tendo chegado a ocupar o cargo de diretora jurídica e diretora de investimento na Odebrecht, abandonou tudo para criar uma empresa virtual que, entre outras coisas, ajuda pessoas a promoverem sua transição profissional.

Aí está. É possível mudar de profissão aos 24 ou aos 44. Basta se conhecer bem, respeitar a própria vocação e trabalhar para encontrar o lugar mais adequado para a sua satisfação profissional e pessoal.

Norberto Chadad — Engenheiro Metalurgista pela Universidade Mackenzie, Mestre em Alumínio pela Escola Politécnica, Economista pela FGV, Master em Business Administration pela Los Angeles University e CEO da Thomas Case & Associados, consultoria de soluções em gestão de pessoas e de carreiras com 40 anos de atuação. www.thomascase.com.br.

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Jogos online: no Brasil como no resto do mundo //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/jogos-online-no-brasil-como-no-resto-do-mundo/125690/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/jogos-online-no-brasil-como-no-resto-do-mundo/125690/ Tue, 17 Jul 2018 15:52:11 -0300 Redação Administradores Jogos online: no Brasil como no resto do mundo

Plataformas de cassino online, que vêm se desenvolvendo nas últimas duas décadas com o avanço da internet, estão baseadas em países estrangeiros

Os jogos de fortuna online vêm se tornando o meio principal para brasileiros que desejam contornar a clássica proibição dos cassinos, assinada pelo presidente Dutra em 1946. Ao longo de décadas, os jogadores eram forçados a pegar um avião e ir até Las Vegas ou, voando menos horas, ir até Punta del Este ou até Foz do Iguaçu e cruzar a Tríplice Fronteira (tanto para a Argentina como para o Paraguai). Um meio mais moderno consiste em pegar um cruzeiro com cassino a bordo, que só abre portas depois de sair de águas territoriais brasileiras.

E quanto a jogar online?

O jogo online é diferente, pois aos jogadores basta ter um computador (ou até mesmo um smartphone) com acesso à internet. Os jogos de cassino online representam um grande vazio na legislação brasileira. Alguns afirmam que o jogo não seria legal já que não se enquadra em nenhum regulamento. Na prática, entretanto, ninguém é preso nem acusado por clicar em um site de cassino  nem por jogar em cassino online no Brasil. E isso acontece exatamente por não existir base para acusar o jogador de algum crime: ele não está fazendo nada de errado.

E não é por falta de ação das autoridades. Afinal, não faltam exemplos de salas de jogo ilegal (que a mídia chama erradamente de “cassinos”) encerradas pelas autoridades, por todo o Brasil, de forma bem regular.

O fato é que as plataformas de cassino online, que vêm se desenvolvendo nas últimas duas décadas com o avanço da internet, estão baseadas em países estrangeiros, o que faz com que a aposta seja registrada em outro país. Nesse quesito, para o cidadão que quer jogar na roleta ou no blackjack, não é diferente acessar pela internet ou apostar num cassino no Uruguai ou em alto mar: a aposta é sempre feita fora do Brasil, e os eventuais prêmios são pagos por uma entidade sediada fora do Brasil também.

Loterias online

De resto, no Brasil, os jogos de loteria online são totalmente legais. Primeiro, é possível apostar online na Mega Sena, um dos jogos de loteria mais populares de nosso país. Além disso, o jogador pode acessar os sites das principais loterias internacionais e tentar trazer os maiores prêmios até o Brasil. É o caso da Mega Millions ou da Powerball dos Estados Unidos. A Mega Millions pode acumular jackpots até superar os 500 milhões de dólares (quase 2 bilhões de reais), o que é certamente bem tentador para qualquer fã de jogos de loteria! O jogador também pode apostar na Euromilhões Europeia, onde deverá também escolher cinco números e duas “estrelas” (também numeradas) para conseguir super prêmios.

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7 passos infalíveis para destruir uma marca //www.administradores.com.br/noticias/negocios/7-passos-infaliveis-para-destruir-uma-marca/125687/ //www.administradores.com.br/noticias/negocios/7-passos-infaliveis-para-destruir-uma-marca/125687/ Tue, 17 Jul 2018 15:24:01 -0300 André Romero 7 passos infalíveis para destruir uma marca

Como organismos vivos, as marcas acertam e também erram, mas a sua beleza está justamente em como elas se desafiam e superam seus obstáculos

Os tempos mudaram, mas muitas marcas insistem em preservar um passado que simplesmente já não existe mais. Aquela soberania intocável de muitas, que eram amadas e admiradas, hoje estão a um clique da detonação por parte dos clientes. Isso porque muitas ainda não perceberam que as marcas são como organismos vivos, que passam por períodos de alta e baixa, mas precisam ser cuidadas o tempo inteiro, com máxima atenção e cuidado. 

A questão é tão sensível que não se trata apenas de uma vontade espontânea, mas de uma necessidade, uma obrigação. E a crise tem acentuado isso ainda mais. Muitas empresas estão enfrentando dificuldades não apenas pela situação econômica pela qual o país atravessa, mas principalmente por negarem o quanto as coisas se transformaram. Um bom trabalho de marca tornou-se crucial para qualquer empresa. Se você se encontra no departamento de marketing, comunicação ou trade, esse artigo irá resgatar em você o que realmente importa e lhe ajudará a não cometer erros primários em gestão de branding. Veja abaixo os mais comuns e que vem sendo cometidos inclusive por aquelas marcas muito poderosas. 

- Não se conheça: As empresas hoje são vistas como pessoas. Elas tem uma personalidade. Não é por acaso que os departamentos de marketing tem se debruçado para construir as chamadas personas de marca, se fazendo a seguinte pergunta: se essa marca fosse uma pessoa, quem ela seria? A comunicação deve ser construída a partir dessa resposta, evitando inconsistências. A marca precisa se comportar de acordo com os seus predicados. 

- Não conheça o seu cliente: Aquela resposta padrão de que “todo mundo pode ser nosso cliente” é o primeiro passo para o abismo. Marca séria precisa identificar e conhecer o seu cliente. Ele não é percebido como “qualquer um”. Cliente precisa ser ouvido com atenção, afinal é ele quem costuma oferecer informações preciosas, críticas construtivas e feedbacks importantes para o direcionamento das marcas. Ter humildade para aceitar e principalmente força de vontade para melhorar, é fundamental. 

- Haja de dentro para fora: Muitas marcas insistem em trabalhar isoladas, baseando-se apenas em feeling e experiência. A arrogância pode ser um erro crucial. A marca precisa equalizar o que ela é e o que o cliente acredita que ela seja. Nem sempre o que a gente vende é o que o cliente quer comprar. Quando as decisões estratégicas acontecem de cima para baixo, a assertividade é drasticamente reduzida. É preciso entender que uma marca é construída no dia a dia, com a participação e envolvimento tanto de quem está dentro quanto de quem está fora.

- Abandone ou não tenha um DNA: Marcas que vivem de oportunidades e brechas do mercado dificilmente resistirão aos novos tempos. A crise e a concorrência acentuada preocupam e podem fazer com que elas tomem atitudes inesperadas. No entanto, isso não pode servir de desculpas para desvios de sua identidade. O caráter de uma marca, assim como de uma pessoa, deve ser intocável, mesmo diante de situações desafiadoras. A criatividade é a melhor arma contra dias difíceis. 

- Não monitore e não nutra seus clientes: Os clientes hoje não querem apenas consumir um produto ou serviço. Eles querem interagir com as marcas. Sendo assim, aquelas que não se preocupam em ser parceiras, fornecendo conteúdo de qualidade e relevante, capaz de gerar engajamento, certamente serão bastante prejudicadas. A mesma regra vale para acompanhar o que eles pensam e dizem sobre a marca. Hoje, há várias ferramentas que fazem uma varredura completa e instantânea de tudo o que está sendo dito sobre uma marca nas redes sociais. Se a empresa for sempre a última a saber o que acontece, não terá tempo de agir adequadamente.

- Isole o marketing dos outros departamentos: Em muitas empresas, o departamento de marketing parece morar num reino de fantasias, isolado e distante da realidade. Ali os “criativos” são estimulados a usar o melhores adjetivos possíveis para determinados produtos ou serviços, sem muitas vezes se certificar da realidade. Ele esse isolamento também afasta a personalidade da marca de sua real cultura, levando para fora algo totalmente dissonante do que é visto e sentido por quem está dentro. O DNA de uma marca é formado de dentro para fora, tendo consistência e principalmente veracidade.

- Não planeje o futuro: Deixar o barco correr à deriva da sorte é outra atitude fundamental para quem deseja destruir uma marca. Viver de oportunidades isoladas pode até parecer vantajoso no curto prazo, mas certamente não é algo que se sustente com o tempo. É preciso entender que, assim como as pessoas, as marcas amadurecem, evoluem. Ela precisa acompanhar os novos comportamentos da sociedade e de seus clientes. É necessário expor suas causas e valores para que todos tenham conhecimento e confiem nela. Um relacionamento baseado em afinidade e empatia tende a ser muito mais natural e fluído. 

Por fim, se você não deseja destruir sua marca, tenha muita atenção a todos os pontos observados e comece agora mesmo a mudar o que não está bom. Entenda que os clientes tendem a ser muito mais complacentes com quem demonstra esforço constante para melhorar do que contra os que insistem em uma soberania absoluta e descabida. Como organismos vivos, as marcas acertam e também erram, mas a sua beleza está justamente em como elas se desafiam e superam seus obstáculos.

André Romero — Diretor da Red Lemon Agency, agência especializada em comunicação, field marketing e ações promocionais.

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Depois do GDPR, prepare-se para o 5AMLD //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/depois-do-gdpr-prepare-se-para-o-5amld/125686/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/depois-do-gdpr-prepare-se-para-o-5amld/125686/ Tue, 17 Jul 2018 15:01:00 -0300 Heloisa Macari Depois do GDPR, prepare-se para o 5AMLD

As barreiras geográficas na condução dos negócios e, consequentemente, das transações financeiras, estão cada vez menores

Nos próximos meses entrarão em vigor as novas Diretrizes de Prevenção à Lavagem de Dinheiro da União Europeia, o 5AMLD (Anti-Money Laundering Directive). A nova legislação da União Europeia exige que todas as empresas que realizam transações financeiras dentro da UE se adequem aos requisitos estabelecidos para prevenir a lavagem de dinheiro.

Essa medida aumenta a responsabilidade das entidades financeiras, incluindo casas de leilões, negociantes de arte, agentes imobiliários, provedores de carteira e serviços de troca de moeda virtual, que precisarão relatar qualquer atividade suspeita às autoridades.

A 5AMLD, que entrará em vigor 20 dias após a publicação no Jornal Oficial de UE, baseia-se em leis existentes estabelecidas em 2015 (4AMLD) e é um esforço para se adaptar a uma ampla gama de ameaças emergentes que enfrentam a estrutura contra lavagem de dinheiro da UE - incluindo ameaças terroristas, contas bancárias offshore anônimas e moeda virtual, que envolve também o uso do Blockchain.

Algumas recomendações para que as organizações possam se adequar às principais mudanças estão descritas abaixo em cinco dicas:

- Criptomoedas: O escopo da 5AMLD foi ampliado para incluir todas as pessoas e entidades envolvidas em serviços de câmbio entre moedas virtuais e moedas fiduciárias, bem como fornecedores de carteira de custódia. Espera-se que as unidades de inteligência financeira obtenham ou forneçam informações que permitam identificar os proprietários da moeda virtual;

- Compartilhamento de informações entre as autoridades: Para simplificar o acesso regulatório às informações sobre os correntistas, os

- Estados membros devem estabelecer registros centralizados de contas bancárias e disponibilizar essas informações às Entidades de Inteligência Financeira, de maneira pesquisável e não filtrada;

- Reforço no due diligence de países fora da UE: os Estados-Membros devem aplicar uma lista específica de medidas para transações que envolvam países terceiros de alto risco e setores com deficiências conhecidas nos regimes de AML;

- Redução do valor mínimo para identificação de portadores de cartões Pré-Pagos: Instituições financeiras são agora obrigadas a identificar titulares de cartões pré-pagos no valor de 150 euros ou mais (abaixo do limite anterior de 250 euros);

- Registro de beneficiário final: A nova legislação determina um prazo de 18 meses para os estados membros estabelecerem registros corporativos das propriedades previstas pela 4AMLD e ainda exige que os estados membros verifiquem a exatidão e confiabilidade dos dados.

As barreiras geográficas na condução dos negócios e, consequentemente, das transações financeiras, estão cada vez menores. A velocidade de reação dos agentes reguladores também tem aumentado, o que torna ainda mais relevante o papel da estrutura de Compliance nas empresas. Portanto, atenção às novas exigências.

Heloisa Macari — Sócia-diretora da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

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5 erros de análise de dados que os bancos ainda cometem //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/5-erros-de-analise-de-dados-que-os-bancos-ainda-cometem/125685/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/5-erros-de-analise-de-dados-que-os-bancos-ainda-cometem/125685/ Tue, 17 Jul 2018 14:37:01 -0300 Leonardo Dias 5 erros de análise de dados que os bancos ainda cometem

Sem o monitoramento completo da situação financeira de seus clientes, as agências não conseguem medir o risco das operações

Seja uma pessoa ou um banco, o consenso é o mesmo: com finanças não existe margem de erro. Uma interpretação errada em um dado específico pode causar um enorme prejuízo no futuro. A questão é que, enquanto um cidadão comum lida com uma quantidade limitada de informações, uma instituição financeira precisa prestar atenção a um número cada vez maior e abrangente de elementos em cada operação que realiza – o que aumenta o risco de fraudes.

Isso explica, portanto, porque as soluções de Big Data encontraram espaço para crescer dentro das agências bancárias. Com a tendência cada vez maior de digitalização de documentos, os profissionais precisam de ferramentas robustas para analisar e interpretar a variedade, velocidade e volume de dados, tanto os estruturados, como os cálculos matemáticos, quanto os não estruturados decorrentes das redes sociais e análises de sentimento. Diante desse cenário, confira os cinco erros que os bancos ainda cometem em seu dia a dia.

Indicadores financeiros dos clientes – instituições financeiras têm dificuldades para processar todos os dados de forma automática e rápida e correm riscos na hora de analisar as informações de seus próprios clientes. Sem o monitoramento completo da situação financeira de seus clientes (informações de renda, movimentação da conta e seu próprio comportamento), as agências não conseguem medir o risco das operações, como empréstimos e financiamentos.

Análises estratégicas – sem as informações acuradas sobre seu público-alvo, o banco não apenas fica refém do risco inerente no negócio, como também não consegue criar um plano estratégico para a venda de seus serviços. Afinal, ele não tem uma visão do todo e não sabe quais as demandas das pessoas.

Observação enviesada – não chega a ser um erro, mas é algo que impede a otimização dos recursos. Como a maioria das instituições não conseguiam coletar a totalidade dos dados disponíveis sobre seus cliente. Ela trabalha com amostras de um determinado perfil. Assim, o relatório fica totalmente limitado à quantidade da amostragem utilizada – e não necessariamente reflete a realidade de seu mercado e segmento.

Amostragem para risco de crédito – a pratica citada no tópico anterior resulta em outro erro muito comum: a utilização da amostragem para análise de risco de crédito. Com relatórios sem a totalidade dos dados, os bancos ficam mais propensos a fraude. O ideal é trabalhar com um volume na íntegra, possibilitando uma maior precisão na análise, melhor detecção de problemas e um serviço mais seguro e com qualidade para o cliente.

Big Data – não dá mais para ignorar soluções deste tipo no dia a dia dos bancos. Esse setor possui um grande volume de informações todos os dias e, sem a ferramenta adequada, o processo torna-se burocrático. Mas com o serviço adequado, o processamento de dados fica mais barato e permite um volume maior, com mais precisão e custo baixo quando comparado às tecnologias mais tradicionais.

Leonardo Dias é CDO e co-fundador da Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados.

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O uso de aplicativos como diferencial competitivo nas empresas //www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-uso-de-aplicativos-como-diferencial-competitivo-nas-empresas/125684/ //www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-uso-de-aplicativos-como-diferencial-competitivo-nas-empresas/125684/ Tue, 17 Jul 2018 14:12:01 -0300 Denis Gonçalves O uso de aplicativos como diferencial competitivo nas empresas

Ter um aplicativo personalizado pode trazer, por um lado, importantes benefícios para a empresa, como uma maior facilidade de comunicação com o cliente com mensagens instantâneas e rápidas respostas

A competitividade imposta pelo mercado está, dia a dia, traçando mudanças nas empresas. Quando um negócio não oferece diferencial competitivo, possivelmente, ele se encontra atrás na concorrência, já que não entrega ao cliente um valor suficiente para satisfazer suas necessidades. Esse diferencial, comumente, é trazido por um novo produto, um preço atrativo, baixo custo na produção, atendimento diferenciado, inovações tecnológicas, entre outros. Dentre essas opções, aplicativos mobiles tem-se tornado uma forte tendência, com eficiência e aderência comprovada.

Atualmente, as inovações tecnológicas estão funcionando como um apoio para as organizações, já que são capazes de, além de contribuir para a vantagem competitiva, prospectar novos clientes e gerir o relacionamento com eles. Dessa forma, um app corporativo não deve ser visto apenas como uma simples extensão da gestão da empresa, mas, sim, um diferencial estratégico, focado em tornar ainda melhor a experiência do cliente, levando mais agilidade e novos benefícios ao usuário. 

Tendo em vista o diferencial competitivo, ter um aplicativo personalizado pode trazer, por um lado, importantes benefícios para a empresa, como uma maior facilidade de comunicação com o cliente com mensagens instantâneas e rápidas respostas; uma nova fonte de dados dos usuários, com informações valiosas sobre localização geográfica, idade, hábitos de consumo, entre outros; fidelidade do cliente; um novo suporte, mais seguro e confiável; integração da equipe, que fica mais estimulada a produzir resultados; aumento de produtividade; e acompanhamento de resultados, através de estatísticas geradas pelo uso do app. 

Por outro lado, quando o empreendimento se beneficia com a criação de um aplicativo, o cliente também recebe benefícios que podem satisfazer suas necessidades, como praticidade, facilidade e agilidade no processamento de atividades; um contato mais rápido com a empresa, em caso de problemas com algum produto ou serviço; a possibilidade de um relacionamento personalizado, com um atendimento humanizado; e a proximidade com a marca, resultando em um afeto e apego que possibilita a fidelização. 

Com isso, investir em uma tecnologia que, à primeira vista, pode parecer um custo a mais, porém, se torna uma vantagem competitiva, é uma tendência que acaba sendo inevitável. A busca por diferenciais que, na verdade, não apresentam e não entregam nada novo ao cliente, pode resultar em consequências ainda mais negativas. Por isso, empresas em meio à concorrência do mercado devem entender quais os reais benefícios em criar um diferencial personalizado, através de um aplicativo, para que, realmente, possam conquistar uma vantagem competitiva. 

Denis Gonçalvesé CEO e Fundador da Next SI – companhia especialista em suporte a gestão empresarial e desenvolvimento de tecnologia. Com 20 anos de mercado, a Next SI é provedora de soluções que auxiliam no controle, redução de custos, aumento da colaboração, competitividade e produtividade das empresas.

Denis Gonçalves, CEO da Next SI

 

 

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A jornada do CIO até a migração para o MultiCloud //www.administradores.com.br/noticias/negocios/a-jornada-do-cio-ate-a-migracao-para-o-multicloud/125683/ //www.administradores.com.br/noticias/negocios/a-jornada-do-cio-ate-a-migracao-para-o-multicloud/125683/ Tue, 17 Jul 2018 13:46:01 -0300 Diogo Santos A jornada do CIO até a migração para o MultiCloud

Segundo recente pesquisa do Gartner, cerca de 70% das empresas adotarão estratégias Multicloud até 2019

As empresas já estão compreendendo que fazer uso de uma estrutura na nuvem permite economizar recursos e armazenar volumes de arquivos com segurança. Uma outra tendência de mercado cada vez mais presente nas companhias é a opção pelo Multicloud. E para optar por esse novo modelo de serviço na nuvem, o CIO é peça fundamental nesse processo de transição que permitirá melhorar a produtividade e evitar gastos excessivos.

O Multicloud permite utilizar duas ou mais infraestruturas de computação na nuvem. Com isso, é possível combinar fornecedores diferentes de serviços na nuvem para ampliar a capacidade computacional, segurança e disponibilidade, até mesmo otimizar investimentos.

Segundo recente pesquisa do Gartner, cerca de 70% das empresas adotarão estratégias Multicloud até 2019. E, ainda, de acordo com o IDC, os gastos com infraestrutura de TI na nuvem representarão 46% do mercado total do setor.

Para conquistar os bons resultados que o Multicloud pode oferecer é necessário adotar estratégias sólidas principalmente quanto à escolha de fornecedores para a entrega de serviços de qualidade, e principalmente a expertise de gerenciamento, que otimizem os investimentos realizados. Ao invés de ter times focados em cada uma das demandas de cloud, o CIO pode contar com advisors especializados.

A presença de especialistas para apoiarem o CIO nessa trajetória contribuirá na definição de qual a melhor nuvem a ser adotada, levando em consideração as necessidades da companhia. Essa equipe ficará responsável por apresentar soluções em ambientes de missão crítica, migrando, monitorando, dando suporte e garantia de segurança e proteção de dados. Enquanto isso, o CIO pode direcionar suas energias para questões relativas ao melhor rendimento do core business da organização.

Um ponto de cuidado que a equipe deve ter em mente é quanto à importância de verificar se a nuvem escolhida tem proximidade com o negócio e que tipo de aplicações a empresa precisa, pois há alguns arquivos e programas que possuem diferentes requisitos e podem não funcionar adequadamente em algum ambiente de nuvem. Por isso, a análise é fundamental para escolher quais nuvens respondem com tecnologias e características diferentes.

Uma estratégia Multicloud ainda precisa prever os tipos de nuvens que podem ser utilizadas, seja nuvem pública, privada ou on premisse (servidor local). A escolha ainda deve considerar se o que a empresa busca será entregue, com destaque para o limite de armazenamento, flexibilidade de recursos e que tenha um modelo pensado exclusivamente para as necessidades da empresa, garantindo a melhor performance.

A palavra-chave é criatividade. Com processos mais flexíveis, as decisões do CIO passam a dar margem para soluções mais criativas, multidisciplinares e rápidas. Com essa liberdade, cabe ao CIO compreender a dinâmica do mercado, adequar às necessidades da sua companhia e buscar os melhores parceiros para investir na tendência a partir do melhor custo x benefício para demandas específicas.

Diogo SantosCTO da CorpFlex, especializada em Cloud Corporativa e soluções de outsourcing de TI.

 

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Como a Inteligência Artificial pode transformar o varejo? //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-a-inteligencia-artificial-pode-transformar-o-varejo/125682/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/como-a-inteligencia-artificial-pode-transformar-o-varejo/125682/ Tue, 17 Jul 2018 13:24:01 -0300 Manuel Guimarães Como a Inteligência Artificial pode transformar o varejo?

Atualmente, o cenário é de forte competição, pois a oferta é muito maior do que a demanda

Entender fidelização, na eficiência das ações promocionais e no aumento das vendas. Atualmente, a inteligência artificial é uma das grandes tendências tecnológicas. O uso de sistemas de computação que simulam o comportamento humano e permitem o processamento e análise de uma quantidade imensa de dados, desenvolvendo correlações entre eles, será determinante para o sucesso das empresas, principalmente no varejo, caracterizado por ter um alto volume e baixa margem.

O período compreendido entre 2003 a 2012 foram os anos de ouro do varejo. A expansão salarial e do crédito, aliado a um cenário externo favorável e à estabilização da economia na década anterior, tornou possível a entrada de milhões de pessoas no mercado consumidor. Isto impulsionou o crescimento do consumo. O PIB brasileiro crescia sem parar, e o varejo crescia de duas a três vezes mais que a economia nacional. 

Mas, em 2013, esse ciclo foi interrompido. Atualmente, o cenário é de forte competição, pois a oferta é muito maior do que a demanda e a expectativa de crescimento da economia é inferior a 2%, o que demonstra que o varejo não deverá ter um desempenho melhor. Diante desse contexto, o uso da inteligência artificial poderá contribuir para aumentar o marketing share das empresas.

Essa tecnologia permite identificar o que é importante para cada consumidor. Há quem se importe com o preço, condições de pagamento ou com a experiência de compra. O entendimento de quais aspectos são prioritários para cada cliente ajuda às marcas aumentarem suas vendas, sem precisar oferecer nenhum tipo de desconto.

Os clientes demandam propostas de valores personalizadas. É muito caro não saber o que o consumidor quer. Um levantamento da Nielsen, empresa que oferece uma variedade de informações em pesquisas de mercado, mostra que R$ 11 bilhões foram investidos pela indústria e pelo varejo no ano passado em promoções de itens que o cliente compraria a preço cheio. Como se esse desperdício ainda não fosse suficiente, 68% do público que comprou itens com descontos não lembram dessas promoções, o que só comprova a irrelevância dessas ações no ponto de venda. 

Mas, como desenvolver ações promocionais relevantes? O fato é que cada consumidor tem suas características únicas e se engaja com as marcas de forma diferente. Por isso, o varejista precisa saber qual a real motivação de compra e o estabelecimento que melhor atenda às necessidades dos consumidores. O uso de inteligência artificial consegue identificar o momento exato que ele decide efetuar uma compra, saber qual o preço mais adequado a ser colocado em cada produto, para criar insights diferentes evitando que ele troque de loja e vá para a concorrência. 

Podemos concluir que a tecnologia aumenta a eficiência das operações do varejo e permite desenvolver relacionamentos de longo prazo com os consumidores. A soma de todos esses fatores gera aumento de tíquete médio, frequência e engajamento do consumidor. 

Manuel Guimarães, CEO da Propz, - empresa de tecnologia que oferece soluções de inteligência artificial e Big Data para o varejo físico e serviços financeiros. Entre seus principais clientes es estão Bradesco, Cencosud e Grupo RaiaDrogasil.

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Multi-Cloud e Analytics: motor de crescimento do negócio digital //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/multi-cloud-e-analytics-motor-de-crescimento-do-negocio-digital/125681/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/multi-cloud-e-analytics-motor-de-crescimento-do-negocio-digital/125681/ Tue, 17 Jul 2018 13:00:00 -0300 Hilmar Becker Multi-Cloud e Analytics: motor de crescimento do negócio digital

Daqui até o fim desta década, as atividades que criam valor econômico ocorrerão cada vez mais por meio de ecossistemas de negócios altamente colaborativos e entrelaçados

O ambiente Multi-Cloud veio para ficar. Segundo a pesquisa State of Application Delivery, da F5 Networks, feita com 3460 CISOs e CIOs, 80% das empresas já estão, em alguma medida, adotando o modelo Multi-Cloud. O quadro se completa com o relatório Gartner Predicts 2018: The Cloud Platform Becomes the Expedited Path to Value. Segundo os analistas do Gartner, até 2022, 95% das aplicações migradas para a nuvem pública continuarão nesse modelo, sem a possibilidade de voltar ao modelo on-premises. E, até 2020, 60% de todos os novos projetos de aplicações Multi-Cloud incluirão o uso de IA e/ou serviços de Analytics. Para essas previsões se realizarem plenamente, é fundamental que o gestor de TI e o gestor de negócios compreendam como utilizar o melhor de cada ambiente (nuvem privada, nuvem pública, nuvem híbrida) observando a melhor relação custo/benefício. A transformação digital demanda mais capacidade, mais segurança, mais escalabilidade e a Multi-Cloud é o ambiente que atende a essa demanda.

Daqui até o fim desta década, as atividades que criam valor econômico ocorrerão cada vez mais por meio de ecossistemas de negócios altamente colaborativos e entrelaçados – relacionamentos críticos mantidos com empresas ou organizações que vão além da corporação usuária de TI. Isso é denominado economia baseada em ecossistema, e o modelo Multi-Cloud é parte disso. 

Agora, as empresas que consomem recursos da nuvem têm acesso a mais capacidades do que nunca. O resultado dessa conquista, porém, é uma maior complexidade.

Ter visibilidade sobre recursos, custos e resultados Multi-Cloud é uma grande preocupação.

Muitas empresas se habituaram a pensar na nuvem como uma caixa preta monolítica, oculta sob uma capa de invisibilidade. Segundo o relatório Trends in Cloud Security: Cloud & Compliance Compatible? de 2017 da Ponemon Research, somente um quarto (25%) dos profissionais de TI e segurança de TI revelaram estar muito confiantes de que conhecem todos os serviços de nuvem que sua empresa está utilizando. A realidade é que a nuvem cria desafios como saber onde os seus dados residem e o que ou quem tem acesso a eles.

O avanço para um ecossistema híbrido/Multi-Cloud com visibilidade e controle, portanto, passa pela adoção de algumas atitudes. Continuar usando soluções de Gerenciamento e Monitoramento é algo essencial para se atingir essa meta. 

A real luz a ser lançada sobre esse ambiente, porém, vem do uso de ferramentas de Analytics. É graças aos Analytics que os gestores de TIC terão em mãos os instrumentos necessários para consolidar, gerenciar e beneficiar-se dos serviços Multi-Cloud. Aqui, o ponto chave é alinhar os dados analíticos do Multi-Cloud às métricas do negócio. 

Um dos frutos do uso de Analytics é a criação de Dashboards que propiciam visibilidade sobre a nuvem e sobre os negócios. 

O coração do negócio digital é a aplicação e, no ambiente Multi-Nuvem, a aplicação ganha elasticidade e disponibilidade. O Dashboard construído de forma a alinhar dados da nuvem com a lógica de negócios da corporação usuária dá ao gestor de TI e ao gestor de negócios uma velocidade de decisão e implementação de mudanças alinhada com a economia digital. Isso acontece porque o Dashboard vai além da visualização instantânea da saúde e do desempenho da aplicação. A partir de regras de negócios que contemplem, por exemplo, a qualidade da UX (experiência de usuário) de um consumidor num portal de e-Commerce, a plataforma Analytics indica, de forma automática, a necessidade de realizar alterações no uso dos recursos Multi-Cloud.

O modelo Multi-Cloud é uma realidade complexa, em que a aplicação missão crítica passa a estar presente não só no data center da empresa mas, também, no provedor de nuvem A, B e C. Acima de tudo, a elasticidade do modelo faz com que, a partir da lógica de negócios e do uso otimizado (custo/benefício) da infraestrutura de TIC, a aplicação se mova de um site na nuvem (privada, pública, híbrida) para outro. 

Essa fluidez é uma marca do mundo Multi-Cloud que, para ser bem explorada, exige a combinação de tecnologias mais tradicionais como Gerenciamento e Monitoração com a visão de Analytics. O gestor passa a saber instantaneamente qual o horário de maior acesso ao sistema, quais são os dispositivos de acesso mais usados pelos usuários/consumidores, qual a velocidade de entrega de aplicações aos usuários, se o acesso foi realizado via aplicativo, via navegador, a partir de qual continente, qual pais, qual estado, qual cidade, com o uso de que tipo de dispositivo, em qual horário. 

Essa miríade de informações críticas e que trazem visibilidade ao ambiente Multi-Cloud dão um salto de qualidade quando entram em cena plataformas de Analytics. Da imensa complexidade de dados – a fase de Gerenciamento e Monitoração – chega-se, a partir de soluções Data Lake/Analytics, à resposta simples, impactante e que indica o próximo passo a ser dado na TI e nos negócios. 

Hilmar Becker — Country Manager da F5 Networks Brasil

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Você já pensou em investir em Marketing de Relacionamento? //www.administradores.com.br/noticias/marketing/voce-ja-pensou-em-investir-em-marketing-de-relacionamento/125680/ //www.administradores.com.br/noticias/marketing/voce-ja-pensou-em-investir-em-marketing-de-relacionamento/125680/ Tue, 17 Jul 2018 12:33:06 -0300 Régis Lima Você já pensou em investir em Marketing de Relacionamento?

Entendendo a diferença entre o conceito de propaganda que já conhecemos e aquele que traz uma abordagem de proximidade e confiança para com o seu público

Um dos pilares da dinâmica do meio empresarial é a contínua exigência por renovações e melhorias naquilo que o nosso serviço tem a oferecer para a sociedade. Estamos sempre buscando conhecer novas ferramentas e dispositivos que, muitas vezes, através de uma simples adição e reformulação, solucionam grandes problemas e assim, se tornam mais atrativos ao nosso público. E embora isso seja de suma importância para a vitalidade de qualquer empresa, existe também um outro fator que certamente merece a nossa atenção: a maneira como difundimos nossas marcas no mercado. Afinal, feitas as pesquisas de produto, de demanda, após os aperfeiçoamentos técnicos e práticos, fica uma pergunta: quem está lidando, de fato, com o usuário que irá consumir todo este trabalho?

O que é o Marketing de Relacionamento?

A essencialidade do marketing não é novidade para ninguém. Grandes capitais continuam a ser investidos na busca de novas ideias imagéticas e cativantes para que não deixemos de ser referência em nosso segmento e possamos manter o nosso nível de competitividade. Mas, é preciso que passemos a enxergar o nosso cliente como um dos nossos recursos mais eficazes quando tratamos da difusão positiva de uma marca. Um cliente que não fique apenas satisfeito com o que adquiriu, mas verdadeiramente atônito e espontaneamente propagador – e defensor - da experiência que teve com a empresa faz toda a diferença. E este processo vai muito além da etapa de fidelização.

Assim como qualquer objetivo existente no mundo corporativo, o marketing de relacionamento nasce de uma estratégia. De um estudo de mercado que avalie as necessidades daquele público, as entregue de maneira mais precisa e alinhada possível e, após esta etapa, siga com um acompanhamento completo sobre a experiência que o seu consumidor terá com o que adquiriu.
Este cliente, antes de mais nada, precisa ser ouvido. Precisa poder contar com resoluções rápidas e efetivas de seus problemas e de um atendimento cuidadoso e personalizado que preencha todas as lacunas de sua demanda. Além disso, a empresa deve sempre se manter atenta à pequenas medidas diferenciais que conseguem manter o seu nome na memória do seu público, levando aquela interação para fora de seu estabelecimento ou plataforma digital, acompanhando-o em seu cotidiano e assim, se fixando em suas preferências e tornando-se gradualmente uma autoridade em sua área de atuação.

Por que isso ocorre?

Entendemos que “relacionamento” é a palavra-chave neste tópico justamente pela importância das interações estabelecidas tanto com o seu público quanto entre ele e o mundo ao seu redor. Como seres sociais, é da nossa natureza o diálogo e o compartilhamento de informações – especialmente as positivas. Logo, o seu serviço oferecido pode ser recomendado, mencionado, elogiado quando o seu cliente não estiver mais exatamente no ato do consumo; ele está, mesmo que indiretamente, realizando a propaganda mais autêntica que existe. Tudo porque o seu sentimento referente à empresa foi bom o suficiente para estimular este comportamento em seus relacionamentos interpessoais e rotineiros.

Principais medidas

Uma pesquisa realizada pela revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios revelou que 61% da população afirmou que prioriza um bom atendimento em relação a qualidade do produto em si. Embora, obviamente não devamos deixar a otimização daquilo que fornecemos de lado, precisamos levar estes dados em conta. Ouvidorias, SACs especializados e resolutivos, programas de capacitação de equipes e investimentos na qualidade dos canais de comunicação, por exemplo, são passos que já diferenciam uma empresa, como por exemplo o tratamento oferecido ao seu cliente.

As interações em redes sociais também não devem ser esquecidas; publicações que impulsionem o seu serviço de forma descontraída e cotidiana, que façam com que sua empresa se mantenha presente no decorrer do dia do seu público de forma ativa com perguntas e conteúdo de natureza leve e descontraída, por exemplo, são fundamentais para a fixação de uma marca sem abordagens excessivas e agressivas para com seus consumidores.

Também podemos investir em programas de fidelidade, métricas de mensuração de resultados e satisfação, benefícios, brindes materiais e utilitários no dia-a-dia que realcem sua identidade visual e objetivo empresarial – passos estes que garantem a retenção de um nicho fiel de compradores, e não apenas uma cartela rasa e volátil que seja suscetível a ofertas mais tentadoras das empresas concorrentes. Afinal, uma pesquisa realizada pelo instituto Marketing Metrics revelou que conquistar um novo cliente pode ser até 14 vezes mais caro do que investir em etapas de contenção daqueles já existentes. Ou seja, qualidade – ou neste caso, fidelidade e preferência - vale mais do que quantidade.

Priorização de interesses

Dados estes pontos, vemos que o marketing de relacionamento é, em sua essência, o ato de dar prioridade ao que o seu público procura dentro da sua área de atuação. Quando investimentos no contentamento de nossos consumidores antes de qualquer coisa, estamos, por consequência, investindo no sucesso da empresa como um todo, pois são eles a base que sustenta o todo o nosso crescimento no mundo corporativo.

Para trabalharmos em nossa imagem, trabalhemos então, na sua construção honesta ao interagirmos com aqueles que nos mantém aqui, ativos e perseverantes no mercado, sempre buscando algo novo e otimizado para atender à todas suas necessidades dentro de nossas capacidades como provedores de soluções.

*Régis Lima tem mais de 16 anos de experiência em Gestão de Equipes e atuação em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais do mercado de TI. Atualmente é diretor executivo na Lumen IT

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Até quando investir numa startup? //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/ate-quando-investir-numa-startup/125679/ //www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/ate-quando-investir-numa-startup/125679/ Tue, 17 Jul 2018 11:40:01 -0300 Fabricio Milesi Até quando investir numa startup?

Em meio aos inúmeros desafios e percalços do caminho, para tomar a decisão de continuar ou não, nem sempre a calculadora é a melhor conselheira

Definição de startup: um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Assim nasceu a minha startup, certos de que o negócio era repetível e escalável, mas em condições de extrema incerteza, em 2009, quando fundamos o Vakinha, criando o conceito que, alguns meses depois, seria chamado de crowdfunding nos EUA.

Quebramos cinco vezes e quando recebemos dinheiro dos investidores para fechar a empresa, resolvemos tentar mais uma vez! Em 2015 a arrecadação do site foi de R$ 8 milhões, indo para R$ 18 milhões em 2016, fechando 2017 com R$ 37 milhões, tendo alcançado R$ 100 milhões desde sua fundação.

No entanto, o conjunto de variáveis que formam a equação para se chegar ao sucesso de uma startup não está nos livros e nem no banco da faculdade. O curso de administração não aponta o que fazer quando se está no vermelho. Quais contas pagar, quando não se tem dinheiro suficiente? E o investidor? Ele vai continuar apostando?

Em meio aos inúmeros desafios e percalços do caminho, para tomar a decisão de continuar ou não, nem sempre a calculadora é a melhor conselheira. Da minha experiência, selecionei quatro pontos que podem ajudar a tomar a decisão de seguir adiante. Ou não.

Você ainda acredita no que está fazendo?

Nós acreditávamos. Apesar de tantos desafios e dificuldades de toda ordem, o número de vaquinhas crescia e a cada avanço ficava claro o que seria necessário fazermos para continuar crescendo. Sabíamos que o site deveria ser mais parrudo para suportar o maior número possível de acessos simultâneos e realizar operações com mais agilidade e segurança.

Em momentos que poderiam ser um marco nas arrecadações, perdíamos dinheiro porque a estrutura do site não aguentava. Conseguimos em 2015. Uma vitória e tanto. Além disso, vale sempre voltar para o que te motivou a empreender e fundar a startup, a ideia original ainda faz sentido? Muitas vezes perdemos tempo e acabamos investindo em um projeto que não tem mais espaço no mercado.

Você ainda tem fôlego?

Talvez este seja o maior desafio. Para conseguir seguir adiante, foi necessário reduzir custos à beira do impossível. Fechamos o escritório, passei a tocar a empresa em home-office e meu sócio, que era casado, voltou para o mercado, mantendo jornada dupla com a nossa startup e seu novo trabalho. Adiei casamento, filhos e, quando casei, trabalhei na minha lua-de-mel.

Muitas vezes queremos continuar, mas por inúmeros fatores não podemos. Para empreender termos que apostar tudo, abrir mão de muita coisa focando no resultado. Você vê amigos crescendo em seus empregos, estruturando suas vidas e você segue estagnado para poder crescer no futuro, todas essas escolhas são diárias para manter o foco em seu negócio.

Dois negócios ao mesmo tempo têm grande chance dos dois darem errado. É muito importante entender a hora de parar, se você começou a sacrificar além de valores pessoais, valores de pessoas ao seu redor, esse é um buraco sem fim e um forte sinal de que algo deve mudar radicalmente.

Você tem diferencial?

Este ponto é fundamental. Uma coisa que sempre nos incomodou durante todo o processo de crescimento foi de ser uma startup que estava abrindo todo um mercado e durante esse tempo, qualquer empresa mais estruturada poderia nos tomar. Para se diferenciar, focamos na criação do nosso próprio sistema de pagamentos. Ao fazer isso, conseguimos oferecer taxas pela metade do preço dos demais players.

Isso foi decisivo para o negócio crescer, se mantendo competitivo e rentável. Esse foi um de nossos diferencias, tivemos vários ao longo do tempo, como ser pioneiro e ter um nome importante.

Como esse texto é para auxiliar na tomada de decisão em continuar ou não com sua empresa, acredito que se você chegou ate aqui é porque já apostou muito em seu negócio e no diferencial que você tem. Aqui vale novamente estar sempre reavaliando. Você tinha um diferencial ao montar seu projeto? Você ainda tem esse diferencial?

Se a sua resposta para as três perguntas for "sim" é muito provável que ainda não chegou a hora de desistir e o sucesso só esteja esperando uma oportunidade para chegar.

Fabricio Milesi — Cofundador e diretor do site Vakinha, maior site de financiamento coletivo do país.

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