A cultura da urgência está ensinando profissionais a decidir pior

A cultura da urgência está ensinando profissionais a decidir pior

Como a cultura da urgência está ensinando profissionais a decidir pior

Em muitos ambientes de trabalho, tudo parece urgente. Mensagens pedem resposta imediata. Demandas chegam com prazo “para ontem”.

A urgência virou linguagem padrão. E isso está moldando não apenas o ritmo do trabalho, mas a qualidade das decisões.

Urgência real existe. Crises, falhas críticas, prazos legais. O problema é quando a exceção vira regra.

Nesse cenário, o cérebro entra em modo reativo. Decide para aliviar a pressão, não para resolver o problema.

A sensação é de produtividade. O efeito é empobrecimento do critério.

Decidir bem exige diferenciar o que é urgente do que é importante. E isso exige coragem para desacelerar em um ambiente que premia reação.

Questionar a urgência não significa ignorar demandas. Significa qualificar respostas.

No fim, nem toda decisão precisa de velocidade. Muitas precisam de critério.

Em um mundo que corre o tempo todo, a capacidade de desacelerar para decidir melhor virou diferencial profissional.