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Benefícios na Área de Gestão de Recursos Humanos

*Mayara dos Anjos Rocha
** Lucineide Cruz


Os benefícios na gestão de recursos humanos tornam-se um diferencial quando se trata em manter e reter talentos. Uma empresa que ofereça um pacote de benefícios atrativos, além de ter a possibilidade de reter seus colaboradores, pode também conseguir mantê-los motivados e atrair bons talentos para a organização, favorecendo para que haja um maior nível de produtividade e competitividade.


Para Marras (2012) um programa de benefícios normalmente atende a dois campos de objetivos: os da organização e os dos indivíduos. Em relação ao colaborador, o plano de benefícios tem como finalidade melhorar a sua qualidade de vida e está integrado na remuneração. Analisando os interesses da organização o plano de benefícios deve atender as necessidades básicas dos colaboradores de forma que mantenha baixos índices de absenteísmo e rotatividade e torne a empresa competitiva no que se refere a concorrência no mercado de trabalho.


Segundo Chiavenato (2004), os serviços e os benefícios proporcionados pelas empresas demonstram a maneira pela qual elas buscam compensar o esforço das pessoas, proporcionando atividades de apoio e suporte, prezando sua qualidade de vida. Dessa forma, reconhece o colaborador que se dedica em suas funções, deixando claro seus aspectos de avaliação de desempenho.


Marras (2012) salienta que outro aspecto bastante apreciado dos benefícios não monetários é de que estes possibilitam a satisfação das necessidades do colaborador sem que este seja taxado pelo imposto de renda, se tornando uma estratégia bastante atrativa para executivos e demais cargos do nível estratégico da organização.


Já para Martinho, Lousã, Soares e Mineirinhos (2017), o sistema de benefícios trata-se de um conjunto de mecanismos alinhados com a visão da organização, resultando em motivação pessoal, aumentando assim a produtividades dos colaboradores, e consequentemente da organização. A implantação deste consiste em três objetivos: atrair, motivar e reter os melhores colaboradores da organização, desenvolvendo suas habilidades e atitudes; assegurando os níveis de produtividade e desempenho e melhorando os níveis de eficiência do trabalho, cumprindo as metas com menos recursos possíveis.


Segundo Bohlander e George (2003), os colaboradores desenvolvem mais suas habilidades e conhecimento na realização de suas funções, quando os incentivos estão vinculados aos resultados, encorajando-os a trabalhar em conjunto, como uma equipe. O desenvolvimento dessas habilidades faz com que consequentemente aumente a produtividade, ligado naqueles que nela trabalham, sendo um diferencial competitivo sobre as demais empresas e trazendo resultados satisfatórios para o sucesso da organização.


Colaboradores satisfeitos com seu trabalho e que se sentem respeitados e reconhecidos por aquilo que desenvolvem tornam-se parceiros de negócio, fazem muito além do que as suas obrigações e se preocupam com o andamento da empresa. Todos precisam estar motivados! Mas para que isso aconteça, a organização deve se preocupar com o bem-estar de seus colaboradores e oferecer condições favoráveis de trabalho.


Além do bem-estar dos profissionais, a motivação também é importante para o bom andamento das atividades. Profissionais desmotivados podem comprometer a performance, produtividade e os resultados apresentados, já que normalmente não criam um vínculo com a organização e acabam realizando apenas o essencial, sem ampliar sua visão ou se preocupar com o desenvolvimento da empresa, já uma empresa que utiliza o fator motivação, premiação, reconhecimento, integração com família e respeito, consegue obter muito mais dos colaboradores, e até mesmo superar as expectativas.


A organização deve enxergar e reconhecer que o capital intelectual é o verdadeiro diferencial para o negócio, pois é somente as pessoas fazem a diferença na para com a empresa, assim produzem o máximo do seu potencial e colaboram para o desempenho da empresa.


Referências

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
FLANNERY, T. P.; HOFRICHTER, D.; PLATTEN, P. E. Pessoas, desempenho e salários. HSM Management. São Paulo, Savana, /(l), mar./abr. 1997. Orlickas, E.
BOHLANDER; G.; SNELL. S. Administração de Recursos Humanos. Editora Thomson, 2003.
MARRAS, Jean Pierre. Administração de remuneração. 2 ed.São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.
MARTINHO, Ana Luisa; LOUSÃ, Eva Petiz; SOARES. Rui; MINEIRINHOS. Viviana.(ORG). Gestão de Desenvolvimento de Recursos Humanos: Práticas emergentes. Vida Econômica, 2017

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*Mayara dos Anjos Rocha é discente do curso Tecnólogo de Gestão de Recursos Humano do Centro Universitário UniProjeção - may.anjos29@gmail.com

** Lucineide Cruz é docente no curso Tecnólogo de Gestão de Recursos Humano do Centro Universitário UniProjeção e coautora dos seguintes livros: Gestão de Pessoas: manual de rotinas trabalhistas - Editora Senac; Gestão de Talentos - Editora Senac; Saiba Tudo Sobre Constituição da CIPA - Norma Regulamentadora Comentada - Fácil Editora; Reforma Trabalhista: comparação da CLT com a Lei 13.467/17 - Fácil Editora; Economia sem Economês – Fácil Editora; Gestão do Teletrabalho (Home Office) no Brasil: Casos do Serpro e TCU e métodos para a implantação – Fácil Editora e Dicas para você viajar para o exterior com conforto, segurança e economia - Fácil Editora.

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