Empregabilidade

Em ambientes de negócios cada vez mais competitivos, surge a constante necessidade de desenvolver conhecimentos visando diferenciar-se no mercado. O objetivo deste estudo, foi aprofundar os fatores que impactam diretamente nos níveis de empregabilidade das pessoas no mercado de trabalho. Para alcançar o objetivo principal utilizou-se a pesquisa bibliográfica. Constatou-se, que a empregabilidade está associada essencialmente ao próprio indivíduo, onde o alcance de níveis mais elevados é resultado do seu desempenho enquanto indivíduo.

Nos últimos anos, houve um aumento da preocupação com a empregabilidade diante das transformações que ocorrerão no mundo empresarial. Tais fatores envolvem desde o agravamento global da crise que o mercado de trabalho enfrenta, até a própria diminuição do número de empregos formais, do aumento dos trabalhos informais e dos níveis de desemprego. (CAMPOS, 2008). Esses fatores desencadearam a necessidade de rever os principais aspectos que tangem a empregabilidade em um contexto mundial.

 Do mesmo modo, Helal e Rocha (2011) complementam essa abordagem afirmando que o cenário do mercado de trabalho é resultado da reestruturação econômica surgida inicialmente com o esgotamento do modelo fordista de produção, na década de 1970. De uma forma breve, a preocupação com e empregabilidade surgiu das novas exigências que as organizações fizeram aos trabalhadores com o início da era pós-fordismo.  

Nessa época pós-fordista, as organizações passaram por profundas reestruturações. Essas mudanças resultaram na exclusão e no surgimento de diversas ocupações. Houve diminuições nos empregos industriais e expansão do setor de serviços. Especificamente, ocorreu uma flexibilização do mercado de trabalho e as relações de trabalho se tornaram mais precárias, ocasionando o aumento da ocupação por conta própria e da informalidade. (HELAL; ROCHA, 2011).  

No tocante a capacidade individual de melhorar a empregabilidade, Helal e Rocha (2011), afirmam que a empregabilidade é totalmente dependente da capacidade do indivíduo a se adaptar a mudanças que ocorrem no mercado de trabalho. Por um outro lado, Helal, Fernandes e Neves (2004) em um estudo realizado, constataram que a empregabilidade de um indivíduo, está associada de uma forma geral, a seu capital humano, e ao seu estoque de capital cultural e social.

 Dessa forma, a empregabilidade não está apenas relacionada ao nível de escolaridade e de experiência do indivíduo. Em grande parte, com as diferentes mudanças que ocorrem frequentemente, não basta apenas ter habilidades técnicas sabendo como fazer as coisas, e sim, é necessário o desenvolvimento de habilidades que lhe permitam compartilhar seu conhecimento, e se adaptar as novas mudanças organizacionais. (HELAL; FERNANDES; NEVES, 2004).  

Da mesma forma, Campos et al. (2008), afirma que mesmo o profissional estando formado e preparado para o mercado de trabalho da melhor forma possível, sempre haverá algum tipo de limitação no momento de sua contratação. Isso decorre principalmente da própria dificuldade de um profissional de atender a diferentes necessidades de diversas áreas. Essa dificuldade é ainda desencadeada pelo próprio desenvolvimento tecnológico e pela abertura de mercados que levam as empresas a mudar muito rapidamente, exigindo profissionais que consigam acompanhar tais mudanças.  

Consequentemente, cabe a cada profissional buscar atualizações constantes para se manter competitivo no mercado. Atualmente a inserção no mercado de trabalho, em uma abordagem mais específica, por estudantes universitários, é mais difícil do que era antigamente. Tal situação é resultado da própria necessidade dos estudantes de se manterem atualizados e motivados e também pelo fato do ingresso no mercado de trabalho estar cada vez mais disputado. (CAMPOS, et al., 2008).  

No tocante aos conceitos necessários para a empregabilidade, Bassan e Hahn (2013), afirmam que a expansão do ensino superior proporcionou grandes diferenciais para o mercado de trabalho, pois a existência de pessoas qualificadas estimula as empresas a procurarem esses profissionais para seu ambiente organizacional, gerando assim melhores formas de inserção no mercado de trabalho.

Por outro lado, complementado essa abordagem, Marques (2009) afirma que para obter melhores oportunidades, não basta apenas a obtenção do diploma de formação em alguma área especifica, é necessário que o indivíduo esteja atento as exigências do mercado de trabalho e saiba combinar sua formação com suas habilidades e competências. Ou seja, o diferencial do indivíduo se torna um fator determinante quando o objetivo é aumentar os níveis de empregabilidade.

Da mesma forma, as mudanças globais que aconteceram e acontecem acabam ocasionando impactos diretos no ambiente organizacional, onde o emprego fixo não se torna mais uma forma segura como antigamente, despertando a necessidade de se buscar formas alternativas de emprego no mercado atual. (MINARRELI, 2010, apud, BASSAM; HAHN, 2013).

 Do mesmo modo, Chiavenato (2013) traz uma série de fatores que são requeridos pelas empresas e que também são as bases para a empregabilidade de um indivíduo. Esses “malabarismos” como cita o autor são essenciais para “não deixar a peteca cair”. Tais fatores são mencionados a seguir.

Agregar valor e contribuir para a empresa, de uma forma simples não se deve pensar no que a empresa pode contribuir para você, mas sim o que você pode contribuir para a empresa, o desempenho de qualquer indivíduo será medido exatamente por essa contribuição individual gerada pela empresa. Da mesma forma, a lealdade é outra competência extremamente necessária, onde a empresa precisa confiar em seu funcionário para manter o mesmo ativo e eficiente.  

Ser responsável, hoje o bom funcionário não é mais aquele que cumpre suas rotinas de trabalho exatamente como aprendeu no momento que ingressou na empresa, o bom funcionário é aquele que consegue localizar e apontar um problema, e seu diferencial está essencialmente em trazer uma solução para tal questão.  

Ter iniciativa pessoal e senso empreendedor, essa competência se volta exclusivamente em ser orientado para a ação, ou seja, fazer as coisas acontecerem, trocar o comportamento passivo e rotineiro por um comportamento ativo e empreendedor.  

Da mesma forma, Chiavenato (2013) traz um breve comentário do livro – Empregabilidade, o Caminho das pedras, de José Augusto Miraneli. Este livro traz alguns princípios básicos que devem ser desenvolvidos na trajetória da empregabilidade, estes são destacados a seguir.  

Avalie e diversifique suas atividades, mantendo-se alguma outra atividade rentável fora do seu trabalho, pois a diversificação pode ser um investimento e até mesmo um segundo emprego, seja ele formal ou informal.  

Melhore e amplie sua habilidade de comunicação, segundo o autor, este é mais um requisito importante quando o objetivo é entrar no jogo da aldeia global, onde o domínio de uma segunda língua pode não levar a vitória, mas certamente pode atrapalhar e eliminar um segundo candidato que não apresenta um segundo idioma bem desenvolvido.

 Além disso, é necessário reciclar-se constantemente, desenvolver o network, tratar a carreira como se fosse um verdadeiro negócio e por fim, aprenda a lidar com pessoas. Porém, além de tudo isso, têm outros pontos importante que devem ser considerados, entre esses o conhecimento, as perspectivas, e a atitude. Ou seja, tudo isso são ingredientes importantes em nossas vidas, por isso visando ter bons índices de empregabilidade, é necessário investir na carreira, agregar valor, aprofundar conhecimentos, desenvolver perspectivas e melhorar atitudes e posturas. (CHIAVENATO, 2013).

 2. CONCLUSÃO  

O presente estudo objetivou conhecer os fatores que influenciam as pessoas a elevarem sua empregabilidade. Observou-se que a empregabilidade é um fator que está ligado diretamente ao próprio desempenho do indivíduo, tanto no âmbito pessoal, quanto profissional. Grande parte dos requisitos essenciais da empregabilidade podem ser melhorados apenas pelos atos de cada pessoa, onde, a agregação de conhecimento, a flexibilidade, e as atitudes positivas são grandes desencadeadores do sucesso individual.

3. REFERÊNCIAS:  

BRASSAN, D.S; HAHN, P.F. A empregabilidade dos egressos do curso de Administração das Faculdades Integradas de Taquara: estudo de caso. COLÓQUIO - Revista do Desenvolvimento Regional - Faccat - v. 10, n. 1, jan./jun. 2013. Disponível em: https://seer.faccat.br/index.php/coloquio/article/download/26/pdf_18. Acesso em 17 out. 2017.  

CAMPOS, K.C.L. et al. Empregabilidade e competências: uma análise de universitários sob a ótica de gestores de recursos humanos. RPOT. v.8, n.2 jul./dez. 2008. Pag. 159-153.

 CHIAVENTATO, I. Talento e empregabilidade, 2013. Insituto Chiavenato. Dispnivel em: http://www2.unicentro.br/empregabilidade/files/2013/08/talento-e-empregabilidade1.pdf?x61462. Acesso em 17 out. 2017.  

HELAL, D. H.; NEVES, J. A. B.; FERNANDES, D. C. Empregabilidade gerencial no Brasil: um estudo longitudinal. 2004. Disponivel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000328&pid=S1678-6971200800040000900068&lng=pt. Acesso em 17 out. 2017.

 HELAL, D.H.; ROCHA, M. O discurso da empregabilidade: o que pensam a academia e o mundo empresarial. CADERNOS EBAPE. BR, v. 9, nº 1, artigo 8, Rio de Janeiro, Mar. 2011. Disponivel em: phttp://www.scielo.br/pdf/cebape/v9n1/v9n1a09.pdf. Acesso em 17 out. 2017.  

MARQUES, Ana Paula. "Novas" legitimidades de segmentação do mercado de trabalho de jovens diplomados. Braga: Rev. Port. de Educação, 2009. Disponívelem: . Acesso em 19 ago. 2012.

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