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Mercado financeiro e finanças pessoais

O trabalho apresentado volta-se para a estrutura do mercado financeiro enquadrando uma analise focada no sistema financeiro, no seu funcionamento e especificidades, destacado a relação entre os agentes financeiros que fundamentam a relação poupador/investidores que sustentam a demanda do mercado. Ainda despertamos o interesse para um breve estudo sobre o mercado de capitais, que por fazer parte do sistema financeiro interligando o financiamento de projetos com a visão de prazos para que se possa alcançar a rentabilidade e liquidez, que esta estabelecida nos títulos de investimentos, no qual destacamos recebíveis imobiliários, as debêntures e as ações. Por fim o apanhamento geral dos estudos destes objetos estabelece a sua importância do planejamento financeiro pessoal, e como desenvolver a organização das receitas e despesas para evitar a crise financeira, desse modo, aumentar a aquisição de ativos conservando assim a saúde financeira que possibilita a estabilidade no futuro

Maria Aparecida,

1.  INTRODUÇÃO

A economia do país que se encontra em processo de globalização, resulta nas transferências de recursos financeiros que são administrados por instituições financeiras devidamente preparadas para os riscos do mercado, e que dentro da sua organização existem órgãos que estão regidos por normas legais que fiscalizam suas operações, na qual é realizada por intermediários responsáveis pela garantia da liquidez e da rentabilidade das transações interligadas ao sistema financeiro e ao mercado de capitais, em que o estudo de seus investimentos influência no desenvolvimento da poupança das empresas que são seus lucros e na poupança da pessoa física que enquadram a estrutura econômica.

Tornando assim, o propósito da pesquisa sobre o sistema financeiro, o mercado de capitais e sua ligação com as finanças pessoais, como a principal importância do conhecimento acerca da educação financeira que o individuo deve adotar para alcançar no futuro a estabilidade financeira, ressaltando ainda sobre a necessidade de adquirir visão de longo prazo na aquisição de títulos de investimentos, no qual está disponibilizado tanto pelos bancos como no mercado de capitais. Desse modo, é feita a analise da estrutura do sistema e do mercado com relação às finanças pessoais e em que fatores estão vinculados, avaliando o papel dos poupadores/investidores e como se destacam em meio as transformação que ocorrem no ambiente social.

2.  SISTEMA FINANCEIRO

O Sistema financeiro é o excedente da economia, por possibilitar a transferência de recursos gerados através de agentes superavitários, poupadores que aplicam parte de seus rendimentos em fundos de investimentos, e fornecem aos agentes deficitários a possibilidade de adquirir recursos para completar suas eventuais necessidades de consumo.

Segundo LOGIOIA, aqueles que consomem menos sua renda fazem parte do grupo chamado AGENTES SUPERAVITÁRIOS. E aqueles que estão na posição inversa, ou seja, necessitam da poupança alheia para complementar as suas necessidades de consumo e investimentos, estão inclusos no grupo dos AGENTES DEFICITÁRIOS. (LOGIOIA, pág. 31).

À aproximação entre esses agentes possui valores agregados a transações financeiras, mesmo que não estejam intimamente ligados, sendo responsabilidade dos Bancos que são as principais instituições financeiras, administrarem as relações entre ofertadores, que aplicam seu capital para obterem rendimentos que gerem ativos em suas finanças, e tomadores que estão dispostos a pagar juros pelo capital adquirido. E de forma simplificada e evidente surgem às intermediações entre investimentos e concessões de créditos, que necessitam de condições viáveis para que se obtenha o capital acrescido de juros, tornando vantajosas as condições do mercado financeiro.

Logo, dentro do sistema financeiro existem medidas de seguranças que analisam os riscos da concessão de créditos para que se mantenha a liquidez do mercado, sendo realizada através dos estudos de fatores que garantam a operação, para que não haja alto índice de inadimplência. E com o sistema em funcionamento, há grande demanda por crédito em pequeno, médio e longo prazo mesmo com taxa de captação e taxa de empréstimo (spreads) torna-se a latente vantagem dos bancos em relação ao mercado de capitais, no qual a aquisição de recursos é mais vantajosa economicamente para as empresas.

Para que se obtenha o controle das intermediações no mercado financeiro a sua estrutura apresenta órgãos que regulamentam, normatizam e fiscalizam suas ações, para evitar distúrbios na economia que se solidifica em valores aquisitivos, nos qual se denomina Sistema Financeiro Nacional (SFN) e divide-se em Sistema Normativo que é composto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), Conselho Nacional de Seguros Privado (CNSP) e o Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC) responsáveis pela regulamentação e controle de instituições operativas com base em normas legais expedidas pela autoridade monetária, e o Sistema Operativo que é constituído por instituições financeiras públicas e privadas que são normatizadas pelos conselhos.

Essas entidades além de supervisionarem o sistema, influenciam diretamente no crescimento econômico do país, controlando as relações bancarias, no qual se concentra a maior parte dos fundos não-financeiros, destacam-se entre os principais responsáveis pela administração das relações financeiras o Banco Central do Brasil (BACEN), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a Secretaria de Previdência Complementar (SPC), que estão condicionados a regularem as imperfeições do mercado, que está sujeito a falhas nas transmissões de informações entre os agentes econômicos, desse modo, minimizam os riscos dos investimentos de recursos necessários.

“O sistema financeiro é composto de vários intermediários, em que fazem parte o Banco Central, além de Bancos comerciais e de investimentos, corretoras de valores, fundo de investimentos, fundo de pensão, bolsa de valores e companhias de seguro. Contudo, a literatura da área apresenta certa tendência a colocar os bancos como sendo os representantes legítimos do sistema financeiro. Uma possível justificativa pode está relacionada ao fato de os bancos serem responsáveis por mais de 60% de fundos externos de empresas não-financeiras.” (Scielo, 2011)

O sistema mobiliza todos os riscos para que não haja incompetência no mercado, evitando um eventual desajuste na economia que possa transformar pequenas imperfeições em uma crise financeira que não mais foi presenciada desde a grande depressão em 1929, que representou um grande marco nas relações financeiras e ficou na história de muitos poupadores/ investidores da época. Com o start Draw dado na economia e com sua recuperação o mundo hoje regido pela globalização superou desafios e criou métodos capazes de prever e evitar problemas no sistema e transformou crise em oportunidade de negócios e superação.

Partindo da idéia de que o sistema financeiro influência legitimamente no processo de globalização pode-se afirmar que o mercado de capitais faz parte do mercado financeiro em que ambos estão ligados as empresas, aos financiamentos de recursos, a compra de títulos que são vendidos diretos e indiretamente aos poupadores e investidores dentro do mercado que se mantém estável e garante a liquidez de seus recursos e solidificação do sistema.

2.1  MERCADO DE CAPITAIS

O desenvolvimento do mercado de capitais é fundamental para o crescimento das empresas, que financiam seus projetos em médio e longo prazo devido há conexão entre os agentes poupadores/ investidores, que mobilizam os títulos a ser integrado ao mercado para gerarem recursos privados de terceiros que financiam os investimentos, possibilitando o fácil acesso ao capital aplicado e sua mobilização. Entretanto não são apenas recursos de terceiros a ser disponibilizados, no caso do Brasil ocorre em grande massa o financiamento publico que integra o segmento dos projetos das empresas na geração de negócios. Tais investimentos constituem o crescimento econômico do país através da geração de renda, e o incentivo ao aumento da poupança e aos investimentos.

Segundo BOVESPA, Bolsa de Valores de São Paulo, á medida que cresce o nível de poupança, maior é a disponibilidade para investir. A poupança individual e a poupança das empresas (lucros) constituem a fonte principal do financiamento dos investimentos de um país.

O mercado de capitais contribui significativamente para o sistema de valores mobiliários que proporciona liquidez aos títulos emitidos pelas empresas, viabilizando o processo de capitalização através dos Certificados de Recebíveis Imobiliários, debêntures, Bolsa de Valores e outros que se prospectam no mesmo objetivo, desse modo custeiam o desenvolvimento econômico partindo da circulação de capital.

Estes títulos, dentro do mercado dividem-se em renda fixa e renda variável, sendo que os de renda fixa são os títulos de divida emitidos por empresas, que desejam adquirir crédito em um prazo determinado, no qual é fornecido por compradores que investem, para receber a quantia emprestada com a compra do titulo com acréscimo de juros previamente estabelecido, e como exemplo pode-se citar as debêntures que são títulos de divida direto da captação de recurso de terceiros. E os de renda variável são onde estão concentrados os títulos emitidos pela empresas que não garante remuneração fixa aos investidores e que têm como remuneração os dividendos que é a parte do lucro que uma empresa de capital aberto distribui entre seus acionistas, é são chamados de ações.

Para esclarecer a respeito do mercado e sua rendas tanto fixa como variável que estabelecem em seu contexto renda, prazo e emissão que estão fixados direto do crédito na aplicação de ativos, o artigo da BOVESPA, afirma:

Renda - A renda é fixa quando se conhece previamente a forma de rendimento que será conferida ao título. Nesse caso, o rendimento pode ser pós ou prefixado, como ocorre, por exemplo, com certificado de deposito bancário. A renda variável será definida de acordo com os resultados obtidos pela empresa ou instituição emissora do respectivo lucro. Prazo - Há títulos com prazo de emissão variável ou indeterminado, isto é, não têm data definida para resgate ou vencimento, podendo sua conversão em dinheiro ser feita a qualquer momento. Já os títulos de prazo fixo apresentam data estipulada para vencimento ou resgate, quando seu detentor receberá o valor correspondente á sua aplicação, acrescido da respectiva remuneração. Emissão - Os títulos podem ser particulares ou públicos. Particulares, quando lançados por sociedades anônimas ou instituições financeiras autorizadas pela CVM ou pelo Banco Centra do Brasil, respectivamente; públicos, se emitidos pelos Governos Federal, Estadual ou Municipal. De forma geral, as emissões de entidades publicas têm o objetivo de propiciar a cobertura de déficits orçamentários, o financiamento de investimentos públicos e execução da política monetária.” (BOVESPA, 2011) 

Para realizar investimentos sólidos dentro do mercado de capitais e no mercado financeiro é necessário analisar minuciosamente os riscos, a rentabilidade e a liquidez, observando a renda que será conferida ao título adquirido, o prazo de aplicação e de resgate e como procederá a sua emissão, desta forma o investidor sentirá segurança ao prospectar em um mercado que lhe oferecer alternativas e diversas possibilidades de ampliar sua coluna de ativos, além de fornecer recursos para a geração de negócios independentes e que se tornarão em desenvolvimento sustentável, gerando emprego, renda e sinalizando para o aprimoramento profissional, e para programas de incentivos sociais que influenciam em diversos fatores da sociedade que devidamente aproveitados representaram uma evolução positiva, em que o individuo se tornara promissor em seus projetos e organizado em suas finanças, pois se educou financeiramente, conhecendo as saídas dentro de âmbitos que evidenciam crise e oportunidade.  

2.2  FINANÇAS PESSOAIS

As finanças estão ligadas ao sistema financeiro, ao mercado de capitais e aos poupadores/investidores que mobilizam a economia do país garantindo a sobrevivência do mercado, influenciando significativamente no diagnostico financeiro pessoal e nas receitas e despesas do individuo, que se encontra num mercado que lhe oferece regalias que suprem suas necessidades e seu próprio ego. Esta razão induz ao consumismo desenfreado que contamina as finanças do consumidor, através de fatores que em diversos casos são incompatíveis com realidade vivida o que leva ao endividamento desnecessário, e de certa forma forçado pelo marketing, o que causa uma deficiência na saúde financeira e nas atitudes que devem ser positivas em relação ao planejamento o que claramente não prepara para um futuro tranqüilo com patrimônios sólidos e renda suficiente para garantir uma aposentadoria estabilizada.

O planejamento é fundamental para se atingir os objetivos traçados ao longo da vida, no qual a educação financeira torna-se necessária, pois através dela é que se pode conhecer o conceito de liquidez, rentabilidade, adquirindo visão de longo prazo, pensando-se no futuro que virá repleto de mudanças, de novos trajetos e possibilidades de sintetizar novas estratégias econômicas para entra a estabilidade financeira, tais objetos preparam para a construção de reservas que se concentram em uma saúde financeira estabilizada, organizada de acordo com as necessidades pessoais, formadas de ações vinculadas a estratégias estabelecidas com os planos já definidos e fundamentados na realidade.

Partindo de este fundamento planejar é definido no site do Bando do Brasil, em um curso oferecido em seu portal sobre planejamento financeiro pessoal como: “Planejar é, de modo geral, decidir antecipadamente o que deve ser feito. Um plano é uma linha de ação pré-estabelecida. É uma atividade comum e de todos os dias. Todos planejam: o empresário, a dona de casa, o marceneiro, o estudante.” (BANCO DO BRASIL, 2011).

Planejar voltar-se especificamente para a situação financeira implicando em adquirir bens tangíveis e intangíveis, estabelecendo estrutura com relação ao tempo para realizar o projeto e critérios que devem ser estabelecidos em curto, médio e longo prazo, possibilitando o estudo da rentabilidade e segurança que se encontra no momento em que aplicar e no que usufruir dos resultados.

Desse modo, as decisões financeiras requerem mudanças de comportamento e de atitudes que se ligam a valores que condicionam a requisitos, como instrumentos que dão origem a prevenção de possíveis crises financeiras que exige disciplina quando surgem, implicando na redução de despesas desnecessárias e que podem evitar a debilitação nas finanças, tais medidas são admitidas para evitar os distúrbios financeiros, segui as principais recomendações:

“As recomendações seguintes ajudarão a prevenir as crises  financeiras pessoais:

·  Ter e respeitar um orçamento de renda de gastos;

·  Não se endividar até o limite do orçamento;

·  Cortar o endividamento crescente;

·  Não financiar a juros altos;

·  Manter um fundo de reserva para cobrir despesas extraordinárias;

·  Criar um plano de contingência para  lidar com a crise.”

(Finanças Pessoais, 2011)

As finanças pessoais conduzem a organização, a estabilidade, e o conhecimento que envolve um estudo dentro das áreas voltadas para o sistema financeiro, mercado de capitais que são fontes que conduzem ao aprofundamento do assunto, conscientizando sobre os riscos de não se planejar os orçamentos acerca dos investimentos a serem feitos, no qual podem requerer de forma negativa para o investidor dando lhe despesas em vez de lucro, no caso dos bens mobilizados que em diversos casos não geram renda, podendo ser considerados como investimento não rentável. Analisar a vida financeira é fundamental para a garantia da estrutura financeira pessoal estável e a informação é o pilar que segura à ponte entre tais paradigmas e torna-se o melhor investimento para manter a saúde financeira.

3.  CONCLUSÃO

Partindo da analise realizada acerca do sistema financeiro e do mercado de capitais, podemos concluir que ambos influenciam diretamente nas finanças de cada individuo, pois fazem parte da economia do país, no qual é mobilizado pela aproximação entre investimentos e créditos disponibilizados pelas instituições financeiras, que regulam tais intermediações gerando estabilidade que contribui para a segurança na aplicação de recursos. Desse modo a ligação entre esses agentes implicam na necessidade de investir em bens que exigem rendimentos tanto fixos como variáveis fornecendo liquidez e rentabilidade a coluna de ativos que deveria se adquirida ao longo da vida para se obter certa sustentabilidade patrimonial no futuro.

Portanto as relações estabelecidas entre sistema e mercado vinculam-se nas finanças diárias, que se fundam nas receitas e despesas formadas por eventuais necessidades que não podem se desfeitas, pois estão incluídas na vivencias do ser humano, mas que devem ser planejadas de acordo com os objetivos estabelecidos ao longo da vida, como investimento em educação, em patrimônios sólidos que são casas, carros, em viagens, e na aposentadoria, entre outros que fazem parte dos sonhos de muitos que almejam conforto e saúde financeira pessoal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOVESPA, Bolsa de Valores de São Paulo. Mercado de Capitais. Disponível em: << http://www.bmfbovespa.com.br/Pdf/merccap.pdf >> acesso em 20/04/2011.

BANCO DO BRASIL, Investimentos. Educação Financeira. Curso de Planejamento Financeiro Pessoal. Disponível em: << HTTP://www.bb.com.br >> acesso em 04/04/2011.

Copyright IEF – Instituto de Estudos de Finanças. Todos os direitos reservados. Finanças Pessoais. Administração de Crise Financeira. Disponível em: << WWW.ief.com.br/finanpe.htm >> acesso em 16/03/2011

Everton Nunes da Silva; Sabino da Silva Porto Júnior. Scielo. Artigos. Paper. Economia Aplicada. Sistema Financeiro e Crescimento econômico: uma aplicação de regressão quantílica. Disponível em:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid= S1413-80502006000300007 aceso em 16/03/2011.

LOGIOIA, Umbelina Cravo Teixeira. Fundamento do Mercado de Capitais. Editora Atlas, 2007 São Paulo SP.


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