Competitividade profissional: benefícios e malefícios

A competitividade é uma faca de dois gumes, podendo tanto ajudar como prejudicar os indivíduos e as organizações

Não é para todos, mas janeiro é um mês em que muita gente está de férias e fazendo uma série de atividades não profissionais. Porém, mesmo estando em férias, muita gente resolve fazer um curso de aperfeiçoamento ou estudar com mais calma algum assunto relacionado ao trabalho. Existem ainda aqueles que nas férias continuam trabalhando como se não houvesse nada de diferente.

A competitividade serve para explicar, ao menos em parte, o comportamento dessas pessoas. Muitas delas se dedicam ao trabalho num período de férias por medo de serem ultrapassadas por concorrentes no mercado de trabalho. Neste contexto, esses concorrentes quase sempre são colegas de trabalho. A escassez de recursos característica do mercado já fomenta a competitividade profissional, porém, em tempos de crise ela tende a ficar ainda mais forte. Além disso, existem pessoas que são “naturalmente” competitivas ou obcecadas pelo bom desempenho e elas possivelmente também trabalharão nas férias.

A competitividade tende a trazer uma série de benefícios para os profissionais e para as organizações, como a busca pela melhoria contínua e por inovações. Os profissionais se desenvolvem e isso também pode impactar positivamente na vida pessoal desses trabalhadores. Cabe destacar que o desenvolvimento de certas competências, como a inteligência emocional, por exemplo, não trará benefícios à pessoa apenas no ambiente de trabalho, mas sim para todas as situações de sua vida.

Por outro lado, a competitividade também pode trazer uma série de malefícios para os profissionais e para as organizações, como o excesso de trabalho e os conflitos no ambiente organizacional. Um indivíduo com alto nível de competitividade pode desenvolver problemas de saúde, como o estresse, por exemplo. Além disso, também pode enfrentar problemas de relacionamento, seja com colegas de trabalho ou com seus familiares.

Portanto, a competitividade profissional atua como uma faca de dois gumes, podendo proporcionar tanto benefícios quanto malefícios para os indivíduos e para as organizações. Neste mês de janeiro, conhecido como “período de férias”, vale à pena a seguinte reflexão: como está o seu nível de competitividade? Espero que esteja alto, visto que ela é importante para o bom desempenho, mas não exagerada ao ponto de lhe causar problemas!

Feliz 2016!

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