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Um estudo sobre liderança: estilos, conceitos e aplicações ao longo da história

Mostra os distintos estilos de Liderança mais comumente exercidos nas organizações e expõe conceitos; uma vez que, para que os processos e atividades da empresa sejam exercidos eficazmente, não só é necessário que haja um estilo de liderança definido, bem como é preciso que a equipe conheça suas características e sinta-se motivadas por elas. Relata que é através da forma de liderar que o gestor delega responsabilidades e tarefas aos membros de sua equipe, e é pela identificação das peculiaridades desse modo que seus colaboradores serão capazes de compreender e executar de forma satisfatória essas tarefas. Mostra ainda as diferentes faces que a liderança pode apresentar, trazendo conceitos e paradigmas relativamente novos acerca do assunto abordado. Por fim, identifica as características de liderança mais marcantes em líderes historicamente e contemporaneamente reconhecidos, que por meio da influência e autoridade que exerciam ás grandes massas e através dos seus ideais e de seus propósitos de vida, conseguiram moldar em diversos aspectos, o meio social onde se inseriam.

1 NOÇÕES INTRODUTÓRIAS SOBRE LIDERANÇA, SEUS CONCEITOS E ESTILOS

 

Ao longo da história, a humanidade contou com a força e a participação de grandes líderes, em diferentes aspectos, crenças e ideais que através de suas ações e de suas influencias sobre os outros, ajudaram a moldar o mundo tal qual como o conhecemos. Muitos serviram e servem de exemplo e inspiração, e outros mantêm seguidores até os dias de hoje.

Atualmente o mundo vem vivenciando tendências e mudanças significativas, constantes e de alcance global devido à imediata troca de informações que compartilhamos. Muitas dessas mudanças e tendências são influenciadas pela ação de pessoas que são verdadeiros líderes e autoridades em suas áreas de atuação.

Liderar é ser sensível o bastante para lidar com pessoas entendendo que cada uma delas apresentará necessidades diferentes, no intuito de que estas pessoas busquem um objetivo comum entusiasticamente, inspirando-as mais através de quem são, e menos através do que fazem. Nesse sentido espera-se que o líder desperte a confiança e a atitude em sua equipe de forma que estes busquem sempre o aprendizado na figura de seus líderes, e que os mesmos lhe sejam sempre fiéis.

Não importa o ramo de atividade, o tamanho da organização ou seu mercado de atuação, em todo meio social é possível identificar a figura de um líder - aquela pessoa que estimula o trabalho em equipe desenvolvendo estratégias e ideias, e que motiva e influencia os demais membros da equipe a irem em busca de um objetivo em comum. Entender o estilo de liderança estabelecido numa organização, e suas características, é fundamental para compreender e avaliar as práticas de funcionamento de uma empresa e as decisões tomadas pelo gestor.

Por meio da análise dos tipos de liderança mais comumente exercidos nas empresas: liderança autocrática, liderança liberal e liderança democrática; mostraremos como o líder pode refletir positivamente - através da liderança chamada servidora - ou negativamente - através do poder confundido com autoridade - no trabalho e na relação com as pessoas e suas reações inesperadas.

Por se tratar de um dos temas mais pesquisado na atualidade, existem diversas correntes e conceitos acerca de liderança, conceitos estes que estão derrubando antigos "clichês" em relação ao assunto.

O líder deve ser visto na organização como alguém capaz de inspirar à ação, e não como aquela pessoa que impões a obrigação, como em outros tempos.

Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força do caráter. Planejamento, orçamento, organização, solução de problemas, controle, manutenção da ordem, desenvolvimento de estratégias e várias outras coisas – gerência é o que fazemos, liderança é quem somos.(HUNTER, 2006, p.18-19).

Por muito tempo, acreditava-se que um líder era aquela pessoa que conduzia o negócio da melhor maneira possível em técnica e operacionalização; atualmente, sabe-se que um autêntico líder não deve ser treinado apenas para gerenciar coisas, mas sim para despertar a confiança e atitude, para que os seus liderados se inspirem à ação.

A liderança ocorre quando há lideres que induzem seguidores a realizar certos objetivos que representam os valores e as motivações – desejos e necessidades, aspirações e expectativas – tanto dos líderes quanto dos seguidores. A genialidade da liderança está na forma como os líderes enxergam e trabalham os valores e motivações tanto seus quanto de seus seguidores. Liderança é o uso da influência não coercitiva para dirigir as atividades dos membros de um grupo e levá-los à realização de seus próprios objetivos. (MAXIMIANO, 2007, p. 289).

A habilidade que o líder possui para influenciar as pessoas ao seu redor, o torna capaz de atingir tanto os objetivos do grupo, os objetivos de cada membro da equipe isoladamente, quanto os seus próprios objetivos, por meio de uma relação de influencia recíproca, ou seja, o líder deve ser capaz de despertar em seus liderados a confiança de que estes necessitam para a realização das atividades.

Existem diferentes tipos de liderança para diversas aplicações e situações em diferentes aspectos da vida social e humana. Para objeto desse estudo abordaremos tipos e enfoque de liderança voltado para as empresas.

Na Liderança Autocrática todas as decisões são centralizadas na figura do líder, que usa do poder, para que as tarefas sejam executadas. "O líder fixa os parâmetros sem qualquer participação do grupo." (Chiavenato, 2003, p.125). Em virtude disso sua presença física é crucial no ambiente de trabalho.

São características desse estilo de liderança: alta produtividade (devido a pressão exercida pelo líder), baixa qualidade dos produtos/serviços, muita pressão e cobrança sobre os colaboradores, baixo grau de motivação, de alto estima e entusiasmo na execução do trabalho.

Embora esse tipo de liderança seja, atualmente, considerado ultrapassado e de pouca eficiência pelos estudiosos, ainda existem líderes que conduzem seus negócios, suas empresas e seus subordinados sob estas perspectivas, uma vez que esse modelo pode se tornar eficaz quando aplicado nas organizações em que seja necessário manter um rígido regulamento interno para que seus colaboradores mantenham-se disciplinados.

Quando as decisões são tomadas sempre em conjunto com os colaboradores, a opinião de cada um é relevante e considerada pelo líder, tem-se a liderança democrática. "As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder" (CHIAVENATO, 2004, p.123). Essa participação do grupo favorece o trabalho em equipe e desperta o sentimento de responsabilidade nos resultados da empresa. Salientando que aqueles que se posicionam como líderes democráticos podem tornassem, mais facilmente, exemplo para seus liderados, sobre tudo no que diz respeito à ética e responsabilidade social.

Em organizações que adotaram esse estilo, normalmente o trabalho flui naturalmente mesmo na ausência do líder, e com qualidade superior, pois sua influência sobre seus liderados se dá não pelo uso do poder, mas sim por sua capacidade de inspirar as pessoas a fazerem, de bom grado sua vontade, e por sua inquestionável autoridade. É comum os líderes democráticos designarem seus recursos àqueles em que eles esperam que tenham um melhor desempenho ao trabalhar com a equipe, determinando até que ponto os seus liderados podem tomar decisões, mantendo assim sua autoridade perante o grupo.

São características desse estilo: moral elevado dos colaboradores, maior motivação e satisfação, produtos/serviços de excelente qualidade e boa produtividade. Aqui o líder trabalha eficazmente com muitas pessoas, e desenvolve suas qualidades de líder no decorrer do seu relacionamento com seus liderados.

Acredita-se que aplicar o estilo de liderança democrático é o caminho para líderes que almejam o sucesso de suas organizações. De modo geral, os líderes democráticos desenvolvem melhores desempenhos profissionais e pessoais em sua organização, apresentando menor rotatividade e mais satisfação, em conseqüência da relação de confiabilidade que estabelece com sua equipe interfuncionalNa Liderança Liberal, é de responsabilidade do grupo a definição das tarefas, "há liberdade total para as decisões grupais ou individuais" (Chiavenato, 2003, p.125). Há pouca participação do líder nas tomas de decisões.

A liderança liberal proporciona um ambiente criativo na organização, favorecendo a iniciativa e fazendo com que os colaboradores se sintam realmente importantes para os resultados da empresa.

Porém, é importante ressaltar que o bom funcionamento desse estilo de liderança se dá através de colaboradores que apresentam alto grau de comprometimento, responsabilidade, maturidade profissional, e que sejam traçadas metas e prazos para a realização das tarefas a serem executadas.

Podemos citar como exemplo de empresa que trabalha sob essas perspectivas o Google, onde seus colaboradores não têm hora de entrar ou sair, nem tão pouco local de trabalho fixo, podem executar suas tarefas onde acharem conveniente, e não necessariamente nas instalações da empresa.

É preciso analisar muito bem qual a proposta e os objetivos da empresa antes de optar por esse estilo de liderança, pois a ausência física e de firmeza de um líder na organização, pode gerar uma sensação de falta de rumo e desinteresse nos funcionários.

2 FACES DA LIDERANÇA E A LIDERANÇA SERVIDORA

A conduta humana e suas regras também devem ser consideradas no enfoque de liderança. Nunca ninguém discordou dos conceitos de Honestidade, Respeito e Gentileza; por exemplo; mas freqüentemente somos desonestos, não temos respeito pelas pessoas ou não somos gentis. Esse comportamento prova que não somos naturalmente bondosos. O ser humano possui uma notável capacidade de mutação, sobre tudo, no que se refere ao fato de almejar seus objetivos. Em relação ao estudo sobre liderança, também é possível observar essa capacidade em líderes que usam de seu poder de persuasão para obter o apoio de públicos diferentes.

Temos a capacidade para o bem e para o mau, embora a tendência para a maldade seja mais forte, exigindo um esforço de resistência especial. A vontade de fazer a coisa certa deve ser desenvolvida e acalentada com o maior cuidado, para que não nos tornemos um dos muitos seres repulsivos que vagueiam pelo mundo. (HUNTER, 2006, p.79).

Nesse sentido, existem as faces que a liderança pode apresentar, que são o demagogo, o administrador e o medidor. O líder demagogo procura através do uso do poder, da diversidade de características das pessoas e da bajulação de alguns liderados, obter a máxima popularidade na organização. Não distribui com igualdade as tarefas e mantêm afastado àqueles que demonstram pouca simpatia pela pessoa que ele representa. "Exerce liderança por meio do medo, das ameaças e da intimidação." (Gerzon, 2006, p.21). É o lado perverso da liderança, o líder demagogo despreza a ideia de evitar conflitos, ao contrário ele pode ate estimulá-los, pois pode vir a utilizar tais conflitos a seu favor, explorando as fraquezas daqueles que os rodeiam.

Normalmente o líder demagogo sente-se superior aos outros, leva em conta apenas o seu ponto de vista e distorce a verdade, intensificando assim os desentendimentos e conflitos e diminuindo os níveis de moralidade em sua equipe.

Aquele líder que consegue controlar com eficiência as atividades do grupo entendendo as diversidades e as necessidades de cada um, é intitulado, o administrador; "Opera com base numa definição exclusiva e limitada do "nós"; Determina os objetivos em termos do auto-interesse do próprio grupo." (Gerzon, 2006, p. 36). Nessa perspectiva, o administrador protege os interesses daqueles por quem são profissionalmente responsáveis, não lhe interessando aqueles que estão fora de sua jurisdição ou responsabilidade; isso implica numa fraqueza, uma vez que é comum esse líder permanecer em sua zona de conforto, e não conseguir se planejar ou reagir ao deparar-se com conflitos que estão fora de seus limites.

O papel de um medidor, aquela pessoa que pondera em suas ações e decisões buscando a melhor solução para lados que se opõem e apresentam visões distintas, se apresenta também na liderança. O líder medidor é aquele que atua como intercessor no controle das diferenças no grupo.

Esforça-se para agir em nome do todo, não apenas das partes. Pensa de forma sistêmica e se dedica a um aprendizado contínuo. Transmite confiança ao promover o diálogo entre as facções. Busca inovação e oportunidades para transformar o conflito. (GERZON, 2006, p. 53).

Conduz seus liderados a um meio no qual as diferenças e os conflitos são parte natural da convivência entre pessoas em sociedade e nas instituições. Esse tipo de liderança pode levar a equipe à harmonia e à cooperação em suas convivências, pois esse líder enxerga o conflito como parte natural do processo de aprendizagem e mudança, sobre tudo no tocante aos relacionamentos interfuncionais nas organizações.

Servir nas necessidades das pessoas. Esse é o princípio da inovadora idéia da denominada liderança servidora, que surgiu há apenas alguns anos, e vem ganhando força dia após dia nas empresas e na vida profissional e pessoal de administradores atuante nas mais diversas organizações. Apresenta-se, como uma inovadora tendência de liderança que seguramente se tornará o estilo mais praticado nos próximos anos.

LACERDA (2005) descreve que a maior intenção dessa liderança é promover o desenvolvimento da equipe interfuncional, é preocupar-se e ocupar-se em servir os seus liderados, do que somente dar ordens. É ser ou tornar-se o líder que reconhece que o sucesso de sua organização depende de forma direta de sua equipe. Dessa forma, o líder que age segundo os princípios da liderança servidora, recebe mais feedback do que em outros tipos de liderança, pois quando se objetiva ajudar as pessoas, elas por retribuição tornam-se parceiros.

Jesus falava sobre liderar com autoridade. Em essência, Ele dizia que, se alguém quisesse influenciar as pessoas do pescoço para cima, então devia servir, ou seja, sacrificar-se e procurar o bem maior de seus liderados. (HUNTER, 2006, p. 42).

No entanto, não se trata de tornar-se "capacho" dos outros ou parecer fraco; mas sim ansiar pela força de trabalho, tornando-se mentores e treinadores de seus colaboradores, visando despertar o melhor de cada um. "Quando o discípulo esta pronto, o mestre chega." (Hunter, 2006, p.42). Através da servidão podemos nos tornar líderes. Quando amamos os outros e nos doamos a eles, estamos construindo a verdadeira autoridade; e quando construirmos a verdadeira autoridade, só então podemos ser chamados de líderes.

Dessa forma, Hunter classifica a liderança servidora como aquela que melhor aborda e oferece os meios de se liderar com excelência.

3 GRANDES LÍDERES DA HISTÓRIA E DA CONTEMPORANEIDADE

Ao longo da história, a humanidade contou com a força e a participação de grandes líderes, em diferentes aspectos, crenças e ideais que através de suas ações e de suas influencias sobre os outros, ajudaram a moldar o mundo tal qual como o conhecemos. Muitos serviram e servem de exemplo e inspiração, e outros mantêm seguidores até os dias atuais.

Inspirado nos feitos do indu Mohondas K. Gandhi, Martin Luther King foi mentor e co-fundador da Conferência da Liderança Cristã no Sul – SCLC, uma organização de igrejas e sacerdotes negros que lutou pelos direitos civis nos Estados Unidos. Sua principal característica de líder foi a perseverança.

Henry Ford revolucionou o mundo industrial ao fabricar automóveis em condições admiráveis em grande escala, baseado em estudos e pesquisas que usavam a teoria da administração cientifica. Como líder ele inovou reduzindo a jornada de trabalho para 8 horas em suas fábricas e estabeleceu o salário-mínimo de 5 dólares por dia trabalhado; embora exigisse de seus operários força física e disposição que por vezes os equiparava à máquinas. Suas idéias ficaram conhecidas como "Fordismo", e teve como características de líder valores fortes e criatividade.

Ditador alemão, Adolf Hitler foi líder do Partido Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Acreditava na supremacia da raça e genética ariana e aterrorizou o mundo com suas teses racistas e anti-semitas, o que o levou a promover o que ficou conhecido como Holocausto, usando do poder excessivo para perseguir e aniquilar grupos de judeus, homossexuais, deficientes físicos e mentais e grupos políticos de oposição. Como líder caracterizou-se por sua determinação e perseverança, representando um exemplo genuíno de líder que a humanidade espera, em tempo algum, deparar-se.

Como o mais influente líder de todos os tempos, Jesus Cristo nunca possuiu o poder tradicional. No entanto, é sem dúvida a figura de líder mais dominante em toda a história.

Nenhuma pessoa com honestidade intelectual pode negar que a vida de Jesus exerceu uma grande influência na história. E ainda exerce até hoje. Até o General Francês Napoleão Bonaparte se rendeu às evidências: "Alexandre, César, Carlos Magno e eu fundamos impérios, mas em que baseamos nossas criações geniais? Na força. Jesus Cristo fundou seu império baseado no amor e até hoje milhões de pessoas morreriam por Ele." (HUNTER, 2006, p. 41).

Sua principal característica de líder foi o amor e a dedicação ao próximo.

O mundo vêm vivenciando tendências e mudanças significativas, constantes e de alcance global devido a imediata troca de informações que compartilhamos. Muitas dessas mudanças e tendências são influenciadas pela ação de pessoas que são verdadeiros líderes e autoridades em suas áreas de atuação.

Mundialmente falando, podemos citar como exemplos de líderes altamente influentes, pessoas como o atual Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama – Que alimentado com o sonho de trabalhar com as chamadas "comunidades de bases" para conseguir "mudar as coisas". Obteve sucesso trabalhando com os moradores desta comunidade promovendo ações de capacitação profissional, desenvolvimento econômico e limpeza ambiental. Como líder da Potência Econômica mais influente do mundo, Barack Obama atua com o propósito de reforçar e assegurar ao povo americano segurança em relação ao combate aos ataques terroristas, e combater o narcotráfico e a corrupção nos países Latino Americanos. Está sendo lembrado por seu discurso liberal com uma linguagem conservadora, e por abrir novos caminhos na política Americana, representando uma clara ruptura com o passado e projetando uma visão de futuro que acima de tudo, envolve entusiasticamente os jovens á seu favor.

Podemos citar ainda, Steve Jobs – co-fundador da Apple. Ele que foi o grande cérebro por traz da indústria da tecnologia do século XX, causou inspiração em seus milhares de seguidores e fanáticos por tecnologia, além de causar modificações drásticas neste mercado com o sucesso da companhia em que atuou como CEO. Caracterizado como um líder obstinado, amado e odiado por sua insaciável busca pela perfeição em seus produtos e serviços, Jobs abusou da criatividade e Inovação para levar a Apple ao mais alto patamar, e a atuar no mercado quase sem concorrência nenhuma devido a elevada qualidade de seus produtos/serviços. "O mundo raramente vê alguém que tenha um impacto tão profundo quanto o de Steve, cujos efeitos ainda serão sentidos por muitas gerações por vir." (Bill Gates – por meio de nota).

No Brasil, podemos citar como exemplo, o ex-jogador de vôlei e atual técnico da Seleção Brasileira de Vôlei, Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho. Encantado e apaixonado pelo esporte desde muito cedo, ele tornou-se exemplo para qualquer pessoa que deseja se tornar líder; "Bernardinho é o divisor de águas num país que precisa aprender a importância da cooperação, da solidariedade e do trabalho em equipe." (Bernardinho, 2006, p.13). Caracterizado pelo esforço, perseverança e obstinação, Bernardinho tornou a seleção brasileira de vôlei, um exemplo muito bem sucedido de gestão de pessoas.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A grande maioria dos que ocupam cargos de liderança, gerencia coisas, e não pessoas. Liderar é fazer com que as coisas sejam feitas através das pessoas; e para isso, precisamos de um atributo essencial, que é a construção de relacionamentos.

Nessa construção, há uma grande diferença entre poder e autoridade; quem exerce poder pode ser muito árduo em seus relacionamentos, mas quem exerce autoridade, desenvolve seguidores. Liderar é alguém que possui seguidores, e liderança é o resultado da nossa influencia.

Para liderar é preciso um único detalhe; detalhe este que pode fazer toda a diferença: Um propósito de vida. As personalidades mencionadas ao longo desse trabalho tinham um propósito que mudou a vida de milhares de pessoas. E apenas uma dessas personalidades sustenta até os dias atuais o seu propósito firmado, e que ainda permanecerá por muitas gerações: Jesus Cristo.

REFERÊNCIAS

CHARAM, Ram. O líder criador de líderes: a gestão de talentos para garantir o futuro e a sucessão. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos: o capital humano das organizações. 8.ed. São Paulo: Atlas, 2004.

GERZON, Mark. Liderando pelo conflito: como líderes de sucesso transformam diferenças em oportunidades. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

HUNTER, James C. Como se tornar um líder servidor: os princípios de liderança de o monge e o executivo. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.

LACERDA, Daniela. O Líder Espiritualizado. Você S.A. São Paulo, n 82, p.22-30, Abr 2005

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à administração. 6.ed.São Paulo: Atlas, 2007

REZENDE, Bernardo Rocha de. Bernardinho: Transformando suor em ouro. 3.ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2006

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Tags: estilos história Liderança