Na oportunidade, o repórter insistiu sobre o grande número de profissionais que todos os anos concluem ensino médio, profissionalizante e graduação. Mas obteve a comparação a nível mundial de algumas profissões e a proporção de formandos, citando o profissional de engenharia como a mais escassa do Brasil. E, por fim, foi declarado o veredicto: no mercado existem mais profissionais generalistas do que especialistas.Todos desejam fazer o “geral” em vez de especializar-se em determinada área. Matéria intrigante e divergente. Em nosso cotidiano de administradores, não poderemos ser especialistas se não formos generalistas. Relembro meus tempos de faculdade, lá pelos idos de 1995, na graduação em Administração de Empresas, e era notória a preocupação de alguns colegas em sair do 'generalismo”. Porém, a escassez de especializações disponíveis acomodou muita gente. Hoje muita coisa mudou. Possuímos cursos de graduação em Administração bem mais específicos, porém, na prática, sinto que necessitamos ser genéricos, para que entendamos o 'todo' organizacional. Passar por finanças e não ter práticas humanísticas, encarar a logística e não conhecer a espinha dorsal da empresa é como nadar na piscina estando em uma competição e perder no último segundo. Neste caso da empresa, perdemos o resultado específico simplesmente por não aprendermos o básico. E muitas vezes o básico se torna o essencial. Pessoas hoje são o essencial dentro de uma organização e sem elas não conquistamos sozinhos. Hoje ser líder está na moda, existem no mercado vários cursos enfocando o papel da liderança dentro das organizações, porém cuidado: desenvolvem-se aptidões existentes em algumas pessoas para tornar-se líder. Contudo o cenário que visualizo para o nosso futuro como administradores é continuarmos generalistas sem deixar de aprender a especificação, que aliada à pratica humana dentro das organizações definirá o papel do novo líder. Sejamos generalistas e especialistas. Desafie os preconceitos organizacionais, transpondo barreiras dos profissionais que buscam o que nem eles mesmo sabem o que sua organização deseja. Sejamos a vanguarda deste processo. Um brinde à polivalência organizacional.