10 atributos de pessoas socialmente inteligentes

A competência interpessoal é a principal qualidade que um líder deve escolher para desenvolver em sua caminhada, pois sem ela é impossível conquistar qualquer tipo de objetivo no mundo empresarial

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Jesus Cristo não era belo, não tinha curso superior, não escreveu nenhum livro, não participou de nenhum programa de TV, não era afiliado a nenhum partido político e não tinha dinheiro. Sendo assim, eu te pergunto: como ele pôde fazer tanto sucesso?

A resposta se encontra no modo como ele tratava as pessoas: elas se sentiam amadas. Jesus valorizava aqueles que estavam a sua volta e fazia eles acreditarem que podiam ser grandes. Assim, ele trabalhou a vida toda procurando fazer com que eles se desenvolvessem e encontrassem o topo, criando inúmeras formas de capacitá-los e motivá-los.

Pegando um gancho na história milenar do carpinteiro mais famoso do mundo, posso afirmar categoricamente que o mesmo fato ocorrido em Israel na época do irreverente rabino, ocorre também em minha cidade: conheço pessoas analfabetas, simples e totalmente incultas, porém com uma qualidade que os homens mais desenvolvidos do planeta não possuem, a saber: o carisma. Sim, elas são queridas e amadas pelas outras pessoas simplesmente pelo seu jeito de ser, que faz com que o clima relacional seja agradável e harmônico, criando um ambiente feliz e inacreditavelmente perfeito entre tais criaturas.

Ora, quem não quer ficar perto de pessoas que fazem as outras se sentirem bem? Qualquer um de nós, independentemente de posição ou status, quer estar rodeado de gente alegre, de paz com a vida e de bom humor, pois tais seres transmitem tudo isso para nós, transformando nosso dia em um espaço mais feliz e motivador por conta de nos transladar essas energias positivas.

Obviamente não existem apenas pessoas generosas em nosso meio social. No seu trabalho, por exemplo, seu gerente pode ser o contrário de tudo isso: com um comportamento rígido e centralizador, que gerará um clima organizacional péssimo por conta de querer desqualifica-lo sempre e buscar sempre fazer com que você acredite que nasceu apenas para o fracasso, cabendo a ti, apenas abaixar sua cabeça e cumprir as ordens, sem titubear, hesitar e, prioritariamente, replicar.

Logo, em nossa vida pessoal e profissional, encontraremos esses dois tipos de pessoas: as emocionalmente inteligentes e as outras: que são egoístas e individualistas. Contudo, a grande questão não é enxergar esse tabuleiro e sim compreendermos o que é a competência interpessoal para que possamos adaptá-la ao nosso cotidiano, objetivando aumentar nosso potencial e por ilação, colher os frutos dessa nobre postura.

Da maneira mais simples possível, inteligência interpessoal é a reunião de todas as nossas forças em busca de estabelecer um relacionamento de confiança e júbilo com o próximo, de sorte que saibamos nos colocar em uma posição de servidão e fidelidade para que o outro possa nos devolver uma amizade sincera e duradoura. Em outras palavras, é suportar críticas, injustiças e mágoas, gerando um escudo emocional que fará com sejamos seres cascudos e robustos, capazes de nos mantermos intactos perante tamanhas adversidades e otimizando nosso networking por conta da habilidade colossal que geramos em lidar de forma inteligente com a alma alheia.

Precisamos registrar ainda, que como todo grande atributo, a inteligência social é conquistada somente com muita pratica, paciência e persistência. Contudo, quem tiver êxito em executar tal questão herdará muitos tesouros e pedras preciosas, tendo em vista que se sobressairá naturalmente diante dos demais. Exatamente por esse motivo, eu considero todos os profissionais que lidam de forma harmônica com as pessoas como genuínos líderes, porque aprenderam a persuadi-los e a cativá-los.

Seguindo o raciocínio dos parágrafos acima e identificando a vontade de muitos em dominar com maestria a arte de viver em sociedade de forma inteligente, resolvi criar 10 qualidades que uma pessoa precisa ter para se destacar socialmente. Confira:

1 – Capacidade de compreender a alma alheia: quando um ser humano resolve olhar para um mendigo faminto no meio da rua, e por compaixão, decide comprar um lanche para ele, por ver em seus olhos um sentimento de tristeza por não ter um centavo no bolso, ele está praticando um ato de generosidade. Sob uma outra perspectiva, ele está entrando na casca (corpo) da outra pessoa e tentando se colocar no lugar dela (alma) para tentar entender seus sentimentos e emoções, objetivando ajudá-la a encontrar uma saída para o eventual problema. Indiscutivelmente, todos os grandes líderes possuem essa aptidão: de não serem egoístas e ranzinzas, porque aprenderam que a vida é uma via de mão dupla, onde temos que pensar sempre com sinergia e não com individualismo, e também que é necessário sermos estrategicamente sociáveis para que as pessoas nos enxerguem como seres confiáveis e fidedignos.

2 – Capacidade de dar atenção ás pessoas: algumas pessoas precisam ser ouvidas e confortadas de vez em quando. Infelizmente, poucos líderes possuem paciência e talento para exercer essa pratica, o que faz com que essas criaturas se sintam cada vez mais vazias e solitárias, sem terem a quem recorrer. Certamente, líderes verdadeiramente competentes são acessíveis, bons ouvintes e excelentes conselheiros, porquanto sabem que somente são procurados por demonstrarem que são brilhantes na arte da resolução e gênios da maestria na esfera da motivação.

3 – Capacidade de transformar a vida das pessoas: o verdadeiro líder tem poder de quebrar pensamentos e convicções, gerando um espírito novo para o seu pupilo que fará com que o mesmo tenha um notável upgrade mental. Logicamente, essa nova criatura herdará muitos atributos de seu mestre, porém sem perder sua autenticidade, pois uma coisa é ter uma referência a seguir, outra é ser uma mera cópia dela. Além disso, um bom líder incita novas mudanças constantemente, fazendo com que seu liderado esteja sempre buscando novas informações e atualizações para que o mesmo esteja sempre antenado/conectado às novas tendências e variáveis que surgem no mundo.

4 – Capacidade de fazer as pessoas compreenderem suas ideias: um ótimo líder tem a inteligência de transmitir suas ideias e racionalismos de forma clara, objetiva e agradável, tornando sua comunicação uma atividade eficiente que faz com que seus liderados tenham mais facilidade não só de assimilação, mas principalmente de pôr em pratica aquilo que foi externado. Vale mencionar que o uso de exemplos estimuladores, a aplicação sábia de uma metáfora e a reunião de parábolas em torno de um assunto, são todos pilares fundamentais para que uma equipe compreenda, sem maiores dificuldades, o que o autor tanto quer demonstrar.

5 – Capacidade de inspirar as pessoas: normalmente, os liderados que são brilhantemente competentes atingiram esse patamar por serem atingidos no coração por alguém extremamente honroso e virtuoso que mostrou para eles o que é ser nobre, irreverente, intrépido e comprometido com a causa. Em outras palavras, é somente por conviverem com um líder que era exemplo em todas as suas ações que tais profissionais se sentiram na obrigação de serem pessoas de caráter e índole incorruptíveis, de sorte que além do entusiasmo de seguirem uma doutrina sublime, eles também tinham o privilégio de gozarem da presença de um grande tutor, que foi muito além das atividades empresariais, tendo uma preocupação máxima com o universo e seus entes mais valorosos.

6 - Capacidade de conexão com o outro: existem pessoas que sabem meticulosamente adaptarem sua conversa a cada tipo de pessoa, de forma que para cada personalidade encontrada, existe um modo diferente de agir, adequando o papo de acordo com seu receptor. Vale lembrar que além dessa característica, de linkar as ideias e integrá-las, esse emissor também domina vários conteúdos (que o torna polivalente), conhece um pouco da vida de seu companheiro (que o permite agir estrategicamente com os assuntos) e sabe criar Rapport (que o propicia entregar ao outro seus desejos e necessidades).

7 – Capacidade de se apresentar eficientemente e em momentos oportunos: muitas pessoas aproveitam determinados momentos para demonstrarem sua generosidade, ou seja, elas não esperam por um pedido, pois visualizam uma situação refratária e automaticamente se predispõem a ajudar. Infelizmente, alguns líderes são apáticos, omissos e negligentes, o que faz com que os mesmos percam inúmeras oportunidades de construírem bons relacionamentos e de instituírem notáveis alianças com os seus semelhantes.

8 – Capacidade de suportar críticas e frustrações: lamentavelmente, o ser humano é muito orgulhoso e não raramente repele os ataques que recebeu da mesma forma que eles vieram, de modo que a sociedade se transforma em uma espécie de guerra invisível onde somos atacados e atacamos o tempo os nossos semelhantes (sem ao menos nos darmos conta disso). Assim, devemos ter uma mentalidade diferenciada para que possamos enxergar além do óbvio, objetivando perdoar nossos algozes, aceitar rejeições e colocações injustas, além de demonstrar em ações que não lutamos contra coisas pequenas e sim contra universos realmente importantes: como a fome no mundo, as deficiências na educação, a precariedade da saúde, os preconceitos existentes, a corrupção nas esferas humanas, a preservação do planeta, o combate à criminalidade, a reestruturação e valorização da família, o descaso com os nossos idosos, a maldade contra os animais, enfim, coisas realmente importantes e que possuem valor diante de nossa existência.

9 – Capacidade de entreter as pessoas: primeiramente é necessário ser uma pessoa de alma alegre, criando um coração sorridente para que as pessoas sintam essa energia positiva emanada de sua aura e possam querer segui-lo. Felizmente, ao longo de minha vida pude conhecer e conviver com pessoas extremamente influenciadoras, que me ensinaram o dom mágico de transformar ambientes chatos em tabuleiros de adrenalina total. Certamente, três pilares são fundamentais para a consecução deste fato: entusiasmo (para mostrar aos outros a sua alegria), simplicidade (para mostrar aos outros que você não quer ser melhor do que eles) e irreverência (para mostrar aos outros que você não tem vergonha de ser você mesmo).

10 – Capacidade de ser uma pessoa leal e pura: George Eliot disse: “A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz.” O que a mensagem estarrecedora da pensadora quis nos externar é que um bom amigo é aquele na qual todas as nossas preocupações são relativizadas, de modo que na mesa principal só existe espaço para a explanação da verdade, aliada a certeza absoluta de estarmos falando com nós mesmos (por podermos partilhar nossos segredos), de sorte que desse dialogo somente sairá um amontoado de felicidades e um punhado de passividades.

Uma amizade não é constituída de presentes, surpresas, viagens, ou qualquer tipo de benefício externo, porquanto esse elo dimensional não pode ser visto, mas apenas sentido pelo coração. É como costumava dizer Leonardo da Vinci: “Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro.”

 

 

 

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Tags: dicas inteligência emocional relacionamento

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