As fragilidades da política pública na educação a distância

Quais as fragilidades e dificuldades que esse modelo de educação enfrenta atualmente?

A Educação a distância no Brasil é algo que vem crescendo cada dia mais. Tornou-se um novo método de ensino e de oportunidades já que, esse modelo de ensino tem a capacidade de atingir diversas regiões e classes sociais do Brasil, ou seja, é acessível a qualquer um, ou ao menos em teoria.

Grande parte desse crescimento vem de instituições privadas que investiram e investem ainda em novos polos e cursos. Existe também o investimento por parte do governo, um exemplo disso foi a criação do sistema UAB - Universidade Aberto do Brasil, em 2005 que oferece cursos a distância, principalmente para a formação de professores, através de instituições públicas.

Esse ano, o sistema UAB sofreu um corte no orçamento estudantil. A verba prevista pelo Ministério da Educação (MEC) para o ano de 2015, era de R$ 800 milhões, porém após o ajuste fiscal do governo, este valor caiu para R$ 417 milhões, quase metade do valor estimado para investimento.

A consequência desse corte já surgiu, diversas universidades tiveram suas aulas suspensas por falta de verba, outras suspenderam seus processos seletivos por não haver garantia de verba entre outros problemas.

É fato que quando existe a necessidade de corte em um orçamento, ele deve ser feito com o intuito de sanar algum problema ou prevenir problemas futuros, porém, seria o correto efetuar cortes na educação ainda mais no sistema UAB onde seu objetivo principal é a formação de professores? Não estaria o governo tampando um buraco e descobrindo outro?

Existem ainda outros programas além do UAB que sofreram cortes tais como FIES - Fundo de Financiamento Estudantil,  e diversas instituições públicas tiveram corte no repasse de verbas.

No papel, a intenção era de formação de novas turmas não só sistema a distância, mas também em cursos presenciais, entretanto, como nem tudo o que é planejado nem sempre sai da maneira como deveria, houve a necessidade de acontecerem esses cortes.

Outra pergunta que fica no ar, não seria possível efetuar cortes em outros setores que não fossem a educação?

Acredito que de certo modo, falta planejamento. Muito já se criou e foi melhorado na educação a distância desde seu surgimento no Brasil no início dos anos 90. Políticas foram criadas, leis para regulamentar a modalidade de ensino entre outros programas.

Se um dos objetivos da educação a distância, é levar educação a diversas regiões e classes sociais, porque isso não acontece como deveria?

A falta de investimento físico e pessoal pode ser um desses pontos fracos entre diversos outros que a política pública tenta, mas não consegue resolver. O fato é que cada indivíduo possui um parecer sobre o assunto e que grande maioria deles irão apontar inúmeros problemas ou possíveis melhorias que podem ser feitas no sistema educacional a distância mas, se parte da solução do problema é o investimento em novas turmas, na contração de profissionais e em equipamentos que irão auxiliar a aprendizagem , fica difícil ser executada quando existem cortes no orçamento destinado para tais melhorias.

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Tags: ead educação fragilidades política

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