Em um panorama rápido pelo mundo percebemos que estamos passando por um momento de volta ao crescimento, semelhante aos milagres econômicos ocorrido no Japão a partir de 1945 e no Brasil entre 1969 e 1973, após um período um tanto angustiante, digo a crise da economia em 2008. No Brasil vemos um cenário político-econômico “novo”, expectativas, medos, apreensões e ao mesmo tempo esperança, no entanto temos um gargalo interessante e preocupante. Segundo pesquisa realizada nos três primeiros meses desse ano pela consultoria de recursos humanos Manpower, 57% dos empregadores brasileiros estão tendo dificuldades de preencher suas vagas, ficando atrás apenas do Japão (80%) e da Índia (67%). As explicações para esses números foram as mais diversas possíveis, 28% dos empregadores responderam que a principal razão da dificuldade de preencher vagas é a falta de experiência do candidato, outros 24% disseram ser a falta de candidatos que dificulta o preenchimento. Entre outros motivos mais citados, estão ainda a falta de conhecimentos técnicos básicos (22%)e a falta de conhecimento sobre a área de atuação (15%). Mão-de-obra qualificada aquela que atende a todos os pressupostos do cargo, assim como consegue suprir todas as demandas de produtos ou serviços que lhe é atribuído. Dessa maneira a mão-de-obra torna-se fator essencial para o crescimento de uma nação, ela é necessária em todos os setores da economia. No Brasil temos pessoas precisando de empregos, temos empregos precisando de pessoas, no entanto a condição de ligação entre esses dois elementos, não existe, a qualificação dos candidatos. Nas metas de crescimento estipuladas pelo governo para os próximos anos que giram acima dos 5% ao ano, a mão-de-obra tem papel essencial, isso não se discute, o que fica para a discussão é a dúvida, será nossa força de trabalho qualificada o suficiente para comportar e fazer acontecer esse crescimento? O relatório da citada consultoria ainda avalia: “A classe média do país está crescendo rapidamente, elevando a demanda doméstica por mercadorias e serviços, no entanto empregadores estão tendo dificuldades de acompanhar as projeções de crescimento da economia”. Em resumo, a longo prazo, teremos uma demanda de produtos e serviços enorme e não teremos oferta para atender as tais necessidades, ocorrendo assim uma generalizada frustração de metas governamentais e negócios empresariais. Por Artur Costa