Empreendedor, fuja das métricas de “vaidade”

Dinheiro nunca aceita desaforo, mesmo que tenha em abundância

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Com toda certeza, o tema deste artigo de hoje vai incomodar muita gente. Isso porque vou falar da vaidade partindo da seguinte definição: vaidade "é o cuidado exagerado da aparência, pelo prazer ou com o objetivo de atrair a admiração ou elogios de terceiros. É a necessidade de vangloriar-se, de ostentar, de se exibir”. Por que falar sobre isso? Muito simples, porque atualmente o que mais tem são pessoas focadas em “métricas de vaidade” ou invés de focar nos fundamentos de fluxo de caixa e capital de giro no negócio.

Tenho certeza que ao ler apenas este primeiro parágrafo, você leitor já deve ter lembrado de algum empreendedor vaidoso e que frequentemente coloca seu orgulho e metas pessoais a frente do que realmente importa para o negócio: resultados efetivos e crescimento constante.

Quando o Empreendedor Yogendra Vasupal anunciou o fim do atual modelo de negócio da sua famosa startup indiana Stayzilla, sua justificativa foi justamente essa, a métrica da vaidade. Em mensagem em seu blog, ele disse: “Estava focado em métricas de “vaidade” em vez dos fundamentos de fluxo de caixa e capital de giro” e disse também: “Os últimos 11 anos tem sido uma grande experiência de aprendizagem, no começo fizemos tudo certo, mas nos últimos 3–4 anos, posso dizer honestamente que em algum lugar eu perdi meu caminho.” E completa agradecendo a todo time, os co-founders e os investidores dizendo “ser eternamente grato aos anjos da rede indiana que deram a ele capital para escalar seu negócio”

Mas o objetivo deste artigo é comentar não somente que mais uma startup termina o sonho, mas para debater os motivos que levaram a isso.

Aliás, na Índia tem diversas startups incluindo as famosas que reduzindo custos para tentar sobreviver, o SnapDeal, por exemplo, vai demitir 600 pessoas nos próximos dias. Os co-fundadores Kunal Bahl e Rohit Bansal admitiram cometer alguns erros na gestão da empresa, distraídos pelo excesso de caixa nos últimos anos. “Começamos a crescer o nosso negócio muito antes de o modelo econômico certo. Também começamos a diversificar e iniciamos novos projetos enquanto ainda não tínhamos encontrado o caminho do lucro. Construímos uma equipe muito grande e maior do que o que era realmente necessário com a escala atual”. O Investidor Anjo, Mohandas Pai, foi mais enfático que isso: “Os fundadores do SnapDeal foram incitados por pessoas que escreveram cheques grandes e disseram para gastar na esperança de obter mais e mais dinheiro. E tudo finalmente explodiu!”.

E o que exemplos como este nos mostram? Que uma grande quantidade de capital com muita ambição é a fórmula dos sonhos, mas por outro lado, pode ser uma mistura potente para levar uma startup a derrocada em um futuro próximo e altamente perigoso para os envolvidos.

Meu alerta neste momento ao falar sobre isso é para que os empreendedores tenham atenção redobrada para não se perderem no meio do caminho e principalmente para que não sejam dominados pela vaidade que existe e pode seduzir até os mais céticos.

As métricas da vaidade nada mais são do que tudo aquilo que não traz nenhum resultado concreto e financeiro para o negócio, ou seja, causam imensa satisfação pessoal, sensação de orgulho, ego lá em cima e claro, pode principalmente "impressionar" também alguns investidores desavisados.

O problema é que muitas curtidas ou comentários não significam conversão, dinheiro em caixa e aumento de vendas e é aí que mora o perigo. Muitos se entretêm neste sentido e acabam até construindo suas estratégias em cima do “falso sucesso” que além de momentâneo provavelmente não condiz com a realidade e com o futuro da startup.

O que deve ser mensurado então? Métrica de Vaidade não tem nada a ver com KPIs corretos para medir SE as suas iniciativas estão sendo eficazes em suas propostas. Atualmente podemos contar com vários tipos de indicadores diferentes e a questão é: quais serão mais assertivos para os objetivos definidos? Um KPI muito importante é o CAC (Custo de Aquisição de Clientes e o LTV (Life time Value). Acima de tudo, é preciso saber avaliar bem quais são os indicadores utilizáveis para a realidade do seu negócio. Isso evita que métricas de vaidade sejam definidoras do seu planejamento. Leia o livro A Startup Enxuta de Eric Ries e descubra as métricas Acionável, Acessível e Auditável, lembre-se sempre delas e fuja das Métricas de Vaidade!

É isso meus amigos e resumindo, é mais uma lição sobre controle, gestão e gastos. Gastar como se não houvesse amanhã e de forma irresponsável me faz lembrar do que eu sempre eu digo:

“Dinheiro nunca aceita desaforo, mesmo que tenha em abundância”.

Pense nisso e conte comigo em sua jornada!

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