A importancia da Gestão Financeira em tempos de crise

1. INTRODUÇÃO

A gestão financeira trata da administração dos recursos financeiros da empresa, voltado para o financeirro, ou seja, integra todo o trabalho ligado à obtenção, utilização e controle dos recursos financeiros. Como uma empresa busca sempre atingir a eficiência, que será resultado do modelo de gestão, a organização da estrutura e o planejamento do sistema de informações. Entende-se como modelo de gestão, que é a linha de pesquisa deste trabalho com ênfase na área de finanças, a administração que influenciará na tomada de decisão. Para tomada de uma decisão, o gestor financeiro de uma organização terá que coletar os dados financeiros mediante ao contador e por meio de certos ajustes e análises; precisa olhar além das demonstrações financeiras, para perceber problemas que estão surgindo ou existem.
A gestão financeira está estreitamente ligada à contabilidade, aproveita certos dados da contabilidade para evitar situações de desconforto financeiro e para que a organização esteja sempre apta para tomada de decisões com base em informações confiáveis, é necessário que esta faça uso de instrumentos que, administrados corretamente, proporcione dados necessários para um excelente resultado. Para saber com que intensidade e em quais condições cada um destas situações interferem na situação financeira da empresa, e quais ferramentas o gestor financeiro deve utilizar para tomar decisão.
A implementação de melhores práticas de controles envolvendo finanças tornou-se muito influente.
Muitas empresas estiveram terceirizando, certos desenvolvimentos de serviços a fim de reduzir custos. Agora, sua tarefa é justamente fazer o que não foi empreendido por algumas empresas (inclusive bancos) nessa crise global: modificar e adequar processos operacionais, reduzir riscos, controlar melhor as despesas, realizar o aprimoramento contínuo e, principalmente, promover o constante intercâmbio de informação em todos os níveis da empresa: colaboradores, diretores e acionistas. O objetivo é propiciar à organização ganho de vantagem competitiva, crescimento, melhoria interna, otimização de processos, promoção da capacitação, identificação de oportunidades e construção de estratégias conjuntas com o parceiro, visando ao crescimento e sustentabilidade empresarial.
Com efeito da crise, acima da crise econômica, está a crise de credibilidade. É evidente que não há, no momento, confiança nos atos financeiros de bancos e dos outros ramos de atividades. O que torna a análise de crédito abrangente no conhecimento relacionado mediante ao departamento financeiro, compreendendo o aumento da eficiência nas empresas num amplo sentido. Os tipos e formas de crédito abrangem todo o mercado desde pequenos consumidores a grandes empresas, onde o adequado gerenciamento do crédito se faz necessário à manutenção da solidez, lucratividade e reputação das instituições.
Veremos a seguir a importância das finanças os conceitos de capital de giro, o efeito tesoura e a sua repercussão na gestão financeira da empresa. Entendendo como a crise afeta para a obtenção de crédito, devido as restrições do crédito mais barato e a necessidade das empresas a busca de recursos e investimento para a sua sustentabilidade empresarial.



ABSTRACT

1. INTRODUCTION


Financial management deals with the administration of financial resources of the company, focused on the financial, or integrates all the work related to collection, use and control of financial resources. As a company always seeking to achieve efficiency, which will result in management model, organization structure and planning of the information system. It is understood as management model, which is this line of research work with emphasis in the area of finance, administration that influence decision making. To take a decision, the financial manager of an organization will have to collect financial data on the counter and through some adjustments and analysis, you need look beyond financial statements to understand problems that exist or are emerging.
Financial management is closely related to accounting, takes certain data from accounting to avoid situations of financial and discomfort so that the organization is always capable of making decisions based on reliable information, it is necessary that this makes use of instruments that, properly administered , provides data necessary for an excellent result. To know that intensity and in what conditions each of these situations affect the company's financial situation, and what tools the financial manager should use to make decision.
The implementation of best practices involving control of finances has become very influential.
Many companies are outsourcing, certain developments in services to reduce costs. Now, your task is to do what has not been undertaken by some companies (including banks) in this global crisis: change and adapt operational processes, reduce risk, better control costs, achieve the continuous improvement and, particularly, in promoting the exchange of information at all levels of the company: employees, directors and shareholders. The goal is to provide the organization gain competitive advantage, growth, internal improvement, optimization of processes, promoting training, identifying opportunities and building strategies with a partner, aimed at business growth and sustainability.
Indeed of the crisis, most of the economic crisis is a crisis of credibility. Clearly, there is at present, confidence in the financial actions of banks and other branches of activities. What makes a comprehensive analysis of credit through the knowledge related to the finance department, including increased efficiency in companies in a broad sense. The types and forms of credit cover the entire market from small consumers to large enterprises, where the proper management of credit is necessary to maintain the strength, profitability and reputation of institutions.
We will see below the importance of the concepts of finance capital, the effect and its impact on the treasury's financial management company. Understanding how the crisis affects to obtain credit, because the restrictions of cheap credit and the need of companies to search for resources and investment for their business sustainability.




1.1OBJETIVOS

1.1.1Objetivo geral

Perceber, através de conceitos teóricos e práticos, o papel da administração financeira (gestão financeira), junto com o papel do administrador financeiro.

1.1.2Objetivos específicos

Analisar os principais conceitos de finanças e Gestão Financeira;
Verificar como a análise de balanço pode apoiar os empresários, analistas e gestores a tomar decisões de investimentos, que garantam o fluxo de caixa das empresas na gestão de negócios;
Como estrategicamente gerenciar o fluxo de caixa da empresa, com os conceitos de risco e retorno, para gestão de crédito;
A forma utilizada para a redução de impostos;
Como funciona o sistema de informação dentro da organização. Para manter a integração da gestão financeira com as demais áreas da empresa



1.2 PROBLEMA

Quando uma organização está diante de um cenário de crise, para que possa sobreviver e manter-se num mercado onde o que prevalece é a alta competitividade, é necessário que o administrador tome suas decisões em informações que possua qualidade e atualização. Pois uma decisão mal tomada, pode levar ao fechamento da organização. Por outro lado, as crises financeiras cíclicas, mostram que o financiamento é um dos aspectos críticos no plano de negócio, portanto deve receber toda a atenção. Não se trata apenas de reivindicar mais recursos para o setor (o que pode ou não ser feito, ou até necessário), mas também, e principalmente, identificar as diferentes fontes de recursos existentes e potenciais, conhecer suas características, avaliar sua viabilidade e explorar fontes alternativas. Além disso, a tendência e necessidade de conhecer os critérios de repasse ou distribuição de recursos, ou torná-los mais objetivos e transparentes, faz com que a própria gestão financeira esteja se tornando cada vez mais conhecida e completa.
O contexto atual globalizado, repleto de mudanças econômicas e sociais em âmbito nacional e internacional, exige dos administradores, preparo, conhecimento e habilidades para atuar em situações bastante complexas. O ambiente econômico, sujeito à influência da concorrência interna e externa, a responsabilidade social das empresas que exige uma nova postura ética, o impacto das novas tecnologias, a qualidade dos serviços e produtos como elemento indispensável, tornam - se questões decisivas e determinantes de novos paradigmas de gestão empresarial.



2. ENTENDENDO O QUE É FINANÇAS

O assunto de finanças é bem amplo e complexo, porque afeta a vida de todas as pessoas e todas as organizações. Finanças segundo GITMAN, ”A arte e a ciência de administrar fundos”. Praticamente todos indivíduos e organizações obtêm ou levantam fundos, gastam ou investem. Finanças ocupa-se do processo, instituições mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos.
A área de finanças pode ser dividida em duas amplas partes: serviços financeiros, que é voltada à concepção e à prestação de acessória, tanto quanto a entrega de produtos financeiros a indivíduos, empresas e governo; e administração financeira, que diz respeito às responsabilidades do administrador financeiro numa empresa. Os administradores financeiros administram ativamente as finanças de todos os tipos de empresas, financeiras ou não financeiras, privadas ou públicas, grandes ou pequenas, com ou sem fins lucrativos. Eles desempenham uma variedade de tarefas, tais como orçamentos, previsões financeiras, administração do caixa, do crédito, análise e investimentos e captação de fundos. Nos últimos anos, as mudanças no ambiente econômico e regulatório elevaram a relevância e a complexidade das responsabilidades do administrador financeiro. Como resultado, muitos executivos da indústria e do governo provêm da área financeira. Outra importante tendência recente tem sido a globalização das atividades empresariais. As grandes companhias norte-americanas têm aumentado dramaticamente suas vendas e investimentos em outros países, enquanto que pequenas empresas estrangeiras têm aumentado suas vendas e seus investimentos diretos nos EUA. Essas mudanças criaram a necessidade de administradores financeiros capazes de administrar fluxos de caixa nomeados em diferentes moedas, além de protegê-los dos riscos político e cambial que naturalmente emergem das transações internacionais. Embora essas necessidades tornem as funções do administrador financeiros mais exigentes e complexas, podem propiciar carreiras mais recompensadoras e interessantes.



2.1 A importância da gestão financeira para os negócios

A empresa vista como uma organização complexa deve-se ter um modelo de gestão, um processo de planejamento e controle e um sistema de informações, que se inter-relacionam buscando atingir a eficácia. Os princípios de administração que influi na tomada de decisão é entendido como modelo de gestão. Decisão sobre a contratação ou a implantação de novos serviços tem implicações diretas e indiretas sobre a estabilidade financeira de uma prestadora de serviços.
Tradicionalmente, a administração financeira em sua gestão tem sido considerada como uma das cinco grandes áreas da administração, ao lado da administração de pessoal, de compras ou materiais, de vendas ou marketing e da produção. A administração financeira também partilha com as outras áreas funcionais as funções básicas da administração: planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar, e sua importância tende a crescer numa época de crise econômica e escassez de recursos, em que seu adequado gerenciamento é fundamental.
Em sua definição mais restrita, a administração financeira tem como objetivo imediato prover e gerenciar os recursos financeiros necessários à consecução das atividades da organização. Num conceito mais abrangente, seria o grupo de funções administrativas que se responsabiliza pela administração do fluxo de dinheiro, que de tal forma que a organização tenha meios de realizar seu objetivo. Assim, podem-se identificar três características fundamentais a parti dessa definição:
→ a administração financeira lida com a dimensão monetária da atividade;
→ contribui para o objetivo da organização, aumentando sua eficiência ou controlando seus custos;
→ cuida da capacidade da organização de pagar suas dívidas e se manter em funcionamento.
Normalmente, a área financeira de uma instituição privada de porte simples se resume a duas funções básicas: uma contabilidade ocupada principalmente com a satisfação de requisitos legais, e o levantamento, em bancos e outros credores. Dos recursos necessários as atividades. A medida que a empresa se enquadra num porte maior (médio ou grande, complexo), essa visão muda sendo necessário a atenção as áreas do fluxos de fundos, financiamento e alocação; planejamento, controle e avaliação; eficiência e custo; estabilidade e sustentação financeiras; e por fim organização da área financeira.



2.1.1 Fluxo de fundos

A compreensão dos elementos envolvidos na administração financeira será bastante facilitada através da descrição dos principais fluxos de uma empresa industrial.
Uma indústria requer investimentos em bens que constituem os meios de produção, através dos quais são gerados os produtos a serem colocados no mercado. Esses investimentos referem-se a imóveis, instalações, equipamentos etc.; denominados genericamente por imobilizações ou ativos fixos.
Outros recursos são necessários para financiar o giro das operações. A transformação de matérias-primas em produtos acabados provoca despesas com mão-de-obra e outros custos de fabricação.
As demais atividades envolvem pagamentos de salários e outras despesas.
Certa soma de moeda deve ser mantida em caixa e nas contas bancárias para atender aos pagamentos diários. As sobras temporárias de numerário costumam ser aplicadas no mercado financeiro.
Na gestão de negócios que envolvem a dimensão econômica – financeira e da prestação de serviços, tem que ficar claro que o primeiro pode ser visto como um fluxo de recursos financeiros – como contrapartida do fluxo de serviços – que precisa ser gerenciado, é onde entra o papel do administrador financeiro, que é justamente gerenciar o fluxo dos serviços para atingir as metas da empresa, por meio de uma tomada de decisão. Dois tipos de decisão (ou função estratégica) são ligados estruturalmente à gestão de financeira: o financiamento e a alocação de recursos. O financiamento é a atividade voltada para a obtenção de recursos financeiros necessários à realização das atividades – “de onde vêm” e como obtê-los enquanto a alocação de recursos diz respeito às decisões quanto à sua utilização, ou seja, “para onde vão”, especialmente na aquisição dos diversos insumos necessários a prestação de serviços.



2.1.2 Planejamento, controle e avaliação

Para desempenhar as funções estratégicas de financiamento e alocação, o gerente financeiro necessita desenvolver três conjuntos principais de atividades (ou funções operativas): planejamento, controle e avaliação.
O planejamento consiste em definir como as atividades irão acontecer, identificar o volume de recursos necessários à sua realização e definir como esses recursos deverão ser obtidos. Está, portanto, dirigido para o que deverá acontecer, ou melhor, o que se deseja que aconteça. O planejamento financeiro consiste em prover o volume e os tipos de recursos necessários para atingir os objetivos da organização e definir como eles serão aplicados (utilizados). Segundo BERMAN,“ um estabelecimento de um plano integrado as atividades são, frequentemente, tidos como responsabilidades principais do planejamento”.
O controle chamado também de monitoramento, consiste em acompanhar as atividades em andamento, assegurar-se de que elas seguem um determinado plano e identificar e corrigir possíveis problemas durante sua execução. Consiste basicamente, em comparar o que foi previsto (planejado) com o que está sendo realizado, isto é, verificar se as metas estão sendo atingidas.
Avaliação é o exame das atividades já terminadas (ou, pelo menos, bem adiantadas) para verificar se elas atingiram as metas fixadas ou estão se desenvolvendo em condições adequadas.
Essas três funções não são privativamente financeiras, pois fazem parte das responsabilidades de qualquer gerente ou administrador. Mas é importante ressaltar que o planejamento, controle e avaliação financeiros são parte integrante e imprescindível do processo de qualquer negócio.



2.1.3 Eficiência e custo

Quando se fala de eficiência, se diz na capacidade de produzir um efeito, por meio de uma ação, cujo benefício se tem por rendimento. Em termos de alocação de recursos, o gerente financeiro se preocupa com que esses recursos sejam distribuídos e alocados da melhor forma possível, isto é, com eficiência alocativa. Ou seja, os diferentes recursos ou insumos (pessoal, materiais, equipamento e tecnologia) devem ser combinados de maneira a maximizar o resultado ou produto pretendido e evitar gargalos e desperdícios, que têm sempre como conseqüência um custo maior do que o necessário. A maneira com que os recursos são aplicados entre diferentes insumos e/ou atividades se reflete decisivamente na eficiência e no custo dos serviços. Quando um insumo ou recurso está disponível, mas não pode ser utilizado plenamente porque outro insumo não está presente em quantidade suficiente, o problema muitas vezes é de eficiência alocativa, pois uma distribuição mais equilibrada dos recursos financeiros disponíveis entre os dois insumos poderia eliminar o problema. O exemplo clássico é um equipamento não utilizado por falta de um profissional para operá-lo.
Por outro lado, procura-se obter, a partir de uma certa quantidade de insumos, a maior quantidade de produto, bem ou serviço, possível ou o maior
impacto possível. Essa eficiência técnica (por oposição à eficiência alocativa, definida anteriormente) está relacionada com o conceito de produtividade e a
tecnologia utilizada e implica maximizar o resultado com um dado volume de
recursos ou minimizar a quantidade de recursos utilizados para se alcançar
determinado objetivo ou resultado. Em outras palavras, trata-se de minimizar o
custo necessário para se atingir determinada meta.



2.1.4 Estabilidade e sustentação financeiras

No planejamento e programação de uma atividade, o gerente financeiro deve também se preocupar-se com que os recursos financeiros estejam disponíveis enquanto perdurar a atividade ou programa, isto é, com a estabilidade financeira e a sustentação a longo prazo da atividade.



2.1.5 Organização da área financeira

Especificamente, a estrutura organizacional deve estabelecer linhas nítidas de autoridade e responsabilidade, possibilitar uma autonomia de funcionamento, demarcar responsabilidades, assegurar que um indivíduo não seja responsável perante mais de uma pessoa e estabelecer amplitudes adequadas de controle.
Tradicionalmente, divide-se a área financeira de acordo com as funções mais importantes para cada organização e/ou a natureza dos instrumentos que ela comporta. Dessa forma, é comum a área financeira estar estruturada em torno de algumas ou todas as seguintes funções: planejamento, orçamento, contabilidade, tesouraria, controle e avaliação, auditoria e custos. Entretanto, outros fatores também determinam o tamanho e a estrutura da área financeira: a realidade e características locais, o tamanho da organização, os recursos físicos, financeiros e humanos disponíveis, o volume e a complexidade dos procedimentos e controles financeiros a serem mantidos, o grau de descentralização de
responsabilidades e recursos, etc.
As funções de planejamento, controle e avaliação já foram definidas anteriormente. As demais funções podem ser definidas resumidamente como segue:
• Orçamentação: função responsável pela preparação, acompanhamento e execução do orçamento financeiro.
• Contabilidade: instrumento fundamental da gestão financeira, pois
registra todas as transações ou movimentações de recursos que envolvam valores monetários; pode ser vista como a “central de informação” da gestão financeira.
• Tesouraria: função ou área que cuida de todos os pagamentos e recebimentos e administra o dinheiro que é mantido em caixa ou em contas bancárias para esse fim.
• Tesouraria: função ou área que cuida de todos os pagamentos e recebimentos e administra o dinheiro que é mantido em caixa ou em contas bancárias para esse fim.
• Faturamento: área que cuida da preparação e envio das contas hospitalares ou ambulatoriais.
• Custos: função ou área responsável pela apuração e controle dos cus-
tos dos serviços prestados.
• Auditoria: conjunto de mecanismos de verificação dos registros contá-
beis ou de quaisquer procedimentos que envolvam recursos financeiros.
• Administração do capital de giro: consiste em gerenciar os recursos
financeiros de que a organização necessita no seu dia-a-dia: quanto
manter em caixa, em conta bancária, em investimentos de curto prazo e
alta liquidez, administração dos estoques de materiais e outros insumos.
• Análise de investimentos: consiste na análise das possibilidades e necessidades de investimentos (em instalações, equipamentos, área física, etc.).
As funções identificadas acima, incluindo as de planejamento, controle e
avaliação, constituem as áreas clássicas da administração financeira.
2.2 Meta da administração financeira
Trazer o entendimento contextualizado da gestão financeira, compreender como as decisões tomadas na empresa afetam sua vida financeira; a meta da administração financeira é a maximização da riqueza dos acionistas que constitui algo mais profundo do que a maximização dos lucros.
Já que a maioria das decisões tomadas dentro da empresa é medida em termos financeiros, não surpreende que o administrador financeiro desempenhe um papel-chave na operação da empresa. É importante que os executivos responsáveis por decisões em todas as áreas – contabilidade, produção, mercadologia, pessoal, pesquisa, etc. – tenham uma compreensão básica da função financeira.



3. A GESTÃO FINANCEIRA E A CONTABILIDADE

A administração financeira aproveita certos dados da contabilidade, em especial a análise das demonstrações contábeis, que é a analise da empresa, onde demonstra como a empresa se apresenta em um determinado momento; e a evolução da empresa e do ritmo dos seus negócios, comparando os resultados atuais com os de anos anteriores e podendo, inclusive, as possibilidades de evolução futura. A análise é feita por meio do fator econômico e financeiro, que possibilitará:
→ aos administradores e empresários avaliarem:
I. quanto ao passado, o certo da gestão econômico-financeira;
II. quanto ao futuro, a necessidade de correção nessa gestão e, em conjunto com os outros elementos, as possibilidades de desenvolvimento das operações sociais.

→ aos investidores avaliarem:
I. o retorno do seu investimento;
II. a segurança do seu investimento; já que estamos falando em crise financeira

→ aos credores avaliarem:
I. a garantia de capitais emprestados;
II. o retorno nos prazos estabelecidos.
Essa análise é feita por meio de relatórios legais, os principais são:

D.R.E→ Demonstração de resultado do exercício – resumo das receitas e despesas da empresa em determinado período. Pode ser feita para entender a composição das receitas e despesas e otimizar o uso dos recursos.



D.R.E

 
 
RECEITAS
Vendas totais

 
 
 
DESPESAS
Gastos totais

 
 
 
RESULTADO
Receitas - Despesas
 
 
 
 
RECEITAS
Vendas totais

 
 
 
DESPESAS
Gastos totais

 
 
 
RESULTADO
Receitas - Despesas
 
 

Balanço patrimonial→ resumo dos bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido da empresa. É o principal relatório da contabilidade e pode ser usado para identificar a saúde financeira da empresa.

Balanço Patrimonial
Ativo
Passivo
 
 
Bens e direitos
Obrigações
 
 
 
PATRIMONIO LÍQUIDO
 
Capital próprio= ATIVO - PASSIVO

Fluxo de caixa→ memória do que entrou e saiu, em dinheiro, da empresa. Pode ser usado para informar, antecipadamente, quando será necessário um financiamento ou quando se terá sobra de dinheiro para aplicar no mercado financeiro ou para quitar dívidas em atraso.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA
 
ENTRADAS
 
Recebimentos totais

 
 
SAÍDAS
 
Pagamentos totais

 
 
SALDO
 
Receitas - Despesas
 
 


Quando se fala em administração financeira e contabilidade a impressão que da, é que as duas funções sejam a mesma coisa, embora haja uma relação muito íntima entre essas funções, a função contábil é mais bem visualizada como um insumo necessário à função financeira – isto é, como uma subfunção da administração financeira. Em geral considera-se que a função contábil deve ser controlada pelo vice-presidente financeiro. Contudo, há duas diferenças básicas de perspectiva entre a administração financeira e a contabilidade – uma se refere ao tratamento de fundos realizados pela contabilidade que desenvolve e fornece dados para avaliar o desempenho da empresa, apurar sua situação financeira e pagar impostos, e a outra à tomada de decisão, feita pelo administrador financeiro que difere do contador, é de como vê os fundos para tomar uma decisão.
Uma analogia muito simples



3.1 Como a análise de balaço pode apoiar empresários, analistas e gestores a tomar decisões de investimento, que garantam o fluxo de
caixa das empresas

O contador usando certos princípios padronizados e geralmente aceitos, prepara as demonstrações financeiras com base na premissa de que as receitas devem ser reconhecidas por ocasião das vendas e as despesas quanto incorridas. Este método contábil é geralmente chamado de Regime de Competência dos exercícios contábeis. A receita procedente da venda
de mercadorias a crédito, pela qual não se tem recebido ainda o pagamento efetivo de caixa, aparecem nas demonstrações financeiras da empresa como contas a receber, um ativo temporário. As despesas são tratadas de modo semelhante, isto é, certos passivos são criados para representar bens ou serviços que foram recebidos, mas ainda devem ser pagos. Esses itens são normalmente listados no Balanço como contas a pagar.
O Administrador financeiro está mais preocupado em manter a solvência da empresa, proporcionando os fluxos de caixa necessários para honrar as suas obrigações e adquirir e financiar os ativos circulantes e fixos, necessários para atingir as metas da empresa. Ao invés de reconhecer receitas no ponto de vendas e despesas quando incorridas, reconhece receitas e despesas somente com respeito às entradas e saídas de caixa.
Para entendermos mais com clareza as diferenças entre o Contador e o Administrador financeiro, considere o corpo humano como uma empresa, cada pulsação do coração representa uma nova venda, o Contador iria ocupar-se de cada uma dessas pulsações e daria entrada nestas vendas como receitas. O Administrador Financeiro iria verificar se o fluxo resultante de sangue através das artérias teria atingido as células certas, conservando os vários órgãos da corpo em funcionamento. É possível que o coração seja forte e, no entanto, pare de funcionar, devido ao desenvolvimento de obstruções e coágulos no sistema circulatório. Da mesma forma, uma empresa pode conservar os níveis de vendas crescentes, mas falir por causa de entradas insuficientes de caixa para saldar suas obrigações no vencimento.

Exemplo
A Companhia de Duracell, no ano em que findou, realizou uma venda no
montante de $100.000 de mercadorias adquiridas durante o ano por $80.000.
Embora a companhia tenha paga integralmente pelas mercadorias durante o ano, ainda tem a receber do cliente ao qual a venda foi feita, no fim do ano. A
perspectiva contábil baseada na competência dos exercícios e a perspectiva
financeira baseada no fluxo de caixa para o desempenho da empresa durante o ano são representadas pelas Demonstrações do Resultado e do Fluxo de Caixa, respectivamente.


                       _______**********_______

Comparando as duas demonstrações financeiras, pode-se perceber que, enquanto sob o ponto de vista contábil a empresa é bastante lucrativa, de acordo com a ótica financeira é um fracasso. Sem entradas adequadas de caixa para saldar suas obrigações, a empresa sobreviverá a despeito do seu nível de lucros.
O exemplo acima é que os dados contábeis não descrevem inteiramente as circunstâncias financeiras de uma empresa. O Administrador Financeiro precisa olhar além das demonstrações financeiras da sua companhia para perceber problemas que estão surgindo ou existem. A falta de fluxo de caixa para a Companhia Duracell originou-se da conta a receber não cobrada. O Administrador Financeiro, centrando a atenção no fluxo de caixa, deveria ser capaz de evitar a insolvência e alcançar os objetivos financeiros da empresa.



3.2 Tomada de decisão

Os deveres do executivo financeiro diferem dos do Contador, pois este se dedica basicamente, a coleta e apresentação de dados financeiros. O executivo financeiro avalia as demonstrações do Contador, desenvolve dados adicionais e toma decisões com base em análises subseqüentes. O papel do Contador é prover dados que sejam desenvolvidos e interpretados com facilidade, sobre operações passadas, presentes e futuras da empresa. O Administrador Financeiro usa estes dados, seja em sua forma bruta, seja depois de fazer certos ajustes e análises, como um importante insumo ao processo de tomada de decisão financeira.



3.3 As funções do administrador financeiro

Realizar análises e planejamento financeiro – diz respeito à transformação dos dados financeiros, de forma que possam ser utilizados para monitorar a situação financeira da empresa;
avaliar a necessidade de se aumentar (ou reduzir) a capacidade de produção e determinação de aumento (ou redução) dos financiamentos requeridos.
Tomar decisões de investimento – refere-se ao montante de recursos aplicados em ativos circulantes e em ativos permanente.
deve decidir também quais são os melhores ativos permanentes a adquirir, e saber quando os ativos existente precisam ser modificados, substituídos ou liquidados.
Tomar decisões de financiamento – deve estabelecer a combinação mais apropriada entre financiamento a curto e a longo prazo.
deve analisar as alternativas de financiamentos disponíveis, seus custos e suas implicações a longo prazo para a empresa.



4. RESTRIÇÃO DE CRÉDITO

A análise de crédito é um processo organizado para analisar dados, de maneira a possibilitar o levantamento das questões certas acerca do tomador do crédito. Este processo cobre uma estrutura mais ampla do que simplesmente analisar o crédito de um cliente e dados financeiros para a tomada de decisão com propósitos creditícios. Segundo Santos (2000), o processo de análise e concessão de crédito recorre ao uso de duas técnicas: a técnica subjetiva e a técnica objetiva ou estatística. A primeira diz respeito à técnica baseada no julgamento humano e a segunda é baseada em processos estatísticos.
Em relação à primeira técnica, observa que: "a análise de crédito envolve a habilidade de fazer uma decisão de crédito, dentro de um cenário de incertezas e constantes mutações e informações incompletas". (SCHRICKEL, 2000). Ou seja, grande parte da análise de crédito é realizada através do julgamento do agente de crédito, baseada principalmente na habilidade e experiência do mesmo. Santos (2006) ainda explica que esta técnica baseia-se na experiência adquirida, disponibilidade de informações e sensibilidade de cada analista quanto a aprovação do crédito.
A análise subjetiva do tomador do crédito é importante, visto que através da experiência do agente de crédito é possível identificar fatores de caráter, capacidade, capital e condições de pagamento. Porém, essa análise não pode ser realizada de maneira aleatória, é preciso estar embasada em conceitos técnicos que irão guiar a tomada de decisão.
A liberação para concessão de crédito afeta a empresa em muitas vertentes, no rendimento, nas vendas, nos lucros, na produção, e principalmente na imagem do mercado que hoje é cada vez mais competitivo. O grande problema que afeta as pequenas empresas é a gestão, ou seja, o responsável precisa ter uma abrangência de conhecimentos teóricos e práticos, sobretudo encontrar as formas que possibilitam as decisões que tragam vida prolongada para empresa, uma decisão tomada hoje, poderá causar uma série de efeitos no futuro e com certeza uma das decisões mais importante é a liberação para concessão de crédito.
Diante de um cenário da crise, como o atual, aumenta a dificuldade de acesso ao crédito devido ao risco de inadimplência, o que restringe a credibilidade.



4.1 Risco

A maximização do lucro também desconsidera o risco – a possibilidade de que os resultados efetivos sejam diferentes do esperado.
Relação de compensação entre FLUXO DE CAIXA (retorno) e RISCO. Onde:
Retorno maior – aumenta o $ da ação.
Risco maior – diminui o $ da ação



5. A cerca dos impostos

É de suma importância que uma estrutura organizacional tenha como planejamento estratégico o controle de sua carga de tributos, com esse planejamento, o administrador tem a estimativa e pode fazer suas provisões, controlar seus fluxos e reduzir seus custos trabalhando de forma lícita para que essa estrutura tenha seu crescimento sólido e promissor.
Em tempos de retração econômica existe uma preocupação em reduzir custos, e isto neste momento tem sido relevante para as empresas, porém, o governo tem sofrido retração na arrecadação de impostos com isso temos quedas em investimentos, saída de capital para assegurar desempregados.
Com essa tal situação a desaceleração econômica fica inevitável.

Definição: Impostos são valores pagos, realizados em moeda nacional (no caso do Brasil em reais), por pessoas físicas e jurídicas (empresas). O valor é arrecadado pelo Estado (governos municipal, estadual e federal) e servem para custear os gastos públicos com saúde, segurança, educação, transporte, cultura, pagamentos de salários de funcionários públicos, etc. O dinheiro arrecadado com impostos também é usado para investimentos em obras públicas (hospitais, rodovias, hidrelétricas, portos, universidades, etc). 
Os impostos incidem sobre a renda (salários, lucros, ganhos de capital) e patrimônio (terrenos, casas, carros, etc) das pessoas físicas e jurídicas.
A utilização do dinheiro proveniente da arrecadação de  impostos não é vinculada a gastos específicos. O governo, com a aprovação do legislativo, é quem define o destino dos valores, através do orçamento. 
O Brasil tem uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo. Atualmente, ela corresponde a, aproximadamente, 37% do PIB (Produto Interno Bruto).



5.1 Os principais impostos cobrados no Brasil são:

Federais
- IR (Imposto de Renda) - Imposto sobre a renda de qualquer natureza. No caso de salários, este imposto é descontado direto na fonte.
- IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados.
- IOF - Imposto sobre Operações Financeiras (Crédito, Operações de Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários).
- ITR - Imposto Territorial Rural (aplicado em propriedades rurais).

Estaduais
- ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
- IPVA - Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (carros, motos, caminhões)

Municipais

- IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (sobre terrenos, apartamentos, casas, prédios comerciais)
- ITBI - Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens e Imóveis e de Direitos Reais a eles relativos 
- ISS - Impostos Sobre Serviços



5.2 Impostos e Despesas de Operação

Itens do género da água, luz, salários, marketing, seguros, honorários, etc. representam custos operacionais que se sucedem mensalmente. Alguns dos impostos são óbvios. Ambos requerem que a quantia apropriada de fundos esteja disponível na altura certa, pois de outra forma irão afectar a operação do seu negócio. Se não pagar aos seus empregados estes não aparecerão ao trabalho. Se não pagar os seus impostos o Estado pode encerrar a sua empresa até que o faça.
Para assegurar a saúde financeira atual e futura da sua empresa deve monitorar constantemente estes aspectos para se aperceber de quaisquer mudanças para melhor ou para pior. Se mantiver registos completos e precisos do seu fundo de maneio, estará apto a reagir rapidamente a qualquer alteração financeira . Isto é importante porque o aumento nos lucros podem ser investidos para aumentar activos futuros, ou se o seu negócio se alterar para pior, pode tomar medidas para retificar a situação.



6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA

- BRAGA, Roberto Fundamentos e técnicas de Administração financeira, São Paulo, editora Atlas.
- GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira, São Paulo, editora Harbra.
- SANTOS, José Odalicio dos. Analisa de Crédito, São Paulo, editora Atlas
- SOUZA, Alceu. Decisões financeiras, análise de investimentos, São Paulo editora Atlas.
- VAGNER RODRIGUES, Jaime. Colunista site web -www.administradores.com.br











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