COOPERAR VALE A PENA – IMPLICAÇÕES PESSOAIS E ORGANIZACIONAIS 'O grande desafio reside em equilibrar os interesses pessoais e os da empresa que nem sempre estão correlacionados.'( Eugenio Mussak) Um dos grandes desafios da gestão de qualquer empresa é conciliar, na mesma equipe, a cooperação entre seus membros com os interesses individuais. Parece conflituoso e complicado e, de fato, muitas vezes é. O que torna esse conceito quase impraticável é o fato dele pregar a conciliação entre dois exercícios teoricamente antagônicos. Entretanto, vale a pena o empenho, pois a cooperação é um dos principais caminhos para que se sobreviver e se evoluir no mundo dos negócios. A medida segundo a qual indivíduos e grupos vêem seus próprios objetivos serem satisfeitos pela realização de objetivos organizacionais constitui o grau de integração de objetivos. Quando os objetivos da organização são compartilhados por todos, temos, nas palavras de McGregor(1960) uma 'verdadeira integração de objetivos'. O grande desafio reside em equilibrar os interesses pessoais e organizacionais. Se a balança pender para o lado dos interesses pessoais, provavelmente, o funcionário seguirá suas vontades, independente do que a empresa deseja, comprometendo o resultado. Já, se o funcionário faz exatamente aquilo que lhe ordenam ou que esperam dele, deixando seus objetivos de lado, ele vai acabar desmotivado. Stephen R. Covey(2005) ao estabelecer os paradigmas da interação humana considera esta relação como do tipo ganha/ganha. Nas suas palavras 'ganha/ganha não é uma técnica, mas sim uma filosofia completa de interação humana.' Ganha/ganha é um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as interações humanas. Significa entender que os acordos e as soluções são mutuamente benéficos, mutuamente satisfatórios. Todas as partes (incluindo aqui as relações do tipo indivíduo-indivíduo e indivíduo-empresa) se sentem bem com a decisão e comprometidas com o plano de ação. As diversas dimensões da vida são vistas como uma cooperativa, não como um local de competição, principalmente de conflito de interesses. Ganha/ganha se baseia no princípio de que há bastante para todos, que o sucesso de uma pessoa ou de uma organização não é conquistado com o sacrifício ou exclusão do outro. A balança se equilibra quando indivíduo e empresa alinham seus desejos e ambições. Cooperar com a empresa significa também cooperar com a sua equipe de trabalho. Portanto, nos elementos relacionados na relação empresa-indivíduo valem também para o tipo indivíduo-indivíduo. Eis as implicações e a importância dessas relações. Uma empresa, para que obtenha um melhor resultado, deve escolher profissionais cientes dos objetivos e valores da corporação. Pessoas com objetivos e valores pessoais não conflitantes, de preferência muito semelhantes. É preciso que o funcionário posicione a sua ambição de maneira certa: nem acima de tudo e nem escondido, subjugado . É claro que a empresa deve, por outro lado, estimular o ânimo e as ambições dos indivíduos, para que estes não se sintam anulados. É uma situação delicada que provavelmente delineie o limiar entre o sucesso e fracasso. A expectativa de uma organização é criar um clima em que ocorra um dos fenômenos: ou os indivíduos da organização (tanto gerentes como subordinados) vêem seus objetivos como sendo os mesmos da organização; ou, embora sejam diferentes (não necessariamente divergentes) acham que são correspondidos como conseqüência direta de trabalharem para os objetivos da organização. Portanto, quanto mais pudermos aproximar os objetivos dos indivíduos aos da organização, tanto melhor será o desempenho organizacional. Referências: Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes. Stephen R Covey. Rio de Janeiro: Best seller, 2005. The human side of enterprise. Douglas McGregor- New York: McGraw-Hill Company,1960. apud Hersey/Blanchard in Psicologia para administradores: a teoria e as técnicas da liderança situacional. São Paulo:E.P.U., 1986. Cooperar vale a pena. Eugênio Mussak. Disponível em http://vocesa.abril.com.br/aberto/colunistas/pgart_0701_22092004_49703.shl . acesso em 30 de setembro de 2007.