A busca pela excelência utiliza dos recursos e competências instaladas dentro das paredes da empresa como intuito de competir no mercado. O mais com menos pode ter tido uma maior ênfase após as reengenharias que na década de 1990 passaram por organizações brasileiras. A busca pela eficiência, eficácia e efetividade também tem um grande papel quando se faz mais com menos, ou seja, quanto menos se gasta e mais se produz melhor será. Esta máxima vem fazendo parte das minhas atuações nestes últimos 5 anos, visto que a área de eventos de maneira geral, todos desejam glamour, luzes e adereços de luxo, mas nem sempre estão dispostos a investirem. Acrescento ainda algo que venho discutindo sobre as competências internas das empresas e que muitas vezes são desconsideradas na hora das tomadas de decisões, processos de inovações ou mesmo de mudanças. Acredito firmemente que os santos de casa fazem milagres todos os dias, mas são milagres invisíveis, pois já estamos acostumados ou não são o santo da vez. Além dos milagres de cada dia, nas organizações temos uma enxurrada de santos que não valeria apena nem ter altar; pois seus poderes já se esgotaram ou estão enferrujados. Falando em santinhos lembro-me de minha avó que tinha em casa no cantinho da sala seu santinho. Tava sempre sem vela e mal olhava pra ele, então, quando surgia um problema, corria rapidamente para o coitado. E, lá o coitado ia fazer mais com menos. Entender que o processo de mais eficiência com menos recurso se faz fundamentalmente quando os santos estão na ativa é entender também o quanto o Santo Gestor, ou seja, aquele que conduz os santinhos deve fazer com que todos os dias os poderes possam ser ativados. O Santo Gestor deve dar atenção aos santinhos e desafiá-los a pensarem em novas possibilidades de milagres mesmo antes das necessidades. Estas ações criam uma santa agitação, mexendo no ânimo do pessoal. E se lembrarmos de que a palavra ânimo vem de alma, ai mesmo que a coisa esquenta. Então, para fazer mais com menos, precisamos agitar o santo e para isto necessitamos olhar o santo, dar atenção, zelar por ele, conversar e ouvir o santo, valorizar – o meu é melhor que o do vizinho, acreditar no santo e esperar um milagre, por que milagres acontecem, além de outras situações importantes para que os santos possam olhar por nós. Não preciso lhe dizer que o santo na qual me refiro são os colaboradores da empresa e que o Santo Gestor é o chefe. Quando falo sobre isto me lembro de uma frase de meu pai, que fala: 'Não procure fora aquilo que você tem em casa'. Quantos santinhos estão jogados no cantinho da gaveta. Cabe somente uma mudança por recombinantes, que nada mais é do que fazer mais não com menos, mas com aqueles que sempre estiveram juntos.