Storytelling em apresentações: muito além do “era uma vez”

A apresentação com storytelling deve ser estratégica, ter um bom roteiro, uma direção de arte bem planejada e levar movimento a sua audiência através do Motion Design

Uma apresentação com storytelling nada mais é do que a prova de que contar histórias utilizando slides pode ser mais complexo do que parece. Ela deve ir além do “era uma vez”! 

Não valerá de nada simplesmente mostrarmos a chapeuzinho vermelho fugindo do lobo mal, ou apenas falarmos que Luke Skywalker tinha uma galáxia inteira para salvar, se não formos convincentes e não tivermos um bom conteúdo por trás da história.

A apresentação com storytelling deve ser estratégica, ter um bom roteiro, uma direção de arte bem planejada e levar movimento a sua audiência através do Motion Design. Vamos ver como fazer:

Quatro componentes do storytelling poderão revolucionar sua comunicação

Já é de senso comum que o storytelling pode ser uma poderosa ferramenta de persuasão, afinal, a publicidade não nos deixa esquecer deste fato, e já eternizou campanhas com storytellings bem elaborados.
Nas apresentações, não é diferente.

Na hora de pensar na história que irá ser contada, não podemos esquecer dos quatro componentes fundamentais do storytelling.

1. Protagonista

Quem solucionaria o Enigma do Príncipe, se não houvesse um Harry Potter? Ninguém, né? Da mesma forma, ninguém escreve um storytelling sem uma personagem para a audiência acompanhar. Este protagonista compartilha valores com a plateia: tem sentimentos, defeitos e virtudes. E a audiência? Cria empatia e passa até a torcer pela sua personagem!

2. Objetivo

Se “Procurando Nemo” não contasse a jornada de uma busca, o clássico da Pixar perderia todo o seu sentido. Sabe por que? Porque protagonistas tem objetivos! E nós não podemos apenas narrar um dia comum, mas contar momentos extraordinários, onde nosso personagem principal está em busca de alguma coisa (que não precisa ser necessariamente o Nemo).

3. Conflito

Imagine o grande navio do Titanic. Agora, imagine ele navegando sobre os mares da Bahia. O que aconteceria? Sim, o Jack provavelmente estaria vivo! Mas aí história perderia seu conflito, e provavelmente a sua graça também. A trajetória da nossa personagem não pode ser tranquila, nem mesmo um mar de rosas! Pelo contrário, por isso colocaram um Iceberg nos mares do Titanic, assim os espectadores criariam conexões emocionais com a história.

4. Transformação

Vamos propor mais um exercício de imaginação. Lembra do Meu Malvado Favorito? O que aconteceria se o rabugento Gru, não tivesse criado empatia com as garotinhas do filme? A franquia não teria conseguido lançar um segundo, terceiro, nem quarto filme!
Mas, o principal: a personagem não se transformaria. Nos storytellings as personagens devem se transformar, aprender, para assim evoluírem.

É para isso que utilizamos storytelling em apresentações: para mudar a perspectiva que a sua audiência tem sobre determinados assuntos.

Mesmo a melhor história não salva um conteúdo ruim

Lembre-se: o storytelling, quando colocado em uma apresentação, é apenas a forma que você escolheu para entregar seu conteúdo para sua audiência.

Portanto, qual é o seu conteúdo? É preciso organizá-lo antes de partir para o “era uma vez”. Determine seus argumentos, endossos e mensagens, coloque-os na ordem correta para sua audiência entendê-los. Só então pense na sua história! E para ajudar a organizar essas ideias, você pode contar com os Arcos Narrativos.

Arcos Narrativos: O que acontece no mundo real?

O mais simples e conhecido dos arcos narrativos, foi concebido por Aristóteles e se chama “estrutura dos três atos”, onde a narrativa tem um começo, meio e fim.

Mas essa estrutura também pode ser interpretada como: Mundo Real, Aventura e Resolução:

  • No Mundo Real, apresentamos personagens e ambientamos a história.
  • Na Aventura, colocamos o conflito e geramos tensão.
  • Na Resolução mostramos como os desafios transformaram a personagem.

O arco narrativa vai servir como uma linha condutória da sua história, e vai te ajudar a colocar seus elementos em ordem, de maneira que a plateia entenda e absorva melhor seu conteúdo.

O design é essencial!

É hora de pensar no visual da sua apresentação com storytelling, o momento em que você precisará fazer uso do Motion Design. O movimento por si só já é um ótimo contador de histórias. Perceba o quanto movimentamos os braços e gesticulamos, fazemos caras e bocas quando contamos histórias.

Na hora de produzir, aposte nele para levar a sua apresentação para outro nível. Não só na questão estética, mas principalmente para gerar mais atenção e engajamento do seu público.

Assim como em livros de histórias, o design comunica e conecta suas mensagens ao seu público-alvo. Ele ilustra cenas, mensagens e ideias, aproximando seu conteúdo da sua audiência. E o movimento aproxima a plateia da história e do conteúdo.

Contar histórias com movimento está no nosso DNA. O movimento cria tensão, ritmo e pausas nos momentos certos, o que prende a atenção da sua audiência.

Agora, é só criar seu conteúdo, transformá-lo em um bom roteiro, e utilizar o Motion Design para tornar sua apresentação com storytelling ainda mais poderosa.

E aí, está pronto para fazer história?

Se você é assinante Premium, não deixe de conferir o vídeo sobre Apresentações com Storytelling da MonkeyBusiness, no programa Motion Design. O segundo episódio é dedicado ao tema. Aproveite para exercitar de forma estratégica como pensar numa apresentação com storytelling e baixe o modelo de template disponibilizado na área de arquivos do episódio.

Caso ainda não seja assinante Premium e deseje ter acesso a esse e dezenas de outros conteúdos, visite www.administradores.com.br/premium, conheça a plataforma e assine.

 

Avalie este artigo:
(0)
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

Fique informado

Receba gratuitamente notícias sobre Administração