As Tecnologias E Suas Contribuíções Na Educação

Hoje, quando se analisa a presença dos meios de comunicação de massa e, principalmente, das novas tecnologias e sua inuência na educação, chega-se à conclusão de que a aprendizagem seria totalmente prejudicada sem estes instrumentos. Assim, o presente artigo tem como objetivo evidenciar alguns aspectos relevantes do impacto das novas tecnologias na educação e as implicações dos desaos impostos para o ensino. O impacto dos avanços tecnológicos tem provocado nas instituições de ensino, mudanças em seu comportamento, passando da tranquilidade de um sistema educativo social conservador e estático, para um sistema educativo dinâmico, onde as mudanças no ambiente e na tecnologia obrigam os educadores a obter conhecimentos gerais e especícos para fazer frente à nova realidade. Palavras-chave: Novas Tecnologias; Educação; Ensino.

Elena Roque,
As Tecnologias E Suas Contribuíções Na Educação

 

Idilene Rodrigues da Silva

Rosimery de Arruda e Silva

RESUMO: Hoje, quando se analisa a presença dos meios de comunicação de massa e, principalmente, das novas tecnologias e sua inuência na educação, chega-se à conclusão de que a aprendizagem seria totalmente prejudicada sem estes instrumentos. Assim, o presente artigo tem como objetivo evidenciar alguns aspectos relevantes do impacto das novas tecnologias na educação e as implicações dos desaos impostos para o ensino. O impacto dos avanços tecnológicos tem provocado nas instituições de ensino, mudanças em seu comportamento, passando da tranquilidade de um sistema educativo social conservador e estático, para um sistema educativo dinâmico, onde as mudanças no ambiente e na tecnologia obrigam os educadores a obter conhecimentos gerais e especícos para fazer frente à nova realidade.

Palavras-chave: Novas Tecnologias; Educação; Ensino.

Introdução

A democratização do saber por meio da informação propõe alternativas que busquem produzir, socializar e facilitar o acesso ao conhecimento, ultrapassando a metodologia de trabalho fundamental da reprodução para a produção de conhecimento. Por isso, torna-se necessário buscar um referencial teórico que discuta a questão prática e a teoria na educação.

Os computadores, que estão cada vez mais presentes na sociedade, chegaram às escolas como recurso importante para a modernização do sistema educacional, permitindo e facilitando a concretização da produção de trabalhos, por exemplo, o acesso à internet trouxe consigo mudanças radicais no processo ensino-aprendizagem. Dessa forma, a sua inserção no ensino é um processo irreversível e a revolução tecnológica em curso, está se dando sem que os educadores possam detê-la.

Diante disso, faz-se necessário um acompanhamento do impacto tecnológico sobre a educação escolar, com o objetivo principal das melhorias da qualidade do ensino.

As instituições de ensino encontram-se num contexto de elevada pressão em relação aos avanços tecnológicos que, por um lado, lhes garantem melhores condições didáticas e pedagógicas e, de outro, que ocasiona mudanças ambientais e tecnológicas de uma era da modernidade. Assim, no atual contexto tecnológico em que o mundo se volta completamente para um sistema dominado pela tecnologia, é necessário despertar-se para um modelo educacional que acompanhe este sistema. Para isso, as escolas devem atender a um apelo de ampla abrangência mundial, onde é indispensável o conhecimento teórico e prático desse processo global.

É com esta determinação que este artigo pretende enfocar as variáveis do tema proposto em uma constante busca de novas sínteses, realidades e propostas para incorporar os educadores e a instituição de ensino em um novo tempo. Partindo dessa linha de análise propõe-se o seguinte problema de pesquisa: Qual a inuência da tecnologia para a atuação dos docentes?

Justifica-se um estudo como este pelo fato de haver uma presença cada vez maior dos meios de comunicação influenciando o comportamento das pessoas. Vale frisar que os alunos que não se enquadram na realidade das transformações tecnológicas e científicas, apresentam dificuldades em entender o mundo a sua volta, pois, cada vez mais os meios de comunicação são colocados a serviço da educação e da vida.

Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, consequentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, os educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas tecnologias que as torna transparentes e invisíveis a eles. "Tecnologia na Educação" é uma expressão preferível à "Tecnologia Educacional", pois esta sugere que há algo intrinsecamente educacional nas tecnologias envolvidas. A expressão "tecnologia na educação" deixa aberta a possibilidade de que tecnologias que tenham sido inventadas para finalidades totalmente alheias à educação, como é o caso do computador, possam, eventualmente, ficar tão ligadas a ela que se torna difícil imaginar como a educação era possível sem elas. A fala humana (conceitual), a escrita, e, mais recentemente, o livro impresso, também foram inventados, provavelmente, com propósitos menos nobres do que a educação em vista.

Hoje, porém, a educação é quase inconcebível sem essas tecnologias.

Segundo tudo indica, em poucos anos o computador em rede estará, com toda certeza, na mesma categoria.

Tomadas em seu sentido mais geral, pedagogia e tecnologia sempre foram elementos fundamentais e inseparáveis da educação. Assim, tecnologia é uma forma de conhecimento. "Coisas" tecnológicas não fazem sentido sem o "saber como usá-las, consertá-las, fazê-las". Conforme VALENTE (1999, p.199), "[...] tecnologia é um conjunto de discursos, práticas, valores e efeitos sociais ligados a uma técnica particular num campo particular.

Nesta análise das relações entre tecnologia e educação: a convicção de que o uso de uma "tecnologia" (no sentido de um artefato técnico), em situação de ensino e aprendizagem, deve estar acompanhado de uma reflexão sobre a "tecnologia" (no sentido do conhecimento embutido no artefato e em seu contexto de produção e utilização).

A educação é e sempre foi um processo complexo que utiliza a mediação de algum tipo de meio de comunicação como complemento ou apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com os alunos. A sala de aula pode ser considerada uma "tecnologia" da mesma forma que o quadro negro, o giz, o livro e outros materiais, são ferramentas "tecnológicas" pedagógicas que realizam a mediação entre o conhecimento e o aprendente.

Para tanto, o atendimento deste assunto exige o conhecimento da integração entre os meios tecnológicos e didáticos, no sentido de garantir o melhor para que a educação prepare o homem que deva atuar em cada espaço de tempo atendendo às necessidades educacionais das sociedades.

Um desafio a enfrentar hoje na formação do educador, segundo FRIGOTTO (1996), é a questão da formação teórica e epistemológica. E esta tarefa não pode ser delegada à sociedade em geral. Para o autor, o lócus adequado e específico do desenvolvimento do docente é a universidade, onde se articulam as práticas de formação-ação na perspectiva de formação continuada e da formação inicial.

O professor e sua formação

A formação de professores segundo MERCADO (2002, p.16) sinaliza para uma organização curricular inovadora que, ao ultrapassar a forma tradicional de organização curricular, estabelece novas relações entre a teoria e a prática, oferecendo condições para a emergência do trabalho coletivo e interdisciplinar e, ao mesmo tempo, possibilitando a aquisição de uma competência técnica e política que permite ao educador situar-se criticamente no novo espaço tecnológico.

Ao professor cabe o papel de estar engajado no processo, consciente não só das reais capacidades da tecnologia, do seu potencial e de suas limitações para que, segundo FRIGOTTO (1996), possa selecionar qual é a melhor utilização a ser explorada num determinado conteúdo, contribuindo para a melhoria do processo ensino-aprendizagem por meio de uma renovação da prática pedagógica do professor e da transformação do aluno em sujeito ativo na construção do seu conhecimento, levando-os, através da apropriação desta nova linguagem, a inserir-se na contemporaneidade.

Para NÓVOA (1991), estas mudanças exigem uma profunda alteração curricular em que os conteúdos acumulados pela humanidade serão os objetos do conhecimento, mas os novos problemas e os projetos para suas soluções comporão os procedimentos e atividades que serão avaliados pelas universidades para constatar sua eficácia.Para inovações, novos instrumentos e utensílios serão necessários, entre eles a entrada da comunicação como a internet e a capacitação docente para o domínio das novas tecnologias.

Formar professores, conforme MERCADO (2002, p.19), exige:

Mudanças na formação de conceber o trabalho docente, na flexibilização dos currículos das universidades, e nas responsabilidades da escola no processo de formação do cidadão; Socialização do aceso à informação e produção de conhecimento para todos; Mudança de concepção do ato de ensinar em relação aos novos modos de conceber o processo de aprender e de acessar e adquirir conhecimento; Mudança nos modelos/marcos interpretativos de aprendizagem, passando do modelo educacional predominante instrucionista, para o modelo construtivista, Construção de uma nova configuração educacional que integre novos espaços de conhecimentos em uma proposta de inovação da universidade, na qual o conhecimento não está centrado no professor e nem no espaço físico e tempo escolar, mas visto como processo permanente de transição, progressivamente construído, conforme os novos paradigmas; Desenvolvimento dos processos interativos que ocorrem no ambiente telemático, sob a perspectiva do trabalho cooperativo.

Observa-se que as mudanças que vem ocorrendo em todos os campos do saber desloca o modelo de educação escolarizada, que ocorre numa determinada faixa etária do aluno e num determinado espaço físico, apoiada na especialização do saber, para uma educação continuada que dá importância ao sujeito, à reflexão e à aprendizagem em sua aplicabilidade à vida social, fundamentada em princípios de cidadania e liberdade.

Um desafio a enfrentar hoje na formação do educador, segundo FRIGOTTO (1996), é a questão da formação teórica e epistemológica. E esta tarefa não pode ser delegada à sociedade em geral. Para o autor, o lócus adequado e específico do desenvolvimento do docente é a universidade, onde se articulam as práticas de formação-ação na perspectiva de formação continuada e da formação inicial.

De acordo com DRUCKER (1993), o professor, na sociedade contemporânea, revê de modo crítico seu papel de parceiro, interlocutor, orientador do educando na busca de suas aprendizagens. Assim, ele e o aprendiz estudam, pesquisam debatem, discutem, e chegam a construir conhecimentos, desenvolver habilidades e atitudes. O espaço aula se torna um ambiente de aprendizagem, com trabalho coletivo a ser criado, trabalhando com os novos recursos que a tecnologia oferece, na organização, flexibilização dos conteúdos, na interação aluno-professor e na redefinição de seus objetivos. A reflexão, como princípio didático, é fundamental em qualquer metodologia, levando o sujeito a repensar o processo do qual participa dentro da escola como docente.

Conforme MERCADO (2002), a formação deve considerar a realidade em que o docente trabalha suas ansiedades, suas deficiências e dificuldades encontradas no trabalho, para que consiga visualizar a tecnologia como uma ajuda e vir, realmente, a utilizar-se dela de uma forma consistente. Para este autor, o processo de formação continuada oferece condições para o professor construir conhecimento sobre as novas tecnologias, entender por que e como integrá-las na sua prática pedagógica e ser capaz de superar entraves administrativos e pedagógicos, possibilitando a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora voltada para a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno. Deve criar condições para que o professor saiba sua formação para a sua realidade de sala de aula compartibilizando as necessidades de seus alunos e os objetos pedagógicos que se dispõem a atingir. Esta formação propicia condições necessárias para que o professor domine a tecnologia – um processo que exige profundas mudanças na maneira do adulto pensar.

Com isso, segundo NEVADO (1996, p. 4) cria-se um novo espaço de aprendizagem "a partir da ampliação e transformação de contextos, eliminando distâncias físicas e promovendo a construção cooperativa dos conhecimentos, o desenvolvimento da consciência crítica e o favorecimento das soluções criativas para os novos problemas que se impõem". O espaço telemático utiliza os recursos tecnológicos para enriquecer os ambientes de aprendizagem em que cada aluno é um sujeito ativo em interação com os outros alunos, professores, pesquisadores ou pessoas da comunidade. Torna-se um ambiente privilegiado para a reflexão pedagógica com alternativas para o aproveitamento construtivo das tecnologias da informação e da comunicação.

CONCLUSÃO

As tecnologias aplicadas a educação constitui um paradigma educacional que engloba a descoberta, a criação, a consciência e indica que as instituições de ensino de modo geral constitui um ambiente criado para a aprendizagem rica em recursos, possibilitando ao aluno a construção do seu conhecimento, segundo o seu estilo individual de aprendizagem.

As novas tecnologias, junto com uma boa proposta pedagógica são de grande importância para a aprendizagem, a partir do momento em que sejam vistas pelos profissionais da educação, como ferramentas, mídias educacionais, podendo ser facilitadoras da aprendizagem, tornando-se mediadoras, por facilitarem ao aluno construir seu próprio conhecimento, no qual o aluno passa ter papel ativo, buscando resolver suas necessidades.

Os recursos tecnológicos, como instrumentos à disposição do professor e do aluno, constituem-se em valiosos agentes de mudanças para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Isto requer professores bem formados com conhecimentos sólidos da didática e dos conteúdos, com desenvolvimento de práticas pedagógicas que utilizem estas novas tecnologias como ferramenta que atendam às necessidades individuais e coletivas, que estimulem a construção criativa e a capacidade de reflexão e que favoreçam o desenvolvimento da capacidade intelectual e afetiva, levando a autonomia e à democracia participativa e responsável.

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Tags: Novas Tecnologias; Educação; Ensino